Tudo de todos os jornais desta segunda-feira (11)  – Claudio Tognolli

Chico Bruno

Manchete O Globo: Negligência e impunidade marcam tragédias no país 

Do desastre da TAM, em 2007, à queda de um prédio no Centro de São Paulo, no ano passado, o Brasil registra tragédias marcadas pela omissão. Em dez grandes casos deste período, segundo levantamento feito pelo GLOBO, revela- se a repetição de erros: alertas, leis e regras ignorados, fiscalização falha e investimentos insuficientes em prevenção. Morreram nesses acidentes 1.774 pessoas, em seis estados. E, em 12 anos, a Justiça não condenou um único envolvido nas ocorrências. Enchentes e deslizamentos mataram, segundo o SUS, 2.572 pessoas em 20 anos, mesmo com mapeamento de áreas de risco em diversos estados.

Primeira página O Globo

Vistorias dos Bombeiros no Ninho não incluíram contêiner – Originalmente usado como área de descanso e sala de musculação, o contêiner que servia de alojamento aos jogadores da base do Flamengo não foi incluído nas três vistorias feitas pelos Bombeiros no CT do clube em 2018, por não constar do projeto inicial. A perícia preliminar constatou que um curto-circuito no ar-condicionado do quarto 6 provocou o incêndio, que poderia ter sido evitado se houvesse um disjuntor instalado, segundo especialistas. Três vítimas foram enterradas ontem.

Petrobras ainda perde R$ 9 bi com gasolina – A venda de combustível abaixo do preço de mercado, entre 2011 e 2014, ainda rende à Petrobras prejuízo de R$ 9 bilhões.

Manchete Estadão: Ministra da Agricultura ataca ‘desmame radical’ de subsídio

Em mais uma disputa interna no governo, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, criticou os planos da área econômica de cortar as linhas de crédito com taxas subsidiadas para o agronegócio. Segundo ela, um “desmame” radical pode desarrumar o setor, que responde por 20% do PIB do País. “Vamos quebrar a Agricultura? É esse o propósito? Tenho certeza de que não é”, afirmou a ministra, em entrevista ao Estadão/Broadcast. Tereza Cristina, que liderou a bancada ruralista no Congresso, não se mostra preocupada com um maior alinhamento do Brasil com os Estados Unidos. Mas, em sua visão, os americanos são concorrentes do País e o mercado chinês não pode ser menosprezado. “Nada contra se alinhar com os EUA, muito pelo contrário”, disse. “Agora, não podemos esquecer de que somos competidores, porque eles são os maiores exportadores de commodities do mundo.”

Primeira página Estadão

‘Senado nunca foi tão propício para reformas’ – O senador tucano Tasso Jereissati (CE) defende que PSDB fique “afastado” de visões de extrema-direita do Planalto e diz que única afinidade de seu partido com bolsonaristas é na política econômica, em prol da reforma da Previdência. “O governo sozinho não tem maioria no Senado. Agora nunca houve momento tão propício para fazer reformas. Não podemos desperdiçar a oportunidade.”

MG tem 400 minas desativadas ou abandonadas – Barragem de maior risco em Minas Gerais é a da Mina Engenho, da Mundo Mineração, companhia que deixou de operar em Rio Acima há mais de seis anos. Para especialistas, minas abandonadas são “bombas-relógio”.

