Tudo de todos os jornais de terça-feira (13)  | Claudio Tognolli

Chico Bruno

O GLOBO – primeira página

Manchete: Mercado adia expectativa de retomada da economia

Com a queda de 0,13%, de abril a junho, no índice do BC que é prévia do PIB, analistas temem que o país tenha segundo trimestre seguido de retração na economia. Medidas para impulsionar o crescimento teriam efeito mais adiante, mas cenário externo preocupa. O ministro Paulo Guedes pediu “um pouco de paciência”.

Câmara deve votar hoje MP que reduz burocracia – Bandeira do governo Bolsonaro, medida provisória da Liberdade Econômica desburocratiza o ambiente de negócios.

Bolsa argentina despenca após prévias eleitorais – Após oposição kirchnerista vencer primárias presidenciais, a Bolsa argentina caiu 37%. No Brasil, o dólar chegou a passar de R$ 4. O governo Macri, que herdou país com desajuste fiscal e não evitou a recessão, enfrenta insatisfação da classe média. Bolsonaro disse que pode haver fuga de argentinos para o Sul se “esquerdalha” vencer.

Dodge decide prorrogar por um ano a Lava-Jato – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, editou portaria que estende por um ano a Lava-Jato. É a quinta prorrogação da operação. A pouco mais de um mês do fim do mandato, Dodge tem pouca chance de ser reconduzida ao cargo. Candidatos mais conservadores despontam como favoritos de Bolsonaro.

Maia rejeita criar imposto semelhante à CPMF – O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, reiterou que a Casa não aceitará retomar “em hipótese alguma” o imposto sobre operações financeiras.

Bolsonaro anuncia fim de radar móvel em estradas – Apesar da crítica de especialistas, Bolsonaro suspenderá o uso de pardais móveis em vias federais a partir da próxima semana para acabar com “indústria das multas”.

Justiça reintegra peritos à comissão que combate a tortura.

Miriam Leitão – Caso argentino é diferente de tudo.

Merval Pereira – Não há coerência na luta ideológica. 

José Casado – Presidente concentra poder.

Notícias de O GLOBO 

STF vai julgar ação do PSL contra prisões temporárias – O Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para julgar, na quinta-feira, a legalidade de um instrumento bastante usado pela Lava-Jato: as prisões temporárias. Será discutida uma ação proposta pelo PSL, o partido do presidente Jair Bolsonaro, contra esse tipo de prisão. As prisões temporárias ocorrem para evitar que os investigados atrapalhem o andamento das investigações e podem durar, no máximo, dez dias. Não há previsão do resultado do julgamento, mas um ministro ouvido pelo GLOBO em caráter reservado aposta que o placar não será unânime nem para um lado, nem para o outro. — Os investigadores de Curitiba podem muito, mas não podem tudo — afirmou. O ministro Marco Aurélio Mello, classificado no STF como garantista, acredita que as prisões temporárias são mais usadas no Brasil do que deveriam. Para ele, esse instrumento ficou ainda mais popular depois da Lava-Jato. — Não há dúvida de que, no afã de se corrigir o rumo, se acaba extravasando certos limites, mas o Judiciário está estruturado para corrigir excessos. A prisão dita provisória se tornou praticamente regra, numa distorção incrível. A prisão é sempre exceção, mas nos dias atuais não tem sido —disse Marco Aurélio.

Polícia investiga casal acusado de dar golpe em nome do governo – Apresentado pelo então candidato Jair Bolsonaro como prova e que não tem preconceito contra comunidades quilombolas, o presidente da Federação das Comunidades Quilombolas e Populações Tradicionais do Pará, Paulo Oliveira, de 57 anos, está sendo acusado por um vereador e por integrantes do Executivo de dar um golpe usando nomes importantes no governo, como o próprio presidente e a ministra Damares Alves (Mulher, da Família e dos Direitos Humanos). Ele e sua mulher teriam coletado dinheiro em uma cidade no interior de Minas Gerais com a promessa de que viabilizariam a construção de casas populares com verba do governo. A Polícia Federal e a Polícia Civil mineira foram acionadas, e o casal nega as acusações. No ano passado, Paulo Quilombola ficou mais conhecido depois que Bolsonaro foi denunciado por racismo pela ProcuradoriaGeral da República (PGR) por ter se referido a uma comunidade quilombola com a frase “o afrodescendente mais leve lá tinha sete arrobas”. O caso foi arquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro, e Bolsonaro costumava apresentar Paulo como seu amigo para mostrar que não era preconceituoso. Um ano depois, Paulo e sua mulher, Leocionara Silva dos Santos, identificada como Narha Oliveira Munduruku, de 26 anos, são acusados de arrecadar dinheiro irregularmente prometendo a construção de moradias populares.

