Tudo de todos os jornais desta segunda-feira (14)  | Claudio Tognolli

Chico Bruno

Manchetes dos jornais

O Globo: Battisti é preso na Bolívia e deportado para a Itália

Após um mês foragido, Cesare Battisti foi capturado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e deportado para a Itália. Condenado por quatro assassinatos na década de 1970, quando era militante de extrema-esquerda, Battisti ficou no Brasil por mais de uma década e recebeu refúgio no governo Lula. No final do ano passado, Michel Temer autorizou sua extradição, e ele fugiu. O italiano chegou a pedir asilo à Bolívia, alegando que o Brasil tornou-se um país de extrema- direita. O presidente Jair Bolsonaro comemorou a prisão, e a PF enviou um avião para trazer o foragido ao país e, depois, mandá-lo à Itália, mas Battisti acabou sendo mandado diretamente à Europa.

Estadão: Battisti vai da Bolívia para prisão perpétua na Itália

O italiano Cesare Battisti foi levado ontem da Bolívia para a Itália, onde deve cumprir prisão perpétua. Preso na tarde de sábado em Santa Cruz de La Sierra pela polícia boliviana e pela Interpol, ele estava foragido do Brasil desde 14 de dezembro. O governo Jair Bolsonaro chegou a informar que ele seria trazido ao País antes de seguir para Roma e deslocou uma aeronave da Polícia Federal para Corumbá, na fronteira, mas o governo italiano mandou um avião buscá-lo. Se passasse pelo Brasil, sua extradição só seria autorizada caso a Itália se comprometesse a não aplicar prisão perpétua nem pena de morte e limitasse a prisão a 30 anos. Durante a campanha, Bolsonaro prometeu extraditar Battisti, mas Michel Temer se antecipou e autorizou a extradição. Ontem, Bolsonaro foi às redes sociais comemorar. Depois, fez reunião de emergência com os ministros Sergio Moro, Ernesto Araújo e Augusto Heleno. O premiê italiano, Giuseppe Conte, disse ter telefonado ao presidente brasileiro para agradecer. Battisti deixou a Itália após ser condenado por quatro assassinatos nos anos 1970. Passou por França e México e foi preso em 2007 no Brasil. No último dia de governo, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe deu asilo político.

Folha: Battisti é preso na Bolívia e enviado direto para a Itália

Após quase um mês foragido, o terrorista italiano Cesare Battisti, 64, objeto de disputa por muitos anos entre Itália e Brasil, foi preso na Bolívia na noite deste sábado (12) e enviado ontem para seu país de origem. Deve desembarcar em Roma no início da tarde (horário local). O governo Bolsonaro chegou a acionar avião da Polícia Federal para trazer Battisti ao Brasil, mas uma negociação entre os governos de Itália e Bolívia tornou a medida desnecessária. Na Itália, Battisti foi condenado à prisão perpétua pela morte de quatro pessoas nos anos 1970. “Acabou a festa”, disse, em postagem nas redes sociais, o vice-premiê italiano, Matteo Salvini. Jair Bolsonaro também festejou a prisão e aproveitou para criticar os petistas — em 2010, após o STF autorizar a extradição do italiano, Lula o manteve no Brasil. Foragido desde 14 de dezembro, Battisti foi preso em Santa Cruz de la Sierra por agentes locais e da Interpol. Sua prisão foi determinada em dezembro pelo ministro Luiz Fux, e sua extradição, por Michel Temer. A defesa de Battisti afirma que a expulsão ou deportação deveria ser feita ao país de última procedência.

