Tudo de todos os josegunda-feira (18)  – Claudio Tognolli

Resumo dos jornais desta segunda-feira (18)

Chico Bruno

Manchetes

O Globo: Trump quer ação do Brasil contra ‘inimigos’

O presidente Jair Bolsonaro chegou ontem a Washington para uma visita que tem como ponto alto o encontro com Donald Trump amanhã. Hoje, o Conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, têm uma discussão preparatória para a reunião dos dois presidentes, com Venezuela, Irã, Nicarágua, Cuba e China na pauta, segundo uma fonte. No continente, os Estados Unidos querem o comprometimento do Brasil em ações efetivas contra países classificadas por Bolton como a “troika da tirania” na América Latina.

Estadão: Múltis trazem R$ 120 bi em crédito para filiais no País

Depois de uma queda significativa em 2017, o volume de recursos injetado pelas multinacionais no País, sob a forma de empréstimos para as filiais, deu um salto no ano passado. Em 2018, o capital que veio de fora por meio de operações de crédito, o chamado empréstimo intercompanhia, quintuplicou, de US$ 6,2 bilhões para US$ 32,3 bilhões (R$ 123 bilhões). Em tese, o dinheiro poderia ser direcionado para alavancar investimentos. Mas, com a capacidade ociosa da indústria elevada, analistas dizem que a maior parte dos empréstimos veio para ajudar as empresas. Além disso, apesar da queda dos juros no Brasil e da alta das taxas americanas, a diferença segue favorável a aplicações no País. “A operação intercompanhia pode crescer tanto em momentos de crise quanto de bonança”, diz Luis Afonso Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas (Sobeet). “Antes da recessão, as empresas tomaram crédito barato lá fora para crescer. Nos últimos anos, percebe- se um movimento mais para manter o que está instalado do que para novos projetos.”

Folha: É preciso foco em reforma, diz presidente do Bradesco

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, diz, em entrevista à Folha, que o governo Jair Bolsonaro (PSL) deveria concentrar todos os esforços para aprovar a reforma da Previdência Social ainda no primeiro semestre. Se a tramitação da proposta demorar mais, avalia, haverá abalo na confiança do mercado, o que pode gerar “desdobramentos muito prejudiciais à economia”. O cenário menos otimista é dado como provável pelos analistas, que têm reduzido projeções para a expansão do Produto Interno Bruto. As estimativas mais consensuais agora estão mais próximas de 2% que de 2,5%. Para Lazari, Bolsonaro passa por uma curva de aprendizado. “Ele, como presidente, vai ser orientado e terá postura de ter foco naquilo que a gente precisa fazer no país.” O presidente do Bradesco diz ainda que é preciso cuidado com o que se posta nas redes sociais. Bolsonaro chegou a Washington, em sua primeira visita no cargo aos EUA. Ele ficará no espaço para hóspedes da Casa Branca.

Correio: Servidores elevam a média salarial do país

Embora a economia brasileira siga desaquecida e em ritmo lento de recuperação, o IBGE aponta que o rendimento dos brasileiros atingiu o maior nível desde 2012, ano em que o instituto começou a fazer o levantamento. Segundo o órgão, com base no trimestre finalizado em janeiro de 2019, os brasileiros ganham, em média, R$ 2.270 por mês. No entanto, o índice de crescimento da remuneração requer uma análise mais acurada. Na verdade, quem impulsiona a elevação da média salarial no país é o funcionalismo público. Enquanto o ganho dos trabalhadores das empresas privadas subiu apenas 0,8% no último ano, o dos funcionários públicos cresceu cinco vezes mais, alcançando 4,2%. Isso resulta de uma série de aumentos que os servidores conseguiram ao longo dos anos.

Valor: Proposta para desvincular gasto prejudica reforma

Para o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), nunca houve momento tão propício à aprovação da reforma da Previdência, mas o tempo corre contra o governo e as maiores dificuldades sequer começaram. O governo do presidente Jair Bolsonaro está queimando capital político com questões “inúteis”, bate-bocas entre ministros e contradições internas, como a existente entre a agenda liberal e “globalista” do ministro da Economia, Paulo Guedes, e a antiglobalização defendida pelo chanceler Ernesto Araújo. Além disso, a proposta de desvinculação total dos recursos orçamentários neste momento é um “erro” porque coloca parlamentares das bancadas da saúde e da educação contra a reforma da Previdência.