‘O moderno imperialismo’ – Aldo Rebelo, ex-dirigente do PCdoB que foi ministro da Defesa no governo Dilma, diz que tem “grande apreço” pelo general Villas Bôas, que foi comandante do Exército em sua época e disse, dia desses, que há interesses econômicos estrangeiros nessa “enxurrada de acusações contra o Brasil usando argumentos ambientalistas indigenistas que incluíram publicações em órgãos de imprensa norte-americana”. O general considerou as “acusações” uma “ferramenta do moderno imperialismo”. Para Aldo, Villas Bôas tem “muita razão na apreciação que faz sobre a campanha contra o Brasil no exterior”. Só que, na opinião do exministro, “o problema é que temos um governo que agrava uma situação já complicada”. Para ele, Bolsonaro “aposta na divisão artificial e falsa do país, que tem uma política externa que conduz ao isolamento do Brasil”. (Ancelmo Gois)

Miami Beach – O prefeito de uma das cidades queridinhas dos brasileiros que viajam aos EUA chegou ontem ao Brasil. O republicano Francis Suarez, de Miami, desembarcou em São Paulo, onde se encontrará com João Doria e Bruno Covas. Amanhã, virá ao Rio se encontrar com Crivella e Witzel. Na quinta, vai a Brasília, onde será recebido por Bolsonaro. O pai dele, Xavier Louis Suarez, foi o primeiro prefeito de Miami nascido em Cuba. Já Francis, acredite, é o primeiro prefeito de Miami nascido em… Miami. (Ancelmo Gois)

Estados iniciam implantação do novo modelo de ensino médio – O novo formato do ensino médio, criado a partir de uma medida provisória em 2017 e que deve ser implementado por todas as escolas do país até 2021, começa a ganhar forma em alguns estados. Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Ceará e Minas Gerais já possuem diretrizes de como se darão as mudanças e vão testá-las em “escolas-piloto”. O modelo para todo o país prevê, como pilares, ampliação da carga horária e flexibilização do currículo — com disciplinas eletivas e itinerários formativos (linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional). A partir disso, cada estado vai adequar à sua própria realidade. No Espírito Santo, o governo dividiu o estado entre a Região Metropolitana, onde há maior concentração de escolas, e o interior, onde as cidades, em geral, têm apenas um colégio de ensino médio. — Onde temos mais de uma unidade de ensino, prevemos agrupá-las. Nesse modelo, cada uma vai oferecer um itinerário, e o aluno se desloca entre elas num raio limitado. Em cada um desses grupos haverá um colégio vocacionado para o ensino técnico, que é nossa prioridade — afirma Vitor de Angelo, secretário estadual de Educação. No interior, duas opções estão sendo estudadas: oferecer menos itinerários (ao menos dois) ou criar um consórcio de municípios, repetindo a ideia de agrupamento aplicada na capital. — No consórcio de municípios, o aluno pode fazer suas escolhas se estiver disposto a se deslocar, sendo uma dessas cidades central para o ensino médio ser integrado ao técnico — afirmou o secretário.

O ESTADO DE S.PAULO – primeira página

Manchete: Medo de populismo na Argentina derruba Bolsas

O mercado financeiro da Argentina acordou em pânico ontem, com a vitória com folga da chapa de Alberto Fernández e Cristina Kirchner nas eleições primárias para a presidência daquele país. O dólar disparou e levou o Banco Central argentino a aumentar a taxa de juros para 74%. O índice Merval, o principal da Bolsa de Buenos Aires, caiu 37,9%. A movimentação atingiu o Brasil. Por aqui, o Ibovespa recuou 2% e o dólar subiu, fechando o dia em R$ 3,98. Os investidores receiam que uma vitória kirchnerista signifique o fim da política econômica adotada pelo governo de Mauricio Macri e do acordo firmado com o FMI. Analistas econômicos também temem que o resultado, considerado agora “quase irreversível”, abra as portas para a retomada do populismo e de medidas intervencionistas. O “terremoto” na Argentina não deve afetar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, fechado em julho. Pelo tratado, o Brasil não depende do país vizinho para pôr as regras de livre-comércio em vigor.

‘Novo Roraima’ – Bolsonaro disse que não quer romper com a Argentina, mas criticou a possibilidade de vitória da oposição. “Se a esquerdalha voltar ao poder na Argentina, corremos o risco de ter, no Rio Grande do Sul, um novo Estado de Roraima”, disse.

Governo agora estuda teto para deduções com saúde – Depois de anunciar que estudava o fim das deduções com saúde e educação no Imposto de Renda, o governo agora analisa a criação de um teto para abatimento dos gastos médicos, disse ontem o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra. Ele também voltou a defender a criação de tributo sobre pagamentos para compensar desoneração da folha salarial – hipótese rejeitada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Líder fala em ajudar Estados antes de votar a Previdência – Antes da votação da reforma da Previdência, o governo pretende aprovar no Senado um pacote de ajuda a Estados e municípios, segundo o líder Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Entre esses projetos estão o que define a divisão dos recursos do mega leilão de petróleo previsto para novembro e a securitização de dívidas. Para Coelho, a reforma será aprovada, em setembro, com pelo menos 56 votos.

