Tudo de todos os jornais deste domingo (10)  | Claudio Tognolli

Chico Bruno

Manchete O Globo: Fla culpa chuva por incêndio no CT

O diretor-executivo do Flamengo, Reinaldo Belotti, afirmou que o clube supõe que picos de energia causados pelas tempestades no Rio provocaram falha em um dos aparelhos de ar condicionado do alojamento que pegou fogo na quinta-feira, matando dez jovens jogadores. Os equipamentos do contêiner passaram por duas vistorias na semana passada. “Não foi por falta de cuidados do clube”, disse. Sem responder a perguntas, como no primeiro pronunciamento do Flamengo, Belotti admitiu que a documentação do Ninho do Urubu era insuficiente. Sete corpos já foram identificados, e outros três dependerão de exames de DNA, que podem demorar semanas.

Primeira página O Globo

Idade mínima na reforma aumenta a produtividade – Adotar uma idade mínima para a aposentadoria terá efeito positivo para a economia. A mudança, prevista na reforma da Previdência, aumentaria a produtividade, ao manter profissionais mais qualificados em atividade por mais tempo. A cada ano, o país perde até 0,7% do PIB com aposentadorias precoces.

MPF investiga 3 mil indicações de deputados – Procuradores responsáveis pela Operação Cadeia Velha, que prendeu lideranças da Assembleia Legislativa do Rio, identificaram milhares de indicações feitas por 50 deputados estaduais e suplentes para cargos públicos ou em empresas terceirizadas. Há suspeita de corrupção em alguns casos.

Venezuela: assessor de Trump promete ‘cerco humanitário’ – Assessor de Segurança Nacional, Mauricio Claver-Carone diz em entrevista ao Grupo de Diários América, que O GLOBO integra, que os EUA vão “rodear a Venezuela” com ajuda humanitária, cuja entrada é questão de tempo. Ele ignorou o ultimato dado por Caracas para que os EUA retirem seu pessoal diplomático.

Poder público investiu em infraestrutura apenas R$ 128 por morador em 2018 – Os investimentos em urbanização de favelas do Rio despencaram 69%, de R$ 598,4 milhões, em 2013, para R$ 184,5 milhões, em 2018. No ano passado, o gasto foi de apenas R$ 128,60 por morador. Com a morte de mais uma pessoa ontem, o total de vítimas da chuva da semana passada sobe para sete.

Manchete Estadão: Planalto age para combater ação de ‘clero de esquerda’

Com base em relatórios de inteligência, o GSI avalia que setores da Igreja pretendem aproveitar o Sínodo sobre a Amazônia, em outubro, em Roma, para criticar o governo Bolsonaro, informa Tânia Monteiro. O temor é de que o chamado “clero progressista”, ligado a movimentos sociais, tome o lugar da oposição com a perda do protagonismo dos partidos de esquerda. Durante 23 dias, serão discutidos pelo Vaticano temas como situação dos povos indígenas e quilombolas e mudanças climáticas, considerados “agenda de esquerda” pelo Planalto. Na tentativa de neutralizar a ação, o governo vai procurar governadores, prefeitos e autoridades eclesiais, principalmente nas regiões de fronteira. “Achamos que isso é interferência em assunto interno do Brasil”, disse o ministro do GSI, general Augusto Heleno. Bispos que preparam o Sínodo são contra a presença de representantes do governo.

Primeira página Estadão

Poderoso, Maia manda recados – Reeleito à presidência da Câmara com votação expressiva, Rodrigo Maia (DEM-RJ) nega que vá adotar o “bateu, levou”. Mas avisou ao TCU que, se o tribunal quiser legislar sobre a Lei Kandir, “ficará sem orçamento até 2022″.

Na Assembleia, deputado bate ponto e cai fora – O painel da Assembleia Legislativa de SP registrava a presença de 93 dos 94 deputados na sexta-feira. No plenário, porém, havia apenas 5 deles. Essa prática foi utilizada ao longo da semana: deputados marcam presença e vão embora. O regimento vincula a participação nas sessões aos salários (R$ 25 mil). Para a Casa, a atuação do deputado não se limita à sessão.