Primeiras páginas

O Globo

Reforma dos militares ainda não tem consenso – A três dias da data marcada para a proposta de reforma da Previdência dos militares chegar ao Congresso, o presidente Jair Bolsonaro informou que ainda não viu o texto e que “possíveis benefícios ou sacrifícios serão divididos entre todos, sem distinção de postos ou graduações”. A afirmação seria um recado para setores da base das Forças Armadas, que estariam insatisfeitos com o fato de as medidas beneficiarem mais quem está no topo da carreira. Enquanto isso, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, deputado Felipe Francischini, disse que a tramitação da proposta dos demais trabalhadores deve ser adiada em uma semana.

Gravações de doleiro indicam propina em dinheiro – O doleiro e delator da Lava-Jato Álvaro José Novis entregou à Justiça um acervo de 750 mil gravações. São ligações gravadas durante oito anos nos ramais da sua empresa, a corretora Hoya, usada pela Odebrecht e pela Fetranspor para pagar propina a políticos e partidos.

Caso Marielle: PMs expulsos atuam sem controle – Um dos acusados no caso Marielle Franco, o ex-PM Élcio Queiroz, expulso da tropa há quatro anos, é o retrato da falta de controle da Polícia sobre agentes demitidos da corporação. Dos 1.316 PMs excluídos entre 2012 e 2018, a maioria foi por corrupção, extorsão e homicídio, e muitos estão nas ruas.

Estadão

‘Só em Brasília, pode-se consolidar o avanço anti-corrupção’ – Apesar de resistências ao projeto anticrime e de um movimento embrionário para acabar com a união de Segurança Pública e Justiça, o ex-juiz Sérgio Moro diz não se arrepender da decisão de deixar a magistratura. Moro diz que vai fortalecer o Coaf, com aumento de pessoal.

Bolsonaro ataca ‘antigo comunismo’ nos EUA – O presidente Jair Bolsonaro chegou ontem aos EUA, onde se encontrará amanhã com o presidente americano, Donald Trump. Ao pousar em Washington, criticou os “defensores da tirania”. Houve protestos em frente à Casa Branca. À noite, em jantar com conservadores, sentou-se entre o filósofo Olavo de Carvalho e Steve Bannon, ex-estrategista de Trump e atacou o “antigo comunismo”.

Folha

Lava Jato busca meio de manter processos na Justiça comum – Após revezes na semana em que a Lava-Jato fez cinco anos, procuradores que atuam na operação buscam meios de manter na Justiça Federal processos que envolvem corrupção e lavagem de dinheiro. Uma das principais idéias discutidas é defender que sejam encaminhados à Justiça Eleitoral só os casos em que o crime de caixa dois esteja efetivamente comprovado.

Metade das armas de ataques a escolas estava em casa – Ao menos oito escolas brasileiras sofreram atentados desde 2002, deixando 28 mortos e 41 feridos. Em metade dos casos, os jovens atiradores utilizaram armas que estavam armazenadas em suas casas, segundo dados do Instituto Sou da Paz.

EUA querem fim de vantagens para não desenvolvidos – Em reunião no âmbito da Organização Mundial de Comércio, os Estados Unidos mostraram que querem acabar com facilidades oferecidas a países que se declaram em desenvolvimento, inclusive o Brasil, em acordos comerciais.

Cadastro positivo deve demorar a ter efeito sobre juros – As novas regras do cadastro positivo, recém-aprovadas pelo Congresso, vão demorar a permitir juros menores para os bons pagadores, dizem analistas. As normas vão vigorar 90 dias após a sanção presidencial. Levará tempo até os birôs de crédito reunir em informações suficientes sobre as pessoas cadastradas.

Correio

Em busca de bons negócios – Com uma agenda voltada para reuniões com empresários e investidores, antes do encontro de amanhã com Donald Trump, Jair Bolsonaro vai priorizar, nos EUA, a busca por novos acordos comerciais. O presidente do Brasil (foto) desembarcou ontem, em Washington, acompanhado por sete ministros e em meio a declarações polêmicas do aliado Olavo de Carvalho.

CCJ tem maioria governista – A proposta de reforma do governo de Jair Bolsonaro tem os votos necessários para vencer a primeira etapa de admissibilidade do texto na Câmara. Mas a aprovação no Colegiado especial depende de negociação.

