Tudo de todos os jornais desta terça-feira (11)  | Claudio Tognolli


Chico Bruno

O GLOBO – primeira página

Manchete: Conversas de Moro com procuradores e ação de hacker serão investigadas

Após a revelação de diálogos privados atribuídos a Sergio Moro quando juiz e Deltan Dallagnol, coordenador da Lava-Jato em Curitiba, a corregedoria do Ministério Público instaurou procedimento para investigar a atuação do procurador, enquanto a Polícia Federal vai apurar as circunstâncias da ação de hacker, divulgada pelo site The Intercept Brasil. “Não vi nada de mais nas mensagens. O que há ali é uma invasão criminosa de celulares”, disse o ministro da Justiça. Segundo o secretário de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten, Bolsonaro confia irrestritamente em Moro. Para ministros do STF, é cedo para avaliar o impacto do caso. Oposição articula CPI.

Caixa venderá ações da Petrobrás a investidores – Pressionada a devolver aportes do Tesouro no valor de R$ 40 bilhões, a Caixa venderá suas ações da Petrobras, que representam fatia de 3,2% da estatal. Cerca de 24% das ações serão destinadas a pequenos investidores. A operação total deve mover R$ 7,2 bilhões, e a reserva dos papéis irá de 17 a 24 de junho.

Prouni amplia oferta de bolsa integral para ensino à distância – MEC abre hoje inscrições para o programa que oferece bolsas de estudo. Metade dos benefícios integrais será destinada ao ensino à distância.

O Estado de S. Paulo – primeira página

Manchete: Governo quer usar recursos do PIS/Pasep para fechar Orçamento

O governo pretende usar cerca de R$ 20 bilhões que estão nas contas do PIS/Pasep em bancos públicos e com baixa probabilidade de serem sacados pelos trabalhadores para ajudar aliviar o Orçamento. A ideia é centralizar esse dinheiro no caixa do Tesouro Nacional. A operação deve ser feita por meio de medida provisória e pode evitar a necessidade de um novo bloqueio de despesas ou até permitir a liberação de parte dos recursos contingenciados. Os recursos entrariam como receita primária, ajudando o governo a fechar as contas. Antes, os trabalhadores serão avisados de que terão mais um prazo para sacar os recursos. O mecanismo é semelhante aos precatórios que retornaram para o caixa do governo em 2017, ajudando no cumprimento da meta fiscal. O Fundo PIS/Pasep era formado por contas individuais e alimentado até 1988 pelas receitas que hoje compõem o Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Previsão pessimista para o PIB – Pesquisa Focus, realizada semanalmente pelo BC, aponta que a previsão do mercado de alta para o PIB cai pela 15-vez consecutiva, para 1%.

Conselho do MP investigará conduta de Dallagnol – O Conselho Nacional do Ministério Público investigará a participação do procurador Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Lava Jato, no caso da suposta troca de mensagens entre ele e o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, durante as investigações. Trechos de conversas foram divulgados anteontem pelo site The Intercept Brasil. O ministro Gilmar Mendes (STF) liberou para julgamento hoje pedido de liberdade de Lula.

Para Moro, não houve orientação – “Não há orientação nenhuma”, afirmou Sérgio Moro ontem, em resposta à divulgação de conversas que sugerem que ele orientou a investigação na Lava Jato.

Congresso deve autorizar União a obter crédito, afirma relator – Partidos de centro e governo fecharam acordo para tentar votar amanhã, na Comissão Mista de Orçamento, uma autorização especial para que o governo obtenha empréstimos para pagar benefícios sociais, disse o deputado Hildo Rocha (MDB-MA), relator do caso. O crédito suplementar necessário é de R$ 248,9 bilhões.

Sob pressão, presidente da Funai pode deixar o cargo – O general Franklimberg Freitas poderá deixar a presidência da Funai. Ele é alvo de pressão de ruralistas liderados pelo secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Luiz Antonio Nabhan Garcia, porque não estaria atuando para facilitar ações que envolvem terras indígenas. Jair Bolsonaro teria concordado com a demissão.

D. João critica primo por ‘pauta conservadora’ – Defensor do Estado laico e do suprapartidarismo, João Henrique de Orléans e Bragança, trineto de Pedro II, critica o apoio do primo, d. Bertrand, à pauta conservadora. “Não representa valores que temos desde d. Pedro I”, diz.