Correio: Battisti: da Bolívia à prisão perpétua

O italiano Cesare Battisti deve chegar hoje ao centro de detenção de Rebibbia, em Roma, onde cumprirá a pena estabelecida pela Justiça da Itália. Ele foi condenado em 1993 pelo assassinato de quatro pessoas na década de 1970. Desde que recebeu a sentença, o ex-guerrilheiro de extrema-esquerda tenta escapar da cadeia. Ele passou por três países antes de chegar ao Brasil, em 2004, e fugiu em 14 de dezembro do ano passado, quando teve extradição autorizada pelo então presidente Michel Temer. Battisti foi capturado no sábado pela Interpol e pela polícia boliviana em Santa Cruz de La Sierra. Expulso da Bolívia por ter entrado no país ilegalmente, foi levado ontem à noite diretamente para Roma.

Valor: BRF perde R$ 1,2 bi em sua experiência na Argentina 
Ao fechar a venda da Campo Austral por US$ 35 milhões, operação anunciada na última semana, a BRF põe fim à sua experiência de quase uma década na Argentina. O saldo da empreitada é bastante negativo para a exportadora brasileira de proteína animal – a perda no país vizinho chega a cerca de R$ 1,2 bilhão.

Notícias de primeira página 

Disfarce previsto pela PF – O visual de Battisti quando foi preso era bem parecido com um dos possíveis disfarces divulgados pela PF quando ele fugiu.

Amigos apelaram a Evo por refúgio – Antes de Cesare Battisti ser levado à Itália, amigos no Brasil fizeram uma última tentativa de evitar a extradição e pediram em carta ao vice-presidente da Bolívia, Álvaro Linera, que o governo Evo Morales desse refúgio político ao italiano.

No pedal, Mourão diz: “Missão cumprida” – O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, adotou o hábito de pedalar que marcou os últimos anos da ex-presidente Dilma Rousseff no poder. O jornal O Estado de S. Paulo flagrou, ontem, o general pedalando em Brasília, na rota entre o Palácio do Jaburu, onde mora com a mulher, Paula Mourão, e o Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente Jair Bolsonaro. Mourão saiu do Jaburu pela manhã com a mulher em bicicletas nacionais Caloi, do modelo Montana Hard Trail, que têm custo de cerca de R$ 600, cada, fabricadas em Manaus. O vice dispensou equipamentos e foi acompanhado de perto por seguranças militares. O vice-presidente comentou a prisão do italiano Cesare Battisti, que estava foragido do Brasil e foi detido na Bolívia pela Interpol: “Missão cumprida”.

PT e PCdoB não se manifestaram – Líderes do PT e PCdoB ainda não se manifestaram sobre a prisão do italiano Cesare Battisti em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, no fim da tarde deste sábado. O presidente Jair Bolsonaro e seus filhos comemoraram a prisão em suas redes sociais, assim como deputados do PSL.

‘Não demora e Evo irá abandonar Lula e PT tambem’ – O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, constatou o “pragmatismo”, do presidente da Bolívia, Evo Morales, não colocando qualquer obstáculo para que Cesare Battisti, preso no país, seja enviado para a Itália. Para o dirigente petebista, Morales, que sempre foi muito próximo do governo petista e de outros países de esquerda, deixará também de lado Lula e o PT. “Pelo visto, Evo Morales já lavou as mãos em relação à entrega de Battisti às autoridades do Brasil e da Itália. O índio é pragmático. Não demora e irá abandonar Lula e o PT também”, afirmou.

Prisão gerou repercussão internacional – A prisão do italiano Cesare Battisti na Bolívia, confirmada na madrugada deste domingo, dia 13, tem gerado grande repercussão na imprensa internacional. Ele estava foragido desde 14 de dezembro, quando o ex-presidente Michel Temer assinou um decreto determinando sua extradição.

Governo quer R$ 1 trilhão com reforma – O governo Bolsonaro pretende obter ganho fiscal de R$ 1 trilhão, em dez anos, com a reforma da Previdência. A estimativa é superior aos R$ 802,3 bilhões projetados pela proposta do governo anterior. Isso significa que o novo texto, que está sendo finalizado pela equipe econômica e será entregue ao presidente nesta semana, deve ter regras mais duras. O plano é impor, além de idade mínima, condições mais rígidas para aposentadoria do funcionalismo, inclusive, de professores e policiais. A recente redução do custo de captação do Tesouro Nacional tem sido vista como um sinal de confiança do mercado no novo governo.