Manchete Folha: CT do Flamengo recebeu R$ 10 mi de renúncia fiscal

Local de um incêndio que deixou dez atletas adolescentes mortos e três feridos na sexta-feira (8), o centro de treinamento Ninho do Urubu, do Flamengo, recebeu R$ 10,4 milhões, em valores corrigidos pela inflação, por meio de um programa de renúncia fiscal do estado do Rio de Janeiro. Em 2013, o clube obteve do governo estadual autorização para captar R$ 12,6 milhões, conseguindo R$ 7 milhões até o ano seguinte. Os contribuintes foram à cervejaria Ambev e a empresa de materiais de construção Lafarge. O dinheiro permitiu levar adiante o projeto do CT, ainda não concluído. Nos programas de renúncia fiscal, as empresas são autorizadas a descontar dos impostos que devem o dinheiro destinado a programas previamente aprovados. Já o clube deve prestar contas do uso da verba. A diretoria do Flamengo prevê que o Ninho do Urubu vá estar pronto até dezembro. O Flamengo também recebeu aval da União, em 2006, para buscar R$ 3,1 milhões pela lei de incentivo ao esporte para o projeto Futebol Rubro-Negro, com objetivo de promover a formação de jogadores não profissionais. A única contribuição foi da Avon, empresa de cosméticos, de R$250 mil.

Primeira página Folha

Caso de laranja na eleição constrange sigla de Bolsonaro – A revelação de que uma candidata inexpressiva recebeu a terceira maior verba de campanha do PSL causou constrangimento e discussões no partido e no governo Jair Bolsonaro. Um filho do presidente chamou o caso de “mais uma facada”.

Esquerda precisa defender eleições livres na Venezuela – O chavismo já deixou de produzir benefícios para a Venezuela há muito tempo. A esquerda latino-americana apoiou Hugo Chávez muito além do que seria razoável, e a defesa de Nicolás Maduro é, francamente, grotesca.

Conservador, Vélez ainda não mostra diretriz para o MEC – Sem experiência política ou de gestão, o ministro Ricardo Vélez Rodríguez, da Educação, provocou controvérsias na montagem da equipe e em entrevistas. Até agora, ele ainda não apresentou diretrizes para a pasta.

Manchete Correio: Ano letivo começa com 4 escolas militarizadas

A volta às aulas hoje na rede pública de ensino do Distrito Federal terá como principal novidade quatro colégios sob gestão compartilhada entre a Secretaria de Educação e a Polícia Militar. O novo modelo começará com o Centro Educacional 7, em Ceilândia; o Centro Educacional 1, na Estrutural; o Centro Educacional 3, em Sobradinho; e o Centro Educacional 308, no Recanto das Emas. São 6,9 mil alunos no conjunto de 460 mil da rede pública. Os integrantes da PM serão responsáveis pelas decisões disciplinares e administrativas e ministrarão aulas relacionadas à cultura cívico-militar. Meninas terão de usar coque, e os meninos, cabelo curto. A iniciativa se propõe a restaurar o respeito e a disciplina, mas é polêmica e divide a comunidade escolar e parlamentares. O deputado distrital Leandro Grass (Rede) elaborou projeto para revogar a gestão compartilhada.

Primeira página Correio

Congresso tem nova configuração de poder – Partidos como PSL e DEM viraram protagonistas nesta legislatura. MDB, PSDB e até o PT terão que revisar atuação e posições.

Aprenda a escapar da malha fina – Especialistas recomendam exatidão nas informações do Imposto de Renda e fornecem dicas para evitar problemas com a Receita.

MP convoca o Flamengo – O Ministério Público se reunirá com dirigentes do clube e autoridades do Estado e da Prefeitura do Rio para buscar respostas imediatas sobre o incêndio que matou 10 jovens no CT Ninho do Urubu. O clube continua evitando a imprensa. Ontem, emitiu nota afirmando que a empresa responsável pelos contêineres garante que o material usado não era propagador de chamas. Médico afirma que a intoxicação parece ser semelhante a da Boate Kiss.

Cresce a estatística do ódio às mulheres – De 2017 para 2018, a média mensal de agressões dirigidas ao sexo feminino saltou 24%. Os casos de tentativa de feminicídio alcançaram mais de sete mil registros e dobraram.

Ex-policial aguarda tratamento – Amarrado numa cama do Hran, o homem que invadiu uma escola na Asa Norte sofre de transtornos mentais, segundo avaliação médica. A família tentou na Justiça a internação compulsória, mas teve o pedido negado. Expulso da Polícia Civil em 2001, ele foi condenado pela Justiça e responde a vários processos.

