Tudo de todos s jornais desta quinta-feira (14)  – Claudio Tognolli

Chico Bruno

Manchete O Globo: O horror na escola

Eram 9h42m quando Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25, entraram na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, e atacaram a esmo alunos e funcionários, usando revólver, machado, coquetéis molotov e até uma besta, espécie de arco medieval. Cinco estudantes e duas funcionárias morreram, e 11 pessoas ficaram feridas. Quando a dupla foi encurralada pela polícia num corredor, Guilherme matou o comparsa e se matou. Antes do massacre, eles haviam assassinado um tio de Guilherme ali perto. Câmeras revelam em detalhes o horror da ação no colégio, que reacendeu o debate sobre a flexibilização do porte de armas. “Porte de arma em área urbana é caminho para a barbárie”, disse o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Primeira página O Globo

Suspeito fez buscas sobre Marielle e arma do crime – Vestígios na internet indicam que assassinato da vereadora começou a ser planejado em 10 de novembro de 2017.

Imagem de Bolsonaro leva a troca de embaixadores – O presidente Jair Bolsonaro anunciou a troca de 15 embaixadores e deu como motivo a insatisfação com sua imagem no exterior.

Estados Unidos retiram de operação Boeing 737 Max – Por questão de segurança, EUA suspenderam voos desses modelos de aeronave. Mais de 50 países já adotaram a mesma medida.

Outras notícias O Globo

Delegado foi surpreendido ao ser afastado do caso Marielle – Responsável pelo inquérito do crime mais complexo que a Polícia Civil do Rio já enfrentou, o assassinato da vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes, o titular da Delegacia de Homicídios (DH) da Capital, Giniton Lages, está deixando o caso. Depois de cumprir o que ele chamou de primeira etapa da investigação, com provas técnicas contra os suspeitos de atirar e outro de dirigir o Cobalt prata usado na emboscada, o delegado irá tirar seis meses de férias. No fim do ano passado, Giniton já havia demonstrado cansaço, mas não havia sinais de que sairia antes de achar o mandante do crime e nem de descobrir a motivação. Nos corredores da especializada o comentário é de que o fator decisivo para a sua saída foram às diferenças entre ele e o atual diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), Antônio Ricardo Lima Nunes. Giniton foi surpreendido pela notícia, e ficou sabendo através da publicação feita na coluna de Lauro Jardim. Com a mudança de governo, Antônio Ricardo assume a direção do DGHPP, criado pelo secretário de Polícia Civil, Marcus Vinicius Braga. O pano de fundo para os desentendimentos entre Giniton e Antonio Ricardo foram justamente às investigações do homicídio da parlamentar e do motorista. Para manter sigilo total, o titular da DH só abria o caso para dois investigadores da sua inteira confiança e as duas promotoras do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O medo de vazamento era grande.

Flávio e Eduardo Bolsonaro passam a filmar jornalistas – Dois dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), passaram a gravar jornalistas que estão os entrevistando. Um assessor de Flávio gravou repórteres do GLOBO que entrevistaram o senador nesta terça-feira. Depois, Eduardo Bolsonaro fez um vídeo de si mesmo, com o celular no modo “selfie”, enquanto conversava com um repórter do jornal. No fim do dia, em uma entrevista cedida a diversos veículos, um assessor de Eduardo também filmou jornalistas. No Congresso, é corriqueira a prática de assessores filmarem entrevistas, mas não de apontarem a câmera para jornalistas. O comum é enquadrarem o entrevistado.

Bolsonaro deve se encontrar com ‘guru’ nos EUA – O presidente Jair Bolsonaro deve se encontrar com o escritor Olavo de Carvalho em um jantar com “formadores de opinião” no seu primeiro dia de viagem a Washington, nos Estados Unidos, no próximo domingo. A possibilidade foi confirmada nesta quarta-feira pelo porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, mas ele destacou que a lista de convidados ainda não está fechada. O possível encontro ocorreria dias depois de uma crise deflagrada por intervenções de Carvalho no Ministério da Educação (MEC), que colocaram em xeque a permanência do ministro Ricardo Vélez Rodriguez no cargo e o levaram a demitir integrantes do alto escalão da pasta. Seguidor do escritor, que se apresenta como filósofo e mora nos Estados Unidos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também deve integrar a comitiva do pai. Segundo o porta-voz, a ida dele está “prevista”.

Multa para quem não pagar salários iguais para homens e mulheres – O plenário do Senado aprovou na noite desta quarta-feira um projeto que prevê multas para empresas que praticarem discriminação em razão de “sexo, idade, cor ou situação familiar”. A multa será aplicada quando essas características forem consideradas determinantes “para fins de remuneração, formação profissional e oportunidades de ascensão profissional” e corresponderá ao dobro da diferença salarial mensal. O projeto segue agora para a Câmara dos Deputados.

