Tudo de todos os jornais desta terça-feira (19)  | Claudio Tognolli

Chico Bruno

Manchetes

O Globo: Bolsonaro propõe aliança com os EUA e se compara a Trump

No primeiro discurso público da viagem aos Estados Unidos, na Câmara de Comércio, em Washington, o presidente Jair Bolsonaro propôs aliança política e econômica ao país, e se comparou a Donald Trump. “Quando ele começou a sofrer ataques da mídia e fake news, eu já os sofria há dois anos no Brasil”, afirmou sobre o colega americano. Bolsonaro disse que a união do Brasil com os EUA pode alavancar a economia e “os valores que foram deixados para trás”. O ministro da Economia, Paulo Guedes, teve sua fala interrompida por aplausos duas vezes ao mencionar abertura comercial e simplificação tributária.

Estadão: Bolsonaro e generais agem para evitar divisão entre militares

Jair Bolsonaro e a cúpula das Forças Armadas tiveram de agir nos últimos dias para apaziguar os ânimos dos militares de patentes mais baixas, que se sentem prejudicados pela proposta em estudo para a reestruturação da carreira. Em uma das versões que circulam entre a tropa, é sugerida criação de gratificações somente para oficiais de alta patente pela participação em cursos de habilitação militar. Bolsonaro foi às redes sociais negar privilégios. “Possíveis benefícios ou sacrifícios serão divididos entre todos, sem distinção de postos ou graduações”, escreveu. O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, também se mobilizou e convocou os comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica para discutir a estratégia de atuação, a fim de acalmar os militares. O texto deve ser apresentado ao Congresso até amanhã no mesmo pacote da reforma da Previdência da categoria.

Folha: Judicialização na saúde sobe 130% no país em uma década

O número de ações judiciais relacionadas à saúde no Brasil subiu 130% de 2008 a 2017, um crescimento muito mais rápido que o no volume total de processos (50%), informa Cláudia Collucci. As ações na primeira instância foram de 41.453 para 95.752. Na segunda instância, dispararam de 2.969 para 40.658. Os processos envolvem demandas contra o SUS e os planos de saúde, requerendo novos remédios, procedimentos de alta complexidade, leitos hospitalares, consultas e medicamentos. Os dados são de estudo do Insper, sob encomenda do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), divulgado ontem. O ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) diz que a desorganização do sistema, a falta de informatização e o subfinanciamento são causas da judicialização no SUS. Para Dias Toffoli, presidente do STF, é preciso minorar a participação da Justiça na resolução de conflitos ligados à saúde.

Correio: Bolsonaro quer os EUA como principal parceiro

No primeiro discurso em Washington, Jair Bolsonaro deixou claro que o objetivo da visita é tentar transformar os Estados Unidos no principal parceiro brasileiro. Era tradição no Brasil, disse ele, eleger governantes inimigos da Casa Branca. “Hoje, este presidente é amigo dos EUA e quer aprofundar amizades e negociações”, afirmou. Antes de Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, diante de uma seleta plateia de empresários, foi direto ao ponto: “A China está tirando o Brasil para dançar. E vocês, o que vão fazer?”, perguntou. Hoje, Bolsonaro se encontra com Donald Trump na Casa Branca.

Valor: Plano prevê Porto de Santos sem ingerência de políticos

Maior porto da América Latina, o Porto de Santos, administrado pela estatal federal Codesp, deve passar por amplo processo de modernização. Se depender apenas da vontade do novo presidente da estatal, Casemiro Tércio Carvalho, há menos de um mês no cargo, políticos não poderão mais nomear funcionários, o quadro de empregados e de terceirizados será reduzido à metade, contratos serão renegociados e algumas áreas serão arrendadas ao setor privado.

Primeiras páginas

O Globo

Bolsa chega aos 100 mil pontos pela primeira vez – Recorde histórico foi registrado à tarde, mas índice recua e encerra 7 milésimos abaixo da marca. Valorização no ano chega a 13,78%.

Marco Aurélio critica inquérito aberto no STF – O ministro Marco Aurélio se disse contra inquérito para apurar ofensas ao STF. Dois colegas de Corte também criticam decisão.

Servidor contratado terá que ser ficha-limpa – Decreto do governo federal endurece as regras para contratar servidores comissionados, que terão de ser fichas limpas e exibir currículo compatível com o cargo.