Folha de S.Paulo – primeira página 

Manchete: Governo Bolsonaro se blinda e adota cautela com Moro

Jair Bolsonaro (PSL) adotou cautela em relação ao vazamento de conversas de Sérgio Moro com Deltan Dallagnol. O governo quer evitar movimentos prematuros, antes que fique clara a dimensão completa do caso. Embora aliados do presidente tenham defendido o ministro da Justiça, auxiliares recomendaram aguardar a revelação de novos trechos dos diálogos entre o ex-juiz da Lava Jato e integrantes da força-tarefa da operação.
O Planalto informou que Bolsonaro não se pronunciaria sobre o episódio, publicado no domingo (9) pelo site Intercept. Porta-voz disse que o presidente conversaria pessoalmente com Moro antes de dar declarações. O cenário foi discutido numa reunião pela manhã entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. A cúpula do Congresso vê chance de criação de uma CPI e forte agitação política. Moro e procuradores não negam o conteúdo das conversas, mas consideram sua divulgação um “ataque criminoso à Lava Jato”.

‘Não vi nada de mais’, diz ministro sobre mensagens – Em evento em Manaus, ontem, o ministro Sergio Moro declarou que a “invasão criminosa” de celulares de procuradores, assim como a divulgação dos diálogos, é um “fato bastante grave”. “No que diz respeito a minha pessoa, eu não vi nada de mais.”

Governo quer usar PIS/Pasep para reduzir rombo nas contas – Ideia é enviar ao Congresso proposta para que recursos não sacados pelos trabalhadores sejam usados pelo Tesouro Nacional p ara aliviar as contas públicas.

Defesa pode alegar suspeição de juiz e tentar anular atos – A conversa entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol pode dar margem a pedidos de suspensão de sentenças da Lava Jato, segundo especialistas. O artigo 254 do Código Penal aponta como suspeito o juiz que “tiver aconselhado qualquer das partes”.

Correio Braziliense – primeira página

Manchete: Ação de hackers põe a Lava-Jato sob ataque

Apesar de obtidas de forma flagrantemente ilegal, mensagens trocadas entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, que começaram a ser divulgadas no domingo, estão servindo de munição para ataques à Lava-Jato, a maior operação de combate à corrupção da história do país. O objetivo, óbvio, é tentar desacreditar a força-tarefa, com supostas suspeições, para levar à anulação de processos que resultaram na condenação de dezenas de empresários e políticos, como o ex-presidente Lula, o ex-governador Sérgio Cabral e Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados. Hoje, o presidente Jair Bolsonaro se reúne com Moro, atual ministro da Justiça, para avaliar a situação, enquanto o governo, ainda de forma tímida, procura blindar o ex-magistrado. No Congresso, parlamentares do Centrão e do PT discutem estratégias para desgastar ainda mais o ex-juiz. Já integrantes do PSL fazem o movimento oposto e tentam articular manifestação nacional de apoio à Lava-Jato. No meio da confusão, a Segunda Turma do STF deve julgar hoje pedido de liberdade de Lula.

Fim do impasse para garantir benefícios – Após acordo, parlamentares devem aprovar hoje crédito suplementar de R$ 248,9 bilhões para o governo. A verba é destinada ao pagamento de aposentadorias e do Bolsa Família.

Governo venderá a Lotex em agosto – A venda da loteria instantânea deve render aos cofres públicos mais de R$ 680 milhões. A negociação faz parte do projeto de transferência desse tipo de jogo para a iniciativa privada.

Estados em busca de acordo – Governadores se reúnem hoje, em Brasília, na busca de consenso para que estados sejam incluídos na reforma da Previdência. Chefes de Executivo do Nordeste fazem jogo de cena ao condicionar um acordo a mudanças já pactuadas por parlamentares, como no caso do BPC e da aposentadoria rural.

Distrital mira a natureza – Pauta com questões ambientais ganha força na Câmara. São 21 projetos sobre o tema em discussão nesta legislatura.

Vitamina D não barra diabetes – A ingestão do suplemento é ineficiente na prevenção da doença em pessoas que estão no grupo de maior risco de desenvolvê-la.

Valor Econômico – primeira página

Manchete: Governo quer usar dinheiro do PIS para reduzir déficit

O governo estuda concentrar no Tesouro os recursos do PIS/Pasep não sacados pelos beneficiários em bancos federais, segundo informou ao Valor o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. A medida pode gerar alívio de R$ 20 bilhões nas contas públicas, uma vez que os recursos reduziriam o déficit primário (receitas menos despesas, excluído o gasto com juros).

Proposta de fusão divide o conselho da BRF – Os conselheiros da BRF estão divididos quanto a uma possível fusão com a Marfrig. O Valor apurou que os fundos Petros e Previ, os maiores acionistas, estão insatisfeitos, bem como Luiz Fernando Furlan.