Manchete Folha: Ex-alunos invadem escola e matam estudantes e funcionários em Suzano

Um homem e um adolescente mataram pelo menos sete pessoas — cinco estudantes e duas funcionárias — e feriram outras 11 em ataque na escola estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (Grande São Paulo), na manhã de ontem. Luiz Henrique de Castro, 25, e Guilherme Monteiro, 17, também mataram um empresário, tio do segundo, antes da ida ao colégio. Os atiradores, ex-alunos da instituição, levavam um revólver calibre 38, quatro carregadores, uma besta (arma que dispara flechas), machados, uma caixa que aparentava ser de explosivos e coquetéis molotov. Com a chegada da polícia, um deles matou o outro e em seguida se suicidou, segundo a corporação. A Secretaria da Educação de SP disse que revisará procedimentos de segurança nas escolas e que está em estudo um projeto para ampliar a proteção nas mais vulneráveis.

Primeira página Folha 

Senadores aprovam adesão automática a cadastro positivo – O Senado aprovou projeto de lei que torna automática a adesão dos cidadãos ao cadastro positivo, um banco de dados com o histórico de crédito do consumidor. Até então, a pessoa só podia ter os dados compilados caso desse autorização.

Bolsonaro dorme com arma do lado da cama no Alvorada – Para Jair Bolsonaro, há riscos no Palácio do Alvorada, apesar do forte esquema de segurança, o que justificaria dormir com uma arma. A declaração foi dada durante café da manhã com jornalistas, antes da divulgação do episódio ocorrido em Suzano (Grande SP). Sobre Previdência, projetou aprovação rápida da reforma, ainda que com modificações: “A boa reforma é a aprovada”. Sobre seu ministro do Turismo, envolvido em candidaturas de laranjas, afirmou ter pressa no caso para não “sangrar O governo”.

Um ano após morte, Marielle inspira projetos de jovens – Mulheres jovens, negras e criadas em favelas, a exemplo de Marielle Franco, tiveram a vereadora como inspiração para desenvolver projetos sociais e políticos. É o caso de Milena Santos, 24, e Blenda Paulino, 20, que fundaram no Rio um coletivo para discutir política. “Ela falava que não tinha vocação para ser mártir, mas foi o que acabou se tornando”, diz Milena. A imagem de Marielle, morta há exatamente um ano, espalha-se por muros, no Brasil e fora. Anteontem, a polícia deteve dois suspeitos do crime.

Previdência deve ter transição mais suave para militar – O aumento no tempo mínimo de serviço, de 30 para 35 anos, deve valer apenas para novos integrantes de carreiras militares. O projeto prevê pedágio para os que estão na ativa, de 15% a 20% no tempo para aposentadoria, contra 50% no INSS.

Outras notícias Folha

‘Não me lembro desse cara’ – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (13) não se lembrar do policial reformado Ronnie Lessa, preso na terça-feira (12) sob suspeita de matar a vereadora Marielle Franco. Lessa tem uma casa na mesma rua da casa de Bolsonaro em um condomínio fechado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. “Não lembro dessa cara. Meu condomínio tem 150 casas”, afirmou. Bolsonaro afirmou que há outras pessoas que já foram presas em seu condomínio, incluindo uma mulher por tráfico internacional de droga. “O que tenho a ver com ele?”, questionou Bolsonaro sobre o suspeito do caso Marielle. “Não tem vida social no meu condomínio”, disse o presidente. As declarações do presidente foram dadas em um café da manhã com jornalistas. A Folha foi convidada. Participaram também do encontro Renata Lo Prete (TV Globo), Fernando Mitre (TV Bandeirantes), Mariana Godoy (Rede TV), Carlos Nascimento (SBT), Thiago Contreira (TV Record), Fernando Rodrigues (Poder 360), Carlos di Franco (O Estado de S. Paulo), Leonardo Cavalcanti (Correio Braziliense), Rudolfo Lago (Istoé), Paulo Enéias (Crítica Nacional) e Rui Fabiano. (Quem assina a matéria é Leandro Colon, que representou a Folha no café da manhã)

‘Dei carta branca, mas com poder de veto’ – O presidente Jair Bolsonaro admitiu pela primeira vez ter vetado o nome da especialista em segurança pública Ilona Szabó de Carvalho para ser membro suplente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Em café com jornalistas nesta quarta-feira (13), para o qual a Folha foi convidada, o presidente disse que pediu ao ministro Sergio Moro (Justiça) para revogar a nomeação. O recuo de Moro foi anunciado no dia 28 de fevereiro após repercussão negativa entre bolsonaristas. “Dei carta branca para os ministros, mas tenho poder de veto, isso foi acertado”, disse Bolsonaro. Segundo ele, Ilona “não somaria nada” ao governo. O presidente disse que Moro tentou convencê-lo da necessidade de ter um outro lado, alguém que discordasse de suas posições. “Ela só concorda com quem tem opinião dela”, justificou o presidente.