Estadão

Onyx defende paciência para ter a ‘taça’ da Previdência – Alvo de críticas de parlamentares pela articulação política do governo Jair Bolsonaro, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, diz ser preciso “ter paciência”. Em entrevista ao Estado, ele justifica que a gestão está no começo e, referindo-se à aprovação da reforma da Previdência, alega que “o importante é colocar a taça no armário”.

‘BNDES terá de devolver R$ 126 bi’, diz secretário – O BNDES tem condições de devolver à União R$ 126 bilhões em 2019. A avaliação foi feita ontem ao Estado pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior. Na primeira entrevista no cargo, afirmou que é preciso destravar o crédito e garantir maior participação do setor privado na economia.

Presidente destaca ‘capacidade bélica’ dos Estados Unidos – Em Washington, Bolsonaro disse reconhecer a “capacidade bélica” dos EUA para resolver a crise na Venezuela. “Aquele povo tem de ser libertado”, afirmou. O porta-voz do Planalto, porém, descartou intervenção militar.

Bolsonaro na CIA – Ida de Bolsonaro ao QG da CIA é fato raro na diplomacia brasileira: apenas Juscelino e João Goulart se encontraram com chefes da agência.

Em nome do pai – Vereador no Rio, Carlos Bolsonaro (PSC) circulou ontem por Brasília para, segundo ele, cumprir missões repassadas pelo pai, que está em Washington. Ele se reuniu com deputados e aliados na Câmara onde, em uma das conversas, criticou a comunicação do governo. O vereador também “despachou” no Palácio do Planalto.

Brasil passa a ter livre-comércio de carros com México – Montadoras no Brasil e no México poderão, a partir de hoje, importar e exportar produtos sem barreiras comerciais entre os países – antes, a troca previa cotas isentas de imposto. Anfavea vê problemas para a produção brasileira.

Recorde na Bolsa – Ibovespa bateu pela primeira vez 100 mil pontos, alavancado por cenário externo positivo e declarações pró- Previdência. Depois recuou.

Fogo amigo’ – Funcionários do BNDES criticam o presidente da instituição, Joaquim Levy, por causa da declaração dele sobre investigações no banco.

Folha 

Bolsa bate recorde nominal e se descola da economia real – Bolsa chegou ontem aos 100 mil pontos, enquanto as expectativas de economistas para o PIB de 2019 caíram para um crescimento esperado de 2%. O IBC-Br, indicador de atividade do Banco Central, caiu 0,41%.

Por Previdência, Guedes acena a parlamentares com repasses – Ministro da Economia prometeu repasses para as regiões que os elegeram em troca de apoio para a reforma da Previdência. Paulo Guedes ouviu de lideranças do Congresso que não há confiança no presidente.

Sem recíproca, Brasil isenta de visto cidadãos americanos- O presidente Jair Bolsonaro (PSL) dispensou, sem exigir reciprocidade, os cidadãos dos EUA da necessidade de visto para viajar ao Brasil. A isenção valerá aos que viajarem para turismo, negócios, trânsito e atividades artísticas e esportivas. A medida, que entrará em vigor no dia 17 de junho, inclui também australianos, canadenses e japoneses.

Militares querem festa discreta dos 55 anos do golpe – A preocupação é que, por se tratar da primeira celebração da data no governo Jair Bolsonaro — capitão reformado e simpático ao período da ditadura —, as manifestações extrapolem os muros dos quartéis e ganhem os espaços públicos, tensionando o clima político.

PSDB passa 63 h em fila e barra CPI sobre Paulo Preto – Assessores tucanos se revezaram em fila na Assembleia Legislativa de São Paulo para protocolar outros pedidos de CPIs. Investigação sobre a Dersa, que poderia atingir o PSDB, ficou atrás de, por exemplo, as sobre barragens, venda de animais e táxi aéreo.

Correio

Susto em Brasília – Texto trocado por alunos alerta a polícia sobre possível uso de explosivos no colégio Gisno, na Asa Norte. Era uma “brincadeira”, mas situação expõe problemas na escola e falta de atenção com alunos no país.

Ataque na Holanda – Atirador de origem turca que matou três pessoas e deixou nove feridas nas ruas de Utrecht acaba identificado e detido horas depois dos crimes. Principal linha de investigação da polícia é terrorismo.

DF registra a 4ª morte por dengue – Confirmação está em boletim de ontem da Secretária de Saúde. Entre 25 de fevereiro e 11 de março, foram anotados 1.472 novos casos em Brasília. Número representa um aumento de 76,34% nesse período.