A contragosto, debenturistas podem assumir concessionária – Cerca de 15 mil pessoas podem acordar no dia 17 de junho proprietárias de uma concessionária de 415 km de rodovias no interior do Estado de São Paulo.

Diálogos constrangem Lava-Jato – O presidente Jair Bolsonaro convocou o ministro da Justiça, Sérgio Moro, para uma conversa hoje no Palácio do Planalto sobre as mensagens trocadas entre seu auxiliar e o procurador Deltan Dallagnol, que encabeça a Operação Lava-Jato.

Viracopos tem quatro grupos interessados – Pelo menos quatro grupos estudam apresentar proposta pela concessionária Aeroportos Brasil Viracopos (ABV), segundo fontes que acompanham as negociações.

Mais notícias

Blindagem a Moro – O governo montou uma força-tarefa para blindar o ministro da Justiça, Sérgio Moro, das acusações de parcialidade em julgamentos referentes à Operação Lava-Jato, após a invasão criminosa e o vazamento de troca de mensagens do então juiz com o procurador Deltan Dallagnol. O problema é que, por ora, a articulação é frágil. O presidente Jair Bolsonaro não se pronunciou ontem e qualquer declaração deve ser feita só depois de reunião marcada para hoje com Moro. A cúpula militar do Executivo saiu em defesa de Moro, mas o núcleo político, comandado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, não deu diretrizes às lideranças partidárias e a aliados de como se portar no Congresso. Sem engajamento no Legislativo, até o sucesso de acordo para a votação do Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 4/2019 não está totalmente garantido. A proposta dispõe sobre o crédito suplementar solicitado pelo governo ao parlamento para quitar, por meio de operações de crédito, despesas correntes de R$ 248,9 bilhões. Em conversas privadas ou em grupos de WhatsApp, deputados dizem que a reforma da Previdência será blindada, mas “o resto será reanalisado”. Ou seja, o governo precisará reavaliar e intensificar as articulações pauta a pauta. (Correio)

Ministro de Dilma vê ilicitude – O ataque criminoso que expôs diálogos entre o ex-juiz federal e ministro da Justiça, Sérgio Moro, e integrantes da força-tarefa da Lava-Jato, divulgados pelo site The Intercept Brasil, no domingo, abriu caminho para questionamentos das decisões judiciais proferidas pelo grupo. Essa é a opinião de advogados que acompanham o caso, considerado um dos maiores escândalos envolvendo o Poder Judiciário brasileiro. Ministro da Justiça no governo Dilma Rousseff, o advogado Eugênio Aragão afirmou que as conversas confirmam as suspeitas de que Moro, o procurador Deltan Dallagnol e outros membros da força-tarefa sempre atuaram por interesses políticos. “As conversas captadas dão a entender que Moro e Dallagnol e outros procuradores agiram movidos apenas por seus sentimentos de repulsa em relação a Lula e ao PT. Agiram também movidos por uma agenda política, porque o que eles queriam na verdade era ‘limpar o Congresso’, como diz Sérgio Moro, ou impedir que Haddad fosse eleito. Isso é de extrema gravidade”, disse o ex-ministro, do escritório Aragão e Tomaz Advogados Associados. (Correio)

Ex-juiz e procurador se defendem – O ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol disseram, ontem, ser “normal” o diálogo extraoficial entre juízes e integrantes do Ministério Público e defenderam a isenção da Lava-Jato. “É muito natural, é normal que procuradores e advogados conversem com o juiz mesmo sem a presença da outra parte”, disse Dallagnol, em vídeo publicado nas suas redes sociais. Não tem nenhuma orientação ali naquelas mensagens. E eu nem posso dizer que são autênticas, porque são coisas que aconteceram e, se aconteceram, foram há anos. Eu não tenho mais essas mensagens. Eu não guardo, não tenho registro disso. Mas ali não tem orientação nenhuma”, afirmou Moro, ao desembarcar em Manaus, onde cumpriu agenda ontem. (Correio)

Ensaio para uma CPI – Se no governo o tom foi de defesa em relação a Moro, no Congresso, a oposição anunciou que pretende usar o episódio para desgastar a imagem do ex-juiz da Lava-Jato. Parlamentares pretendem pedir a sua convocação e passaram a reunir apoio para abrir uma CPI para investigar as suspeitas de irregularidades na operação, que levou à prisão diversos políticos. Segundo interlocutores, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), foram cautelosos na avaliação dos desdobramentos do caso. O mesmo discurso de cautela foi adotado por líderes do Centrão. “Eu não vou agora fazer com esses o que eu sempre preguei o contrário para todos. O que eu defendo é que se faça com responsabilidade, somente isso, para que não haja prejulgamento”, disse o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), líder da Maioria na Câmara. (Correio)