Dodge abre crise depois de enquadrar Lava Jato – A Lava Jato faz cinco anos no próximo domingo (17), mas a festa será modesta: a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, colocou água no chope ao defender que o STF (Supremo Tribunal Federal) vete o fundo de R$ 2,5 bilhões que a Lava Jato de Curitiba queria criar. É a maior enquadrada que o grupo do Paraná sofreu desde que a operação começou. As consequências gerais da bronca pública que Dodge deu nos procuradores de Curitiba ainda são imprevisíveis em um ano de disputa interna —o mandato dela vence em setembro e sua recondução ao cargo pelo presidente Jair Bolsonaro segue indefinida. Mas um efeito é certo, segundo representantes do Ministério Público Federal ouvidos pela Folha sob condição de anonimato: a Lava Jato saiu enfraquecida do episódio, não em razão dos adversários habituais (PT e os partidos de esquerda), mas por causa da chefe máxima da instituição.

Dodge entendeu errado – Integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal, o procurador Paulo Roberto Galvão defendeu, em entrevista à Folha, o fundo anticorrupção que seria criado em acordo com a Petrobras, e disse que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, “infelizmente entendeu errado”. “A ação [proposta por Dodge] foi baseada em uma série de premissas falsas”, afirmou o procurador, nesta quarta-feira (13). Dodge entrou com uma ação contra o acordo nesta terça (12), pedindo sua anulação ao Supremo Tribunal Federal. Ela afirma que o MPF em Curitiba extrapolou suas atribuições constitucionais e legais ao estipular a criação do fundo anticorrupção, e criticou “o evidente protagonismo” de membros da força-tarefa, que não poderiam gerir recursos financeiros privados. O mecanismo também foi alvo de críticas de outros órgãos, e sua criação foi suspensa a pedido dos procuradores.

Grupos de WhatsApp bolsonaristas reativados – Liderados por bolsonaristas, grupos de WhatsApp que tinham sido desativados após a campanha voltaram a operar. A retomada coincidiu com o apelo da cúpula do Congresso para que o presidente religasse, em nome da reforma da Previdência, a rede de contatos que o ajudou a chegar no Planalto. Além de textos de defesa da medida, as comunidades elegeram um alvo comum: o Supremo. Montagens pedem o “fim do STF”, apontam “a toga contra o povo” e chamam os ministros de criminosos. Além do tom de protesto, mensagens que circulam nesses grupos disseminam informações falsas sobre a função, o funcionamento e os membros do STF. Uma das postagens chega a afirmar que a corte tem “clientes como o BNDES”, e que “OAB e Judiciário estão aparelhados com essa máfia comunista e o narcotráfico de toda a América Latina”. “O STF só pode ser derrubado com uma ação efetiva e massiva do povo. O governo não pode os tirar de lá (sic)”. Há ainda postagens que pedem apoio a Jair Bolsonaro, que estaria sendo “engolido pelo sistema” e “jogado aos leões”. “Ele precisa de nós. (…) Pare de compartilhar bobagens e intriguinhas feitas pela mídia podre.” (Painel)

Strike – Em meio à crise gerada pelo embate com o escritor Olavo de Carvalho, o ministro da Educação, Ricardo Vélez, cogitou entregar o cargo na terça (12). Ele foi contido por aliados na pasta. Sob ataque de Carvalho, Rubens Barreto, anunciado novo secretário-executivo do MEC, colocou o cargo à disposição nesta quarta (13). Diante da pressão, ficou decidido que ele ficará como adjunto e outro nome será escolhido com o presidente para a titularidade do posto. Apesar de Bolsonaro ter afirmado que Vélez seguirá no cargo, a bolsa de apostas para o posto só cresce. Miguel Nagib, fundador do Movimento Escola Sem Partido e cunhado da deputada Bia Kicis (PSL-DF), é apontado como personagem a ser observado. Outro nome citado como opção é o do senador Izalci Lucas (PSDB-DF). Por enquanto, Bia trabalha para que Vélez fique no cargo. (Painel)