GDF se muda para o Centrad em abril – Gabinete de Ibaneis será um dos primeiros a ocupar o Centro Administrativo de Taguatinga, que tem capacidade para receber 13 mil dos 130 mil servidores do DF.

A inversão da EPTG na prática – Enquanto passageiros de ônibus elogiam a viagem mais rápida nas faixas exclusivas, durante o horário de pico, motoristas de carros leves afirmam que a sensação de medo é grande.

Brasília quer ser sede do Mundial Sub-17 de futebol – Competição, que seria no Peru, entre 4 e 26 de novembro deste ano, agora está marcada para o Brasil. GDF vai ao Rio de Janeiro para negociar com a CBF e tentar fazer o estádio Mané Garrincha virar palco de jogos.

Valor

Ibovespa supera 100 mil pontos – O Ibovespa atingiu ontem, pela primeira vez, a marca simbólica dos 100 mil pontos. O recorde foi alcançado por volta das 15h, mas a bolsa fechou o dia aos 99.993 pontos, com giro financeiro de R$ 11,5 bilhões.

Claro compra Nextel Brasil – A mexicana América Móvil, do bilionário Carlos Slim, fechou a acordo para comprar a Nextel Brasil por R$ 3,47 bilhões. Com o negócio, a Claro Brasil, controlada pela América Móvil, se consolida na vice-liderança do mercado brasileiro de telecomunicações, diz José Félix.

OAB proporá proteção às empresas – O novo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, que assume o cargo hoje, vai propor medidas para preservar as empresas que denunciarem casos de corrupção ativa, nos moldes da legislação americana.

Guedes apresenta Bolsonaro e ganha aplauso por abertura – A um grupo de investidores americanos, Jair Bolsonaro foi apresentado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, como um presidente com coragem para controlar o gasto público

Sem perder seu DNA, Globo busca ser uma ‘media tech’ – Com 22 anos na Globo, o presidente-executivo, Jorge Nóbrega, tem agora a missão de fazer com que o Grupo se transforme em uma empresa de tecnologia, uma “media tech”, sem abandonar seu DNA de conteúdo.

Incentivo a montadora chega a 25% em SP – O programa de incentivos fiscais do Estado de São Paulo para a indústria automobilística prevê desconto gradual no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Para cada R$ 1 bilhão investido, o governo paulista concederá abatimento de 2,7% no imposto.

Outras notícias 

O Globo

Sem reforma da Previdência robusta Brasil quebra – O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira que o Brasil quebrará se não for aprovada uma reforma da Previdência “robusta” e, ao mesmo tempo que voltou a reconhecer que o Congresso Nacional tem prerrogativa de alterar a proposta sobre o assunto encaminhada pelo governo, disse torcer para que o texto não sofra ajustes. “Se o Brasil não fizer uma reforma da Previdência de forma robusta, nós quebraremos”, disse o presidente em uma transmissão ao vivo em rede social do filho Eduardo Bolsonaro, deputado do PSL, que o acompanha em visita oficial aos Estados Unidos.

Proposta de Previdência para militares vai ser aperfeiçoada – O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a proposta de reforma da Previdência para militares vai ser “aperfeiçoada”. Segundo Bolsonaro, os pontos que vieram à tona do texto não agradaram à caserna e, por isso, serão alterados. Ele fez a declaração em transmissão ao vivo na página do Facebook do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente. “A reforma da Previdência para militares vai ser justa. Sei que não caiu bem a figura do sargento-mor”, afirmou. “A proposta vai ser aperfeiçoada com toda certeza.” O presidente disse que o texto relativo às Forças Armadas deve seguir para o Congresso nesta quarta-feira, quando ele já estará de volta no Brasil.

‘Grande maioria dos imigrantes não tem boas intenções’ – O presidente Jair Bolsonaro comentou aspectos variados de seu governo em entrevista à Fox News transmitida na madrugada desta terça-feira no Brasil, de acusações de possíveis vínculos com um dos acusados do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) ao vídeo de uma cena de escatologia que divulgou no Twitter após o carnaval, passando por Venezuela e imigração nos EUA. Falando com exclusividade com Shannon Bream na emissora fortemente identificada a Donald Trump, Bolsonaro destacou a sua admiração pelo ocupante da Casa Branca e apoiou as suas políticas restritivas para a imigração, incluindo a construção do polêmico muro na fronteira com o México, adotando a mesma retórica de demonização de imigrantes do republicano. Bolsonaro chegou a afirmar que a política imigratória de Trump se relaciona à manutenção da democracia no hemisfério Sul. — A grande maioria dos imigrantes em potencial não tem boas intenções nem quer o melhor ou fazer bem ao povo americano — afirmou. — Eu gostaria muito que os EUA levassem adiante a atual política de imigração, porque em larga medida nós devemos a nossa democracia no Hemisfério Sul aos Estados Unidos.