Passos lentos no escândalo em Formosa – As nove pessoas presas em março de 2018 sob a acusação de desvios na diocese do município de Formosa estão em liberdade e seguem vinculadas ao Vaticano. Elas ainda não foram ouvidas pela Justiça. Até agora, o juiz do caso interrogou testemunhas de defesa e de acusação.

Valor

Múltis falham na promoção de negócios sustentáveis – Grandes empresas globais falam muito em sustentabilidade ambiental e descarbonização de sua produção, mas o que fazem, na prática, é insuficiente. A conclusão é dos professores Benoit Leleux e Jan Van der Kaaij, do IMD, uma das principais escolas de negócios do mundo.

Nova direção – Após nove anos, a BlackRock volta a ter presidente-executivo no Brasil, Carlos Takahashi, que assume com a missão de expandir a operação local, hoje apenas a 4ª colocada na América Latina.

Os robôs começam a mudar a Justiça – Robôs e sistemas de inteligência artificial em fase de testes no Judiciário estão promovendo uma quase revolução na Justiça brasileira. Sufocada por 80 milhões de processos em trâmite, a tecnologia é uma aposta para tentar reverter esse quadro.

5G da Huawei é tema de Trump com Bolsonaro – Em meio a temas como Venezuela e à assinatura de acordos bilaterais, os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump devem abordar tema espinhoso no encontro que terão amanhã: a participação da China nas futuras redes de quinta geração (5G) da telefonia celular no Brasil.

Manganês muda de mãos no Brasil – A produção de manganês, usado na fabricação de aço inoxidável, está mudando de mãos no Brasil. A Vale, principal produtora e uma dos maiores do mundo, vem reduzindo presença no mercado, enquanto a Buritirama, do jovem empresário João José Oliveira de Araújo, faz o caminho inverso.

Outras notícias

O Globo

Foragido, ex-Fetranspor tem vida de luxo em Portugal – Foragido da Operação LavaJato no Rio, o empresário José Carlos Lavouras vive uma vida de luxo em Portugal. Ele chegou a ser preso naquele país devido a uma ordem do juiz Marcelo Bretas em 2017, mas foi liberado depois e o judiciário português decidiu não extraditá-lo. Lavouras possui dupla cidadania, brasileira e portuguesa. Nos últimos dias, foi localizado por uma equipe do “Fantástico”, da TV Globo, na cidade do Porto. Abordado pela reportagem, se calou. Na cidade do Porto, Lavouras vive em um apartamento registrado em nome de sua mãe, na região da Boavista, uma área nobre da cidade. O imóvel de R$ 3,5 milhões possui quatro quartos. Para se deslocar pela cidade, usa carros de luxo com motorista. O mais caro custa o equivalente a R$ 300 mil. Em Portugal, ele também mantém negócios na área de transporte e em uma empresa de água mineral. O MP português investiga a possibilidade de ele ter lavado dinheiro da corrupção no Brasil por meio dessas empresas.

Bebianno pode voltar à cena nas eleições de 2020 – Ex-secretário-geral da Presidência conta que voltou a conversar por áudio de WhatsApp com Bolsonaro, e diz não ter mágoa do presidente. Ex-ministro vai tirar período sabático e tem convites de outras siglas para sair do PSL e concorrer no Rio. Um mês após deixar o governo de Jair Bolsonaro, o ex-ministro Gustavo Bebianno diz que não tem raiva do presidente e avalia que entrou em rota de colisão com o Palácio do Planalto por “buscar um tom mais equilibrado”. Apontado como homem-bomba em consequência de sua conturbada demissão, ele afirma estar desarmado. Mas não descarta voltar à política — e não necessariamente pelo PSL. O advogado recebeu O GLOBO em seu flat em Brasília. Na última quinta-feira, ele fez o check-out definitivo no hotel Golden Tulip, nos arredores do Alvorada, seu endereço em Brasília nas sete semanas em que esteve à frente da Secretaria-Geral da Presidência. Foi embora dizendo que “momentos de raiva” e “a mágoa” ficaram para trás.