STF quer que PGR investigue deputados – Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) estão dispostos a cobrar da PGR (Procuradoria-Geral da República) a abertura de um inquérito para investigar o crime de denunciação caluniosa contra os que assinaram o pedido de impeachment de quatro integrantes da corte. Os magistrados viraram alvo depois de votarem a favor da criminalização da homofobia. São eles Celso de Mello, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Outros ministros ainda não opinaram sobre a ação. O pedido de afastamento foi assinado por 16 parlamentares —boa parte deles, do PSL de Jair Bolsonaro. Entre os que endossaram o impeachment estão os deputados Nelson Barbudo (PSL-MT), Alexandre Frota (PSL-SP), General Peternelli (PSL-SP), Pastor Gildenemyr (PMN-MA) e Luiz Philippe Orleans e Bragança (PSL-SP). (Mônica Bergamo)

Manchete Estadão: 15 minutos de terror na escola

Eram 9h42 quando G.T.M., de 17 anos, invadiu a Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, e abriu fogo contra estudantes e funcionários que encontrou pela frente. Segundos depois, armado com uma besta e uma machadinha, Luiz Henrique de Castro, de 25, seguiu o comparsa. O massacre durou 15 minutos. Duas funcionárias e cinco estudantes foram assassinados e outras 11 pessoas ficaram feridas. Quando a polícia chegou, G.T.M. matou o parceiro e se suicidou. Antes do ataque, o menor assassinou o tio. Pais, vizinhos e professores tentam entender a motivação para a chacina. A polícia investiga se a dupla planejou o crime em um fórum de jogadores de videogame. Também quer saber como conseguiram as armas usadas na ação. Funcionários protegeram os alunos e evitaram que a tragédia fosse ainda maior. Estudantes relataram momentos de pânico. “Havia umas dez pessoas comigo no banheiro, rezamos, pedindo para viver”, contou a estudante Maria Paula Guimarães de Lima, de 16 anos. A Secretaria da Educação estuda reforço da segurança em escolas “vulneráveis”.

Primeira página Estadão

Por Previdência, Guedes adia PEC do Orçamento – Para não atrapalhar a reforma da Previdência, o ministro da Economia, Paulo Guedes, adiou o envio ao Senado da PEC que desvincula recursos do Orçamento de gastos com saúde e educação.

Bolsonaro trocará diplomatas para melhorar imagem – O presidente Jair Bolsonaro disse que vai trocar a chefia de 15 representações diplomáticas do País, entre elas EUA e França. Objetivo, segundo Bolsonaro, é melhorar a imagem dele no exterior.

Outras notícias do Estadão

Relator vota para Justiça Eleitoral julgar crimes comuns – O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) irá retomar nesta quinta-feira (14) julgamento para decidir se a Justiça Eleitoral é competente para analisar crimes como corrupção e lavagem de dinheiro quando há conexão com delitos eleitorais, como caixa dois. O ministro Edson Fachin foi o último a votar na sessão desta quarta-feira (13), acolhendo pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que haja cisão das investigações – ou seja, que os crimes comuns sejam enviados para o crivo da Justiça Federal, e que a Justiça eleitoral julgue apenas o delito eleitoral. Até o momento, no entanto, a posição de Fachin é minoritária, já que os ministros Marco Aurélio Mello (relator) e Alexandre de Moraes votaram para reconhecer a competência da Justiça Eleitoral para analisar os crimes conexos, como corrupção e lavagem. Apesar de apenas os dois ministros terem votado desta forma até o momento, outros quatro integrantes da Corte já se posicionaram pela competência da Justiça Eleitoral em diversos julgamentos no STF – Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Se estes ministros mantiveram o entendimento externado anteriormente, a Suprema Corte formará maioria contrária ao pedido da PGR. O julgamento nesta quinta deve ser retomado com o voto do ministro Luís Roberto Barroso, que já indicou em julgamento na Primeira Turma concordar com a divisão das investigações, para que a Justiça Eleitoral analise apenas os delitos eleitorais.

Delegado responsável pelo caso Marielle deixa função – Chefe das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, o delegado Giniton Lages deixará a apuração do crime – que ainda deverá esclarecer motivos e se houve mandantes. O governador Wilson Witzel (PSC) informou ontem que o policial vai fazer um intercâmbio profissional de quatro meses na Itália. Durante a investigação, Lages foi acusado de pressionar suspeitos a confessar participação no crime. A suspeita levou a Procuradoria-Geral da República a abrir um inquérito federal. “Ele não está sendo exonerado”, frisou o governador. “Também não está sendo afastado de nada; ele encerrou uma fase da investigação e, agora, outra autoridade vai assumir o caso para, eventualmente, determinar o mandante.” O governador explicou ainda que o convite para o intercâmbio foi feito ao delegado na terça-feira. No mesmo dia, foram anunciados o encerramento da primeira fase da investigação do caso Marielle e as prisões do PM reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, e do ex-PM Élcio Queiroz, de 46 anos. Eles são acusados, respectivamente, de dar os tiros e de conduzir o veículo dos assassinos no dia do crime.