Bolsonaro tem ‘exagerado’ nas redes e Olavo de Carvalho ‘não está fazendo bem ao Brasil’ – Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) disse que o presidente Jair Bolsonaro tem “exagerado” nas manifestações em suas redes sociais, pediu cautela nas falas dos filhos do ex-capitão e ainda afirmou que a influência do escritor Olavo de Carvalho no Planalto “não está fazendo bem para o Brasil”. Eleito presidente do Senado desde fevereiro, Alcolumbre pregou diálogo e pacificação na política para a aprovação da reforma da previdência até o recesso do legislativo, em 17 de julho. Ele também disse que, embora já tenha tido a experiência como parlamentar em outros governos desde que foi eleito deputado federal em 2002, “nunca viu nada parecido” como a sucessão de crises, queda de ministros e intrigas na base aliadas em episódios que se somam nos três primeiros meses do governo. Para Alcolumbre, os filhos do presidente também precisam moderar o tom: — Os filhos têm toda legitimidade de falar o que quiserem como parlamentares. Mas como filhos do presidente precisam ter discernimento e responsabilidade. No momento que estamos vivendo precisamos de diálogo e no fundo essas coisas acabam atrapalhando — disse Alcolumbre. O presidente do senado ainda demonstrou irritação ao ser indagado sobre os elogios feito por Bolsonaro a Olavo de Carvalho em viagem aos Estados Unidos. Nos últimos dias, Alcolumbre se tornou um dos alvos dos ataques virtuais de apoiadores de Bolsonaro e de Olavo. A ofensiva veio em meio às declarações do senador sobre um pedido de CPI para investigar o Supremo Tribunal Federal. Alcolumbre disse que não prosperaria, sob o risco de criar um embate desnecessário entre o legislativo e o judiciário. — Ele (Olavo de Carvalho) tem influenciado muito. E no nosso entendimento esse escritor não está fazendo bem ao brasil. Não pode uma pessoa que não está no nosso dia a dia fazer essas manifestações. E jogando contra o Brasil não vamos aceitar — disse Alcolumbre.

Dodge pede abertura de 18 investigações contra parlamentares – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira a abertura de 18 investigações envolvendo deputados federais e senadores do MDB, do PT e do Pros suspeitos de participação num esquema de pagamento e recebimento de propina na Petrobras. Essa nova leva de pedidos de abertura de investigações decorre do conteúdo de duas colaborações premiadas ainda sob sigilo, homologadas pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a PGR requer ainda o desmembramento de parte das apurações e a remessa ao juízo competente, dos documentos envolvendo pessoas sem foro privilegiado.

Brasil assina acordo que vai liberar uso da Base de Alcântara por EUA – O Brasil, representado pelos ministros de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Marcos Pontes, e das Relações Exteriores, Ernestou Araújo, assinou nesta segunda-feira o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), que permite aos Estados Unidos e outras nações lançar satélites a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O secretário assistente do Escritório de Segurança Internacional e Não Proliferação do Departamento de Estado, Christopher Ford, assinou representando os EUA. Além do acordo sobre Alcântara, foram assinados dois outros atos interinstitucionais. Um deles é um memorando de entendimento entre a Nasa e a Agência Espacial Brasileira (AEB), para cooperação de pesquisa em observações de previsão de cintilação, assinado pelo presidente da AEB, Carlos Augusto Teixeira de Moura, e James. W. Morhard, administrador substituto da Nasa. O outro documento é uma carta de intenções entre a Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA (Usaid) e o Ministério do Meio Ambiente, com o objetivo de conservar a biodiversidade e promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia brasileira.