Hacker usou técnicas sofisticadas – O Ministério Público Federal no Paraná divulgou detalhes sobre as técnicas usadas pelo hacker para ter acesso a conversas mantidas entre o então juiz Sérgio Moro, o procurador Deltan Dallagnol e demais integrantes da Lava-Jato. De acordo com o órgão, os alvos tiveram os aparelhos celulares clonados, assim como “contas em aplicativos de comunicação instantânea”. Os ataques ocorrem desde abril e estão sendo investigados pela Polícia Federal. Familiares dos alvos, de acordo com a investigação, também sofreram tentativas de ataques em celulares e computadores. “O modo de agir agressivo, sorrateiro e dissimulado do criminoso é um dos pontos de atenção da investigação. Aproveitando falhas estruturais na rede de operadoras de telefonia móvel, o hacker clonou números de celulares de procuradores e, durante a madrugada, simulou ligações aos aparelhos dos membros do MPF”, informou o MP. (Correio)

Divisão nas redes sociais – O clima nas redes sociais após o vazamento da conversa de Moro e Dallagnol foi de divisão entre internautas. As hashtags #VazaJato e #EuApoioALavaJato disputaram o primeiro lugar dos Trending Topics do Twitter. Também estiveram nos principais assuntos do país as tags #MoroCriminoso, #SomosTodosMoro, #EuApoioTheIntercept (veículo responsável pela divulgação das conversas), #LulaLivre e #DeportaGreenwald (jornalista do Intercept). (Correio)

Câmara cancela evento pró-Palestina – A Câmara dos Deputados cancelou o evento Dia Mundial de Jerusalém, que seria realizado amanhã na Casa. De acordo com o convite, que chegou a ser distribuído, o evento era promovido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia; pelo embaixador do Estado da Palestina, Ibrahim Alzeben; e pelo embaixador da República Islâmica do Irã, Seyed Ali Saghaeyen. A comunidade palestina acusa a Câmara de atender a pedidos da bancada evangélica, defensora do Estado de Israel. “É uma capitulação vergonhosa ao lobby sionista que vem funcionando na Câmara dos Deputados”, disse o secretário-geral do Instituto Brasil-Palestina (Ibrasul), Sayid Marcos Tenório. (Correio)

E a toga caiu – Se o ministro da Justiça, Sérgio Moro, fosse indicado hoje para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, a tendência do Senado seria rejeitar a indicação do governo. Para completar, o silêncio do presidente Jair Bolsonaro sobre o caso nas primeiras 24 horas indica que a estratégia do Planalto é esperar essa crise decantar, da mesma forma que fez em relação ao ministro do Turismo, Marcelo Álvaro. No Congresso, porém a leitura é de que o caso é a chance perfeita para tentar deixar o ministro menor. Bolsonaro, entretanto, tem se cercado de cuidados. O pacote anticrime, por exemplo, não foi levado pessoalmente por Jair Bolsonaro ao Congresso, e, há alguns dias, o presidente mencionou se não seria a hora de indicar um evangélico para o STF. Embora os filhos do presidente tenham defendido o ministro Moro e o ex-juiz tenha muito respaldo popular, a ordem, no governo, é deixa estar para ver como é que fica, concentrando o caso no Poder Judiciário. Simpatizantes do governo preparam nova manifestação para 7 de julho em apoio ao ministro da Justiça, Sérgio Moro. A antecedência da convocação é para garantir uma mobilização capaz de superar a de 26 de maio, em apoio ao presidente Jair Bolsonaro. (Brasília-DF/Correio)

FHC e Mourão – Até aqui, o vice-presidente Hamilton Mourão e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (foto) foram as autoridades que saírem em defesa de Moro. Nenhum dos dois quer ver comprometido o que foi apurado pela Lava-Jato. (Brasília-DF/Correio)

Governo e setor privado veem PL do saneamento desfigurado por emendas – Apresentado no início da semana passada e votado em menos de 72 horas pelo Senado, o projeto de lei com alterações no modelo de exploração do saneamento básico recebeu emendas que desvirtuaram suas premissas originais e dificultam a privatização das companhias estaduais de água e esgoto. Na prática, o texto aprovado em plenário fica longe do que estava sendo costurado entre o Palácio do Planalto e governadores no âmbito da MP 868, medida provisória que perdeu validade em 3 de junho e foi substituída pelo PL 3.261, do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). (Valor)