Manifestação – Mais de 200 mil pessoas foram às ruas em Madri protestar contra o governo e tentativa de separação da Catalunha.

Manchete Valor: Oposição da Venezuela já prepara plano econômico

A equipe de Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, se prepara para liderar transição política diante da possível queda do governo Maduro. No início, teria dois desafios emergenciais: prover alimentos e remédios aos venezuelanos e estancar a hiperinflação de sete dígitos – 2.500.000% em 2018, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), que projeta variação de 10.000.000% para este ano.

Primeira página Valor:

CNI e CNA fazem proposta contra protecionismo – O setor privado apresentou ao governo propostas para derrubar barreiras às exportações brasileiras. As sugestões serão levadas para a revisão do Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Por que a Fiat consegue ter lucro na AL – Em conversas informais, executivos da indústria automobilística dizem que a Fiat Chrysler produz a custos mais baixos porque tem incentivos em Pernambuco.

Bradesco cria novo sistema de bônus para executivos – O Bradesco acaba de aprovar a criação de um plano de remuneração variável baseado no desempenho individual, uma mudança histórica no modelo da instituição. No sistema atual, os empregados recebem participação no lucro, dividida igualmente entre todos.

Bolsonaro quer regras distintas na Previdência – O presidente Jair Bolsonaro quer que a reforma da Previdência considere as diferenças regionais existentes no país. As regras de aposentadoria devem levar em conta as disparidades reveladas pela expectativa de vida.

O Reino Unido perdido em seu ‘nevoeiro’ – O Reino Unido está em contagem regressiva para o Brexit. Faltam 47 dias para o país sair da União Europeia (UE), uma mudança decidida pelos próprios britânicos em referendo popular. A maneira como a saída vai se dar, se haverá acordo com a UE como querem governo e mercado, reforça a incerteza.

Mercado de joias pena para recuperar o brilho – O setor joalheiro no país sofre para retomar o bom desempenho de cinco atrás, quando a produção e as vendas no varejo estavam em alta. A economia, que continua crescendo devagar, ajuda a explicar as razões de o consumidor se manter arredio.

Demais notícias 

Saiba quem é o advogado amigo de Bolsonaro que opera o caso Queiroz – Há um personagem ainda não revelado publicamente, mas operando nas sombras do caso Flávio Bolsonaro/Fabrício Queiroz. Trata-se do advogado paulista Frederick Wassef, que circula entre São Paulo e Brasília, onde tem residências. Fred, como é chamado, tem boas relações com Jair Bolsonaro há pelo menos dois anos. Em dezembro, propôs ao capitão uma estratégia para a operação salvamento de Flávio e Queiroz — tanto jurídica como de imagem e tudo o mais que for preciso. Bolsonaro deu o ok. Coube a Fred, por exemplo, escolher os advogados de defesa. Também está sob sua alçada dar a palavra final nos passos jurídicos trilhados. Tudo passa por Fred, que é sócio de um escritório de advocacia e de uma empresa de “consultoria, negócios e participações”, ambos sediados em São Paulo. Paulo Klein, advogado de Queiroz, enviou a seguinte nota “A defesa de Fabrício Queiroz repudia qualquer suposição que sua defesa estaria sendo coordenada por pessoa diretamente ligada ao Senador Flávio Bolsonaro. Ao que parece, é mais um tentativa espúria de criar escândalos inexistentes. Dessa vez, inclusive, sem qualquer fundamento e pudor, tenta-se atacar seus advogados legitimamente constituidos que sempre pautaram sua atuação pela ética e na luta intransigente de seus direitos legais e constitucionais”. A coluna mantém as informações publicadas. (Lauro Jardim/O Globo)

