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Moscou acusou a Ucrânia de quebrar o acordo de cessar-fogo para duas cidades. Kiev alegou que os bombardeios russos nunca pararam. Acompanhe as últimas notícias.

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  • Rússia retoma ataques, após cessar-fogo temporário
  • ONU confirma 351 civis mortos na Ucrânia devido à guerra
  • Blinken visita centro de refugiados na Polônia
  • Zona da exclusão aérea será participação no conflito, ameaça Putin
  • Cruz Vermelha confirma adiamento de evacuações no sul da Ucrânia
  • Polônia não reconhecerá mudanças territoriais
  • Repórteres Sem Fronteiras denuncia destruição de torres de TV ao TPI
  • Defesa: mais de 66 mil ucranianos voltaram para lutar
  • Nova rodada de negociações programada para o fim de semana
  • Embaixada americana na Ucrânia: ataque à usina nuclear foi crime de guerra

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14:56 – Rússia retoma ataques, após cessar-fogo temporário

A Rússia informou que está retomando seus ataques às cidades ucranianas de Mariupol e Volnovkha após um cessar-fogo temporário. Moscou acusou a Ucrânia de quebrar o acordo de cessar-fogo para as duas cidades. Kiev alegou que os bombardeios russos nunca pararam.

“A Rússia decidiu retomar a ofensiva, por Kiev mostrar pouco interesse de agir sobre os nacionalistas e prolongar o regime de cessar-fogo”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, Igor Konashenkov, em entrevista coletiva.

Ele alegou que os batalhões nacionalistas ucranianos aproveitaram o cessar-fogo decretado pela Rússia para “reagrupar tropas e reforçar posições”.

Autoridades em Mariupol pediram que as pessoas voltem para suas casas. “Por razões de segurança, a evacuação está adiada”, disseram no Telegram, acrescentando que as negociações continuam com a Rússia sobre como “garantir um corredor humanitário seguro” para a evacuação de civis.

14:45 – Moradores de Lviv se mobilizam para proteger a cidade

Relativamente poupada se comparada a Kiev ou Kharkiv, cidade vive temor de ataques enquanto prepara barricadas para se proteger de um avanço russo e acolhe refugiados em fuga para a Polônia.

Leia mais. 

14:01 – ONU confirma 351 civis mortos na Ucrânia devido à guerra

A ONU informou que pelo menos 351 civis foram mortos e 707 ficaram feridos na Ucrânia desde a invasão russa. A organização ressalta, porém, que os números reais provavelmente são “consideravelmente maiores”.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos diz que as informações de alguns lugares onde houve intensos combates nos últimos dias estão com dificuldades para enviar dados concretos.

13:54 – Blinken visita centro de refugiados na Polônia

Durante uma viagem diplomática à Polônia, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, visitou um centro de refugiados, onde estão abrigadas cerca de 3.000 pessoas. O local funciona em um antigo shopping center em Korczowa, perto da fronteira com a Ucrânia.

Uma mulher de 48 anos da cidade ucraniana de Kropyvnytskyi disse que chegou à Polônia de ônibus com seus quatro filhos adotivos e esperava chegar ao irmão, na Alemanha. Sua cidade natal fica a 800 quilômetros do centro de refugiados. O marido ficou na Ucrânia.

“Lá eles bombardearam aviões no aeroporto”, disse ela à agência de notícias AP. “Claro que estávamos com medo”, completou.

As pessoas alojadas em Korczowa são apenas uma fração dos mais de 750.000 refugiados que chegaram à Polônia, com outras centenas de milhares fugindo para outros países.

Blinken, de máscara, conversa com uma idosa, Há várias pessoas ao redor.
Secretário de Estado americano, Antony Blinken, conversa com refugiados ucranianos na PolôniaFoto: Olivier Douliery/AP/picture alliance

12:45 – Zona da exclusão aérea será participação no conflito, ameaça Putin

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que toda declaração, por países terceiros, de uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia será considerada “participação no conflito armado”.