Meio Ambiente impõe lei da mordaça – O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, impôs a lei do silêncio ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e ao Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio). A orientação dada aos órgãos vinculados à pasta que ele comanda é de que não se manifestem publicamente sem submeter, previamente, todas suas informações ao ministério. Procurado nesta quarta-feira, 13, para esclarecer um assunto à reportagem, o Ibama enviou a seguinte mensagem: “Por orientação do Ministério do Meio Ambiente (MMA), demandas de imprensa relacionadas à atuação do Ibama devem ser direcionadas à Assessoria de Comunicação do MMA”. Até esta terça, o Ibama vinha atendendo normalmente às solicitações. Nesta quarta, foi publicada a exoneração do chefe de comunicação do Ibama. As áreas de comunicação dos dois órgãos, conforme apurou o Estado, estão esvaziadas. No MMA, Ricardo Salles nomeou o militar Pallemberg Pinto de Aquino para centralizar todas as demandas.

Bancada evangélica prepara manifesto – Apoiadora de primeira hora e um dos pilares da campanha de Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto, a bancada evangélica prepara a divulgação de um manifesto de independência ao governo. O posicionamento deve ser lançado logo após a eleição do novo líder da frente, a ser escolhido nas próximas semanas. Os parlamentares do grupo reclamam da falta de diálogo com o governo e também de falta de espaço na Esplanada. A última reunião da bancada com Bolsonaro foi em 18 de dezembro, ainda durante o período da transição, desde então, o presidente só recebeu alguns membros individualmente, o que desagrada parte do grupo. A bancada foi uma das primeiras a declarar apoio ao Bolsonaro. Eles lançaram em outubro do ano passado o “Manifesto à Nação”, em que declaravam o apoio ao candidato do PSL.

Carlos Bolsonaro diz se sentir ‘culpado’ e ‘aliviado’ – Em rara entrevista, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), disse ao canal da jornalista Leda Nagle no Youtube que às vezes se sente “culpado” e às vezes “aliviado” com sua atuação nas redes sociais. Ele não vê exagero na forma intempestiva como costuma debater nas plataformas, principalmente no Twitter. “Se você soubesse a quantidade de pancada que a gente toma… Pela quantidade de respostas que eu faço, você acharia que sou um anjo”, disse Carlos. “Às vezes, sim, a gente passa dos limites. É humano. Eu respondo na hora. Tenho escutado de amigos meus que o período eleitoral já passou e que temos que ter um sentimento de pro-atividade porque agora somos vidraça. Entendo isso, mas as pancadas vêm. A cada vinte pancadas que recebemos, de vez em quanto responder uma, vale (risos). “Com o passar do tempo, as coisas amadurecem. Vou levando puxão de orelha do meu pai. Ele me dá bronca, meus amigos me dão bronca”, disse Carlos. “Me sinto culpado de vez em quando, aliviado de vez em quando. Eu sempre procuro evoluir.”

‘Ele tem meu carinho e amizade’ – De volta a Brasília, onde prepara sua mudança para o Rio de Janeiro, o ex-ministro da Secretaria da Presidência Gustavo Bebianno disse nesta quarta-feira, 13, que o presidente Jair Bolsonaro “está sob forte pressão emocional desde a facada que recebeu”. “Sofreu muito durante toda a campanha e, agora, enfrenta toda a pressão inerente ao cargo.” Evitando holofotes desde sua saída do governo, Bebianno falou ao Estado que ainda mantém “carinho e lealdade” pelo presidente, com quem conviveu nos últimos dois anos. “Minha amizade e respeito por ele continuam os mesmos. Ele tem o meu carinho e lealdade.” O ex-ministro considerou ainda como “grande equívoco” o episódio que levou a sua queda em 19 de fevereiro. “Tudo o que aconteceu no meu episódio foi um grande equívoco. Mas o tempo é o senhor da razão”, disse.

‘Voltei ao baixo clero. Sou o 081 do Senado’ – Quarenta dias após ser derrotado na disputa pela presidência do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) voltou a vestir o figurino do “velho Renan” e não deixa dúvidas de que pretende liderar a oposição. Com um discurso crítico ao governo, o senador do MDB afirmou que a gestão de Jair Bolsonaro “parece sem rumo” e vive um momento de “autoflagelação”. Apesar de classificar Paulo Guedes como “bem intencionado”, Renan argumentou que, sozinho, o ministro da Economia nada poderá fazer e mostrou resistências ao modelo de reforma da Previdência enviado pelo Executivo ao Congresso. Mesmo assim, não deu pistas de como será sua atuação daqui para a frente. “Eu voltei para o baixo clero. Sou o 081 do Senado”, disse Renan ao Estado. O senador andava apressado no “túnel do tempo”, como é conhecido o corredor que liga o prédio do Congresso a um anexo do Senado, quando parou para cumprimentar uma antiga colega. “Lula mandou um forte abraço para você”, afirmou a deputada Gleisi Hoffmann (PR), presidente do PT.