Declaração de Bivar repercute mal entre mulheres do PSL – A declaração à Folha de S. Paulo de Luciano Bivar, presidente do PSL, de que “política não é muito da mulher” repercutiu mal entre algumas deputadas do partido. Bivar é contra a cota que defende que 30% das candidaturas sejam femininas. No grupo de Whatsapp “Bancada Feminina”, que reúne todas as deputadas em exercício de mandato, Major Fabiana, do PSL do Rio de Janeiro, disse:

— A matéria não critica a cota, critica a capacidade intelectual, disposição ou posicionamento. E sendo assim, afirmo que as mulheres desse seleto grupo estão tão preparadas ou mais preparadas do que muitos homens para desempenhar sim qualquer cargo ou função política. Não visto essa carapuça, mas isso é uma prática que se desconstrói. Fui eleita para exercer papel de destaque no governo do meu presidente Bolsonaro, e assim o será. Admiro as mulheres que conheci nesse meio, desde a ministra Damares até a mais tímida parlamentar. Todas me inspiram. Pra que uma declaração dessas? O que isso acrescenta? No final, tentou aliviar a barra de Bivar. Mas confirmou o conteúdo machista da fala: — Tenho certeza que a matéria em si não reflete, por parte do presidente, qualquer posição preconceituosa ou que desmereça a capacidade da mulher no cenário político. Negar o machismo é negar o sol, mas como sou resultado de um concurso de vagas iguais para homens e mulheres da PM, em 1997, e pertenço a turma de combatentes em que mais se formaram mulheres, sei que não será justamente aqui que sentirei pela primeira vez essa prática que ignoro. (Lauro Jardim/ O Globo)

Bolsonaro segue tratamento contra pneumonia – O presidente Jair Bolsonaro está sem febre e apresenta boa evolução clínica, informou boletim médico divulgado pelo Hospital Israelita Albert Einstein na tarde deste domingo. O quadro de pneumonia, diagnosticado na última quinta-feira, melhorou significativamente, mas continua sendo tratado com os mesmos antibióticos. O boletim ainda informou que “iniciou-se hoje a redução gradativa da nutrição parenteral”, ou seja, feita por outras vias que não a gastrointestinal, como as veias. A dieta cremosa, que Bolsonaro passou a seguir no sábado, segue mantida e “associada ao suplemento nutricional especializado por via oral”. (O Globo)

Assessora que movimentou milhões é exonerada por petista – No topo da lista de funcionários da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) com movimentações financeiras consideradas “atípicas” pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) , Elisângela Barbiere foi exonerada do gabinete do deputado estadual André Ceciliano (PT) . O petista, eleito no dia 2 para permanecer na presidência da Alerj, decidiu na última sexta-feira dispensar Elisângela e nomear outra pessoa para a vaga de “assessora parlamentar 5” deixada pela ex-funcionária. Com salário mensal de R$ 5 mil no Legislativo fluminense, Elisângela ganhou notoriedade após o Coaf revelar que ela movimentou R$ 26,5 milhões entre janeiro de 2011 e maio de 2017. Procurado, André Ceciliano negou que tenha dispensado a agora ex-assessora por conta da divulgação do caso. Por meio de sua assessoria de imprensa, o deputado afirmou que a troca de Elisângela por outra funcionária fez parte de “uma renovação natural” em seu gabinete. Ele justificou a mudança como “parte das medidas de austeridade” adotadas este ano.