Montadoras receberam US$ 15 bi das sedes em 2018 – Matrizes enviaram socorro de US$ 15 bilhões (R$ 54 bilhões) para as montadoras no Brasil em 2018. O movimento é um termômetro da situação do setor, que diz operar com prejuízo desde o início da crise. Normalmente, são as subsidiárias que mandam dinheiro para as sedes. Em 2010, US$ 5,7 bilhões (R$ 20,5 bilhões) saíram do Brasil rumo às matrizes.

Manchete Folha: PSL deu R$ 400 mil para candidata laranja em PE

O grupo do presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), eleito na semana passada segundo vice-presidente da Câmara, criou candidata laranja em Pernambuco na eleição de 2018. A quatro dias do pleito, Maria de Lourdes Paixão recebeu R$ 400 mil em dinheiro público, do fundo partidário da legenda. Secretária administrativa do PSL pernambucano, ela foi a terceira maior beneficiada no país com verba do PSL, mais que o presidente Jair Bolsonaro e que a deputada Joice Hasselmann (SP), que teve 1,079 milhão de votos. Maria de Lourdes concorreu a uma cadeira na Câmara e recebeu só 274 votos. O número baixo é indicativo de candidatura de fachada. A prestação de contas dela aponta o gasto de 95% do valor em uma gráfica, para a impressão de santinhos e adesivos. A Folha visitou os endereços informados pela empresa na nota fiscal e na Receita e constatou que ela não funciona nesses locais. Maria de Lourdes declarou não se lembrar da gráfica contratada e não explicou por que foi escolhida candidata. Bivar disse ter pouca informação sobre a candidatura e atribuiu a decisão sobre o repasse a Gustavo Bebianno, então presidente do PSL e hoje ministro. Contatado, ele não se pronunciou.

Primeira página Folha

Direção de órgão regulador tem ex-Vale e ex-deputado – A Agência Nacional de Mineração (ANM), responsável pela fiscalização das mineradoras no país, tem na diretoria um ex-funcionário da Vale, um ex-deputado e técnicos ligados a políticos de regiões produtoras. Criada em 2017, a ANM enfrenta crise devido à ruptura da barragem da Vale em Brumadinho (MG). Os diretores afirmam que histórico profissional ou elos políticos não são conflitantes com a função.

Pernambucanas quer que governo seja pragmático – Otimista com o governo, o presidente-executivo das Pernambucanas, Sergio Borriello, defende pautas com “menos ideologia e mais pragmatismo”. “Emprego é mais importante que o posicionamento do presidente sobre homossexuais.”

Flamengo e CBF podem responder por tragédia – A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e o Flamengo podem ser responsabilizados pelo incêndio no Ninho do Urubu, centro de treinamento do clube, que matou dez atletas adolescentes e feriu três na sexta-feira (8). A possibilidade está baseada na Lei Pelé, de 1998, segundo entendimento de advogados.

Professores são demitidos após agressão sexual – Três professores de universidades federais foram demitidos em 2018 após serem acusados por alunas de assédio sexual e estupro, como resultado de longos processos internos nas instituições de ensino. A Folha ouviu de estudantes, que preferiram não se identificar, relatos de abuso e intimidação. Os docentes desligados refutam as acusações.

Crescimento da população de rua divide paulistanos – O crescimento da população de rua provoca reações diversas entre moradores de bairros paulistanos. “A população cobra da gente respeito aos direitos humanos e também que a gente suma com os moradores de rua. Há uma zona intermediária na qual podemos resolver essa situação”, diz o prefeito Bruno Covas (PSDB).

Manchete Correio: Do drama das famílias à frágil explicação do Fla 

Um dia depois do incêndio que matou 10 jovens no Centro de Treinamento Ninho do Urubu, no Rio de Janeiro, pais, parentes e amigos começaram a sepultar as vítimas da tragédia. A primeira delas, no início da tarde deste sábado, foi Arthur Vinícius, que completaria ontem 15 anos de idade. Mais de 500 pessoas, sob forte comoção, participaram da cerimônia, em Volta Redonda (RJ). O outro enterro foi de Pablo Henrique, 14, em Oliveira (MG). Ainda há corpos não identificados no IML. Dos três sobreviventes, apenas Jonathan Ventura, 15, segue em estado grave. O Flamengo voltou a se pronunciar sobre o caso. Mas as explicações são poucas e inconsistentes. Em declaração à imprensa, o dirigente rubro-negro Reinaldo Belotti defendeu as condições das instalações do CT e chamou os contêineres onde estavam os jovens de “alojamento confortável”. Ele levantou a possibilidade de o fogo ter sido provocado por um curto-circuito no ar-condicionado, após picos de luz ocasionados pelos temporais que assolaram a cidade. O diretor, que não respondeu perguntas da imprensa, também refutou a análise de que o prédio fosse um “puxadinho” e afirmou que a ausência de licenças e alvarás nada tem a ver com a tragédia, investigada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.