Estadão 

Mourão vai a São Paulo para encontro com Doria – O presidente em exercício, general Hamilton Mourão (PRTB), veio acompanhado do dirigente do seu partido, Levy Fidelix, para a viagem a São Paulo nesta segunda-feira, 18. O primeiro compromisso foi um almoço no Palácio dos Bandeirantes com o governador João Doria (PSDB). O cardápio da conversa, segundo eles, foi à reforma da Previdência. “Não foi um encontro político. Não temos alinhamento partidário com o partido do presidente, mas com o Brasil”, disse Doria em pronunciamento aos jornalistas. O tucano afirmou também que tem diferenças com o PSL de Jair Bolsonaro, mas que isso não impede um bom relacionamento com o governo para tratar de “boas ideias pelo Brasil”. Mourão e Doria não quiseram responder perguntas dos jornalistas. Em sua rápida fala, o presidente em exercício disse que a reforma da Previdência é o “ponto de partida” para a reformulação do País. De acordo com ele, o governo federal tem como objetivo estreitar relacionamento com os Estados para atrair investimentos. Doria prometeu a Mourão “apoio incondicional” da bancada de São Paulo na Câmara a reforma da Previdência. O tucano disse ainda que além da reforma, tratou com Mourão do programa de desestatização estadual e de investimentos em infraestrutura, e disse estar satisfeito com os acordos realizados em parceria com o governo federal.

Bolsonaro comemora decreto que prevê ‘ficha limpa’ para comissionados – O presidente Jair Bolsonaro destacou, em seu perfil oficial no Twitter, a publicação de um decreto que estabelece regras mais rígidas para a nomeação em cargos comissionados, entre elas os critérios estabelecidos pela Lei da Ficha Limpa. “Decretamos o estabelecimento de critérios mais rígidos para ocupação de cargos comissionados no Governo. Dentre as novas regras estabelecidas, destaco a inclusão da Lei da Ficha Limpa como critério para contratação de novos servidores. O decreto entra em vigor em 15 de maio de 2019. O decreto foi assinado pelos ministros Paulo Guedes (Economia), Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) e Wagner Rosário (Controladoria Geral da União).

Governo quer plantar cacau na Amazônia – O Ministério da Economia estuda emissão de títulos verdes – os green bonds – para financiar plantio de cacau em áreas degradadas da Amazônia. A ideia é ampliar concessões florestais e utilizar terras públicas sem destinação específica. Elas representam cerca de 70 milhões de hectares na região e, sem o cuidado do Estado, caem nas mãos de grileiros. “Houve um sequestro da agenda ambiental por grupo anticapitalista e queremos trazê-la para um ambiente de negócios, preservando e gerando riqueza”, afirma o subsecretário da pasta, Rogério Boueri. O plano funcionaria com o Serviço Florestal, vinculado hoje à pasta da Agricultura, mapeando essas áreas, o Banco Mundial como certificador “verde” e ele próprio ou o BNDES como emissores de títulos. A ideia está sendo amadurecida na Secretaria de Política Econômica e a expectativa é de que seja anunciada no meio deste ano, com o Plano Safra. A meta é criar um “escudo verde”: “Queremos usar a atividade agroflorestal para bloquear o desmatamento. Não proibindo, caçando ‘desmatador’, que isso é difícil”. “A gente quer dar interesse econômico”, diz Boueri. (Coluna do Estadão)

Folha

Decreto que regulamenta nomeações irrita Congresso – O decreto que regulamenta nomeações de cargos comissionados acabou ampliando a insatisfação de alas do Congresso com o Planalto. No mérito, dizem deputados, o texto é bom. O problema é o timing. Publicada nesta segunda (18), após os principais postos já terem sido preenchidos e em meio às conversas para as primeiras indicações de partidos, a norma, para integrante da cúpula do Parlamento, amplia a sensação de que, como chegou a vez de acenar à política, é preciso redobrar cuidados. Líderes de siglas alinhadas à agenda de Jair Bolsonaro preparam uma reação ao Planalto logo após a chegada da reforma da Previdência dos militares. Eles vão propor emenda que proíbe integrantes da reserva de acumularem cargos. Se aprovada, a medida impediria, por exemplo, a nomeação de militares da reserva para funções no Executivo. A movimentação é um revide ao que tem sido chamado de excesso de militarização do governo – e criminalização da política. (Painel)

