Tudo de todos os jornais deste domingo (17)  | Claudio Tognolli

Chico Bruno

Manchetes

O Globo: Polícia investiga se informante na Câmara ajudou assassinos

Investigadores suspeitam que um informante, dentro da Câmara dos Vereadores do Rio, passou aos assassinos detalhes sobre a movimentação da vereadora Marielle Franco antes da execução. A desconfiança dos policiais da Delegacia de Homicídios surgiu da sincronia dos matadores com os deslocamentos da parlamentar. No dia do crime, os assassinos reduziram a velocidade do carro, na Tijuca,já que a vereadora se atrasara para evento no Centro. Dois dias antes, quando ela foi à casa do ex-marido, o acusado Ronnie Lessa pesquisou o endereço no Google Maps.

Estadão: Classe C cresce, chega a 51%, mas retoma o consumo lentamente

Atingida em cheio durante a crise econômica, a “classe C” abrangia 48% da população em 2008, atingiu pico de 53%, caiu para 50% e agora experimenta novo crescimento – 51% dos brasileiros, ou 106 milhões, estavam nessa faixa de renda média em 2018. Essas famílias ainda não recuperaram o poder de compra, mas estão otimistas com as perspectivas econômicas e pretendem voltar a consumir bens de maior valor agregado, desde que tenham custo-benefício garantido. Isso significa que devem ficar longe do “consumo-ostentação” do passado. Estimativas apontam que a renda dessa classe média poderá crescer 3,5% neste ano sobre 2018 e, nesse embalo, a projeção para o varejo é de alta de 3%. “Há uma expectativa de crescimento respaldada na aprovação das reformas. Caso isso não aconteça, podemos entrar numa crise pior do que a de 2014”, afirma José Ronaldo Souza Júnior, economista do Ipea.

Folha: Multa alta garante penas mais brandas na Lava Jato

O poder econômico das empresas atingidas pela Lava fato ajudou donos e ex-funcionários que decidiram colaborar com a Justiça nos últimos anos a atenuar o rigor das penas estabelecidas para seus crimes nos acordos de delação premiada negociados com o Ministério Público. Em diversos casos, delatores conseguiram alívio pagando multas maiores, acima dos valores exigidos inicialmente para assegurar a reparação de danos causados pelos delitos que confessaram e a restituição de ganhos ilícitos do passado. Cinco anos após o início da operação, deflagrada por uma ação da Polícia Federal em 17 de março de 2014, as condições estabelecidas nos acordos negociados com a maioria dos delatores da Lava Jato são mantidas sob sigilo. Examinando processos iniciados no Paraná e no Rio, a Folha encontrou informações detalhadas sobre cem colaboradores da operação, incluindo a íntegra dos termos que descrevem os regimes de cumprimento das penas e a forma de pagamento das multas.

Correio: Bolsonaro busca relação mais próxima com Trump

O presidente Jair Bolsonaro desembarca hoje no solo da nação mais poderosa do mundo para apresentar a nova política exterior do Brasil. O Palácio do Planalto encara a reunião com Donald Trump, na Casa Branca, como a chance de superar os – preconceitos ideológicos – que, nos últimos anos, nos governos do PT, teriam impedido relações mais amplas entre as duas maiores economias do continente. Na pauta do encontro com o presidente dos Estados Unidos estarão temas como Venezuela, vistos de entrada de norte-americanos e cooperação na base de foguetes em Alcântara (MA). Mas o foco da comitiva brasileira será a busca pela ampliação do comércio bilateral – os EUA são o segundo maior comprador de produtos brasileiros – e a busca por investidores, apresentando as mudanças e as reformas que o país pretende implementar nos próximos anos.

Primeiras páginas

O Globo

Na web, armas e acessórios ilegais estão ao alcance de todos – Crimes que chocaram o país, como o que deixou dez mortos em uma escola em Suzano, revelam que armas e acessórios ilegais estão disponíveis para compra na web. Fóruns na internet que protegem a identidade de seus participantes, conhecidos como “chan”, têm sido usados para fomentar o ódio e planejar crimes.

Rotina alterada pela dor – Depois do assassinato de 12 alunos há oito anos, escola de Realengo, no Rio, que ganhou estátuas em homenagens às vítimas, espalhou câmeras, tem ronda da Guarda Municipal e mudou a secretaria de lugar, para evitar a entrada de estranhos. Pais acham que segurança ainda pode melhorar.

