Tudo de todos os jornais e revistas deste sábado – (12)  – Claudio Tognolli

Chico Bruno

Manchetes dos jornais

O Globo: A escalada do feminicídio

Em 11 dias, o Brasil registra 50 crimes de feminicídio, com 33 mortes e 17 tentativas de assassinato de mulheres. “Casos ocorrem em cidades de todos os portes, com vítimas de vários perfis e faixas etárias”, diz Jefferson Nascimento, doutor em Direito pela USP, responsável pelo estudo. Em 2017, ele fez pesquisa com a mesma metodologia, que apontou média de 2,59 ocorrências diárias. Em 2019, já são quase cinco por dia. “Os crimes acontecem quando as mulheres não querem mais ficar em relações violentas, e o homem vai se vingar. São crimes de ódio”, diz a advogada Leila Linhares.

Estadão: Governo cogita criar conselho para assuntos internacionais

O desgaste provocado pela troca de comando na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) impulsionou a ala do governo que quer blindar o Itamaraty de episódios negativos. Nos bastidores, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e o vice Hamilton Mourão têm agido para tentar apaziguar os ânimos, contornar tropeços e até amenizar declarações dadas pelo presidente Jair Bolsonaro sobre assuntos controversos ainda não resolvidos, como a transferência da embaixada do Brasil de Tel-Aviv para Jerusalém. O risco de estremecimento com a China é outra preocupação. Mourão defende a criação de conselho de ministros para avaliar temas estratégicos. O grupo seria formado por ele e pelos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Paulo Guedes (Economia), Fernando Azevedo (Defesa) e Tereza Cristina (Agricultura).

Folha: Maioria se diz otimista com novo Congresso

A onda que elegeu Jair Bolsonaro (PSL) levou a população brasileira a demonstrar o maior otimismo dos últimos anos com o trabalho dos deputados federais e senadores que tomarão posse em 1º de fevereiro, mostra o Datafolha. Pesquisa realizada na segunda quinzena de dezembro aponta que 56% dos entrevistados dizem acreditar que os novos congressistas terão um desempenho ótimo ou bom. Em 2010 e 2014, o otimismo era de 49% e 40%, respectivamente. A rejeição ao trabalho executado pelo atual Congresso diminuiu em relação ao recorde verificado em 2017 — 48% consideram ser ruim ou péssimo o desempenho dos parlamentares, contra a marca de 60% em novembro daquele ano. A legislatura que começa no próximo mês terá uma nova feição. Na Câmara, mais da metade das 513 cadeiras serão renovadas em relação à atual composição, com aumento da representação de militares e líderes evangélicos.

Correio: Segurança prevê concurso, paridade e escola militar

O governador Ibaneis Rocha anunciou, ontem, o programa SOS Segurança. O pacote tem ações emergenciais, como o investimento de R$ 300 milhões no setor. A promessa é de mais gente nas ruas: aprovados em concursos serão chamados e há a previsão do lançamento de edital para certame. Para valorizar os servidores da área, as gratificações aumentarão, e a Civil poderá recebê-las. Além disso, um grupo de trabalho vai elaborar estudo para a recomposição salarial dos policiais militares e a equiparação dos vencimentos dos policiais civis em relação à Polícia Federal. Entretanto, existem pontos polêmicos: a defesa jurídica gratuita para integrantes das forças de segurança e a criação de colégios inspirados em experiências educacionais da PM e dos bombeiros.

Capas de revistas

Veja: Confusão na largada

Desmentido três vezes pela própria equipe, Bolsonaro cria desordem na estreia do seu governo.

Época: O jogo de Paulo Guedes

As regras, os lances e as apostas do dono da economia.

IstoÉ: As novas encrencas da ex-amante de Lula

Rosemary Noronha submergiu. Não se apresenta à Justiça a cada 15 dias, contrariando ordem judicial, e despista oficiais que tentam intimá-la em sua residência. Mais magra, sem dinheiro e sob o risco de perder um imóvel, a ex-amante de Lula quebra o silêncio e diz à ISTOÉ ser apenas um “peão” e uma “assessora de bastidor”.

CartaCapital: Governo em confusão

Bolsonaro ziguezagueia e os militares divergem na visão da soberania.

Crusoé: Deixem o Guedes trabalhar

O “Posto Ipiranga” de Jair Bolsonaro enfrenta cabeçadas do Planalto, mas promete resisitir.

