Uma mudança de governo na Venezuela favoreceria os dois países que são os maiores credores venezuelanos, Rússia e China, disse o deputado Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino – Claudio Tognolli

Reuters – Uma mudança de governo na Venezuela favoreceria os dois países que são os maiores credores venezuelanos, Rússia e China, disse o deputado Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino. As declarações foram feitas durante entrevista à Reuters nesta quinta-feira (31).

Guaidó disse que enviou mensagens à Rússia e à China, aliados do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Guaidó tenta promover com a ajuda dos Estados Unidos um golpe contra o governo constitucional do país.

“O que mais interessa à Rússia e à China é a estabilidade do país e uma mudança de governo”, disse ele. “Maduro não protege a Venezuela, não protege os investimentos de ninguém, e ele não é bom para esses países.”

Ambos os países, porém, têm mantido respaldo ao governo do presidente constitucional e legítimo, Nicolás Maduro.

Na entrevista, ele disse que “não tem nenhum medo” de possivelmente ser preso, depois que a Suprema Corte do país aprovou na terça-feira a abertura de uma investigação preliminar sobre suas ações, proibindo-o de deixar o país e congelando suas contas bancárias.

Guaidó disse que o governo venezuelano será “responsável” com seus credores e detentores de bônus. Ele ainda não controla as funções de Estado, que seguem leais a Maduro apesar dos pedidos da oposição por deserções.

Guaidó disse que está avaliando como assumirá o controle da Citgo, unidade nos EUA da petroleira estatal PDVSA e maior ativo da Venezuela no exterior, após o governo do presidente norte-americano, Donald Trump tentar usar a companhia para alavancar a queda de Maduro.

O governo dos EUA e Guaidó estão tentando nomear um novo conselho para a Citgo.
Guaidó também disse que, sob um futuro governo, a PDVSA seguirá sob mãos estatais, acrescentando que a prioridade será recuperar a produção no devastado setor de petróleo. “Estamos aqui para fornecer certeza para a economia, para a sociedade e na política”, disse ele.

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