Visita ressalta afinação entre Brasil e EUA – O presidente Jair Bolsonaro desembarca hoje em Washington. Com a chegada ao país de Donald Trump, dá curso ao maior alinhamento ideológico do Brasil com os Estados Unidos em mais de 50 anos.

Estadão

Com estudo e na informalidade – Apesar de mais escolarizada, a participação da “classe C” na informalidade aumentou em uma década: de 35%, em 2008, para 38% no ano passado.

Bolsonaristas operam rede de difamação na internet – Grupos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro ligados ao escritor Olavo de Carvalho, que formam a ala mais radical da “nova direita”, participam de uma rede de difamação na internet. Até aliados viram alvo de ataques virtuais. Participantes e ex-participantes ouvidos pelo Estado contam como ela funciona, quem são os principais integrantes e quais as ligações com parlamentares e autoridades.

‘Ditadura de esquerda’ – Jawad Rhalib, cineasta que deturpou fala de repórter do Estado, chamou de “ditadura de esquerda” reações ao texto de seu blog em entrevista a Marcelo Godoy, enviado a Bruxelas,

Folha 

Não há ‘licença para matar’ em projetos de lei – Ao contrário do que afirmaram alguns críticos, não há nos projetos anticrime qualquer “licença para matar” para policiais, mas só a descrição de situações de legítima defesa já admitidas pela prática, como a atuação para prevenir agressão a pessoa mantida refém. (Sergio Moro – Ministro da Justiça e Segurança Pública)

Áudios mostram pânico durante a tragédia de Suzano – Os serviços de emergência da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros receberam 69 ligações, na quarta-feira (13), nos primeiros cinco minutos do ataque à escola Raul Brasil, em Suzano (SP). Os áudios revelam adolescentes aos prantos, gritos e respirações ofegantes.

Câmara tem recuos na defesa da Previdência – O ambiente para aprovação da reforma se deteriorou após o Carnaval. Resultados preliminares de enquete feita pela Folha mostram partidos que antes defendiam aprovação rápida, como o PRB, agora mais cautelosos. Alteração no benefício para idosos e deficientes miseráveis é dúvida até no governista PSL.

Pedágio pode subir para compensar preço do asfalto – Ministro da Infraestrutura avalia, com a Agência Nacional de Transportes Terrestres e o Tribunal de Contas, permissão para que concessionárias possam reajustar o pedágio e compensar perdas que sofreram com preço do asfalto. O material subiu acima da inflação.

Correio

Caos em Paris – Os “coletes amarelos” foram mais uma vez às ruas, confrontaram a polícia e deram ultimato a Emmanuel Macron.

Enxugamento – Com menos 6 mil comissionados, número de funcionários do GDF sem concurso caiu de 16,2 mil para 10 mil em janeiro.

Cão com a cara do dono – Pesquisa norte-americana revela que o comportamento dos cachorros se ajusta ao dos seus tutores. Pesquisa norte-americana revela que o comportamento dos cachorros se ajusta ao dos seus tutores.

4,7 milhões de desalentados – Esse é o número de brasileiros que enxergam poucas chances no mercado de trabalho e desistiram até de tentar um emprego.

Pacto entre os Poderes para evitar mais crises – Um churrasco com a presença dos presidentes da República, Jair Bolsonaro, da Câmara, Rodrigo Maia, do Senado, Davi Alcolumbre, e do STF, Dias Toffoli, terminou em um acordo pela governabilidade. As críticas de parlamentares a ministros do Supremo causaram imenso mal-estar nos últimos dias e levaram os chefes dos Poderes à reunião informal deste sábado. O almoço de ontem teve a presença também de ministros e parlamentares, e a reforma da Previdência entrou na pauta de discussões.

Novo trânsito na EPTG – Mudança no esquema de funcionamento da via começa a vigorar a partir de 6h da manhã. Alteração vale até 2020.

Semente do mal – Por trás dos massacres das escolas de Realengo, em 2011, e Suzano, na quarta-feira, está um brasiliense de 33 anos. Marcelo Valle criou e abasteceu com informações criminosas um site destinado a extremistas, que pode ter inspirado, estimulado e orientado os autores em ambos os ataques. Racista, ele diz odiar as mulheres desde quando era criança.