Notícias de primeira página dos jornais 

Previdência: general defende militares fora da reforma – O comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, defendeu que os militares fiquem fora da reforma da Previdência. Ao assumir o cargo, ontem, ele afirmou, porém, que, se o governo incluir a categoria na proposta de reforma, eles irão aceitar, pois são “disciplinados”.

Opositor quer chefiar transição na Venezuela – Em comício em Caracas, o deputado Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional venezuelana — dominada pela oposição, mas sem poder real —, declarou-se disposto a chefiar um governo de transição em repúdio ao novo mandato de Nicolás Maduro. Guaidó pediu apoio às Forças Armadas e ao povo. Ele recebeu o apoio da OEA, dos EUA e do Brasil – a diplomacia brasileira soltou nota em que elogia o líder opositor. Maduro classificou a declaração de “show para desestabilizar o país”.

Em crise, hospital faz festa de R$ 156 mil – Enquanto o centro cirúrgico sofria com a falta de ar-condicionado, a diretoria do Hospital Federal de Bonsucesso organizou uma festa de aniversário da instituição em tendas climatizadas. Revoltados, funcionários invadiram a comemoração, que custou R$ 156 mil.

Villas Bôas vira assessor do GSI – General Eduardo Villas Bôas se emociona ao receber abraço de Bolsonaro, ontem, na transmissão do comando do Exército para Edson Leal Pujol. “O senhor traz a necessária renovação e a liberação das amarras ideológicas que sequestraram o livre-pensar”, dizia seu discurso, em referência ao presidente. Villas Bôas será assessor especial do GSI.

TJs de 9 Estados elevam salários após reajuste do Supremo – Desembargadores de nove Estados tiveram seus salários reajustados após aumento de 16,4% concedido em novembro aos ministros do STF. Os magistrados receberão R$ 35.462,22, o que corresponde a 90,25% do salário do Supremo. O valor não inclui benefícios. Em São Paulo, o aumento terá impacto de R$ 155,8 milhões.

Novo chefe do Exército quer militares fora da reforma – O novo comandante do Exército, Edson Leal Pujol, disse que os militares têm “situação diferenciada” e, por isso, deveriam ficar fora da reforma da Previdência. “Não temos hora extra, não temos adicional noturno, não podemos nos sindicalizar”, afirmou. O ministro Onyx Lorenzoni disse que proposta de reforma deve ser apresentada a Bolsonaro na próxima semana.

Mais Médicos ainda tem 1,4 mil vagas – Dos 8,5 mil postos vagos após saída dos cubanos do Mais Médicos, 1,4 mil estão abertos. Formados no exterior sem diploma revalidado podem se candidatar.

Plano de saúde subiu três vezes mais do que a inflação em 2018 – O IPCA fechou 2018 em 3,75%, abaixo do centro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,50%. O vilão da inflação do ano foram as mensalidades dos planos de saúde, que ficaram 11,17% mais caras, contribuindo com 0,44 ponto porcentual no IPCA.

Planalto intervém no conselho da Petrobrás – Segundo Roberto Castello Branco, presidente da estatal, mudança é adequação à nova diretriz. Presidente Bolsonaro apagou tuíte com referência a amigo indicado para empresa.

Nova data para decreto de armas – O presidente Jair Bolsonaro deve assinar, até terça-feira, o decreto que flexibiliza a posse de armas de fogo no Brasil, conforme informou o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Ele conversou com a imprensa após a cerimônia de posse do novo comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, em Brasília, acompanhada por Bolsonaro e várias autoridades federais. A medida, que será publicada no Diário Oficial da União, estava prevista para ser adotada ontem, conforme disse o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), após se reunir com Bolsonaro, na quinta-feira. Entretanto, o texto ainda está sendo analisado pela Subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil (SAJ).

Ceará toma providências – Após 10 dias de ataques criminosos a prédios, viadutos e ônibus em Fortaleza e no interior do Ceará, o governador Camilo Santana (PT) anunciou, ontem, uma série de medidas para reforçar a segurança no estado. Algumas propostas demandam a aprovação da Assembleia Legislativa, que deve se reunir em sessão extraordinária, hoje, para analisar as solicitações. Entre as medidas, anunciadas em vídeo pelo governador, estão: a convocação de policiais militares na reserva; aumento na quantidade de horas extras que podem ser pagas a policiais civis e militares, além dos bombeiros; criação da lei da recompensa, que prevê pagamento em dinheiro pelo estado por informações da população que resultem na prevenção de atos criminosos e prisões; e convocação imediata de mais 220 agentes penitenciários para atuar no sistema. Outros 220 já haviam sido chamados na semana passada.