Onyx acena com cargos do MEC – O desgaste do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, passou a ser considerado pelo governo como uma oportunidade para assegurar apoio no Congresso à reforma da Previdência. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, tem dito que os postos do MEC poderiam acalmar os ânimos e abrir caminho entre parlamentares. O respiro viria em boa hora para os articuladores políticos. A bancada evangélica, por exemplo, discute divulgar nas próximas semanas um manifesto de “independência” em relação ao governo. O grupo, um dos pilares da eleição do presidente Jair Bolsonaro, reclama da falta de diálogo e também de espaço na Esplanada. Os cargos disponíveis no MEC seriam suficientes para conter a onda de descontentes e desarmar aquelas que estão em formação. Além da própria cadeira de Vélez, que não está garantido no cargo, a pasta tem extensa lista de postos que poderiam ser preenchidos com indicações de parlamentares.

São Paulo calcula R$ 1,8 milhão de perda no Pacaembu – A Prefeitura de São Paulo recorreu ao Tribunal de Justiça para tentar destravar o único projeto do Plano Municipal de Desestatização que saiu do papel até agora. O governo tucano tenta derrubar a decisão da Justiça que suspendeu, em 8 de fevereiro, a concessão do complexo esportivo do Pacaembu à iniciativa privada por R$ 111 milhões. A administração calcula perda diária de R$ 55 mil com a suspensão (R$ 1,8 milhão até ontem). Com Bruno Covas em busca de vitrines eleitorais e sem dinheiro no caixa, o projeto é considerado vital pelo PSDB paulista. O cálculo da Prefeitura leva em consideração o custo diário do complexo esportivo (deficitário) mais o que ela deixa de arrecadar em ágio, outorga e impostos municipais. (Coluna do Estadão)

Em alta – Entre auxiliares diretos de Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto e também no Ministério da Economia, o nome dos sonhos para relatar a PEC da Nova Previdência na Câmara é o de Vinícius Poit. Poit (Novo-SP) é apontado como o “case” de sucesso do que quer o governo. Nas redes sociais e em entrevistas, defende a reforma mesmo em seus pontos mais complexos. (Coluna do Estadão)

Manchete Correio: Massacre covarde em escola abala o Brasil

Guilherme Taucci Monteiro, 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25, perpetraram um atentado que estarreceu o país. Ex-alunos da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, eles entraram na instituição de ensino armados com revólver calibre 38, machadinha, faca, besta, arco e flecha. E, em ato de extrema covardia, abriram fogo: duas funcionárias e cinco estudantes morreram. Outras 11 pessoas ficaram feridas. Desesperados, alunos corriam para todos os lados. Muitos fugiram e se trancaram com professores em salas de aula, laboratórios, banheiros, biblioteca. A barbárie só cessou com a chegada da Polícia Militar, quando Guilherme e Luiz Henrique se mataram. Antes de irem à escola, os dois já haviam assassinado o dono de uma locadora de veículos, tio de um deles.

Primeira página Correio

Discurso pronto para aprovar a Previdência – Jair Bolsonaro acredita que conseguirá convencer o Congresso a aprovar a reforma se mostrar aos parlamentares a gravidade da situação econômica do país. “Se o pessoal rejeitar, o dólar sobe, a bolsa cai”, disse o presidente, em encontro com jornalistas. Ele falou também sobre temas polêmicos, como o laranjal do PSL, o caso Marielle e o atentado que sofreu.

Menos 21 mil comissionados na Esplanada – O corte dos cargos e gratificações no governo foi determinado ontem, por decreto. A expectativa é de economia anual de R$ 195 milhões.

Assalto leva terror ao Park Way – Trio invade condomínio na Quadra 5 para roubar uma casa. Três funcionárias da residência e duas crianças, de 10 e 2 anos, foram feitas reféns. Criminosos fugiram com joias e tevês da família.

Outras notícias Correio

Dicas em fórum de brasiliense – Os assassinos Luiz Henrique de Castro e Guilherme Taucci Monteiro usaram uma comunidade extremista do Brasil, criada pelo hacker brasiliense Marcelo Valle Silveira Mello, para conseguir informações e planejar o ataque à escola de Suzano. No fórum chamado Dogolachan, usado para discutir práticas dos mais diversos crimes, eles agradeceram a ajuda e deixaram indícios de que estavam prestes a comandar um massacre. As informações são do portal R7. Uma mensagem, tida como de um dos atiradores, agradece pelas orientações de alguém do grupo. “Muito obrigado pelos conselhos e orientações, DPR. Esperamos do fundo dos nossos corações não cometer este ato em vão. Todos nós e, principalmente, o recinto será citado e lembrado. Nascemos falhos, mas partiremos como heróis”, diz o texto. “O contato nos trouxe tudo dentro dos conformes. Ficamos espantados com a qualidade, dignas de filmes de hollywood. Infelizmente, não existe (sic) locais para testarmos e tudo acontecerá de forma natural, com a aprendizagem no momento do ato. Fique com Deus, meu mentor. No máximo em três dias estaremos diante de Deus, com nossas sete virgens.”