Dois gumes A atenção devotada pelo presidente e seus filhos a perfis de redes sociais que apoiam Bolsonaro fez com que membros do Parlamento também passassem a acompanhar essas postagens. Resultado: nesta segunda (18), Rodrigo Maia (DEM-RJ) recebeu registros em que um desses ativistas digitais o acusa de querer “achacar o governo”. O perfil atrela críticas pontuais do presidente da Câmara ao texto da reforma a uma suposta ação para desestabilizar o governo. Como Carlos Bolsonaro, o filho mais engajado na internet, estava em Brasília nesta segunda, aliados de Maia não deixaram de apontar a coincidência. (Painel)

Para bom entendedor meia palavra basta – O governador João Doria (PSDB-SP), apoiador da reforma da Previdência, começou a demonstrar preocupação com distrações na agenda do Planalto. A empresários, tem defendido “foco total no projeto”. “Temos que ficar absortos de outros temas, até para não nos contaminarmos.” O discurso foi adotado após apoiadores do governo, como o escritor Olavo de Carvalho, ampliarem o tiroteio contra ministros e o vice Hamilton Mourão. (Painel)

Junto e misturado – Os funcionários da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) receberam informes sobre a provável fusão da TV NBR com a TV Brasil. Em e-mail, a direção de jornalismo disse que, diante do “processo de reestruturação”, “as equipes da TV Brasil, quando solicitadas, devem gravar matérias para a NBR”. A mensagem destaca que não haveria “incompatibilidade, conflito ou desvio de função”, uma vez que “estamos falando da EBC, empresa para qual os funcionários prestaram concurso”. Uma ala do governo defende que toda a publicidade institucional seja gravada nos estúdios da EBC para cortar gastos. (Painel)

Apuração de ataques ao STF começou com ameaças a família de magistrado – As investigações do inquérito aberto pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para apurar ataques à corte se dirigiram, num primeiro momento, a uma pessoa que chegou a ameaçar parentes de um dos magistrados de morte. Há entre pessoas envolvidas nas apurações a convicção de que, uma vez descoberto, o responsável pelas ameaças, até agora anônimo, deveria ser preso. E, no domingo (17), Paulo Mathias, secretário executivo de Desenvolvimento Social de São Paulo, também fez ataques à Corte —mais especificamente, ao ministro Gilmar Mendes. Integrante da equipe do governador João Doria (PSDB-SP), Mathias chegou a ir a uma manifestação. E disse que o pedido de impeachment contra o magistrado deveria ser aceito pelo Senado, para que ele “seja julgado por aquilo que fala”. Doria agiu rápido: ligou para Gilmar Mendes para pedir desculpas e dizer que aquela não é a posição do governo de São Paulo. Paulo Mathias diz que não vai comentar o episódio. A Secretaria de Desenvolvimento Social afirma que ele “manifestou sua opinião pessoal” e que não cabe à pasta se pronunciar. (Mônica Bergamo)

Lula pediu várias vezes que Dilma beneficiasse empresas – O ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil) disse nesta segunda-feira (18) ter presenciado em várias oportunidades solicitações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à sucessora, Dilma Rousseff (PT), para que beneficiasse empresas no governo federal. “Acompanhei diversas vezes o presidente Lula fazendo inúmeros pedidos à presidente Dilma em relação a interesses de empresas, de parceiros dele. O presidente Lula várias vezes fez pedidos em relação a benefícios para a Odebrecht. A presidente Dilma realmente atendia”, declarou. O ex-ministro depôs como testemunha de acusação de ação penal na qual Lula e o filho caçula, Luís Claudio, são acusados de integrar um esquema de tráfico de influência para viabilizar incentivos fiscais a montadoras de veículos. Esses benefícios foram incluídos pelo Congresso na medida provisória 627, de 2013, quando foi convertida em lei. O ex-ministro reiterou uma acusação já feita em dezembro de que Lula acertou com um lobista do setor automobilístico pagamentos de R$ 2,5 milhões a Luís Cláudio Lula da Silva, em troca de viabilizar os incentivos fiscais. O pagamento foi feito por uma empresa de Mauro Marcondes Machado, compadre de Lula, que representava a Caoa (Hyundai) e a MMC Automotores (Mitsubishi). Segundo Palocci, Lula intercedeu perante Dilma e o ex-ministro da Casa Civil Aloizio Mercadante para que não vetassem a alteração feita pelo Congresso.