Contra pressões, Receita pode virar agência – O Ministério da Economia estuda a transformação da Receita Federal em uma agência independente. O modelo seria semelhante ao das agências reguladoras. O governo vê necessidade de proteger a Receita diante do avanço de iniciativas no Congresso e no Judiciário contra a atuação de auditores.

Adiado fim de barragens como a de Brumadinho – Resolução da Agência Nacional de Mineração adia de 2021 para até 2027 o prazo para o fim definitivo de barragens a montante no País, o mesmo tipo que desabou em Brumadinho e Mariana. Brasil tem 61 estruturas desse tipo.

FBI procura suposto terrorista no Brasil.

Brics empresta R$ 2 bi para País tratar lixo. 

Pedro Fernando Nery – Gasto anual da União com pensão por morte é de R$ 170 bilhões. Se fosse um ministério, seria o 2° maior da Esplanada.

Eliane Cantanhêde – Derrota de Macri e risco de recessão interna são pancadas na crença de que a economia salva o governo Bolsonaro.

Entre a recessão e o quase nada – O primeiro semestre do governo Bolsonaro foi muito ruim para a economia, com indústria emperrada, consumo travado e péssimo mercado de emprego.

Ilhas de prosperidade – Os Tribunais de Contas pairam alheios sobre as dificuldades que afligem os demais órgãos públicos no País.

Notícias do Estadão 

Brics empresta R$ 2 bi para País tratar lixo – O governo fechou um acordo com o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), instituição controlada pelos países do Brics – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul –, para receber US$ 500 milhões, o equivalente a cerca de R$ 2 bilhões. O dinheiro será usado para financiar ações de tratamento de lixo nos municípios e principais centros urbanos do País. A iniciativa ocorre no momento mais crítico da gestão de Jair Bolsonaro em sua agenda ambiental, ao ter deflagrado um clima de confronto contra os doadores do Fundo Amazônia, programa bancado com dinheiro da Alemanha e Noruega, voltado para o combate ao desmatamento. O acordo com o Brics, na avaliação de integrantes do governo, é uma resposta política e um sinal de que o País não está isolado na questão ambiental.

Alvo de inquérito, youtuber diz que vídeo foi ‘arroubo’ – Alvo de um inquérito da Polícia Federal por ter postado vídeo com ameaças ao presidente Jair Bolsonaro e sua família, o youtuber Vinícius Guerreiro disse que está arrependido e que, após o caso ser noticiado, passou a sofrer ameaças. “Foi um acesso, um arroubo, eu cometi muito exagero ali. Não tenho intenção de fazer o que disse no vídeo. Aquilo foi um grito mesmo de ‘chega’”, disse ele, que está sendo defendido pelo criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira. No vídeo, o youtuber afirma que “não tem mais condição de aceitar um b… como Bolsonaro no poder. Ele tem que ser assassinado, ele e a família”. A gravação foi anexada pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, à ordem que deu à PF para abrir inquérito. Ele declarou que fez o vídeo porque havia passado um dia tenso no trabalho e que ouviu “a piada que o presidente fez do desaparecimento do pai do Felipe Santa Cruz (presidente da OAB)”.

‘Produtores que estão alegres hoje vão chorar amanhã’ – Uma das líderes da bancada ruralista no Senado, Katia Abreu (PDT-TO) disse que a política do presidente Jair Bolsonaro para o meio ambiente pode fechar o acesso de produtos brasileiros no exterior e causar prejuízos ao agronegócio. “Os agricultores que estão alegres hoje vão chorar amanhã.” Ex-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e ex-ministra da Agricultura, a senadora, que era símbolo da retórica antiambiental, afirmou que “evoluiu”. Esse discurso, na avaliação dela, é “antimercado” e representa atraso. Para ela, cabe ao Congresso atuar como um “aceiro”.

Ex-diretor do Metrô cita repasses a políticos paulistas, diz procurador – Primeiro agente público de São Paulo a confessar os crimes investigados pela Operação Lava Jato, o ex-diretor do Metrô Sérgio Corrêa Brasil delatou políticos paulistas em seu acordo de colaboração premiada fechado com o Ministério Público Federal (MPF) e homologado na semana passada pela Justiça Federal. Os nomes dos políticos citados pelo ex-dirigente ainda não foram divulgados porque os documentos estão sob sigilo e porque ainda há outras investigações em andamento no MPF relacionadas à corrupção nas obras do Metrô paulista. Brasil foi denunciado em julho deste ano junto com 13 executivos de empreiteiras acusado de ter recebido propina das cinco maiores construtoras do País (Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão) para beneficiá-las em contratos das linhas 2-Verde, 5-Lilás e 6-Laranja do Metrô. Os repasses, segundo a denúncia, ocorreram entre 2004 e 2014, período que engloba os governos dos tucanos Geraldo Alckmin, José Serra e Alberto Goldman, além de Claudio Lembro, ex-DEM e hoje no PSD. Eles não são citados no processo.