Outras notícias 

O Globo

Bolsonaro, Toffoli, ministros e parlamentares se reúnem em almoço com Maia – A cúpula da República almoçou neste sábado na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Foram convidados o presidente Jair Bolsonaro , o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli , e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Também participam do almoço 14 dos 22 ministros do governo Bolsonaro. Participantes do almoço, em que foi servido churrasco, disseram que foi um encontro informal. Eles destacaram que a reunião foi importante para promover o diálogo e união entre os poderes para que o Brasil possa avançar. — Nós não tratamos de questões pontuais — disse Onyx em entrevista após o almoço. Bolsonaro discursou pedindo a união entre os Poderes: — Ele disse (sobre) a importância da união de todos os Poderes, de todas as autoridades, para fazer o Brasil continuar seu caminho de desenvolvimento.

Maia quer votar reforma da Previdência em maio – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou neste sábado, após almoço com presidentes dos três Poderes, que quer começar a votar a reforma da Previdência no plenário até o final de maio. — Espero que a gente possa até o final de maio ter essa matéria pronta para o plenário, e a partir do fim de maio começar votar no plenário da Câmara dos Deputados. Esse é o meu objetivo como presidente da Câmara e deputado também que representa o estado do Rio — disse. Maia disse que torce para que o governo federal consiga construir uma maioria para aprovar esse e outros projetos que considera fundamentais.

Reajuste anual para militares deve ser retirado do texto – A previsão de reajuste salarial anual para os militares, incluída no projeto que trata das mudanças na Previdência das Forças Armadas, não deverá constar no texto final da proposta. Defendida pelo Ministério da Defesa, a medida causou desconforto entre os integrantes da equipe econômica por contrariar a política defendida pelo ministro Paulo Guedes de livrar o orçamento público das amarras da indexação e das receitas carimbadas para determinadas áreas. O aumento do bônus concedido aos militares na passagem para a reserva remunerada, de quatro remunerações brutas para oito salários (pagos de uma só vez) também deve mudar. A ideia é achar um ponto intermediário para reduzir o impacto da medida nas contas públicas, segundo um técnico do governo. A medida faz parte das concessões do governo para incluir os militares na reforma da Previdência.

Estadão

Juízes reagem à investigação do corregedor – A Associação dos Juízes Federais (Ajufe) e sua seccional no Paraná, a Apajufe, reagiram à investigação que o corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, instaurou, na sexta-feira, 15. O corregedor solicitou à juíza Gabriela Hardt, que sucedeu a Sérgio Moro na Operação Lava Jato, que informe se tem conhecimento da existência de um perfil no Twitter denominado ‘juíza Gabriela Hardt sincera’ (@GabrielaHardt). Segundo as associações, ‘a magistrada e a Justiça Federal do Paraná já informaram que referida conta não pertence’ à Gabriela Hardt. “É inaceitável que magistrados sejam obrigados a se justificar em razão de perfis falsos constantes nas redes sociais”, afirmam os juízes. O ministro questionou a magistrada se ela autorizou tal uso e, em caso negativo, se adotou alguma providência para evitar a continuidade de tal prática. Gabriela Hardt terá um prazo de 15 dias para prestar as informações solicitadas pela Corregedoria Nacional de Justiça.

Governo quer usar reforma da Previdência para enxugar máquina – O Ministério da Economia está fazendo um estudo para identificar quais áreas ainda podem ser objeto de terceirização e de trabalho temporário no setor público. A Pasta quer ampliar decreto de dezembro que já aumentava essa possibilidade. A ideia ganhou força na elaboração da PEC da Nova Previdência, quando o secretário Leonardo Rolim projetou como ela deve afetar o funcionalismo federal. O governo não pretende fazer concurso para preencher o vácuo deixado pelas aposentadorias e, portanto, vê uma chance de enxugar a máquina. Para 2020, a Secretaria de Desburocratização quer concluir levantamento de quais das 309 carreiras do serviço público podem ser extintas. Segundo ouviu a Coluna, manter 4,2 mil cargos “é ingovernável”. Com a extinção, servidores podem ser demitidos. A Pasta monitora as estatísticas tanto dos que poderão se aposentar nos próximos anos (67.822, em 2019, e 68.837, em 2020), quanto dos que já poderiam estar aposentados (108 mil dos 626 mil servidores na ativa). O governo atua em mais duas frentes: a automatização de processos e a facilitação do remanejamento de servidores. O ‘Tinder’ para ligar servidores a vagas disponíveis, revelado por esta Coluna, será uma das medidas. (Coluna do Estadão)