PF tem 4 investigações sobre ataques de hackers contra pessoas ligadas à Lava Jato – A Polícia Federal tem ao menos quatro investigações abertas para apurar ataques de hackers em celulares de pessoas ligadas à Operação Lava Jato, em Brasília, São Paulo, Curitiba e Rio. Uma das suspeitas é a de que os invasores tenham conseguido acesso direto a aplicativos de mensagens dos alvos, sem precisar instalar programas para espionagem. O mais recente inquérito aberto é sobre a invasão ao aparelho do ministro Sergio Moro (Justiça), ocorrida na semana passada. Os casos são investigados separadamente, e não houve até agora nenhuma orientação para que sejam tratados de forma conjunta. O aplicativo alvo dos hackers em todos os casos, ao que se sabe até agora, foi o Telegram. (Folha)

Pedido de Lula para anular condenação entra na pauta desta terça de turma do STF – Um pedido de nulidade do processo que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi incluído pelo ministro Edson Fachin na pauta desta terça-feira (11) de julgamento da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal). O processo estava sendo analisado pelo plenário virtual do colegiado, mas, a pedido do ministro Gilmar Mendes, foi transferido para o plenário físico. O julgamento acontece no momento em que a Lava Jato e o ministro Sergio Moro (Justiça) estão sob pressão, com o vazamento de conversas relacionadas à operação entre o ex-juiz e o procurador Deltan Dallagnol. Integrantes do Supremo ouvidos reservadamente pela Folha dizem, no entanto, que a análise do recurso não deve ter efeito prático para Lula. A Segunda Turma do STF é formada pelos ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Originalmente, o pedido de Lula questiona a atuação do relator da Lava Jato no STJ (Superior Tribunal de Justiça), Felix Fischer, que negou recurso contra a condenação do petista no caso do tríplex de Guarujá (SP). (Folha)

Vazamento leva defesa de Lula a cruzar mensagens de Moro para traçar estratégia – A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está cruzando as informações contidas nas mensagens trocadas entre os procuradores da força-tarefa de Curitiba e o ex-juiz Sergio Moro, publicadas pelo site The Intercept Brasil, com as medidas e decisões no processo da Lava Jato envolvendo o petista. Cristiano Zanin e sua equipe estão verificando datas e o teor das conversas e comparando com o comportamento do Ministério Público e da Justiça nos instantes seguintes. Só depois de finalizado esse levantamento é que os advogados traçarão uma nova estratégia jurídica. O objetivo é anular o processo com base na suspeição de Moro. (Folha)

Filhos de Bolsonaro saem em defesa de Moro – Os filhos políticos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) saíram em defesa do ministro Sergio Moro (Justiça) e criticaram a imprensa após a divulgação pelo site The Intercept Brasil de mensagens atribuídas ao ex-juiz e ao procurador Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal (MPF). “É impressão minha, ou só no Brasil, uma imprensa utiliza uma invasão ilegal de algo privado, ignorando a invalidade judicial e ilegalidade, mas não se importa em divulgar, com o único intuito de queimar o governo Bolsonaro e favorecer o sistema? Acho que já vi isso antes”, escreveu o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) fez uma série de publicações nesta segunda-feira (10) em suas contas das redes sociais. Em algumas delas usou a hashtag “Eu apoio a Lava Jato”. Eduardo também fez críticas ao jornalista Glenn Greenwald, fundador e editor do The Intercept Brasil. Filho mais velho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) divulgou em sua conta do Twitter a nota publicada no domingo por Moro e chamou o vazamento de “criminoso”. (Folha)

‘Conversa privada é conversa privada’, diz Mourão – O vice-presidente, general Hamilton Mourão, classificou como “conversa privada” e minimizou a troca de mensagens atribuídas ao ministro Sergio Moro (Justiça) e ao procurador Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal (MPF). “Conversa privada é conversa privada, né? E descontextualizada ela traz qualquer número de ilações. Então o ministro Moro é um cara da mais ilibada confiança do presidente, é uma pessoa que, dentro do país, tem um respeito por parte enorme da população, haja vistas aí as pesquisas de opinião que dão a popularidade dele”, afirmou Mourão, ao deixar o Palácio do Planalto nesta segunda-feira (10). (Folha)