Governo mapeia ações para fazer de Angra uma ‘Cancún’ – Uma delegação do Ministério do Turismo visitou Angra dos Reis, litoral sul fluminense, para fazer um levantamento de ações necessárias ao desenvolvimento do potencial turístico da região. A visita, na semana passada, foi a primeira ação do governo na área, onde o presidente Jair Bolsonaro declarou querer uma “Cancún brasileira”. Para isso, ele já falou em revogar a criação da Estação Ecológica de Tamoios. O ministro Marcelo Álvaro Antônio tem prevista para hoje reunião com o presidente, para apresentar o plano, avaliado em R$ 1 bilhão. O grupo identificou cerca de 40 ações necessárias para estimular o turismo. Entre elas estão duplicar a BR-101 no acesso ao município; construir um complexo turístico na Marina de São Bento para valorizar o centro da cidade; reativar um trem de passageiros que servia à região; construir uma usina de dessalinização da água; criar estações de tratamento de esgoto; ampliar a pista do aeroporto local, com a construção de um novo terminal de passageiros. “Estamos levantando tudo o que é necessário em termos de infraestrutura, da nossa visão turística e do meio ambiente para colocar Angra entre os maiores destinos do mundo”, afirmou o secretário executivo da pasta, Daniel Nepomuceno, à imprensa local, na sexta. Para o prefeito de Angra, Fernando Jordão (MDB), a proposta não deverá ter impacto ambiental – temor já levantado por ambientalistas. A região tem várias áreas protegidas. Foi por isso que Ilha Grande, juntamente com Paraty, foi eleita Patrimônio da Humanidade da Unesco em julho na categoria de sítio misto (cultural e natural).

Janaína e senadores pressionam Alcolumbre – A deputada estadual e professora de Direito Janaína Paschoal (PSL-SP) vai ajudar no corpo a corpo em Brasília pelo andamento dos pedidos de afastamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela tem encontro marcado hoje com senadores insatisfeitos com Davi Alcolumbre (DEM-AP), no gabinete de Lasier Martins (Podemos-RS). Num ato político, o grupo tentará entregar ao presidente do Senado o pedido de impedimento de Dias Toffoli, protocolado semana passada por Janaína, artífice do impeachment de Dilma Rousseff (PT). “Chegará o momento em que Davi será forçado a pautar o impeachment de ministros do STF porque o Brasil exige isso”, disse à Coluna o autor da CPI da Lava Toga, Alessandro Vieira (Cidadania-SE). O grupo, de 12 senadores, tinha encontro marcado com Alcolumbre na semana passada. Tomou bolo dele duas vezes. A propósito, o volume deve crescer: o senador Jorge Kajuru, recém-filiado ao Patriota (GO), disse já ter 32 assinaturas para um novo pedido de impedimento de Gilmar Mendes. São necessárias 29 para dar seguimento. (Coluna do Estadão)

Carta na manga – Os defensores do subprocurador-geral da República Paulo Gonet para comandar a PGR desenterraram um episódio de 2016 para aumentar seu passe com o presidente. Encarregado de atuar perante a 1.ª Turma do STF, Gonet optou por não fazer sustentação oral em relação à denúncia contra Bolsonaro, então deputado federal e réu por incitação ao crime de estupro por comentários relacionados a Maria do Rosário. A interlocutores, Gonet disse que a denúncia era descabida. O procurador tem bom trânsito com conservadores. Mesmo aliados de Gonet acham que a proximidade dele com Gilmar Mendes diminui suas chances de ser o PGR. (Coluna do Estadão)

Parceria de prefeitos faz de Miami e Rio ‘cidades gêmeas’ – Desembarcou em São Paulo ontem, com o intuito de costurar parceria com o Rio de Janeiro, Francis Suarez. Essa colaboração mútua, segundo o prefeito de Miami, foi batizada de “Twin Sisters” e será assinada, amanhã, no Rio, com o prefeito Marcelo Crivella. A informação foi dada durante almoço em homenagem a Suarez, no Brasilinvest de Mario Garnero. Do que se trata? “Miami tem muita semelhança com o Rio e tenho certeza de que as duas cidades, juntas, vão costurar e aprofundar uma troca benéfica, incluindo aí uma maneira de incentivar mais turistas americanos a conhecerem a sua gêmea carioca”, contou à coluna Suarez, na sua primeira visita ao País. (Direto da Fonte)