Pedida a condenação de Rocha Loures – Em alegações finais, o Ministério Público Federal em Brasília pediu a condenação do ex-deputado e ex-assessor da Presidência da República Rodrigo da Rocha Loures (MDB-PR) no processo em que ele é acusado de receber uma mala com R$ 500 mil do grupo J&F supostamente para Michel Temer. Loures é apontado pelas investigações como “longa manus” (executor de ordens) do ex-presidente. Em 28 páginas, o procurador Carlos Henrique Martins Lima pede que o ex-assessor seja sentenciado pelo crime de corrupção passiva. Em abril de 2017, Loures foi filmado em ação controlada da Polícia Federal recebendo a mala com R$ 500 mil do ex-executivo da J&F e delator Ricardo Saud. O ex-deputado foi um dos alvos da Operação Patmos, deflagrada em maio daquele ano, com base no acordo de colaboração da empresa.

Baixa no combate ao tráfico – Dois veículos aéreos não tripulados (vants), comprados em 2009 pela Polícia Federal (PF) por R$ 27,9 milhões, foram cedidos para a Força Aérea Brasileira (FAB). O ato que repassa o uso dos equipamentos para a Aeronáutica foi publicado no Diário Oficial da União na última terça-feira e ocorreu após a PF gastar R$ 150 milhões com o projeto. Esse custo envolve, além da manutenção dos aparelhos, o treinamento de equipes especializadas, que inclusive viajaram para o exterior a fim de aprender a manusear o equipamento. A mudança marca o abandono da proposta inicial, que tinha a finalidade de elevar a capacidade de investigação contra o tráfico de drogas e o contrabando, principalmente nas regiões de fronteira. O uso dos aviões evitaria que agentes fossem colocados em risco durante as diligências. Com a mudança do órgão que opera os drones, muda a finalidade. A Força Aérea Brasileira atua principalmente na defesa do espaço aéreo nacional e não é responsável, em circunstâncias normais, pela investigação do crime organizado. Além de ceder o uso do equipamento, a PF terá de gastar R$ 1,5 milhão com a atualização de licenças internacionais. Além disso, de acordo com uma fonte, a corporação policial também assumiu a responsabilidade de arcar com a manutenção dos vants, que estavam parados desde 2016 em um hangar da corporação em São Miguel do Iguaçu (PR).

Lula dá ordens ao PT – Da sala onde cumpre pena na sede da Polícia Federal, em Curitiba, o ex-presidente Lula determinou à presidente do partido, Gleisi Hoffmann, que não parta para o confronto com o presidente Jair Bolsonaro. Lula considera que não precisa e acha que as ruas farão esse papel no futuro próximo. Em conversas reservadas, no entanto, petistas acham que a reclusão fez mal ao faro político de Lula. É que, se a economia deslanchar — e os indicadores hoje são os de que isso tem tudo para dar certo — quem terá dificuldades nas ruas será o PT e não o atual inquilino do Planalto.

A burocracia do PT perdeu o rumo’, diz Ciro – O ex-ministro Ciro Gomes, candidato derrotado do PDT à Presidência no ano passado, criticou nesta sexta-feira (11) a ida da presidente do PT , Gleisi Hoffmann, à posse do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Segundo ele, os dirigentes petistas estão “sem rumo”. — O PT perdeu o norte. A burocracia do PT perdeu o rumo. Está que nem cachorro que cai do caminhão de mudança. E a dona Gleisi agrava isso. A grande questão é: por que não comparecer à posse do Jair Bolsonaro, eleito dentro das regras, reconhecido internacionalmente, e depois ir para a posse do Maduro, que a esmagadora maioria dos estados da OEA não reconhece legitimidade ao regime. Há muita gente dizendo que ela é uma infiltrada do Bolsonaro para destruir o que resta da decência e da respeitabilidade do pensamento progressista brasileiro — ironizou Ciro, citando uma publicação do site “Sensacionalista”.