Sinal verde para privatizações – Investidores estratégicos e financeiros, locais e estrangeiros, começaram o ano mobilizados em torno da agenda de privatizações de infraestrutura. Estão otimistas porque, dizem, o governo passado deixou uma lista de projetos prontos para execução e o novo governo têm prometido ampliar as privatizações de serviços de aeroportos, rodovias e ferrovias.

STF não deve barrar projetos de Bolsonaro – O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, disse a Carolina Brígido que iniciativas do governo Bolsonaro, como a liberação da posse de arma e o endurecimento da progressão das penas de presos, que não ferem cláusulas pétreas da Constituição, não serão barradas pela Corte.

Deputada é atacada com tiros de fuzil – Ex-chefe de Polícia, parlamentar já foi ameaçada – A polícia investiga um ataque a tiros de fuzil à deputada Martha Rocha, primeira e única mulher a ser chefe de Polícia no Rio. Bandidos perseguiram o carro blindado em que ela e a mãe, de 88 anos, seguiam para uma missa na Penha. Graças ao motorista, que mesmo baleado na perna continuou a dirigir, elas conseguiram escapar ilesas.

Europeus devem limitar compra de aço brasileiro – A Comissão Europeia vai votar nesta semana proposta que estabelece cotas para a importação de 26 produtos de aço – o Brasil terá restrições em sete deles. A medida é uma resposta à superoferta global, depois das barreiras impostas pelos EUA. Segundo os europeus, entre 2013 e 2018 o aço importado passou de uma fatia de 12% do mercado local para 18%. A Europa é destino de 25% das exportações nacionais da matéria-prima.

Bolsonaro estreará em Davos – Promessas de abrir o mercado e combater a corrupção atraem atenções. Mas presidente será cobrado por defesa da Amazônia e dos direitos humanos no Fórum Econômico.

Odebrecht usou PMs para levar R$ 120 mi – Uma tropa de policiais militares contratada pela empresa Transnacional e sua matriz Transexpert fez centenas de pagamentos ilícitos da Odebrecht para políticos e agentes públicos. Operado pelo doleiro Álvaro Novis, o sistema distribuiu ao menos R$ 37,9 milhões em São Paulo e R$ 81,8 milhões no Rio de 2011 a 2014. Os PMs recebiam R$ 180 por dia de “bico”.

Maioridade penal, para 84%, deve ser aos 16 anos – A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos é defendida por 84% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha — 14% são contrários à alteração. Os índices estão estáveis desde o levantamento anterior, de novembro de 2017, mas o debate tende a ganhar força na gestão Jair Bolsonaro (PSL). O presidente e Sergio Moro (Justiça) defendem a redução para 16 anos.

Criminosos atacam ponte e juizado com explosivos no CE – A onda de ataques, que já havia derrubado uma torre de energia no sábado, prosseguiu ontem. Em sessão extraordinária, deputados estaduais aprovaram série de projetos para conter a crise na segurança. Um deles prevê a retirada das tomadas das celas de presídios.

Prisão e tensão na Venezuela – O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, foi preso por agentes do serviço de inteligência quando ia para um comício, mas libertado uma hora depois,em caso definido por seus aliados como “sequestro”. O governo Maduro tentou minimizar o episódio, que chamou de “show midiático”.

Contrato suspenso não seguiu rito legal – Suspenso pelo governo Jair Bolsonaro (PSL), um contrato de R$ 44,9 milhões entre a Funai (Fundação Nacional do Índio) e a Universidade Federal Fluminense (UFF) deixou de cumprir requisitos legais e foi contestado dentro do órgão indigenista, mostram documentos obtidos pela Folha. A vultosa quantia do acordo e os documentos que instruem o processo foram as razões alegadas pela ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, cuja pasta passou a abrigar a autarquia, para o pedido de suspensão, em 2 de janeiro. Dias depois, o próprio presidente afirmou que o contrato era um exemplo da caixa-preta dos órgãos federais.