Bolsonaro dorme com arma – “Durmo com a arma do meu lado. O Palácio do Alvorada é amplo. A Michelle está acostumada. (Sobre as mudanças nas regras do desarmamento) Um projeto será enviado ao Congresso tratando do porte de armas. As regras não podem ser tão rígidas como antigamente”.

A advertência de Guedes – O ministro da Economia, Paulo Guedes, sinalizou que uma eventual desidratação da reforma da Previdência poderá fazer com que ele deixe o cargo. Durante cerimônia de posse do novo presidente do Banco Central (BC), parte da plateia ficou na dúvida se o comentário foi brincadeira ou um recado para a classe política. O governo federal encaminhou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê uma economia de R$ 1,1 trilhão aos cofres públicos em 10 anos. Parte dos economistas, porém, acredita que as mudanças no Congresso Nacional devem amenizar bastante os efeitos, possibilitando ganhos de R$ 500 bilhões no período. Guedes afirmou que, se isso acontecer, não será possível implementar a alteração de regimes, de repartição para o de capitalização. Segundo o ministro, o sistema atual está falido e não dá sustentabilidade às contas públicas para as futuras gerações. Guedes comparou o cenário a um avião que vai sem combustível atravessar o oceano. Enquanto a geração atual pula de paraquedas, as futuras gerações ficam na aeronave e vão para o “inferno”.

Proposta é debatida pelos tucanos – O PSDB debateu, ontem, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 6/19) enviada ao Congresso pelo presidente Jair Bolsonaro. As discussões foram feitas com os economistas Paulo Tafner e Felipe Salto e o advogado Roberto Brant, ex-ministro da Previdência do governo Fernando Henrique Cardoso, e intermediadas pelo presidente do partido e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Houve consenso entre os participantes sobre a necessidade de urgência de aprovar a reforma, mas com críticas à inclusão no texto de medidas impopulares, como as mudanças previstas para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), as aposentadorias rurais e o modelo de capitalização proposto. Para o ex-ministro Roberto Brant, que presidiu a Comissão Especial da Reforma da Previdência promovida durante o governo do PT em 2013, a reforma tem pontos positivos e precisa ser aprovada, mas falha ao incluir benefícios assistenciais, que, acredita, também devem ser reformados, mas em outro momento. “Este governo está roubando a narrativa virtuosa da reforma da Previdência. Para vencer a guerra da opinião pública na sociedade e no Congresso, é preciso uma narrativa mais coerente.”

Tema indigesto – Nos Estados Unidos, todos os tiroteios, em escolas, shows, cinemas, reacendem o debate sobre a venda de armas. Aqui, não será diferente. Já tem deputado pensando em sustar parte da proposta do governo sobre a venda de armas e colocar esse tema na “geladeira”, diante da tragédia do colégio em Suzano. É o recado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, por exemplo, mais claro impossível, ao dizer que o dever da segurança pública cabe ao Estado. Pelo andar da carruagem, caso o governo insista nesse assunto, só contará mesmo com a “bancada da bala”, se esse tema for colocado em pauta diante da comoção que tomou conta do país desde ontem pela manhã, com as notícias do massacre na escola paulista. (Brasília-DF)

Chamou? Não? Então, espera sentado – O DEM reuniu sua Executiva ontem e fechou que só anunciará um apoio formal ao governo quando o presidente Jair Bolsonaro pedir. Até aqui, todos os ministérios do partido foram obra de Onyx Lorenzoni e das bancadas temáticas, sem a menor consulta às instâncias do partido. Se continuar nessa batida, não haverá o “sim” institucional por parte do Democratas. (Brasília-DF)

Acordo não sai – Ao chamar Gleisi Hoffmann de chefe de organização criminosa na entrevista ao jornal Valor Econômico, o ex-candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) afastou de vez seu partido do PT. Por falar em divisão das esquerdas, a relação entre os partidos está um pandemônio, a começar pela ausência de consenso entre a líder da Minoria, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), e o líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ). (Brasília-DF)

Decreto elimina 21 mil cargos no Executivo – Decreto publicado ontem no Diário Oficial da União, extinguiu 21 mil cargos, funções técnicas e gratificações no Poder Executivo federal. A estimativa é de que os cortes possibilitem uma economia de R$ 195 milhões por ano aos cofres públicos. De imediato, foram extintos 6.587 cargos que estavam vagos. Em 30 de abril, outras 2.001 funções técnicas gratificadas deixarão de existir e, em 31 de julho, mais 12.412 cargos serão abolidos. De acordo com o governo, a ação, que envolve todos os ministérios, era uma das 35 metas estipuladas para os 100 primeiros dias de governo. Segundo o Ministério da Economia, o Decreto nº 9.725/2019, que oficializou a medida, foi resultado de estudos elaborados em conjunto com os órgãos envolvidos. A pasta não detalhou quais são as áreas atingidas.