A vida da ex-amante de Lula, segundo a irmã – Na sexta-feira 9, Sônia Maria Nóvoa, 62 anos, irmã da ex-secretária da Presidência em São Paulo Rosemary Noronha, recebeu a reportagem de ISTOÉ em seu apartamento em Santos, litoral paulista. Apreensiva com a possibilidade de perder o imóvel – também registrado em nome de Rose – já que a Justiça de Santos deflagrou um processo de leilão por falta de pagamento de despesas, Sônia desabafou: “Não sei do paradeiro dela. Mas ela não foi presa? Olha, não sei como ela ainda não foi presa” disse a irmã, depois de enfileirar os crimes aos quais Rosemary responde na Justiça. Na entrevista, Sônia disse que a irmã passou a dar de ombros à família a partir de 2014, mas que no ápice do romance extraconjugal entre Rosemary e o ex-presidente petista todos eram muito unidos. “Rose e Lula se amavam muito. Nesse tempo a Rose contava as coisas para mim. Ela me chamava para os jantares românticos com Lula. E eu ia. Lá eu até consegui convites para shows do Roberto Carlos e do Roupa Nova”. Foi a primeira vez, desde que o relacionamento amoroso entre Lula e Rose veio à tona, que um familiar, congênere, alguém que privou da intimidade do casal decidiu contar – sem mesuras de palavras – detalhes sobre o caso.

Siga o Flávio – Senadores ligados ao presidente Jair Bolsonaro começam a seguir a linha do senador eleito Flávio Bolsonaro contra a candidatura de Renan Calheiros. Porém, não querem saber de outro nome do MDB, tampouco têm simpatia pela candidatura do senador Major Olímpio. A ordem é pressionar o PSL a apoiar Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Bolsonaro inaugura mandato de mudanças, diz Dodge – Raquel Dodge disse nesta sexta-feira (11) que Jair Bolsonaro “inaugura um mandato de mudanças” e “renova a esperança” de uma vida melhor para os brasileiros, registra o Estadão. A procuradora-geral da República e o presidente participaram, em Brasília, da solenidade de posse de 16 novos procuradores da República, ao lado de Dias Toffoli e Rodrigo Maia. Dentro da PGR, a presença de Bolsonaro na cerimônia foi vista como uma forma de criar pontes e buscar diálogo, relata o jornal. Do lado da plateia, parte dos familiares dos novos procuradores aplaudiu o presidente de pé e gritou “mito”.

‘Collor é candidato?’, pergunta Bolsonaro – Sentados lado a lado durante cerimônia da formatura de novos procuradores da República nesta sexta-feira (11), o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), trocaram sorrisos e um bilhete. Maia é candidato à reeleição no comando da Casa com apoio do PSL, partido de Bolsonaro, que, ao menos publicamente, defende que o Palácio do Planalto não se envolva nas disputas do Congresso. Mas o assunto entre os dois foi à eleição para presidente do Senado. Enquanto os 16 formandos recebiam seus diplomas, Bolsonaro pegou uma caneta, escreveu em um pedaço de papel “Collor é candidato?” e escorregou o bilhete sobre a mesa até que Maia pudesse ler. A ação foi acompanhada pela Folha. O presidente da Câmara leu a pergunta, sorriu e falou algo baixinho para o presidente da República. Bolsonaro, então, recolheu o papel e Maia falou ao seu ouvido. Procurado, Maia não comentou sobre o conteúdo da mensagem ou sobre a resposta que deu.

Não é a hora – No ano passado, depois das eleições, Cid Gomes e Renan Calheiros, ambos eleitos, se encontraram no cafezinho do Senado e conversaram por alguns minutos. “Foi conversa olho no olho. Ele começou dizendo que o Ciro [irmão de Cid] não gostava dele. Eu disse: ‘Olha, rapaz, não sei. O Ciro tem a opinião dele e eu tenho a minha. Mas não sou maniqueísta. Não acho que você seja 100% mau, nem acho que exista alguém que seja 100% bom. As pessoas têm virtudes e defeitos’.” Foi a deixa para Cid, que já pensava em formar um blocão para neutralizar o MDB, dizer o que realmente queria dizer: “Daí disse para ele, francamente: ‘Acho que agora não é uma oportunidade boa para você ser presidente’.”