Cientista da USP pede ‘uma Lei Rouanet para a ciência’ – Cientista experiente e respeitada, Lygia Pereira da Veiga dá resposta precisa sobre tratamentos espirituais como os que eram feitos por João de Deus, hoje preso e desacreditado. Sabe explicar este tipo de coisa? “Eu precisaria fazer um estudo científico, pegar várias pessoas, ver quem foi até ele e fez o tratamento, comparar com quem não fez, saber se o primeiro grupo estatisticamente teve uma melhora… Eu demonstraria, pelo método cientifico, se o que ele faz tem algum valor”. Fazendo Engenharia na PUC do Rio, que um professor lhe sugeriu: “Fica de olho na engenharia genética…”. Ela fez mais que ficar de olho. Encantou-se com “esse universo superinteressante” de genes e embriões e tornou-se uma das maiores autoridades no assunto. Já na USP – onde chegou atraída por convite da Fapesp, nos anos 90 – foi responsável pelo estabelecimento de uma primeira linhagem brasileira de células-tronco embrionárias de multiplicação in vitro. Nesta entrevista ela põe o dedo nas falhas da ciência no Brasil: “Aqui a ciência não é prioridade, não é vista como o motor da economia”. E sugere, curta e direta: “Seria legal se gente tivesse uma Lei Rouanet para a ciência”. (Direto da Fonte/Estadão)

Ações miram contas de Davi Alcolumbre – Alvo de três ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo supostas fraudes na campanha de 2014, o novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), usou empresas da família e do contador e presidente do comitê financeiro do partido para justificar gastos de R$ 763 mil que estão sob suspeita. Em novembro passado, a ministra Rosa Weber, do STF, negou pedido de arquivamento da investigação feito pelo senador e autorizou a quebra de sigilo bancário do contador da campanha de Davi, Rynaldo Gomes, e de sua empresa, a R.A.M. Gomes. Gomes recebeu R$ 478 mil da candidatura do senador e do comitê do DEM – as contabilidades de ambos são controladas por ele. Os inquéritos estão em segredo de Justiça. Uma quebra de sigilo parcial feita ainda durante investigação no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) constatou que R$ 34 mil referentes a serviços prestados pela L.L.S. foram transferidos para a conta bancária de Gomes. A apuração teve origem em três ações eleitorais movidas pelo ex-senador Gilvam Borges (MDB-AP) – aliado de José Sarney, derrotado por Davi –, pela coligação e partido dele. O TRE-AP indeferiu o pedido de cassação de mandato em 2016 entendendo que a participação ou ciência de Davi sobre a fraude não foi comprovada e determinou que o crime de falsidade ideológica fosse apurado em uma ação penal, aberta naquele ano. (Estadão)

Planalto recorrerá à Itália para evitar ataques de bispos – Como parte de uma estratégia para combater a ação do que chama de “clero progressista”, o Palácio do Planalto recorrerá à relação diplomática com a Itália, que vive um bom momento desde o esforço do presidente Jair Bolsonaro para garantir a prisão de Cesare Battisti. A equipe de auxiliares de Bolsonaro tentará convencer o governo italiano a interceder junto à Santa Sé para evitar ataques diretos à política ambiental e social do governo brasileiro durante o Sínodo sobre Amazônia, que será promovido pelo papa Francisco, em Roma, em outubro. O Estado revelou ontem que o Planalto quer conter o que considera um avanço da Igreja Católica na liderança da oposição ao governo, como efeito da perda de protagonismo dos partidos de esquerda. Em nota divulgada na noite deste domingo, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) confirmou que existe “preocupação funcional com alguns pontos da pauta” do evento e que parte dos temas “tratam de aspectos que afetam, de certa forma, a soberania nacional”. (Estadão)

Monitorar bispos expõe Brasil à ‘ridículo internacional’ – Liderança do PT com maior ligação com a Igreja Católica, o ex-ministro Gilberto Carvalho disse que a decisão do governo Jair Bolsonaro de monitorar os bispos que vão participar do Sínodo da Amazônia, em outubro, em Roma, expõe o Brasil ao “ridículo internacional”. Segundo ele, é errado supor que a Igreja é um “braço do PT”, como pretendem setores do governo. Para Carvalho, ao mirar nos bispos, o governo, que tem forte influência evangélica, estimula a divisão religiosa no Brasil e tenta encobrir os problemas ocorridos no início da administração Bolsonaro. “Como brasileiro, fico envergonhado”, disse Carvalho. “O Sínodo é uma iniciativa da Santa Sé que articula bispos de toda a Amazônia que vai muito além do Brasil. Tem o Peru, Colômbia, Venezuela, Equador”, concluiu o ex-ministro. (Estadão)