Para além das fronteiras – O PT vai aproveitar a fenda aberta no coração da Lava Jato pelas revelações do site The Intercept Brasil para tentar ampliar o movimento político de questionamento dos métodos da operação. A cúpula da sigla atuará em etapas. Nesta terça (11), age para unificar o discurso dos demais partidos de esquerda. Em seguida, quer atrair os de centro. Sem prejuízo ao mote “Lula Livre”, a ideia é discutir o caso sob o foco jurídico, como ataque ao Estado Democrático de Direito —e não só aos seus quadros. Houve forte movimentação nos bastidores para convencer a cúpula do PT de que não é hora de fazer da fissura na imagem da Lava Jato uma espécie de plebiscito sobre a condenação de Lula. O próprio ex-presidente mandou recados pedindo cautela e pensamento estratégico. Líderes petistas deram ordem para que nenhuma iniciativa isolada fosse tomada no Judiciário ou em órgãos como o CNJ e o CNMP. Pedido semelhante foi feito aos juristas que colaboram com a sigla. A ideia é promover ações incisivas, de impacto, e não pulverizar as investidas. (Painel/Folha)

Patrimônio nacional – O Brasil 200, grupo de empresários simpatizantes do governo Bolsonaro, saiu em defesa de Moro no episódio do vazamento das conversas pelo The Intercept. Para Gabriel Kanner, presidente do grupo, a Lava Jato é um “patrimônio nacional” e foi um “divisor de águas” na política brasileira. “Os ataques ao ministro Sergio Moro e à Lava Jato beneficiam exatamente os bandidos que saquearam o Brasil no maior esquema de corrupção da história do mundo”, diz Kanner. (Painel S.A./Folha)

No voto – O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, deve liberar nesta terça (11) seu voto no habeas corpus coletivo que pode beneficiar todos os presos condenados em segunda instância pelo TRF-4 (Tribunal Federal da 4ª Região). Entre eles, Lula. O habeas corpus defende que a súmula do TRF-4 que autoriza a prisão depois de segunda instância de forma automática é inconstitucional. Cada detenção precisaria ser justificada individualmente. (Mônica Bergamo/Folha)

Onyx troca articulador e PSL reage – A demissão do ex-deputado Carlos Manato do comando da Secretaria Especial para a Câmara provocou revolta na cúpula do PSL e azedou as relações entre o partido do presidente Jair Bolsonaro e o DEM. Irritados, parlamentares do PSL criticaram duramente o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, por dispensar Manato e nomear o também ex-deputado Abelardo Lupion para o cargo, que cuida das negociações políticas com a Câmara. Manato é filiado ao PSL e Lupion, ao DEM, mesma sigla de Onyx. Na avaliação de integrantes do partido de Bolsonaro, a dispensa – que ocorreu na sexta-feira passada, por telefone – foi “injusta” e terá consequências negativas para o Palácio do Planalto. Além do desligamento de Manato, o Diário Oficial da União publicou ontem as exonerações “a pedido” de outros quatro ex-deputados que atuavam com ele na secretaria. Um deles, Victório Galli Filho, também é do PSL. (Estadão)

Sob pressão, presidente da Funai pode deixar o cargo – O general Franklimberg Freitas poderá deixar a presidência da Funai. Ele é alvo de pressão de ruralistas liderados pelo secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Luiz Antonio Nabhan Garcia, porque não estaria atuando para facilitar ações que envolvem terras indígenas. Jair Bolsonaro teria concordado com a demissão. Alvo de pressão de ruralistas liderados pelo secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Luiz Antonio Nabhan Garcia, o general Franklimberg Ribeiro de Freitas deve deixar a presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai). O Estado apurou que, em uma reunião realizada há poucos dias com representantes do agronegócio e o presidente Jair Bolsonaro, o pedido de exoneração capitaneado por Nabhan foi apresentado ao presidente. Bolsonaro acatou a solicitação. Um integrante do comando do governo já chegou, inclusive, a comunicar o presidente da Funai sobre o assunto e aconselhou Franklimberg para que pedisse exoneração do cargo. O general, no entanto, informou que não pretendia pedir demissão e disse que aguardaria uma posição oficial. (Estadão)