FOLHA DE S.PAULO – primeira página 

Manchete: Crise argentina gera tensão e afeta indicadores no Brasil

O cenário de incerteza política e econômica na Argentina derrubou ontem os indicadores locais e teve efeitos no Brasil, onde o dólar subiu 1%, a R$ 3,985, maior patamar desde maio. O Ibovespa recuou 2%, a 101.915 pontos. A turbulência foi uma reação à ampla vitória kirchnerista nas primárias presidenciais. O banco central argentino aumentou os juros em 10 pontos percentuais, para 74% ao ano, na tentativa de conter a moeda americana. A surpresa eleitoral no país vizinho agrava o já conturbado quadro dos mercados financeiros, que refletem o receio com a guerra comercial entre EUA e China, a desaceleração europeia e ainda a crise em Hong Kong. Candidato à reeleição, Mauricio Macri recorreu ao temor de investidores para comentar sua difícil situação no pleito de outubro. “A alternativa kirchnerista não tem credibilidade no mundo.”

RS pode virar RR se ‘esquerdalha’ argentina voltar, diz Bolsonaro – Em visita ao Rio Grande do Sul, Jair Bolsonaro (PSL) disse que o estado pode virar uma Roraima caso a “esquerdalha” volte ao poder na Argentina. Ele se referia à vitória kirchnerista nas primárias e ao suposto risco de crise similar à da Venezuela. Depois, afirmou que não quer romper com o vizinho.

Análise: Sylvia Colombo – Apoiadores de Cristina vão à loucura com resultado.

Maia declara que Câmara não vai retomar a CPMF – Presidente da Câmara dos Deputados disse que não irá apoiar a recriação de taxa nos moldes da CPMF. Estudos mostram que imposto sobre transações financeiras perde efeito com o tempo e prejudica O crescimento.

Que se adaptem ao presidente, afirma Major Olímpio – Líder do PSL no Senado, Major Olímpio defende as declarações polêmicas de Jair Bolsonaro. “É cada um se adaptar ao estilo do chefe”, e não o contrário, diz à Folha. Para o senador, o presidente “sabe quem está chocando”.

Justiça suspende dispensa em órgão contra tortura – Decreto de Jair Bolsonaro extinguiu cargos do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura. Justiça do Rio determinou ainda a reintegração de peritos. O governo vai recorrer da decisão.

Cocozinho de índio barra licenciamento de obras, diz presidente.

‘Dê um ano ou dois’, responde Guedes sobre piora em indicadores 

Notícias da Folha 

Justiça suspende decreto de Bolsonaro – A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu decreto do presidente Jair Bolsonaro que extinguiu os cargos do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura. A liminar do juiz Osair de Oliveira Jr., da 6ª Vara Federal do RJ, diz que “a não extinção do órgão não significa que o mesmo continue em funcionamento” e determina que os onze peritos sejam reintegrados aos cargos comissionados, com remuneração. A Folha mostrou que depois de exonerar todos os peritos do Mecanismo que monitora violações de direitos humanos, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos retirou o apoio administrativo ao colegiado. Em junho, o presidente Bolsonaro editou decreto que retirou os cargos formais dos membros do colegiado, transformando em atividade não remunerada. Segundo peritos ouvidos pela Folha, o grupo continuou trabalhando por dois meses sem receber, até ter o acesso ao prédio do ministério limitado. O MNPCT foi criado em 2013 e faz estudos e relatórios sobre violações de direitos humanos no país. Foram eles, por exemplo, que elaboraram relatórios sobre a situação de presídios como o Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim), no Amazonas, onde 111 presos foram mortos em massacres de 2017 a 2019. Ele foi instituído para cumprir um compromisso internacional assumido pelo Brasil na ONU. Em fevereiro, os peritos já tinham acusado o ministério comandado por Damares Alves de impedir uma viagem para apurar denúncias no Ceará. Procurada, a Advocacia-Geral da União afirmou que ainda não foi notificada da decisão e que recorrerá.

MP entra com ação para barrar indicação de Eduardo – O MPF (Ministério Público Federal) em Brasília entrou com ação civil pública na Justiça Federal, com pedido de liminar (decisão provisória), para barrar a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, informou a instituição nesta segunda-feira (12). A ação defende que o governo brasileiro observe critérios para a escolha de embaixadores de fora da carreira diplomática, como reconhecido mérito em atividades diplomáticas, relevantes serviços diplomáticos prestados ao país e ao menos três anos de experiência de atividades nesse sentido. Se o indicado não cumprir tais requisitos, o MPF quer que a Justiça revogue ou suste qualquer tipo de trâmite de nomeação nesse sentido. Na sexta-feira (9), o partido Cidadania entrou com um mandado de segurança coletivo preventivo, com pedido de liminar, no STF (Supremo Tribunal Federal), para impedir que Bolsonaro indique o filho para o cargo de embaixador em Washington. Para o Cidadania, a indicação configura nepotismo. A ação do MPF não traz considerações a respeito de um suposto nepotismo na indicação.