Bolsonaro fala mal do PT para não falar do Queiroz – A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, rebateu a crítica de Jair Bolsonaro, que, ao comentar a prisão de Cesare Battisti, classificou o partido como corrupto. “Ao invés do Bolsonaro falar tanto do PT deveria se empenhar em acertar seu governo que comete erros em série. Mas entendo, falar mal do PT é pra não falar do Queiroz, do caixa dois do Onix, das nomeações de parentes e amigos”, disse Gleisi Hoffmann.

Governo diz à ONU que Lula quer ‘enganá-la’ – O governo brasileiro fez uma defesa enfática da atuação de Sergio Moro e da Lava Jato em documento enviado à ONU contra ação movida pelo ex-presidente Lula no organismo internacional. A peça apresentada ao Comitê de Direitos Humanos afirma que o petista pretende “confundir e enganar” o colegiado ao apontar direcionamento da Justiça e diz que a alegação de perseguição política “é uma afronta às instituições”. O texto sustenta que a acusação de parcialidade de Moro é infundada. As alegações do Brasil foram enviadas à ONU em novembro de 2018. Lula recorreu à entidade dizendo ser vítima de um processo parcial e injusto. O ex-presidente diz que seus direitos constitucionais, como liberdade de expressão e de exercício político, estão sendo infringidos. O governo brasileiro refuta. Afirma que o petista “falta com a seriedade” ao alegar perseguição e lembra que a Lava Jato atingiu “pessoas de diferentes espectros partidários”, citando Aécio Neves (PSDB) e Sérgio Cabral (MDB) como exemplos. O caso deve ser julgado em março.

Nas ruas – A Frente Brasil Popular vai se reunir no dia 29 para planejar atos contra o governo Bolsonaro. A primeira grande mobilização está programada para 8 de março, dia Internacional da Mulher. Há, porém, a expectativa de que talvez seja preciso ir para as ruas antes, principalmente se o presidente cumprir a promessa de apresentar o texto da reforma da Previdência até fevereiro.

Congresso cobra opção ao fim do toma lá, da cá – Políticos que conversaram com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a reforma da Previdência narraram à Coluna tê-lo avisado de que o governo só terá sucesso nessa empreitada se encontrar um caminho para dialogar com o Congresso. Uma vez que a promessa de Bolsonaro é abandonar o toma lá, dá cá, que consiste na troca de voto por cargos e liberação de emendas, qual será o modelo de negociação do governo com congressistas? Um senador que esteve com Guedes resume: Até se descobrir o novo caminho, todo mundo ficará de braços cruzados. Um dos caminhos do governo para não ficar refém do Congresso é buscar apoio popular. A ideia é aproveitar a notoriedade do presidente nas redes sociais para convencer os eleitores a cobrarem dos congressistas a votação de propostas. Antes mesmo de enviar o texto ao Congresso, o governo fará campanha publicitária pedindo apoio à reforma da Previdência. Esta semana, a Secom inicia uma força-tarefa nas redes para proteger o presidente Jair Bolsonaro de ataques ao assinar o decreto que flexibiliza a posse de armas no País.

– Já são nove os Estados que incorporaram o reajuste dos vencimentos pagos aos ministros do Supremo Tribunal Federal, aprovado pelo Congresso no fim do ano passado. Na sexta, desembargadores de São Paulo e Pernambuco passaram a adotar o aumento, segundo informa reportagem do Estadão. Com isso, passam a ter subsídios fixados em R$ 35.462,22 – correspondente a 90,25% do salário dos ministros do STF, teto do funcionalismo público. Nessa conta não estão incluídos o que recebem como auxílios ou gratificações. Agora, um terço dos Estados já foi atingido pelo efeito cascata do aumento dos ministros do STF: São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e Sergipe.

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