Telegram tem fama de seguro, mas é mais vulnerável que rivais – Usado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, e os procuradores do Ministério Público Federal da Operação Lava Jato, segundo o site The Intercept Brasil, o aplicativo de mensagens Telegram tem fama de ser mais seguro que rivais como o WhatsApp, mas é mais vulnerável que eles. Ao contrário do concorrente, o Telegram não utiliza criptografia de ponta a ponta por padrão. Isso permite que mensagens enviadas pelo app possam ser interpretadas corretamente ao serem interceptadas quando circulam pela infraestrutura da internet. O aplicativo russo até tem uma função que aplica o uso de criptografia, o Chat Secreto, mas esta deve ser ativada pelos participantes da conversa para ser utilizada. Quando a criptografia de ponta a ponta está ativada, como acontece no WhatsApp, apenas o emissor e o receptor da mensagem têm acesso ao seu conteúdo. Isso porque só as duas pontas da comunicação (daí o nome da tecnologia) têm acesso a uma chave que decifra as informações, que trafegam “embaralhadas” pela internet. Assim, mesmo se forem interceptadas, as mensagens não podem ser decodificadas por hackers. É um recurso que nem sempre esteve disponível no WhatsApp – o app só implementou essa função em 2016, bem na época em que sofreu diversos bloqueios judiciais aqui no Brasil. A tecnologia é uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo em que resguarda o sigilo das conversas dos usuários, também explica por que é difícil identificar quem espalha notícias falsas pelo aplicativo. Foi também nessa época que o Telegram se tornou conhecido no Brasil – em dias de bloqueios ao WhatsApp, chegou a ganhar milhões de usuários no País. Hoje, o serviço russo tem 200 milhões de usuários no mundo – muitos deles, seduzidos pela imagem de um serviço mais seguro que o rival. Isso fazia sentido lá atrás, mas não hoje. (Estadão)

Líderes projetam Moro refém do presidente – Líderes importantes do Congresso avaliam que a divulgação de mensagens envolvendo Sérgio Moro pode abalar um dos principais pilares de sustentação popular do governo Jair Bolsonaro (as manifestações de maio passado ovacionaram Moro). Esse apelo público dificulta uma eventual substituição do ministro da Justiça pelo Planalto. Ele deverá permanecer na Justiça, apostam. Porém, nessa leitura dos parlamentares, o Moro que chegou a Brasília emprestando prestígio a Bolsonaro deixará de existir. O ex-juiz da Lava Jato deverá ser refém do presidente. (Coluna do Estadão)

Normal – Magistrados ouvidos pela Coluna se dividiram entre temor com acusações de imparcialidade e defesa de Sérgio Moro. Segundo um desembargador, quando existe afinidade de princípios entre o juiz e o representante do Ministério Público, é natural a troca de informações. Mas um juiz federal provocou: “Imagina se fosse o contrário: juiz conversando com defesa?”. (Coluna do Estadão)

Apoio aos colegas – O procurador regional Vladimir Aras, tido como candidato da Lava Jato na eleição da PGR, defendeu os colegas e disse que a captura das mensagens tem origem ilegal. “O indivíduo que capturou e forneceu os dados é um assaltante eletrônico. Fico a imaginar quem contratou um hacker para isso”, disse. (Coluna do Estadão)

Para ministros do STF, é cedo para avaliar impacto – As conversas entre o exjuiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, divulgadas pelo site The Intercept, tiveram impacto negativo no Supremo Tribunal Federal (STF). Quatro ministros ouvidos pelo GLOBO consideraram fato grave, mas ponderaram que é cedo para avaliar se o teor das mensagens invalida investigações da Lava-Jato. — De início, é negativo para a credibilidade do Judiciário. Quanto a desdobramentos, há de aguardar-se. Sai maculado o perfil do ex-juiz e hoje ministro da Justiça Sergio Moro — disse o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, que pregou transparência nas relações entre membros do Judiciário, Ministério Público e advogados de defesa. Há no STF dois processos pendentes de análise em que a defesa de Lula questiona a atuação de Moro, alegando que ele não foi imparcial. Os julgamentos foram suspensos a pedido do ministro Gilmar Mendes e não há previsão de quando serão retomados. Entidades que representam juízes federais e procuradores da República defenderam uma apuração “aprofundada” sobre a divulgação das conversas. A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) reiteraram confiança no trabalho de juízes federais e procuradores do MPF. (O Globo)

Jornalista do GLOBO teve conta hackeada – O jornalista do GLOBO Gabriel Mascarenhas, repórter da coluna de Lauro Jardim, teve sua conta no aplicativo de troca de mensagens Telegram invadida por um hacker no dia 11 de maio. O ataque foi relatado a autoridades na ocasião. Após a invasão, o hacker, se passando pelo jornalista, enviou mensagens intimidadoras ao procurador regional da República Danilo Pinheiro Dias. O criminoso dizia que precisava falar com Deltan Dallagnol, da Lava-Jato em Curitiba, pois tinha informações de que a operação estaria em risco. Afirmava que fora procurado por uma terceira pessoa, que teria invadido perfis de outros investigadores e lhe passado materiais sigilosos que comprometeriam a investigação. Mais adiante, na mesma troca de mensagens, o hacker mudou o discurso, após o procurador desconfiar da real autoria das mensagens. Fez ameaças objetivas ao procurador, sustentando que poderia acabar com a Lava-Jato. Pinheiro Dias entrou em contato com o jornalista, que esclareceu não ser o autor das mensagens. Na ocasião, antes da divulgação da invasão dos celulares de integrantes da lava-jato e, portanto, sem indícios de que poderia se tratar de um caso mais amplo, O GLOBO comunicou formalmente o ocorrido à Procuradoria-Geral da República (PGR). O jornal foi informado que o caso tinha sido levado à procuradora Raquel Branquinho, um dos nomes mais próximos da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ontem, em vídeo, Dallagnon citou que, desde abril, procuradores e jornalistas são alvos de hackers criminosos. (O Globo)