Delator recua e diz que não foi coagido – O delator Carlos Armando Guedes Paschoal, ex-executivo da Odebrecht, voltou atrás em suas declarações e afirmou que não foi coagido a construir um relato que incriminava Lula no processo do sítio de Atibaia. Em julho, numa audiência na 3ª Vara em que foi ouvido como testemunha, ele afirmou: “No caso do sítio, que eu não tenho absolutamente nada, por exemplo, fui quase que coagido a fazer um relato sobre o que tinha ocorrido [nas reformas do imóvel frequentado por Lula]. E eu, na verdade, lá no caso, identifiquei o engenheiro para fazer a obra do sítio. Tive que construir um relato”. No depoimento em que se corrige, ele diz: “Quanto à expressão ‘quase coagido’ e minha colaboração envolvendo o ex-presidente Lula no sítio de Atibaia, reafirmo, como o fiz em meu interrogatório naquela ação penal, que referida colaboração foi feita de maneira livre e espontânea. Admito que não me expressei de maneira adequada em meu depoimento como testemunha no dia 3 de julho de 2019, em São Paulo”. “Com relação à expressão ‘construir um relato’, esclareço que nada tem a ver com ‘inventar um relato’”.

PF apreende cerca de R$ 60 mil em endereços de ex-governador – A Polícia Federal cumpriu dois mandatos de busca e apreensão em dois endereços ligados ao ex-governador de Minas Gerais Fernando Pimentel (PT), na manhã desta segunda-feira (12). As buscas foram realizadas em um endereço residencial e em um escritório, localizados no mesmo prédio. Pimentel foi quem recebeu a PF em um dos endereços. Foram apreendidas mídias eletrônicas e valores em dinheiro. O montante ainda não foi calculado, por ter sido apreendido em moeda estrangeira, como dólares, libras esterlinas e euro. A estimativa é que o total, somado a valores em reais, chegue a R$ 60 mil. A operação desta segunda, batizada de Monograma, é um desdobramento da operação Acrônimo deflagrada em 2015 e que investiga o ex-governador de Minas Gerais. Como Pimentel não foi reeleito em 2018 e, portanto, perdeu a prerrogativa de foro, a investigação passou do âmbito do Superior Tribunal de Justiça para a Justiça Eleitoral em junho deste ano. A 32ª Zona Eleitoral em Belo Horizonte autorizou os mandatos desta segunda, que buscam apurar fatos levantados na segunda e na nona fase da operação Acrônimo, entre 2015 e 2016. Segundo a Polícia Federal, há suspeita de crime eleitoral. A campanha de 2014 de Pimentel teria recebido doações por meio de caixa 2 da OAS por ajudar a empresa com contratos no Uruguai. Empresas de consultoria contratadas pela campanha simularam a prestação de serviços para receber vantagem ilícita em valores que passam de R$ 3 milhões, pagos em cinco parcelas, em dinheiro. A investigação também apura falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro.

Prédio é ocupado por cerca de 300 mulheres indígenas em Brasília – Cerca de 300 mulheres indígenas ocuparam na manhã desta segunda-feira (12) um prédio da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) em Brasília. O ato visava pressionar o governo Jair Bolsonaro por melhorias na saúde indígena, sobretudo das mulheres. Elas esperavam uma reunião para tratar do tema e deixaram o prédio por volta das 19h30, após o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, se dispor a receber líderes. Líderes indígenas estão reunidas desde sábado (10) em Brasília para a Marcha das Mulheres Indígenas. Organizada pela Abip (Articulação Brasileira dos Povos Indígenas), a marcha tem o objetivo de discutir o que é ser mulher nas comunidades indígenas. As atividades seguem até esta quarta-feira (14).

Moro orientou Deltan a não pedir apreensão de celular de Cunha – Uma troca de mensagens aponta que o procurador Deltan Dallagnol foi orientado pelo ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro a não pedir a apreensão do celular do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB) na época da prisão do político, em 2016. O diálogo, obtido pelo site The Intercept Brasil, foi publicado nesta segunda-feira (12) pelo site BuzzFeed News. De acordo com a reportagem, Deltan e Moro conversaram um dia antes da prisão de Cunha, em 19 de outubro de 2016, sobre o assunto. Tanto Moro quanto a força-tarefa do Ministério Público Federal disseram que os celulares de Cunha já haviam sido apreendidos anteriormente, por ordem do Supremo Tribunal Federal.