Primeira página Correio

Radiografia do lobby no 1º mês de Bolsonaro – Levantamento das agendas dos ministros mostra quais as principais áreas de maior interesse de setores econômicos.

Nova política contra a invasão de terras – Projeto enviado à Câmara extingue a Agefis e cria a secretaria DF Legal. Governo promete foco na prevenção à grilagem.

STF avalia criminalização da homofobia – O Supremo Tribunal Federal se reúne, nesta semana, para deliberar sobre os crimes cometidos pela repulsa a homossexuais. O Brasil ocupa os primeiros lugares no ranking da violência devido à orientação sexual.

Alzheimer é um mal que ainda desafia a ciência – Apesar de investimentos bilionários em pesquisas e 114 estudos em andamento, a doença não tem medicamentos eficazes.

Lobato em domínio público – Setenta anos depois da morte do escritor, editoras preparam novas edições da obra do autor do Sítio do Picapau Amarelo.

Demais notícias 

MPF investiga lista com 3.309 indicações ao governo do Rio – Enquanto o processo contra os três deputados estaduais presos na Operação Cadeia Velha está prestes a entrar em julgamento, o Ministério Público Federal ( MPF ) se debruça sobre uma nova frente de investigações envolvendo parlamentares: as nomeações feitas em troca de apoio ao grupo político no poder — o famoso toma lá dá cá . No computador do ex-líder de governo Edson Albertassi (MDB), preso desde novembro de 2017, a Polícia Federal apreendeu o controle do aparelhamento de parte da máquina pública nos últimos anos. A planilha registra 3.309 indicações feitas por 88 políticos e servidores. A grande maioria delas foi feita por 50 deputados estaduais e suplentes da última legislatura, sete prefeitos e ex-prefeitos, além de quatro deputados federais. (O Globo)

Investigado por abuso de poder político é nomeado – O governo Bolsonaro nomeou para exercer função de secretário no Ministério da Agricultura um investigado pelo Ministério Público Eleitoral por abuso de poder político. Ewerton Santos é acusado de ter usado a estrutura do Incra em Minas Gerais em prol da campanha de reeleição do deputado federal Zé Silva, do Solidariedade. Ewerton foi nomeado no dia 1º como secretário adjunto da secretaria de agricultura familiar e cooperativismo. Até então, era diretor de desenvolvimento de projetos de assentamento do Incra/MG. Segundo o MPE, em pelo menos em três oportunidades ele e o então superintendente do Incra/MG, Robson de Oliveira Fonzar, promoveram a candidatura de Zé Silva em eventos oficiais do Instituto, como de entrega de máquinas agrícolas, entrega de domínio e concessão de assentamentos, e visita em projetos de assentamento. Em todas as ocasiões houve discursos do deputado reeleito. Coincidentemente, Zé Silva teve mais votos nos municípios onde participou das ações promovidas por Ewerton com a chancela do Incra. (Lauro Jardim/O Globo)

Jair Bolsonaro tem boa evolução e segue sem febre – O boletim médico divulgado pelo hospital Albert Einstein na tarde deste sábado (9), informa que o presidente Jair Bolsonaro está sem febre e seu quadro é de boa ‘boa evolução clínico-cirúrgica’. “O quadro pulmonar está em regressão e houve melhora dos exames laboratoriais”, diz a nota. Além disso, o boletim afirma que o presidente aceitou bem a ‘dieta cremosa’ oferecida neste sábado. O tratamento segue com antibióticos em função da pneumonia detectada na última quarta-feira. O presidente tem realizado exercícios respiratórios e caminhado fora do quarto. As visitas seguem restritas. Mais cedo neste sábado, Bolsonaro publicou em suas redes sociais uma foto almoçando. “Uma pequena pausa para o almoço!”, escreveu. Ele aparece tomando um caldo e na bandeja tem um sorvete. (Estadão)