‘Se tiver de tirar gema estragada, faremos sem quebrar o ovo’ – Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para comandar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o general do Exército Jesus Corrêa disse ao Estado que vai adotar no órgão responsável por executar a reforma agrária e o ordenamento fundiário nacional o modelo de retirar a “gema ruim” sem quebrar o “ovo”. “Se a gente tiver de tirar dali uma gema que está estragada, se for de forma precipitada, vai quebrar o ovo”, afirmou. De forma cautelosa, o novo presidente do Incra afirmou que todos os processos serão analisados, incluindo distribuição de títulos, para que o governo tome medidas corretivas, mas “sem atropelo ou estresse institucional”. De acordo com o general, a negociação no Incra agora será direta, sem intermediários. (Estadão)

PT cria cargo para manter Haddad em evidência – O PT criou um cargo para manter o candidato derrotado do partido à Presidência, Fernando Haddad, em evidência. O ex-prefeito de São Paulo será o coordenador dos Núcleos de Acompanhamento de Políticas Públicas (NAPPs), criados pelo partido para monitorar as ações do governo Jair Bolsonaro e, ao mesmo tempo, elaborar propostas para oferecer à oposição ao longo dos próximos quatro anos em várias áreas como economia, políticas sociais, saúde, educação e segurança. O PT completa 39 anos de fundação hoje com a crescente percepção de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu líder máximo, está definitivamente fora das disputas eleitorais depois da segunda condenação por corrupção na Lava Jato, e da necessidade de criar uma alternativa a ele nas urnas. (Estadão)

MDB, PSDB e PT perdem protagonismo – Após três décadas ditando os rumos da política no País, MDB, PT e PSDB viram-se apeados não apenas da presidência das duas Casas legislativas, mas também dos cargos da Mesa Diretora da Câmara. É a primeira vez desde a redemocratização que as três siglas, que concentram o maior número de filiados, ficam de fora dos postos de comando da Casa. As legendas tiveram de se contentar com vagas de suplência para que não ficassem totalmente alijadas do arranjo capitaneado por Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em outro lance, o PT ainda corre o risco de perder a liderança da minoria na Casa, por força de pressão de bloco encabeçado por PDT e PCdoB. No Senado, o desenho final costurado por Davi Alcolumbre (DEM-AP) ajudou a atenuar a perda de espaço do PSDB, que conquistou a 1.ª vice-presidência. O MDB, que mirava a presidência com Renan Calheiros, acabou ficando com uma das secretarias. Já o PT perdeu a 1.ª secretaria e passou a ter a 3.ª suplência da Mesa. (Estadão)

Senador que propôs CPI de Brumadinho recebeu doação de executivo de mineradoras – Autor do requerimento que pede a instalação de uma CPI para investigar as causas e as circunstâncias da tragédia de Brumadinho (Minas Gerais), o senador Carlos Viana (PSD-MG) teve um representante do setor de mineração como seu principal doador em 2018, descontadas as contribuições de seu partido. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Fernando Franceschini doou R$ 100 mil para a campanha do parlamentar. Essa foi a única contribuição do executivo para políticos no ano passado. Franceschini é diretor do Grupo Biogold. Viana afirmou, em nota, que não conhece o empresário e que a doação foi viabilizada pelo seu então partido, o PHS, que teria indicado Franceschini como sendo um advogado e professor universitário interessado em ajudar. O diretor da Biogold disse, também por meio de nota, que fez a doação por acreditar que Viana representaria uma “renovação”. Afirmou ainda que o rompimento da barragem é uma “tragédia” e que não é o momento de “politizar” o acidente de Brumadinho. Viana participou, como jornalista, de eventos do setor de mineração. Em 2012, mediou o 7.º Congresso Brasileiro de Mina a Céu Aberto. “Soa-me estranha qualquer tentativa de fazer ilações a respeito da minha atuação no exercício da profissão”, afirmou o senador. (Coluna do Estadão)