A Rússia vê “qualquer movimento nessa direção” como uma intervenção, representando “ameaça para os nossos militares” enfatizou. “Nesse mesmo segundo, vamos passar a vê-los como participantes do conflito militar, e não importa que membros eles sejam”, completou Putin, falando num encontro de mulheres-pilotos neste sábado.

Seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelenski, tem insistido junto à Otan para que imponha uma zona de exclusão aérea sobre sua país, advertindo que “todos que morrerem deste dia em seguida, terá sido também por sua causa”. A organização transatlântica argumenta que a medida, vedando toda aeronave não autorizada de sobrevoar a Ucrânia, poderia deflagrar na Europa a guerra generalizada com a Rússia possuidora de armamentos nucleares. (DPA)

12:15 – Cruz Vermelha confirma adiamento de evacuações no sul da Ucrânia

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) confirmou informações de autoridades locais de que as evacuações de civis de Mariupol e Volnovakha não se iniciarão neste sábado, devido à continuação do conflito armado resultante da invasão russa da Ucrânia.

“Prosseguimos em diálogo com as partes sobre a passagem segura de civis de diferentes cidades afetadas pelo conflito”, informou o CICV em comunicado. “As cenas em Mariupol e outras cidades são de cortar o coração. Qualquer iniciativa das partes que proveja aos civis um alívio para a violência e lhes permita partirem voluntariamente para áreas mais seguras, é bem-vinda.”

Apesar de negociações com a Rússia sobre um corredor humanitário para os habitantes das duas localidades da região de Donetsk, não foi mantido pelas tropas invasoras o cessar-fogo acordado, do qual o CICV é o fiador. O presidente russo, Vladimir Putin, acusou a Ucrânia de sabotar a evacuação.

O plano original do governo ucraniano era evacuar 200 mil cidadãos da importante cidade portuária Mariupol e 15 mil de Volnovakha, a 66 quilômetros para o interior da região, que conta pouco menos de 22 mil habitantes. Calcula-se que, no décimo dia da invasão russa, 1,4 milhão de cidadãos já tenham deixado a Ucrânia. (Reuters,DPA)

11:00 – Chanceler: Polônia não reconhecerá mudanças territoriais

Após encontro com o secretário de Estado americano, Antony Blinken, no décimo dia da invasão da Ucrânia pela Rússia, o ministro do Exterior da Polônia, Zbigniew Rau, afirmou que seu país não reconhecerá nenhuma mudança territorial ocasionada por “agressão não :provocada, ilegal”.

O primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, também esteve presente ao encontro na cidade de Rzeszow, no sudeste do país, a cerca de 80 quilômetros da a Ucrânia. Em seguida, Blinken visitou a fronteira polaco-ucraniana, para conversar com refugiados. Na véspera ele participou de um encontro dos chefes de diplomacia da Organização do Tratado do Atlântico Norte sobre o conflito, em Bruxelas. (AP,DPA)

Indivíduos reunidos ao lado de caminhão de entrega de água
Fila para distribuição de água em MariupolFoto: Ivan Rodionov/SNA/imago images

09:30 – Evacuação de Mariupol suspensa devido a violações do cessar-fogo

A retirada da população da cidade portuária de Mariupol, no sul da Ucrânia, foi suspensa pelo fato de as forças armadas russas não estarem se atendo ao acordo de cessar-fogo. “Por razões de segurança, a evacuação está adiada”, anunciaram as autoridades municipais no serviço de mensagens instantâneas Telegram.

Havia negociações em curso com a Rússia sobre como “garantir um corredor humanitário seguro”, porém “pedimos a todos os residentes de Mariupol que retornem a seus locais de refúgio”, instaram as autoridades.

O cessar-fogo em Mariupol e Volnovakha, ambas na província de Donetsk, estava marcado para se iniciar na manhã deste sábado, a fim de que os habitantes pudessem deixar as cidades através de corredores humanitários. (DPA)

08:38 – Frequência de ofensivas russas diminuiu, afirmam fontes britânicas

Informações dos serviços de inteligência do Reino Unido indicam que os ataques aéreos e de artilharia da Rússia contra a Ucrânia foram menores nas últimas 24 horas do que nos dias anteriores. No entanto, aparentemente as forças invasoras estão avançando sobre o sul do país.