Indulto humanitário – O presidente Jair Bolsonaro (PSL) decidiu conceder indulto (perdão de pena) para presos com doenças graves e doentes terminais. O decreto, que está sendo chamado no governo de “indulto humanitário”, proíbe indulto a condenados por corrupção, crimes hediondos e de tortura, organização criminosa, entre outros. O decreto foi assinado por Bolsonaro na sexta (8), no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde está internado desde o dia 27 de janeiro em razão de uma cirurgia para reconstrução do trânsito intestinal. O texto deve ser publicado na edição de segunda-feira (11), no Diário Oficial da União. (Estadão)

Venezuela gera discussão entre Gleisi e Haddad em reunião do PT – A ida de Gleisi Hoffmann à posse de Nicolás Maduro, na Venezuela, foi tema de discussão entre a presidente do PT e o candidato derrotado do partido à Presidência, Fernando Haddad, em reunião da Executiva Nacional da legenda neste sábado, 9, em São Paulo. Último a falar, Haddad foi questionado por Valter Pomar, líder da corrente Articulação de Esquerda e aliado de Gleisi, sobre “declarações públicas” a respeito da ida da presidente do partido à posse de Maduro. Ele se referia a uma entrevista de Haddad ao jornal ‘El País’, na qual disse que não foi consultado sobre a viagem. “O Valter Pomar falou sobre críticas públicas e eu perguntei se ele leu o que eu disse”, explicou Haddad. “O que eu falei foi que não participei da discussão, depois percebi que ninguém tinha participado e que recebi pela imprensa a informação. Estou falando de um protocolo que precisa ser observado. Nem precisava me ouvir, mas ninguém foi ouvido. O que falei é que teve uma carga simbólica muito forte e sobre o problema de comunicação, sobre a forma como se comunica isso”, disse o ex-prefeito de São Paulo depois da reunião. Segundo relatos, durante o encontro Haddad teria argumentado que suas críticas à viagem de Gleisi foram de “método e não de mérito”. Ainda na Executiva, Gleisi tomou o microfone e rebateu Haddad. “Eu discordo dele. Acho que não é só questão de método. Tem um fundo político nisso. O PT tem que discutir, mas já temos uma posição pública que é a defesa da autodeterminação dos povos, da soberania e do reconhecimento do resultado das eleições”, disse a presidente do partido. (Estadão)

Oposição – A promessa da liderança da minoria no primeiro ano foi o que trouxe o PSB para o bloco com PT, PSOL e Rede. Hoje, um dos nomes mais fortes para o posto é o de Alessandro Molon (RJ), que já passou pela Rede e pelo PT. (Coluna do Estadão)

Ala do Congresso quer incluir punição a abuso de autoridade no pacote de Moro – Uma ala do Congresso articula a imposição de travas ao pacote anticrime de Sergio Moro (Justiça). A estratégia, capitaneada por líderes de siglas alinhadas a Jair Bolsonaro, é condicionar o avanço da proposta à inclusão de medidas que miram o Judiciário e o Ministério Público. A principal é a que pune o abuso de autoridade. Esses parlamentares dizem que faltou autocrítica ao ministro e que Câmara e Senado têm “a obrigação de mostrar que a corrupção não é exclusividade do Legislativo”. A estratégia prevê um fatiamento do pacote de Moro na Câmara. Dessa forma, questões relativas à segurança pública e ao crime organizado tramitariam em um projeto diferente do de medidas contra a corrupção. Nesse segundo conjunto de propostas é que seriam embutidos projetos que têm como alvo juízes e promotores. (Painel da Folha)

Tudo o que preciso – O Ministério Público Federal decidiu não recorrer da decisão do STJ que libertou três engenheiros da Vale e dois da TÜV SÜD. Os procuradores avaliam que têm material suficiente para a investigação e que os envolvidos não representam mais ameaças às provas sobre a tragédia em Brumadinho. Os documentos colhidos reforçam a tese de que a Vale sabia do perigo de rompimento da barragem. (Painel da Folha)

Bolsonaro escala general para presidir o Incra – O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou mais um militar para ocupar cargos no governo federal. O general João Carlos Jesus Corrêa vai presidir o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). O anúncio ocorreu neste sábado (9) por meio da conta de Bolsonaro em uma rede social. O presidente continua internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde se recupera de uma cirurgia. O general Jesus Corrêa ocupou diferentes cargos no Exército, como chefe do Comando Militar do Nordeste. Em meados do ano passado, foi nomeado analista de Estudos Estratégicos da 3ª Subchefia do Estado-Maior do Exército. (Folha)