Tem mais – Não é só o senador do PSD que tem relações com o setor. O presidente da Green Metals, mineradora que pertence ao grupo Biogold, Bruno Luciano Henriques, repassou R$ 50 mil para o diretório estadual do DEM, e R$ 5 mil para o senador e ex-governador Anastasia (PSDB). (Coluna do Estadão)

Bolsonaro cobra PF e pede uma solução sobre ataque a faca – Da cama do hospital, onde se recupera há duas semanas de uma cirurgia, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) cobrou neste domingo (10) a Polícia Federal e pediu uma solução para a investigação sobre a tentativa de assassinato a faca sofreu na campanha eleitoral, em Juiz de Fora (MG). “Espero [que] a nossa querida Polícia Federal, a polícia que nos orgulha a todos, tenha uma solução para o nosso caso nas próximas semanas”, disse. No vídeo, o presidente diz que o caso “não pode ficar impune”. Ainda no vídeo deste domingo, Bolsonaro comentou sobre a sua internação. “Sabemos que pouca gente tem um tratamento como esse, mas também temos plena consciência que nosso SUS pode melhorar, e muito. Tudo faremos para que isso se torne uma realidade”, declarou. (Folha)

‘Política não é muito da mulher’ – Presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, 74, afirmou à Folha que, em sua visão, mulher não tem vocação para política. Fundador e principal cacique da legenda, ele se disse contra a regra de cota que está em vigor atualmente e que determina que 30% dos candidatos devem ser do sexo feminino. “[A política] não é muito da mulher. Eu não sou psicólogo, não. Mas eu sei isso”, disse. Bivar afirmou não ter sido consultado sobre o repasse de R$ 400 mil de dinheiro público a uma candidatura de fachada de seu estado, Pernambuco, onde foi reeleito deputado federal em 2018. Ele negou que Maria de Lourdes Paixão, que é secretária no partido e obteve apenas 274 votos apesar de ter recebido a terceira maior fatia nacional da verba do PSL, seja laranja e defendeu a utilização do dinheiro, o que, segundo ele, foi feito dentro de legalidade. (Folha)

80% dos juízes apoiam prisão em segunda instância – A prisão após condenação em segunda instância tem o apoio de 80% dos juízes do país. O tema –que será discutido pelo STF em abril e está no pacote anticrime de Sergio Moro (Justiça)— foi alvo de pesquisa realizada pela Associação dos Magistrados Brasileiros. A entidade ouviu 4.000 membros da classe, entre os quais ministros de tribunais superiores e do próprio Supremo. O “plea bargain”, sistema que também é defendido por Moro, é aceito por 92,2% dos magistrados de segundo grau. Na primeira instância, a adesão ao “plea bargain” –sistema que prevê redução da pena em caso de confissão de culpa– chega a 89%. Os magistrados de primeiro e de segundo grau que apoiam a iniciativa condicionam sua vigência à participação do Judiciário nas negociações. O raio-x da classe está no estudo “Quem somos. A magistratura que queremos”, coordenado pelo ministro do STJ Luis Felipe Salomão e pela vice-presidente institucional da AMB, Renata Gil. A pesquisa completa será divulgada nesta segunda (11). (Painel da Folha)

Abre a gaveta – O DEM está levantando propostas do pacote anticrime de Sergio Moro (Justiça) que já tramitam na Câmara. O partido resgatou, por exemplo, uma PEC que estabelece a prisão em segunda instância, apresentada pelo agora ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) no ano passado. Para a sigla, o tema deve ser debatido como emenda à Constituição, e não projeto de lei. O líder Elmar Nascimento (DEM-BA) vai levar o material a Moro e sugerir que o ministro abrace os projetos que existem na Casa. (Painel da Folha)