“Ucrânia continua a defender as cidades de Kharkiv, Chernihiv e Mariupol”, anunciou o Ministério britânico da Defesa neste sábado, no Twitter. “Houve relatos de batalhas de rua em Sumy. É altamente provável que todas as quatro cidades estejam cercadas por forças russas.”

Ainda segundo o órgão, tropas de Moscou provavelmente estariam avançando sobre Mykolaiv, havendo uma possibilidade realista de que parte do contingente tente contornar a cidade portuária, a fim de priorizar o avanço em direção a Odessa. (Reuters)

Explosão em torre de TV em Kiev
Explosão em torre de TV em Kiev. 01/03/2022Foto: Carlos Barria/REUTERS

07:30 – Repórteres Sem Fronteiras apresenta queixa internacional contra Rússia

A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) anunciou neste domingo a apresentação de uma queixa ao Tribunal Penal Internacional (TPI) contra a Rússia, por crimes de guerra, devido aos ataques que destruíram antenas das estações de rádio e televisão na Ucrânia, impedindo as transmissões.

A organização pela liberdade de imprensa frisa que as torres de televisão eram apenas para uso civil, o que significa que os ataques foram contra os meios de comunicação ucranianos, acusados por Moscou de participarem de uma estratégia de desinformação.

A denúncia foi formalizada na sexta-feira, com base no argumento de que uma antena de radiodifusão não pode ser considerada um objetivo militar se não for utilizada pelo Exército, se estiver temporariamente dedicada ao uso militar ou se tiver simultaneamente utilização civil e militar, explicou a RSF, citada pela agência de notícias EFE.

A destruição “intencional” e em grande escala da das torres revelaria que existe “um plano deliberado”: “Bombardear deliberadamente várias infraestruturas de mídia, como antenas de televisão, constitui crime de guerra e demonstra a extensão da ofensiva lançada por [presidente russo Vladimir] Putin contra o direito à informação”, declarou o secretário-geral da RSF, Christophe Deloire. (Lusa, EFE)

04:45 – Defesa diz que mais de 66 mil ucranianos voltaram para lutar

De acordo com informações divulgadas neste sábado (05/03) pelo ministro da Defesa da Ucrânia, Olexii Resnikov, mais de 66 mil ucranianos que estavam no exterior retornaram ao país para lutar contra os russos.

“Muitos homens voltaram do exterior para defender o país. São brigadas motivadas de combate”, escreveu Resnikov. (Reuters)

03:49 – Rússia anuncia cessar-fogo para evacuar civis em Mariupol e Volnovakha

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou neste sábado que parou temporariamente os ataques em Mariupol e Volnovakha, no sudeste da Ucrânia, para permitir que os moradores deixem as cidades.

O cessar-fogo parcial se iniciaria às 10h deste sábado (4h em Brasilia):  “Hoje, 5 de março, a partir das 10h, horário de Moscou, o lado russo declara um regime de silêncio e abre corredores humanitários para a saída de civis de Mariupol e Volnovakha”, divulgou o Ministério. (Reuters, AFP, DW)

A imagem mostra três andares de um prédio amarelo destruído por bombardeios russos na cidade de Mariupol, no sudeste da Ucrânia.
Mariupol, no sudeste da Ucrânia, tem sido atacada nos últimos cinco dias e estaria bloqueada pelo exército russoFoto: Evgeniy Maloletka/AP/dpa/picture alliance

03:37 – Mais de 1,2 milhão de refugiados

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) indica que mais de 1,2 milhão de pessoas já deixaram a Ucrânia rumo a países vizinhos até esta sexta-feira (04/03).

Conforme o pesquisador alemão Gerald Knaus, especialista em migração, o número deve chegar a 10 milhões, no que ele considera a maior catástrofe de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial. (Reuters)

03:15 – Nova rodada de negociações deve ocorrer neste final de semana

Uma nova rodada de negociações entre russos e ucranianos deve ocorrer neste final de semana em Belarus.