A cultura sob fogo cerrado – Primeiro foi Pedro Paulo Rangel, 70 anos, que disse aqui que a profissão de ator “já não é mais viável”. Agora, é a vez de outro gigante das artes: Antônio Fagundes, 69. O ator gravou um vídeo, veja no blog da coluna, dizendo que teme pelo “fim da cultura no Brasil” caso se confirme essa decisão do STJ, terça, que acabou com a chamada “taxa de conveniência”. É aquela cobrada pelas empresas (no Rio, 10% do valor) que vendem ingressos pela internet. Fagundes disse que há 53 anos faz teatro sem patrocínio, dependendo exclusivamente da bilheteria, e que de 70% a 80% de seu público compra os ingressos pela internet. “É justo que se pague a taxa, já que quem não quiser pagá-la pode comprar o ingresso no próprio teatro”. Mas a Terceira Turma do STJ considerou a prática “venda casada”, o que é proibido, e ainda mandou que as empresas devolvam o que cobraram nos últimos cinco anos. O caso deve parar no STF.

Estadão

Militares entram na mira de ‘guru’ de Bolsonaro – m núcleo estratégico do Planalto entrou na mira de influenciadores das redes sociais do entorno do presidente Jair Bolsonaro e de seus filhos. O vice-presidente Hamilton Mourão e os militares passaram a enfrentar uma onda de críticas por não darem apoio público, por exemplo, à ofensiva pela liberação de armas. Novo alvo da artilharia do escritor Olavo de Carvalho, Mourão prefere ignorar os ataques. “O senhor Olavo não me conhece, nunca conversou comigo. Não sabe quais as minhas ideias e, por conseguinte, não vou polemizar com ele”, afirmou o general ao Estado sobre o “guru” do bolsonarismo. O mais recente petardo foi desferido no sábado, 16, à noite, após um encontro com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, em Washington. “Mourão é um idiota”, afirmou Olavo a jornalistas. O ataque faz parte de uma ofensiva do escritor e seus seguidores contra o general da reserva – que assumiu a Presidência interinamente com a viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos. Dos 287 posts de Olavo no Twitter nas duas primeiras semanas deste mês, 77 (27%) são críticos a Mourão e a militares de forma geral. Nas mensagens, o escritor alimenta a especulação de que o vice atua para derrubar o presidente.

Dilma lidera gastos de ex-presidentes com servidores – Cassada há quase três anos, a ex-presidente Dilma Rousseff apresentou uma fatura de mais de meio milhão de reais em 2018 ao Palácio do Planalto. O dinheiro pagou viagens de assessores mantidos à sua disposição pelo governo. A petista gastou mais do que a soma de despesas dos ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva – que também têm direito ao benefício. As despesas com os servidores que acompanham Dilma consumiram, no ano passado, R$ 632,2 mil, sem contar os salários. Deste total, R$ 586,8 mil foram utilizados no pagamento de diárias e passagens. Houve desembolso de outros R$ 45,4 mil com manutenção, seguro e combustível para veículos utilizados pela ex-presidente. Boa parte desses deslocamentos ocorreu em Minas Gerais, durante a campanha de Dilma a uma cadeira no Senado, nas eleições do ano passado. Apesar dos gastos, ela amargou o quarto lugar na disputa e não se elegeu para o cargo. A média de desembolsos não tem mudado mesmo em períodos sem eleição. Em 2017, por exemplo, a presidente cassada gastou R$ 520 mil com servidores – de novo, mais do que seus antecessores. Os dados foram obtidos pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação. A Secretaria-Geral da Presidência informou à reportagem que o dinheiro é destinado ao custeio dos assessores, e não dos ex-presidentes diretamente. Dilma foi procurada para comentar as despesas, mas não quis se pronunciar.

Decano da Lava Jato se aposenta do MPF – A partir desta segunda-feira, 18 de março de 2019, Carlos Fernando dos Santos Lima não é mais procurador da República. Aos 55 anos de idade, o mais antigo membro da força-tarefada da Operação Lava Jato se aposentou. Da cadeira de acusador, vai passar agora para a cadeira de consultor e defensor: deve abrir um escritório de advocacia para atuar para o setor privado dando cursos e consultorias na área de compliance, que é a prática de medidas que tentam evitar desvios dentro de empresas. Garante que atuará fora área criminal: “não vou advogar contra o Ministério Público” nem mesmo em casos relacionados à Lava Jato. Na última semana desocupou o gabinete no oitavo andar da Procuradoria Regional da República da 3.ª Região (PPR-3), em São Paulo. Não faz parte mais do quadro de membros do Ministério Público Federal, posto que ocupava desde 1995. Membro da equipe do Caso Banestado – de lavagem de dinheiro por contas CC5 no final da década de 1990 -, uma das origens da Lava Jato, e um dos principais articuladores dos acordos de delação premiada da força-tarefa, Carlos Lima falou ao Estado em sua última entrevista como procurador, na terça-feira, 13, véspera da decisão do STF considerada um dos maiores revés para a Lava Jato nesses cinco anos.