Bolsonaro acerta ao colocar Coaf no Banco Central, diz Toffoli – O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, classificou como acertada a decisão do presidente Jair Bolsonaro de transferir o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do atual Ministério da Economia para a estrutura do Banco Central. “A solução que o ministro Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro estão dando a este tema é muito correta do ponto de vista internacional: colocar o Coaf no Banco Central para evitar que um determinado ministério, que um determinado local seja aquele que apure, que investigue, que fiscalize. Você fazendo a descentralização. Isso é equilíbrio entre os Poderes.” Bolsonaro anunciou na última sexta-feira (9) que pretende fazer a mudança, que deve ocorrer dentro do projeto de lei que dá autonomia ao Banco Central e tramita na Câmara.

Presidente do PSL mergulha em articulação para expulsar Frota do partido – O presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), mergulhou na articulação para fazer de Alexandre Frota (PSL-SP) o símbolo do primeiro expurgo partidário motivado por críticas a Jair Bolsonaro e seu governo. O caso do deputado será analisado nesta terça (13). Segundo integrantes da sigla, Bivar passou a pedir a integrantes da executiva que votem pela expulsão de Frota. O dirigente da legenda quer fazer um gesto para o Planalto e enviar um sinal de que a verborragia da bancada precisa ter um limite. Integrantes da sigla avaliam que este caminho seria, inclusive, vantajoso para o deputado. Expulso, Frota não poderia ser acusado de infidelidade partidária. Apesar disso, seus adversários, como major Olímpio (PSL-SP), defendem que a sigla reivindique seu mandato. A justificativa para a expulsão será a de que Frota não agiu de acordo com as diretrizes partidárias. Apesar de ter votado a favor da reforma da Previdência no primeiro turno, o deputado se absteve na análise final da proposta na Câmara, contrariando a orientação do PSL. Ele também criticou a indicação Eduardo Bolsonaro para a embaixada nos EUA e disse que o Brasil fica “mais tranquilo” com Bolsonaro calado. A aposta de integrantes da cúpula do PSL é a de que Frota migrará para o PSDB. O DEM também fez acenos ao parlamentar. (Painel)

Em jantar com empresários, Eduardo Bolsonaro promete acelerar acordo – Empresários e altos executivos que participaram do jantar com Eduardo Bolsonaro nesta segunda (12) na Fiesp saíram impressionados com a humildade demonstrada pelo filho do presidente em reconhecer que a aprovação do Senado não está garantida e que ainda é preciso ganhar experiência para o cargo de embaixador em Washington. A impressão que ficou foi que Eduardo tem disposição e que e seu alinhamento com Donald Trump pode acelerar um acordo comercial. Segundo quem esteve presente, Eduardo ouviu falas dos empresários e fez colocações sobre temas como transferência de tecnologia, bitributação, alta tributação sobre capital estrangeiro no Brasil e oportunidades de acordos contra o tráfico de drogas. Durante as duas horas e meia que durou o jantar na Fiesp, Eduardo falou português. Havia um americano na sala, Marc Allen, presidente da parceria entre Boeing e Embraer. Para o executivo a comunicação foi feita com a ajuda de tradutora. Antes do jantar, já na Fiesp, Eduardo pediu publicamente que os empresários apoiem sua indicação junto aos senadores, argumentando que sua proximidade com a Casa Branca pode acelerar acordos comerciais. (Painel S.A.)

Pará retira apoio da PM em ações do Ibama – Líder disparado de desmatamento no país, o estado do Pará, do governador Helder Barbalho (MDB), está há dois meses sem autorizar a participação da PM em operações do Ibama contra crimes ambientais. O último apoio ocorreu entre o final de maio e o início de junho, em ações contínuas nos municípios de Uruará (PA) e Novo Progresso (PA), segundo a Folha apurou. Por não contar com a PM, o Ibama desistiu de instalar bases de fiscalização no estado durante o período seco, iniciado em junho, quando o desmatamento dispara na Amazônia. O órgão ambiental federal enfrenta crescentes hostilidades na região —no mês passado, precisou se refugiar na delegacia de Placas (PA) durante protesto que queimou duas pontes. A animosidade é alimentada pelas duras críticas do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que vê na fiscalização uma perseguição “ideológica” a produtores rurais.