Lula acertou propina em reunião com Sarkozy – O ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil) disse nesta segunda-feira (18) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acertou o pagamento de propinas para a compra de helicópteros e para a construção de submarinos nucleares numa reunião com o então presidente francês Nicolas Sarkozy, em 2009. Segundo o ex-ministro, o encontro se deu em 7 de setembro daquele ano, numa visita de Sarkozy ao Brasil, e varou a madrugada. Na ocasião, os dois países selaram um acordo para a aquisição desses equipamentos para as Forças Armadas. Além dos submarinos e dos helicópteros, estava prevista a aquisição de caças franceses, o que não se concretizou, pois o governo Lula optou, mais adiante, por fechar contrato com a sueca Saab. O ex-ministro afirmou que os recursos foram usados para financiar campanhas do PT. Ele não deu detalhes sobre o suposto esquema, pois as informações constam de seu acordo de delação premiada com a Polícia Federal, cujo conteúdo é sigiloso.

Guedes pergunta por que Olavo dispara contra ‘revolução’ – O ministro Paulo Guedes (Economia) usou o jantar em homenagem ao presidente Jair Bolsonaro, neste domingo (17) em Washington, para questionar diretamente o escritor Olavo de Carvalho sobre as críticas recentes que ele tem feito ao governo. Incomodado com as falas de Carvalho que, um dia antes, afirmou que, se continuar assim, a administração de Bolsonaro não dura seis meses, Guedes questionou: “Por que o líder dispara contra a revolução que inspirou?” No jantar neste domingo, com ideólogos, financistas e jornalistas conservadores na casa do embaixador brasileiro Sergio Amaral, Guedes então chamou Carvalho de “líder da revolução liberal no Brasil”. Mas, segundo um dos presentes, a declaração foi feita em um contexto de reprimenda.

Witzel anuncia rompimento de contrato de concessão – O governador do Rio, Wilson Witzel, anunciou nesta segunda-feira (18) o cancelamento do contrato de concessão do Maracanã. Segundo o governador, a concessionária, administrada pela Odebrecht, deixará o estádio em 30 dias. O Maracanã voltará a ser comandado pela Suderj (Superintendência de Esportes do Estado do Rio de Janeiro), órgão subordinado a Witzel. A decisão de cancelar o contrato acontece 20 dias depois de a Assembleia Legislativa (Alerj) aprovar a criação de uma comissão especial para investigar o contrato. Em nota, a concessionária disse que foi surpreendida “pela informação divulgada nesta manhã pela imprensa”. “A empresa informa que não teve acesso a nenhum ato oficial do Governo do Estado do Rio de Janeiro e se manifestará oportunamente”, completou. Flamengo e Fluminense, que têm contrato com a concessionária, apoiaram a decisão do governo.

Bolsonaro isenta cidadãos de EUA, Austrália, Canadá e Japão de visto para o Brasil – O presidente Jair Bolsonaro dispensou os cidadãos dos Estados Unidos da necessidade de visto para visitar o Brasil. A medida, um dos gestos que Bolsonaro pretende fazer ao presidente dos EUA, Donald Trump, durante sua viagem oficial a Washington, consta em edição extra do Diário Oficial da União publicada nesta segunda-feira (18). A dispensa também vale para os visitantes da Austrália, do Canadá e do Japão. Segundo o decreto publicado nesta segunda, a dispensa para o visto entrará em vigor em 17 de junho deste ano. Antes, para visitar o Brasil, os cidadãos dos EUA, Austrália, Canadá e Japão precisavam pedir um visto nos consulados brasileiros em seus respectivos países. Isso ocorria pelo princípio de reciprocidade, uma vez que os brasileiros que viajam a essas nações precisam obrigatoriamente de um visto.

Correio

Protestos na frente da Casa Branca – Duas horas antes de o presidente Jair Bolsonaro desembarcar na capital dos Estados Unidos — ele pousou na base aérea 15h40 — ativistas americanos e brasileiros organizaram uma manifestação dos moldes do “ele não” que marcou a oposição ao candidato do PSL na campanha presidencial no ano passado. Em número bastante reduzido, cerca de 50 pessoas, entre ativistas e estudantes, se posicionaram no gramado da Lafayette Square, em frente à Casa Branca, se revezando ao microfone. “A maioria da comunidade brasileira em Washington é apoiadora de Bolsonaro, busca esse sonho americano que ele prega, mas para isso, é preciso fazer muita coisa ainda no nosso país”, comentou a professora Marina Caetano, 27 anos. Quando Bolsonaro chegou à Blair House, atrás da Casa Branca, a manifestação já havia terminado. Ele acenou para algumas pessoas que estavam lá, em seu apoio. Thiago, pastor que faz mestrado em Teologia nos Estados Unidos, fez questão de ir até lá vestido com a camisa da Seleção Brasileira. Disse que está esperançoso nas mudanças que o presidente proporcionará ao Brasil. O deputado Eduardo Bolsonaro, que soube da manifestação pelos jornalistas, comentou que críticas são “bem-vindas e fazem parte da democracia”.