Os alvos do lobby na Esplanada – Os primeiros dias do governo Jair Bolsonaro mostram como os representantes de setores econômicos têm se movimentado na Esplanada e como a própria equipe ministerial interage com os grupos de pressão. Levantamento nas agendas públicas dos integrantes do primeiro escalão revela que as pastas mais procuradas por dirigentes de empresas privadas são, por ordem, Infraestrutura, Agricultura e Minas e Energia. Os grupos mais atuantes ao longo desse período são de logística, transportes, financeiro, energia, agronegócio, alimentos, energia, óleo e gás, mineração, financeiro e tecnologia. No ranking das reuniões com os setores econômicos, o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, participou de 22 encontros com empresas de transportes, logísticas, financeiras e de transmissão de energia. Empatados em segundo lugar, com 20 agendas cada, estão os titulares das pastas de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e da Agricultura, Tereza Cristina. Receberam integrantes de áreas afins aos ministérios, como energia elétrica, óleo e gás, mineração, agronegócio e indústria alimentícia. Logo atrás, com 18 encontros, está o chefe da Economia, Paulo Guedes, que se reuniu com atores financeiros e de tecnologia digital. (Correio)

Dodge é pressionada pela própria categoria – A semana promete ser tensa no Ministério Público Federal (MPF). Procuradores podem abandonar cargos em grupos de trabalho, representações e coordenações e se mobilizar nos estados para convocar o órgão máximo, o Colégio de Procuradores da República, que reúne toda a carreira — 1,1 mil ativos —, em Brasília. Pelas redes sociais, já circula um modelo de ofício de entrega de cargos, amanhã. Para, em seguida, de 11 a 22 de fevereiro, nos estados, ser coletadas assinaturas para a convocação do colégio entre 11 e 15 de março. A insatisfação, que já vinha grande, ganhou corpo na sexta-feira, durante reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal, quando a procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, encerrou a reunião da cúpula antes de terminar a votação. O objetivo do reboliço é pressionar a PGR a resolver uma série de questões, pendentes há mais de um ano e meio. Entre elas a ampliação e mudança de fórmula para gratificação por acúmulo de funções, regulamentação do trabalho a distância e debate amplo e detalhado sobre o projeto apresentado por Dodge, de criação de ofícios polo, que não foi bem recebido, porque poderá limitar a liberdade funcional dos procuradores. (Correio)

A reedição do PRN – A contar pelos primeiros dias de mandato de parte dos deputados do PSL, o país está muito perto de reviver legenda que guindou Fernando Collor ao cargo de presidente da República, o Partido da Reconstrução Nacional. Atualmente, é líder de governo xingando líder partidário, deputado ameaçado de expulsão e outros, como Alexandre Frota, certos de que não devem satisfação do mandato à agremiação que lhe garantiu a vaga. É esse o clima que norteará a escolha daqueles indicados para presidir comissões técnicas da Câmara. Quem acompanhou de perto o crescimento do PRN de Fernando Collor considera que o script é o mesmo. Nos bastidores, o PSL reclama do espaço dado ao DEM, da mesma forma que o PRN reclamava do lote do PFL, antigo nome do Democratas. No caso de Collor, bastou o governo entrar em desgaste para que seus parlamentares deixassem o partido. E olha que nem tinha Twitter naqueles tempos. Já tem muita gente disposta a sugerir ao presidente Jair Bolsonaro que chame os integrantes da legenda para aquela conversa olho no olho assim que os médicos lhe derem alta e liberarem reuniões com grande número de pessoas. A reedição do PRN, dizem alguns, é o de menos. O pesadelo dos políticos é a reedição do governo Collor. (Brasília-DF/Correio)

CPI natimorta – A briga de Alessandro Vieira (PPS-SE) pela CPI do Judiciário terá ainda outro problema, além de o regimento interno não poder investigar as decisões da Justiça, conforme relatado aqui ontem. É que a CPI, da forma como foi colocada, não tem fato determinado. Nesse sentido, a Mesa Diretora do Senado, comandada pelo presidente Davi Alcolumbre, pode mandar o pedido para o arquivo numa canetada. (Brasília-DF/Correio)

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