República dos toscos – O fim do exame toxicológico para caminhoneiros está entre os pontos desse projeto de Bolsonaro para o trânsito. Mas veja só. O “Blog do Caminheiro” fez uma enquete com 1.700 pessoas, sexta, e 70% delas, acredite, manifestaram-se a favor do exame. Só 30% se disseram contra. O argumento dos que aprovam é a “segurança nas estradas”. Desde que foi instituído o exame toxicológico a cada dois anos e meio para profissionais de veículos pesados para detecção de drogas, o número de acidentes envolvendo esses automóveis caiu 40% nas rodovias. É ou não é surreal? Certamente, milhões de horas foram gastas por cientistas e pesquisados do mundo para melhorar a segurança no carro e no trânsito. Segundo a OnCap, entidade privada de segurança viária da Austrália, o risco de morte em veículos mais modernos é quatro vezes menor do que naqueles fabricados até 1998. Agora, Bolsonaro, para atender ao seu exército de toscos, nega a ciência e pretende afrouxar as leis de trânsito. (Ancelmo Gois/O Globo)

No mais – Judiciário no Brasil ganhou grande protagonismo, em parte devido à Lava-Jato, que desbaratou provavelmente o maior esquema de roubalheira do país (quem tiver dúvida, é só folhear as 1.048 páginas da delação da Odebrecht). Por isso, são lamentáveis certos gestos, de um tempo para cá, de promiscuidade, viés político e estrelismo de alguns ministros do STF, juízes e procuradores. (Ancelmo Gois/O Globo)

Caixa venderá ações da Petrobras a investidores – Pressionada a devolver aportes do Tesouro no valor de R$ 40 bilhões, a Caixa venderá suas ações da Petrobras, que representam fatia de 3,2% da estatal. Cerca de 24% das ações serão destinadas a pequenos investidores. A operação total deve mover R$ 7,2 bilhões, e a reserva dos papéis irá de 17 a 24 de junho. A Caixa Econômica Federal vai se desfazer de suas ações na Petrobras, uma operação estimada em R$ 7,2 bilhões (considerado o preço de fechamento dos papéis em 7 de junho, de R$ 29,85). Será a maior operação desde a oferta feita pela Telefônica Brasil em abril de 2015, que captou R$ 16,1 bilhões. Esse movimento reflete tanto a estratégia da Caixa de reduzir sua dependência de recursos do Tesouro Nacional como uma pressão, por parte do Ministério da Economia, para que os bancos públicos comecem a devolver os aportes recebidos — só no caso da Caixa, são R $40 bilhões. Par tedos recursos obtidos coma vendados papéis da Petrobras teria essa finalidade. O objetivo é pagar os aportes feito pelo Tesouro nos últimos anos, na forma de Instrumento Híbrido de Capital de Dívida (IHCD), tipo de empréstimo que não tem prazo para pagamento. Segundo fontes ligadas à instituição, o Banco Central já deu aval para que a Caixa antecipe uma primeira parcela de R$ 3 bilhões ainda esta semana. O plano é pagar o equivalente aR $20 bilhões ainda em 2019. (O Globo)

Governo recorre de decisão que anulou bloqueio de verba do MEC – A Advocacia Geral da União (AGU) protocolou, na manhã desta segunda-feira, uma ação no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1) que busca derrubara suspensão do contingenciamento realizado pelo Ministério da Educação( M EC) nas universidades federais. O fim do bloqueio foi determinado na última sexta-feira pela juíza Renata Almeida Isaac, da 7ª Vara Federal da Bahia, em resposta a uma ação apresentada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de Brasília (UnB). A AGU alerta no recurso que, coma decisão de suspender o bloqueio de verbas, o Ministério da Educação terá que repassar R$ 1,7 bilhão para as instituições de ensino — verba que deverá ser retirada de outras áreas fundamentais, como a educação básica, livros didáticos ou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). (O Globo)

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