Em Brasília, Carlos Bolsonaro “despacha” pedidos do pai – O vereador do Rio de Janeiro e filho do presidente da República, Carlos Bolsonaro, veio a Brasília e, segundo postou no Twitter, desenvolve “linhas de produção solicitadas pelo Presidente Jair Bolsonaro”. Com a mensagem, o parlamentar publicou uma foto tirada em local com a mesma configuração e móveis dos gabinetes do Palácio do Planalto. Na foto, ele aparece conversando com duas pessoas. O filho de Bolsonaro visita a capital na semana em que o presidente está fora do país em viagem oficial aos Estados Unidos.

Os culhões de Bolsonaro – Antes da fala de Bolsonaro, Paulo Guedes, sabendo da preocupação dos americanos com o deficit fiscal brasileiro, apresentou Bolsonaro como alguém que “‘has balls’ (culhões, no sentido de coragem) para controlar o gasto público”. Foi ainda incisivo ao dizer que o país está aberto a negociar com os EUA. “Convidamos vocês de novo para uma parceria. Os chineses querem dançar conosco. Vocês estão perto, somos complementares, o presidente ama a América, eu amo a América. Temos dançado com os chineses por muito tempo, mas é o tempo para vocês e para nós também. Estamos abrindo nossos mercados, mas pensem alto em outras direções. Estamos abertos para negócios”, afirmou. Ele pediu ainda que os Estados Unidos apoiem o ingresso na OCDE — organização vista como o clube dos países ricos para o desenvolvimento econômico. A expectativa é de que o presidente trate desse assunto hoje na conversa com Trump.

Maia critica o governo – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou, ontem, que o governo cria “polêmicas demais” com a reforma da Previdência. Durante seminário organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, o parlamentar recomendou que o Executivo não insista em mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural. “Se do ponto de vista fiscal não tiver nenhum tipo de impacto, a melhor discussão é a não discussão desse tema. A gente tem essa discussão do BPC, que o governo fez uma confusão desnecessária no debate”, criticou. “Também há um debate sobre a aposentadoria rural. Parece injusto mexer nela e, da forma como o governo está querendo mexer, desnecessário.” Maia defendeu o combate às fraudes no pagamento de trabalhadores rurais. “Mais de R$ 100 bilhões do deficit previdenciário no Regime Geral proveem da aposentadoria rural. A gente tem sete milhões de moradores no campo e nove milhões de aposentados. É o Brasil”.

Críticas – O senador Reguffe (sem partido-DF) criticou em plenário a decisão do Supremo de transferir crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, que tenham origem em caixa 2, para a Justiça Eleitoral. “É uma decisão esdrúxula, pois, além de comprometer operações como a Lava-Jato, dá à Justiça Eleitoral uma atribuição que ela nunca teve. Alguns não falam isso às vezes com medo do Poder Judiciário, mas tem de ser falado, sim.”

Valor 

Projeto sobre cobrança de dívidas previdenciárias deve ser enviado amanhã – O governo Jair Bolsonaro pretende encaminhar amanhã ao Congresso o projeto de lei sobre cobrança das dívidas previdenciárias, disse ontem o secretário-adjunto da Previdência, do Ministério da Economia, Narlon Gutierre Nogueira. Segundo ele, as dívidas com a Previdência são estimadas entre R$ 500 bilhões e R$ 600 bilhões, dos quais R$ 150 bilhões são potencialmente recuperáveis.

Bolsonaro precisa ‘superar o sectarismo’ e evitar atritos com China, diz Alckmin – Presidente nacional do PSDB, ex-governador e ex-presidenciável, Geraldo Alckmin criticou a política externa do governo Jair Bolsonaro e disse que o presidente precisa superar o sectarismo. Ao falar sobre a viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos, Alckmin afirmou que o presidente deve defender os interesses do Brasil e não os de outros países, e disse que o país não pode brigar com a China, um dos principais parceiros comerciais brasileiros.
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