De acordo com o conselheiro presidencial da Ucrânia, Mykhailo Podolyak, embora as mais recentes conversações tenham sido construtivas, ele disse que o país não atenderia ao que chamou de “duras exigências” da Rússia.

Podolyak enfatizou que o presidente ucraniano, Volodomir Zelenski, “não faria nenhuma concessão que de alguma forma diminua os esforços que estão sendo travados na Ucrânia por sua integridade territorial e liberdade”. (DW)

02:53 – Cingapura decide impor sanções contra a Rússia

Cingapura anunciou neste sábado que também vai impor sanções econômicas à Rússia devido à invasão na Ucrânia, que o país do sudeste asiático classificou como “perigoso precedente”.

As sanções incluem a proibição de negócios com quatro bancos russos, além da exportação de eletrônicos, computadores e itens militares.

“Não podemos aceitar a violação e a integridade territorial de um país soberano”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores de Cingapura. (DW)

02:08 – Rússia mantém tropas próximas a Kiev e Kharkiv

O exército russo mantém a ofensiva militar para tomar as cidades ucranianas de Kiev e Kharkiv, segundo relatos divulgados na madrugada deste sábado pelas forças da Ucrânia.

Conforme o relatório, os ataques de Moscou teriam agora apoio aéreo e armas de alta precisão.

As tropas russas também continuam tentando alcançar as fronteiras administrativas das regiões de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia, com a perspectiva de criar um corredor terrestre que possa ligar essas regiões à Crimeia, no sul do país.

Ainda conforme o relatório do exército ucraniano, as forças de defesa continuam repelindo e impondo derrotas aos russos. (dpa)

Infografik Karte Ukraine mit größeren Städten PT

01:14 – Prefeito de Mariupol diz que cidade está bloqueada e pede ajuda humanitária

A cidade portuária de Mariupol, no sudeste da Ucrânia, está bloqueada por militares russos, após dias de “ataques impiedosos”, segundo informou o prefeito, Vadim Boychenko.

“No momento, estamos tentando desbloquear a cidade e buscando soluções para problemas humanitários. Nossa prioridade é um cessar-fogo para que possamos restabelecer a infraestrutura”, declarou Boychenco, em uma mensagem no Telegram.

Conforme Boychenco, após cinco dias ininterruptos de ataques, não há mais água, eletricidade ou aquecimento, além de iminente falta de mantimentos. (AFP, DW)

00:40 – Embaixada americana na Ucrânia diz que ataque à usina nuclear foi crime de guerra

A Embaixada dos EUA na Ucrânia classificou como “crime de guerra” o ataque do exército russo à usina nuclear em Zaporíjia, na madrugada de sexta-feira (04/03).

“É um crime de guerra atacar uma usina nuclear. O bombardeio de Putin na maior usina nuclear da Europa leva seu reinado de terror um passo adiante”, declarou a embaixada, em um comunicado.

O ataque russo fez com que a usina pegasse fogo, levantando a possibilidade de um desastre nuclear. O incêndio foi controlado, e nenhuma radiação foi liberada. (AP)

00:30 – Conselho de Segurança da ONU debaterá crise humanitária

O Conselho de Segurança das Nações Unidas convocará uma reunião de emergência sobre a crise humanitária desencadeada na Ucrânia pela invasão russa.

Após a sessão pública, marcada para segunda-feira, os 15 membros do Conselho de Segurança se reunirão a portas fechadas – proposta levantada por México e França – para analisar um possível projeto de resolução, informou a agência de notícias AFP.

Os dois países têm pressionado por um projeto que conduza ao fim dos ataques na Ucrânia, ao mesmo tempo em que pedem a proteção de civis e um fluxo maior de ajuda humanitária.

A Rússia, no entanto, deve rejeitar a medida, uma vez que é membro do Conselho de Segurança da ONU e tem poder de veto. (DW)

Resumo do nono dia de guerra na Ucrânia

Maior usina da Europa pega fogo após ataques na cidade de Zaporíjia, gerando pânico devido a um possível desastre nuclear. Putin assina lei que intensifica a censura na Rússia, e Otan prevê dias ainda mais difíceis. Leia um resumo dos principais acontecimentos de sexta-feira.

 

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