‘Assistimos ao renascimento da família imperial’ – Questionado diretamente sobre o comportamento de Bolsonaro e de seus filhos (Flávio, Eduardo e Carlos) nas rede sociais, FHC se disse preocupado com o envolvimento da família no “jogo do poder” porque “leva o sentimento demasiado longe” e disparou: “Eu acho perigoso. É abusivo, polariza (…) Nós estamos assistindo ao renascimento de uma família imperial de origem plebeia. É curioso isso. Geralmente, na República, as famílias não têm esse peso”. Segundo ele, “Bolsonaro está indo mal por conta própria”.

Rede bolsonarista ‘jacobina’ promove linchamento virtual até de aliados – A repórter do Estado Constança Rezende tornou-se alvo no domingo, 10, de um violento ataque digital. Quando se preparava para sair de casa e almoçar com a família, Constança foi informada por uma de suas fontes via WhatsApp de que um post publicado pelo canal Terça Livre, que reúne militantes bolsonaristas e pupilos do escritor e pensador Olavo de Carvalho, estava provocando uma forte reação contra ela nas redes sociais. A razão: uma suposta tentativa de “arruinar” o presidente Jair Bolsonaro com as reportagens sobre o Caso Queiroz. Constança se dedica a essa cobertura desde o princípio. O caso de Constança revela, em toda a sua extensão, o funcionamento da máquina de assassinato de reputação operada por grupos bolsonaristas e olavistas, que formam as correntes mais radicais e dogmáticas da chamada “nova direita” do País. Em razão dos ataques virtuais desferidos pela turma, várias vítimas acabam por restringir o acesso a seus perfis e silenciar sobre o tema que deu origem às agressões. Algumas pessoas simplesmente apagam suas páginas, aterrorizadas pela agressividade dos comentários.

‘Miniconstituinte’ de Guedes esbarra em articulação política – Com pelo menos cinco propostas de emendas à Constituição (PECs) engatilhadas, o ministro da Economia, Paulo Guedes, está lançando uma ‘miniconstituinte’ para reformular as estruturas econômicas do País em várias frentes. Especialistas alertam, no entanto, que o governo de Jair Bolsonaro pode não ter a força política necessária para empurrar tantas alterações em um curto período. Além da reforma da Previdência já enviada à Câmara dos Deputados, Guedes adiantou, em entrevista ao Estadão/Broadcast, que uma PEC pela desvinculação total do Orçamento federal – apelidada por Novo Pacto Federativo – seguiria ao mesmo tempo em tramitação pelo Senado. A pressão de governadores e parlamentares, no entanto, levou o ministro a reconhecer que o envio da proposta pode ficar para mais tarde. Enquanto isso, o secretário especial de Previdência e Trabalho da pasta, Rogério Marinho, prepara outra emenda para permitir que os trabalhadores tenham liberdade para escolher seus sindicatos. As emendas seguintes ficam por conta de dois temas quase onipresentes nas palestras e entrevistas de Guedes: a prometida “carteira de trabalho verde e amarela” para os jovens e a reforma tributária com desoneração total da folha de pagamento.

Folha

Governadores dão cargos a irmãs, cunhadas, primos, sobrinhos e até ex-mulher – Eleitos em 2018 com um discurso de mudança nas práticas políticas, novos governadores nomearam parentes próprios ou de aliados para cargos estratégicos em suas respectivas gestões. Em Roraima, o governador Antonio Denarium (PSL) nomeou duas cunhadas para o secretariado: Leila Perussolo assumiu a pasta da Educação e Tânia Soares de Souza é secretária do Trabalho e Bem Estar Social. Denarium ainda chegou a nomear sua irmã Vanda Garcia de Almeida e seu sobrinho Samuel Garcia de Oliveira par cargos de terceiro escalão na secretaria estadual de Cultura. Mas acabou sustando as nomeações diante à repercussão negativa. O governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha (PSL), deu cargos para a mulher e para a ex-mulher na máquina estadual. A primeira-dama Luana Nunes foi nomeada secretária de Assistência e Desenvolvimento Social. Já a ex-mulher do governador Irani Marques de Albuquerque ganhou o cargo de diretora-adjunta em uma policlínica estadual. Em Goiás, o governador Ronaldo Caiado (DEM) nomeou dois primos para cargos no segundo e terceiro escalão. O engenheiro Ênio Caiado foi nomeado presidente da Agetop (Agência Goiana de Transportes e Obras), enquanto o advogado Aderbal Ramos Caiado assumiu a Diretoria de Fiscalização e Monitoramento de Obras do mesmo órgão. Pela legislação atual, as nomeações não são consideradas nepotismo: a legislação alcança parentes até o 3º grau e primos são enquadrados como parentesco colateral de 4º grau.