Renan levanta a bandeira da paz – Após Renan Calheiros (MDB-AL) dizer ao GLOBO que está disposto a defender pautas governistas e conversar com Jair Bolsonaro , articulando seu apoio à presidência do Senado , seu concorrente, Major Olímpio (PSL-SP), interpretou as declarações como uma “bandeira de paz”, mas frisou nesta sexta-feira que seu partido mantém a candidatura à presidência da casa. — Ele usou toda a esperança para dizer que, se eleito, não será obstáculo as mudanças que o Brasil precisa e que poderá ser sim um impulsionador. Sinalizou com uma bandeira de paz — disse o major.

Cheque sem fundo – Volte uma casa Auditores do TCU fizeram um pente-fino no decreto de Jair Bolsonaro que autorizou a concessão de incentivos fiscais às regiões Norte e Nordeste e decidiram solicitar a intervenção da corte. O presidente chegou a anunciar aumento do IOF para cobrir o custo da renúncia, mas depois recuou, com base em tese anunciada pela Casa Civil. O problema é que, para técnicos do tribunal, a redação da norma ficou frouxa e não garante que os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal serão cumpridos. A expectativa no Tribunal de Contas da União é a de que os auditores apresentem até terça-feira (15) uma representação com pedido de providências. O principal problema, dizem, é que o governo não tem como garantir que os incentivos concedidos se limitarão aos R$ 755 milhões disponíveis no Orçamento. A intervenção do TCU não deve desagradar a cúpula do Ministério da Economia. Quando a nova gestão se viu obrigada a analisar se manteria os incentivos ao Norte e ao Nordeste, o Tesouro e a Receita emitiram pareceres pelo veto do projeto. Bolsonaro foi convencido pelo núcleo político a bancá-lo. A edição deste decreto marcou a primeira grande confusão da equipe do novo presidente. Bolsonaro anunciou aumento de imposto como compensação ao incentivo fiscal alegando exatamente que poderia ferir a LRF. Depois de idas e vindas, foi dito que o presidente havia “se equivocado”.

No vácuo – O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), enviou um ofício ao Planalto solicitando audiência com o presidente. No pedido, destacou do que pretende falar no encontro: a transposição do rio São Francisco, as obras da Transnordestina e a privatização da Chesf. Embora o recebimento da mensagem tenha sido confirmado pelo Planalto, Câmara ainda não teve qualquer resposta sobre uma data para a reunião.

Toffoli age – O presidente do Supremo Tribunal Federal ( STF ), ministro Dias Toffoli , suspendeu nesta sexta-feira decisões judiciais que autorizavam escritórios de advocacia a receberem, a título de honorários, recursos que deveriam ser destinados à educação básica. A Justiça reconheceu que a União deixou de repassar ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) parte dos recursos devidos. A partir dessa decisão, municípios passaram a contratar escritórios de advocacia para liberar o dinheiro. Como honorários, as bancas recebem entre 20% e 30% do valor que deveria ser repassado integralmente às administrações municipais.

Uma reforma frouxa é uma ducha de água fria – Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central (BC), defendeu que a reforma da Previdência precisa ser expressiva e “de impacto”. Caso contrário, pontuou o economista, o mercado pode ficar frustrado com os rumos do Brasil. Ele também disse que o sistema de capitalização tem seu lado positivo, mas que não é uma “solução mágica” para os problemas relacionados à Previdência. — A questão da Previdência precisa ser resolvida de forma impactante. Uma reforma mais ou menos pode ser uma ducha de água fria (no mercado) — disse Arminio durante o evento “História Contada do Banco Central do Brasil”, que reuniu os ex-presidentes da autoridade monetária nesta sexta-feira (11), no Rio.

Governo salva da degola estatal do trem-bala – A EPL, conhecida como a estatal do trem-bala, deve escapar da degola. No governo há quem ainda acredite no potencial da empresa criada por Dilma Rousseff com o pretexto de tocar o projeto de um trem-bala entre Rio e São Paulo, que nunca saiu do papel. Durante a campanha, o presidenciável Alvaro Dias (Podemos) defendeu sua extinção, pauta encampada pelo opositor Jair Bolsonaro. No período eleitoral, o presidente também disse que fecharia a EBC, que mantém a chamada “TV do Lula”, agenda também abandonada pelo seu governo. Na fila. Até agora, está confirmada a extinção da Valec ainda no primeiro trimestre deste ano e há estudos sobre a liquidação da Ceitec, a estatal que produz chip de boi. Informações antecipadas pelo Broadcast.

error:
0