PF envia celular de irmã de Aécio aos EUA para acessar dados – Um ano e dez meses após apreender um celular de Andrea Neves, irmã do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), a Polícia Federal ainda não conseguiu acessar os dados do aparelho. Numa última tentativa, o iPhone foi enviado para os Estados Unidos na esperança de que parceiros consigam descobrir a senha capaz de desbloqueá-lo. Andrea foi presa em maio de 2017, na Operação Patmos, acusada de pedir propina a Joesley Batista, da J&F, no valor de R$ 2 milhões, em benefício de Aécio. Na época da suposta transação, o tucano era senador e presidente nacional do PSDB. Ambos foram denunciados pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em abril de 2017. Atualmente, ela responde o processo em liberdade. Segundo o Estado apurou, a irmã de Aécio não irá repassar a senha de acesso do seu celular aos investigadores. O motivo: não é obrigada a produzir provas contra ela mesma e, se a Polícia quiser acessar seus dados, terá de descobrir a senha sozinha. Procurada, a defesa de Andrea disse que não iria comentar o assunto.

Para aliados, dirigentes têm a chave da reforma – Jair Bolsonaro indicou a Alberto Fraga que pode conversar com o presidente do DEM, ACM Neto, quando voltar dos EUA. O encontro foi solicitado pelo ex-deputado em reunião no Planalto semana passada. Eles integram, com Davi Alcolumbre e Tereza Cristina, time que tenta convencer o presidente de que, enquanto ele não se acertar com os dirigentes partidários, as portas não se abrirão para a reforma da Previdência. Segundo esses aliados, essas tratativas devem ser individuais: se vencer em bloco, o Centrão dará a impressão de ter dobrado Bolsonaro. Bolsonaro vinha dizendo, desde a campanha, que usaria a interlocução no Congresso com as frentes temáticas. Mas, na semana passada, já reuniu líderes no Alvorada. Enquanto Bolsonaro não os recebe, Rodrigo Maia tem reunião prevista com alguns presidentes de partido amanhã. Esses dirigentes partidários autorizaram o presidente da Câmara a ajudar a construir pontes. (Coluna do Estadão)

Unidos venceremos – No sábado, Sérgio Moro disse a senadores que a decisão do STF de manter na Justiça Eleitoral crimes relacionados ao caixa 2 enfraquece a Lava Jato. O ministro pediu a eles apoio ao seu pacote anticorrupção, que propõe exatamente o contrário do que o STF decidiu. A poucos metros da conversa, estava o ministro Dias Toffoli. (Coluna do Estadão)

Deixa comigo – O autor da CPI da Lava Toga, Alessandro Vieira, alertou Davi Alcolumbre de que senadores poderiam ser alvo do inquérito aberto na Corte para investigar fake news e difamações contra os ministros. O presidente da Casa disse que buscaria se informar sobre o caso e que não aceitaria nenhum ataque ao Parlamento. O STF já receberá um requerimento de informação sobre esta investigação, protocolado por Randolfe Rodrigues (Rede). (Coluna do Estadão)

Folha

Gilmar dá salvo-conduto à família de Richa – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes concedeu mais um salvo-conduto ao ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e à sua família para que eles não sejam alvos de novos mandados de prisão em um desdobramento da Operação Lava Jato. O tucano, sua mulher Fernanda Richa e seu filho André Vieira Richa são réus na Justiça Federal do Paraná sob acusação de terem se apropriado de recursos desviados do governo estadual para a compra de imóveis em nome da família. Eles negam as acusações e dizem que as transações ocorreram dentro da lei e com dinheiro de origem lícita. Na decisão, proferida na última sexta (15), o ministro revoga a prisão preventiva do contador da família, Dirceu Pupo Ferreira, que é réu no mesmo processo, e identifica “flagrante descumprimento das ordens anteriormente concedidas, com a prisão e/ou ameaça de prisão dos requerentes”. Com a decisão, ficam proibidos novos mandados de prisão cautelar de Richa, sua mulher, seu filho e do contador.