Campanha Lula Livre é relançada – A campanha “Lula Livre”, pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), começou uma nova fase neste sábado (16). No sindicato dos metroviários, em São Paulo, o “Encontro Nacional Lula Livre” relançou a campanha e reuniu, segundo a organização, cerca de 1.500 participantes. Até então, o Comitê Nacional Lula Livre reunia líderes de partidos e de movimentos de esquerda numa grande assembleia, mas sem capacidade organizativa e com ações pontuais. A ideia é que o relançamento torne a campanha mais ampla e plural. Segundo o petista Fernando Haddad o comitê está repensando a estratégia de comunicação “uma vez que nós estamos muito seguros que a Lava Jato não conseguiu demonstrar no que o presidente Lula contrariou o interesse do país”. Guilherme Boulos (PSOL), que também esteve no evento com Haddad e Manuela D’Ávila (PCdoB), disse que atos nas ruas e um “trabalho de diálogo e de convencimento da população” são importantes para fortalecer o movimento. A primeira iniciativa após a reunião será a Jornada Lula Livre, de 7 a 10 de abril. Para marcar um ano da prisão do petista e também o julgamento de ações no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre prisão em segunda instância, à campanha prevê atos, seminários e shows pelo país.

Número dois da PGR defende Dodge e ataca associação – Com a procuradora-geral, Raquel Dodge, sob ataque de diversas alas da corporação, o número dois da PGR, Luciano Mariz Maia, se levanta para condenar ofensiva da entidade que representa os investigadores. Para ele, o presidente da ANPR, José Robalinho, errou ao censurar a decisão de Dodge de ir ao STF contra a fundação que a Lava Jato tentava criar. “Todos respeitamos o direito de a associação se expressar como quiser, mas, neste caso, a posição foi corroborada por um ministro”, diz. A tentativa da Lava Jato de Curitiba de criar uma fundação com dinheiro recuperado da Petrobras abriu fenda inédita na imagem de seus protagonistas e foi alvo de dura reprimenda no Supremo. A pedido de Dodge, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu na sexta (15) o acordo que viabilizava a entidade. A ANPR criticou a iniciativa da procuradora-geral. “A associação, em princípio, se coloca na reivindicação de pautas corporativas e na defesa de agressões contra seus associados, mas não é comum a censura de escolhas que o procurador natural tenha feito”, rebate Maia. Para o vice-procurador-geral, ao censurar o dispositivo escolhido por Dodge, Robalinho tentou “substituir a procuradora no seu mandato junto ao STF”. Ele diz que o MPF é um ambiente plural, mas que “a conduta exigida é de respeito às posições divergentes e de trabalho para a construção de consenso”. (Painel)

Autocombustão – A ANPR segue disposta a questionar a atuação de Dodge e vai pedir para acompanhar formalmente a ação da PGR contra a Lava Jato. Com isso, poderá fazer manifestações e memoriais. A disputa a céu aberto no MPF está no radar do STF. Dodge recebeu elogios de três ministros na sessão de quinta (14). Um integrante do tribunal diz que os procuradores “vão se consumir sozinhos” se mantiverem a temperatura alta. A solidariedade do STF a Dodge não a ajuda entre os pares. Procuradores que atuam em outras frentes de investigação, que não a Lava Jato em Curitiba, veem no inquérito aberto pelo Supremo contra fake news um ataque sem precedentes ao MPF. (Painel)

Deu ruim – Na última reunião da cúpula do DEM, semana passada, o governador Ronaldo Caiado (GO) tentou abrir discussão sobre o apoio formal do partido ao governo de Jair Bolsonaro. Não deu certo. Segundo um dirigente da sigla, se a proposta fosse à votação, seria derrotada por 35 votos contra 5. A situação é essa no DEM, a única legenda com assento no Congresso que tem três representantes chefiando pastas na Esplanada dos Ministérios. (Painel)

