O Tribunal do Vaticano condenou, neste sábado (23/6), o sacerdote Carlos Alberto Capella a cinco anos de prisão, por posse e divulgação de pornografia infantil. No julgamento, ele admitiu que teve posse do material durante o tempo que viveu nos Estados Unidos.

O sacerdote já havia trabalhado como diplomata na embaixada do Vaticano em Washington (EUA) e estava detido desde abril, segundo informações do site Público.

A investigação começou em agosto de 2017, quando o Departamento de Estado norte-americano notificou o Vaticano sobre a possível violação das leis nacionais relacionadas a pornografia infantil. Mais tarde, eles pediram que fosse suspensa a imunidade diplomática do sacerdote, que foi negada pelo Vaticano.

Ainda segundo a reportagem, após a notificação, o Vaticano pediu que Capella voltasse a Roma. Nessa época, já havia também um mandado de busca do ex-sacerdote no Canadá, por suspeita de distribuição de pornografia durante visita a uma igreja em dezembro de 2016.

No julgamento, que começou na sexta-feira (22/6), Capella disse estar arrependido e afirmou que esperava que a situação fosse considerada com um incidente no caminho de sua vida sacerdotal.

A Promotoria do Vaticano argumentou que Capella deveria ser condenado porque possuía grande quantidade de fotos e vídeos com menores em atos sexuais explícitos. Ele foi acusado de transmitir as imagens em um blog criado na plataforma Tumblr e ICloud.

Os advogados de defesa do ex-sacerdote afirmaram  que o comportamento de Capella não é sinal periculosidade, mas sim de um problema psicológico. Eles apresentaram uma avaliação que mostrava que ele não revelava “tendências de pedofilia”, mas sofria de “problemas relativos à sua fragilidade”. Capella também foi condenado a pagar multa de 5 mil euros.

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