Pé na estrada – O PT vai retomar caravanas pelo país para tentar dar força à oposição ao governo Jair Bolsonaro e ampliar a campanha pela liberdade do ex-presidente Lula. O debate da reforma da Previdência é prioridade. As viagens serão conduzidas por Fernando Haddad, que desembarca no Ceará no fim de semana. Dirigentes petistas dizem que o partido precisa voltar a mobilizar o país. Para isso, é necessário retomar as conversas não só com sua base, mas também com os 47 milhões de eleitores que votaram em Haddad no segundo turno da disputa presidencial. O formato das caravanas de Haddad será diferente do das conduzidas por Lula em 2017. A ideia é que, além de comandar atos públicos, o ex-prefeito de São Paulo participe de eventos fechados e dê entrevistas para a imprensa local. (Painel da Folha)

Bolsonaro vai ampliar validade da CNH – O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou em uma rede social neste sábado (9) que o Ministério de Infraestrutura anunciará a ampliação da validade da CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Segundo o presidente, o ministro Tarcísio Freitas também deverá declarar o fim da obrigatoriedade de aulas com simuladores e haverá revisão nas questões de emplacamento e de medidas que afetam caminhoneiros. As decisões prometem uma “desburocratização e economia” para o trânsito. Em dezembro de 2018, dias antes de tomar posse, Bolsonaro afirmou que pretendia estender a validade da CNH de cinco para dez anos durante seu governo. (Folha)

Ministra modificará composição da Comissão da Anistia – A ministra Damares Alves, dos Direitos Humanos, decidiu modificar a composição da Comissão de Anistia, que autoriza o pagamento de indenizações a pessoas que foram vítimas de “atos de exceção, arbítrio e violações de direitos humanos” entre 1946 e 1988. Damares já havia anunciado que tornará públicos os valores destinados a cada um dos que já receberam ou ainda recebem as indenizações. Ela também pretende incorporar um contador no colegiado. E a ministra está agendando reunião com o Facebook para que a rede social se incorpore a uma campanha contra o suicídio e a automutilação. (Mônica Bergamo/Folha)

Orelhão – O deputado federal Helio Lopes, que adotou o nome de Helio Bolsonaro (PSL-RJ), quer criar um disque corrupção. “Seria uma linha direta onde a população poderá ligar e denunciar de forma anônima todo e qualquer tipo de corrupção”, diz ele. Esse foi seu primeiro projeto de lei. Lopes sugere que seja adotado o número 171. (Mônica Bergamo/Folha)

“Vitimização” – Pela esquerda, PDT e PSB tendem a liderar as discussões no Congresso, conseguindo eventualmente negociar mudanças em projetos do governo. Para o PT, será complicado exercer qualquer protagonismo. “A situação do partido é muito difícil. Insistem no discurso da vitimização de Lula, o que é um erro diante da derrota eleitoral que sofreram”, critica o cientista político Paulo Baía, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na Câmara, o bloco que o partido lidera deve ser o 11º na ordem de escolha das 25 comissões, o que significa que provavelmente não sobrará algo de grande relevância. No Senado, o líder, Humberto Costa (PE), espera que o partido fique com a Comissão de Direitos Humanos, ainda que, pela proporcionalidade, diz, lhe coubesse a de Relações Exteriores, mais significativa. Mas sequer isso é garantido. (Correio)

Sete commodities concentram 50% das exportações – Em 2018, as vendas de soja, óleos brutos de petróleo, minério de ferro, carnes, celulose, açúcar e café renderam US$ 120,3 bilhões ao país, o equivalente a 50,2% do total exportado. (Valor)

Só Bolsonaro poderá conter “curto-circuito” –
Volta de Bolsonaro ao Planalto é o desejo dos investidores que observam com surpreendente tolerância as trapalhadas na comunicação do governo e a estreia de Rodrigo Maia como articulador político da reforma da Previdência junto a governadores. (Valor)

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