Inclusão de Bannon em agenda de Bolsonaro nos EUA incomoda Casa Branca – Um nome na lista de convidados e anfitriões de honra da comitiva de Jair Bolsonaro tem incomodado integrantes do governo de Donald Trump. Steve Bannon, ex-estrategista do presidente americano, será uma das principais apostas da visita do líder brasileiro a Washington na próxima semana, o que tem despertado desconfiança na Casa Branca. Integrantes do governo americano afirmam não entender a obsessão de aliados de Bolsonaro por Bannon, que, segundo eles, não tem mais influência no governo e é detestado por Trump. A perplexidade com a dinâmica entre Bannon e o governo brasileiro, porém, não parece prejudicar as relações de Bolsonaro e Trump enquanto se restringir a troca de ideias em eventos sociais.

Correio

Alvo é o comércio exterior – O volume e a qualidade da pauta comercial explicam a importância estratégica da parceria entre Brasil e Estados Unidos. O país norte-americano é o segundo maior destino de produtos nacionais, atrás apenas da China — mas os itens comprados pelos americanos têm mais valor agregado do que os comprados pelos chineses, que importam predominantemente commodities do país. Mais de 60% das exportações brasileiras direcionadas aos EUA são de produtos manufaturados. Se somados os semimanufaturados, o percentual sobe para mais 80%. No acumulado de janeiro e fevereiro, esses percentuais ficaram em 66,4% e 20%, respectivamente, com superávit de R$ 100 milhões para o Brasil. Com objetivo de aumentar o número e atrair investimentos para o país, amanhã, o presidente Jair Bolsonaro participa de um evento da Câmara de Comércio norte-americana, que vai divulgar o relatório “Brasil e Estados Unidos: Um Mapa para o Acordo Comercial”. O documento descreve as possíveis etapas para um acordo de livre comércio entre os dois países.

Um “hotel” exclusivo – Durante a visita oficial aos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro ficará hospedado na Blair House, casa de hóspedes ilustres do governo dos Estados Unidos. O edifício principal, construído em 1824 como uma residência privada, fica no lado oposto à Ala Oeste da Casa Branca e foi comprado pelo governo norte-americano em 1942. Desde então, passou a abrigar convidados importantes do governo americano, como a rainha Elizabeth II; a ex-primeira-ministra britânica Margareth Tatcher; e o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, além de ex-presidentes americanos. A residência, de 6.503 m², possui 119 salas, 14 quartos e 35 banheiros. Ela ficou conhecida como “O mais exclusivo hotel” americano. Os ex-presidentes brasileiros Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff se hospedaram na Blair House. Lula, no entanto, foi o único presidente latino-americano a frequentar Camp David, residência de campo do presidente dos EUA, em 2007.

Disputas internas travam políticas – As controvérsias públicas em que o ministro Ricardo Vélez se envolveu, aliadas a uma briga ideológica nas entranhas do Ministério da Educação parecem ter instalado uma confusão sem fim na pasta. Enquanto se discutem questões internas e pessoais, políticas importantes estão paradas. Em outubro, estão previstas as provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Esta será a primeira vez que a prova do segundo ano avaliará o que está na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Outros programas que aguardam a sinalização e a atenção do governo é a reforma do ensino médio e o Plano Nacional da Educação (PNE), considerado o carro-chefe da pasta. Nos bastidores, o apoio ao ministro vem estremecendo com uma coleção de crises causadas por ele mesmo, como quando, em uma entrevista, afirmou que a universidade não é para todos. “As universidades devem ficar reservadas para uma elite intelectual, que não é a mesma elite econômica”, disse. Pouco tempo depois, o ministro se envolveu em outra polêmica, dessa vez com uma carta enviada às escolas, no fim de fevereiro, pedindo que o slogan de campanha de Bolsonaro fosse lido para as crianças e que elas fossem filmadas cantando o Hino. Por fim, Vélez recuou e pediu que o ministério retirasse o trecho do slogan e afirmou que ‘percebeu o erro’ de inserir o mesmo na mensagem.

Mandetta na lida – Tem diretor de hospital público que entra em pânico ao ouvir o nome do ministro Luiz Mandetta, da Saúde. É que ele tem feito visitas surpresas e silenciosas a várias instituições. E, quando não encontra os encarregados no serviço, já viu. A cobrança é imediata. E ai do diretor que não aparecer. (Brasília-DF)

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