Se governo continuar como está acaba em seis meses, diz Olavo de Carvalho – Diante de uma plateia de cerca de 100 fãs e representantes da direita americana, no Trump International Hotel, o guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, afirmou que, até hoje, não sabe quais são as ideias políticas do presidente Jair Bolsonaro, mas que o apoia por ele ser “um homem honesto e não ser ladrão”. O escritor voltou a atacar a imprensa, dizendo que “todos os jornalistas são viciados em drogas” e que a mídia é culpada pela imagem de Bolsonaro de fascista e violento. Ele foi homenageado por Steve Bannon, ex-estrategista do presidente Donald Trump, com uma exibição do documentário sobre sua vida, Jardim das Aflições. “Mesmo se o Bolsonaro fosse dono de um bordel ele seria menos perigoso que o (candidato petista) Fernando Haddad, por isso o povo votou nele, não por causa de suas ideias políticas, que até hoje não sei quais são; ele fala de um assunto ou outro, mas nunca vi uma concepção geral, uma ideologia”, disse.

Acuada após três derrotas – Acuados após três fortes reveses na semana em que a Operação Lava Jato fez cinco anos, procuradores que atuam na investigação em Curitiba articulam estratégia para manter na Justiça Federal parte dos processos que apuram sobre corrupção e lavagem de dinheiro. Na última quinta (14), o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que casos de corrupção associados a caixa dois de campanha devem ser remetidos à Justiça Eleitoral, e não à comum —o que, para a Procuradoria-Geral da República, pode impactar a apuração de crimes de corrupção. Na mesma semana, a força-tarefa viu ser suspenso o acordo com a Petrobras para criar um fundo bilionário anticorrupção e entrou na mira de inquérito aberto pelo STF para apurar injúria e difamação contra ministros da corte. Reunidos neste sábado (16) na sede da Procuradoria em Curitiba para um ato de desagravo, membros da Lava Jato diziam ter passado pela semana de maior pressão desde que iniciada a operação, em 2014.

Entenda a sequência de três derrotas da Lava Jato – Na semana em que a operação completou cinco anos, a força-tarefa da Lava Jato sofreu três importantes derrotas no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na quinta (14), em julgamento marcado por fortes críticas à Procuradoria em Curitiba, o tribunal decidiu que crimes comuns (como corrupção), quando associados a crimes eleitorais (como caixa dois), devem ser julgados pela Justiça Eleitoral. A medida deve tirar das mãos do Ministério Público Federal (MPF) do Paraná e da Justiça Federal processos importantes da operação. No mesmo dia, o presidente do STF, Dias Toffoli, anunciou a instauração de um inquérito sigiloso para apurar ameaças, calúnias e fake news relativos aos ministros da corte. Por ter um escopo muito amplo, a apuração pode envolver procuradores da força-tarefa que tenham feito críticas públicas ao tribunal. Por fim, na sexta (15), o ministro Alexandre de Moraes suspendeu o acordo entre MPF e Petrobras que previa a criação, sob coordenação da Procuradoria, de um fundo bilionário com dinheiro de multa pago pela estatal.

Planalto tenta atrelar DEM a cargos, mas irrita o partido – Integrantes da cúpula do DEM têm reclamado do que veem como uma tentativa do governo Jair Bolsonaro de atrelar indicações de cargos ao partido. A face mais exposta do impasse está no Ministério da Educação. Dirigentes da legenda se irritaram com a vinculação de nomes que já atuaram na pasta e estão cotados para voltar a uma suposta reivindicação partidária. Eles dizem que, enquanto o Planalto não organizar o jogo com todas as siglas, não haverá gesto de apoio formal à atual gestão. Parlamentares do DEM afirmam que o governo tem tentado “coletivizar indicações que são individuais”. Há forte preocupação na sigla porque ela comanda as duas Casas do Congresso. O risco dos rumores de que o Democratas está ampliando sua participação na Esplanada é o fomento de queixas de traição nas siglas que o levaram à presidência da Câmara e do Senado e ainda não tem qualquer tipo de interação com o Planalto. Em meio à crise que se arrasta no Ministério da Educação, Leonardo Leão, que atuou na gestão de Mendonça Filho (DEM-PE) na pasta, deverá ser nomeado diretor no FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Internamente, a indicação foi atrelada ao partido. (Painel)