Manchete Valor: Governo já conta com 149 votos a favor da reforma

O texto da reforma da Previdência enviado pelo governo à Câmara tem o apoio incondicional de 95 deputados federais. Outros 54 concordam com grande parte da redação, mas têm restrições. O governo tem amplo espaço para buscar apoio, porque 220 deputados são classificados como indefinidos. Com isso, pode-se estimar que, se fosse levada hoje à votação em plenário, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) defendida pelo presidente Bolsonaro teria, pelo menos, 149 votos favoráveis, ressalvados os destaques, ou seja, votações separadas de trechos segregados do texto principal.

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Massacre em escola choca o país – Dez pessoas morreram e onze ficaram feridas em ataque à Escola Raul Brasil, em Suzano (SP). Entre os mortos estão cinco estudantes, duas funcionárias da escola, um empresário, atacado minutos antes da invasão, e os dois responsáveis pelo ataque.

A Oi, agora, é de 4 fundos estrangeiros – Quatro fundos de investimento que detinham papéis de dívida da Oi tornaram-se os maiores acionistas da operadora, com quase 45% das ações em circulação.

Sobre o caso Marielle – O ministro Sergio Moro crê na “existência de mandantes” do assassinato de Marielle Franco e disse ao ‘Valor’ não existir relação entre Bolsonaro e familiares com os envolvidos no crime.

Armas seriam bom tema para fala com Trump – A visita do presidente Jair Bolsonaro é a primeira de um chefe de Estado brasileiro aos Estados Unidos desde a divulgação de relatório da Polícia Federal, que indicava a venda de armas nos EUA como a principal fonte de fuzis e metralhadoras contrabandeados para o Brasil. Tema das armas não está na agenda.

Latam corta investimento e ‘reforma’ aviões – Depois de registrar em 2018 o melhor resultado de sua história, a Latam reduziu em 40%, para US$ 3,33 bilhões, o plano de investimento para o período entre 2018 e 2021. A companhia planejava comprar 70 aviões, mas cortou para 45. A prioridade é reformar aviões da frota existente

Ação judicial consome 15% da verba do INSS – Responsável pelo pagamento das aposentadorias e pensões dos trabalhadores do setor privado, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) gasta R$ 92 bilhões por ano, o equivalente a 15% de seu orçamento, com benefícios obtidos por meio de ações judiciais

Outras notícias Valor

Alckmin diz que proposta do governo está cheia de “cavalos de Troia” – O presidente nacional do PSDB, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, criticou ontem pontos da proposta de reforma da Previdência enviada ao Congresso por Bolsonaro. O tucano disse que texto está cheio de “cavalos de Troia”, ao se referir a temas que não deveriam ter entrado na proposta. “R$ 400 de Benefício de Prestação Continuada é desumano, é vergonhoso”, afirmou, ao dizer que, juridicamente, ninguém pode ganhar menos do que um salário mínimo (hoje em R$ 998). Ele se referia ao valor proposto para o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para os sexagenários.

Reforma já tem maioria para ser aprovada pela CCJ – A reforma da Previdência tem maioria para ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), primeira etapa da tramitação na Câmara dos Deputados, segundo levantamento do Valor. Dos 66 integrantes titulares, 63 foram ouvidos, dos quais 33 são favoráveis ao projeto – é preciso 34 para aprová-lo na comissão. Três deputados do PP estavam em missão oficial, mas, segundo líderes do partido, votarão pela admissibilidade da proposta de emenda à Constituição (PEC).

Brasil pode ajudar a negociar uma saída na Venezuela, diz Mourão – O vice-presidente brasileiro disse que o governo estaria disposto a iniciar diálogos com altas patentes militares da Venezuela para ajudar a viabilizar uma saída negociada para a crise no país.

China oferece ajuda para restabelecer energia – A China se ofereceu para ajudar a Venezuela a consertar sua sucateada rede elétrica, cuja falha que jogou o país num apagão generalizado há seis dias é atribuído pelo governo do presidente Nicolás Maduro a um ataque cibernético dos EUA.

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