Correio

O incomodo Olavo Carvalho – O excelente humor do presidente Jair Bolsonaro com a viagem aos Estados Unidos foi amortecido pelas notícias que ele leu ainda no Brasil, a respeito das declarações de Olavo de Carvalho, considerado o guru do bolsonarismo. No voo, ele chegou a comentar com os ministros que as declarações foram, no mínimo, inoportunas. O que mais incomodou o presidente foi o fato de o professor dizer em alto e bom som que, “se continuar como está por mais seis meses, acabou”, como se fosse o fim do governo. Isso sem contar as críticas feitas aos militares próximos ao presidente, a quem Carvalho chamou de um grupo “c.” e ainda acusou o vice-presidente, Hamilton Mourão, de “mentalidade golpista”. Olavo de Carvalho esteve no jantar oferecido pelo embaixador brasileiro, Sérgio Amaral, ao presidente Bolsonaro. A expectativa era de que os dois conversassem a respeito, porém, dada a presença de convidados estrangeiros, como Walter Russel, acadêmico conservador, e outras personalidades, como a colunista do Wall Street Journal Mary Anastasia O’Grady, que saudou a vitória de Bolsonaro em seus artigos. Perguntado numa rápida entrevista em frente à residência da embaixada se Bolsonaro conversara com o professor Carvalho, o porta-voz da Presidência, general Rego Barros, limitou-se a dizer que, “sim, porque faz parte da mesa”. E acrescentou: “As opiniões pessoais de quaisquer pessoas devem ser a elas direcionadas quando eventualmente tenhamos dúvidas sobre o que ela quis dizer ou não dizer”, afirmou o porta-voz, dando a entender que não está descartada uma conversa entre eles.

Manifestação contra o STF – Protagonistas do movimento pelo impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff, os grupos de direita Movimento Brasil Livre (MBL), Vem Pra Rua e Nas Ruas, promoveram ontem manifestações contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de enviar para a Justiça Eleitoral casos de crimes ligados à prática de caixa 2, como corrupção e lavagem de dinheiro. Um dos atos ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo, onde manifestantes se reuniram em torno de um carro de som para protestar contra a decisão da Corte. No Rio, o ato foi realizado na praia de Copacabana. Uma das faixas usadas dizia “Vergonha”. Já em Brasília, cerca de cem pessoas, de acordo com estimativa da PM, se reuniram em frente ao prédio do Supremo.

Valor

Com Brexit, carne e açúcar do Brasil perdem fatia na União Europeia – Em meio aos tormentos do Reino Unido sobre como fazer o Brexit, sua saída da União Europeia (UE), uma coisa pelo menos parece certa: o Brasil e outros exportadores agrícolas vão perder fatias de mercado na Europa.

“MDB não está na base governista”, diz Helder Barbalho – Há 76 dias no cargo, o governador do Pará, Hélder Barbalho, do MDB, disse ao Valor que o partido tem de fazer uma “autocrítica” em relação à derrota fragorosa que sofreu nas urnas em outubro, quando os principais caciques da legenda, como os ex-senadores Romero Jucá e Eunício Oliveira, não se reelegeram, e o então presidente Michel Temer despediu-se do cargo com a pior rejeição da história. Hélder pondera que o MDB tem história, mas não pode viver de passado: deve se reconectar com a sociedade e se reinventar. A Executiva Nacional da sigla se reúne amanhã em Brasília para discutir o resultado das eleições e o cenário político.

Previdência militar provoca reação e Bolsonaro nega conhecer projeto – O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, confirmou que o projeto de lei de reforma do sistema previdenciário dos militares será enviado nesta quarta-feira ao Congresso Nacional. “A proposta está pronta e de posse do ministro Paulo Guedes”, disse Rêgo Barros, na porta da embaixada brasileira em Washington, onde o presidente Jair Bolsonaro jantou com formadores de opinião americanos. De acordo com o porta-voz, Bolsonaro não precisa estar em Brasília para acertar os últimos ponteiros antes do envio do projeto. “Ele confia no nosso ministro da Defesa, já discutiu sobre os pontos que são essenciais e a partir daí dará o toque, a liderança que lhe é peculiar”.

“Ministro do Supremo tem mais poder do que o Congresso” – Ao contrário das previsões apocalípticas de crise institucional, a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar erros de procedimentos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é absolutamente republicana e adequada, e não abalaria o sistema de freios e contrapesos, opina o professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, Ivar Hartmann.Enviado do meu iPhone

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