Lula autoriza PT a lançar José Eduardo Cardozo à prefeitura de SP – O ex-presidente Lula foi consultado sobre a possibilidade de o PT lançar o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo a prefeito de São Paulo. Deu sinal verde. A consulta foi feita por Fernando Haddad, a pedido de lideranças do próprio partido. No passado, Lula e Cardozo tiveram problemas e os petistas queriam saber se o mal-estar persistia. Cardozo, no entanto, resiste à ideia. “Eu fico muito honrado com a lembrança. Mas a possibilidade está em desacordo com as decisões que já tomei, em relação à minha vida profissional, como advogado, e à minha vida acadêmica”, afirma ele. O grupo do PT que pensa em lançar Cardozo não acredita nas chances eleitorais de Jilmar Tatto, que já se coloca como pré-candidato. Ele ficou em sétimo lugar na disputa pelo Senado no ano passado. Com a recusa do ex-ministro, o grupo ficaria com poucas alternativas. Haddad já disse que não será candidato. Aloizio Mercadante, sondado, também recusou. Nessa hipótese, setores da legenda admitem a ideia de formar uma frente com outros partidos — no limite, até abrindo mão de candidatura própria. Os movimentos de Marta Suplicy também são observados com lupa. Caso ela seja candidata, pode tirar votos preciosos do PT. Marta tem sido sondada por algumas legendas. Tem dito que pretende voltar a atuar na política — não necessariamente como candidata. (Mônica Bergamo)

Correio Braziliense – primeira página

Manchete: Eleição na Argentina leva dólar a quase R$ 4. Bolsa cai

Se já andava abalado com a guerra comercial entre os EUA e a China, o cenário internacional ficou ainda mais conturbado, ontem, com a derrota de Mauricio Macri nas eleições primárias na Argentina. O resultado provocou forte reação do mercado no país vizinho, levando a bolsa a perder US$ 23,7 bilhões em um dia. No Brasil, o temor da volta do peronismo também mexeu com os nervos de investidores, com a bolsa desabando 2%, e o dólar fechando em alta de 1,09%, a R$ 3,98, depois de bater nos R$ 4.

Cuidados pessoais em movimento – Boticário adquire Beleza na Web para crescer no e-commerce. É uma resposta depois da compra da Avon pela Natura.

Presidente da CEB defende privatização da companhia – Em entrevista ao CB.Poder, Edson Garcia afirma que é preciso pensar a empresa brasiliense com uma nova visão, em que a iniciativa privada invista em tecnologia para reduzir custos.

Um dia de tensão para Dallagnol – Coordenador da Lava-Jato em Curitiba é alvo de dois recursos analisados pelo Conselho Nacional do Ministério Público.

Ação contra Eduardo Bolsonaro – Indicação do deputado à embaixada do Brasil em Washington é questionada na Justiça pelo Ministério Público Federal do DF.

País está em recessão técnica, diz Banco Central – O crescimento esperado por analistas não veio: o índice de atividade econômica, espécie de prévia do PIB nacional, mostrou encolhimento de 0,13% nos dois primeiros trimestres do ano.

Fim dos radares móveis – Presidente Jair Bolsonaro afirmou que os equipamentos deixam de funcionar na semana que vem. Segundo ele, os pardais fazem parte de uma indústria da multa no Brasil.

O círculo vicioso dos juros altos no Brasil – Especialistas explicam, em debate promovido pelo Correio, a dificuldade para que o crédito fique mais barato no país. O problema pode ser resolvido com uma série de medidas, que vão da queda da inadimplência à educação financeira da população.

Notícias do Correio 

O julgamento de Dallagnol – Dos 146 itens da pauta de julgamento do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), hoje, dois têm como alvo o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava-Jato, maior operação de combate à corrupção da história do país. Segundo apurou o Correio, ele pode ser punido com sanções como censura, afastamento temporário e, até, aposentadoria compulsória. Um dos itens da pauta da sessão é uma reclamação disciplinar aberta a pedido do senador Renan Calheiros (MDB-AL). Alvo de 13 inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), o emedebista alega que o coordenador da Lava-Jato faz acusações falsas contra ele desde 2017, ainda no período pré-eleitoral, “em nítida tentativa de influenciar o resultado do pleito”, segundo trecho do documento. Existe a possibilidade de a reclamação ser retirada de pauta, porque Renan incluiu novas informações no texto e pediu o afastamento do procurador. Também será avaliado hoje um recurso apresentado por Dallagnol com a intenção de arquivar um processo administrativo disciplinar que foi aberto após queixa apresentada pelo presidente do STF, Dias Toffoli. O caso tem origem em uma entrevista concedida pelo procurador à rádio CBN, em 2018, na qual ele afirmou que algumas decisões de ministros da Suprema Corte passam a mensagem de leniência em favor da corrupção. Em estágio avançado, esse procedimento pode resultar em punição ao procurador.

PGR não pode ser “xiita ambiental” – O presidente Jair Bolsonaro disse que o próximo procurador-geral da República, a ser indicado por ele até sexta-feira, “não pode atrapalhar a agenda de desenvolvimento do país” e deve saber “tratar as minorias como minorias”. Ao ser questionado sobre o nome de Deltan Dallagnol, coordenador da Lava-Jato no Paraná, para o cargo, respondeu que ainda não foi procurado. “Mande-o me procurar, por que não me procurou até hoje? É muito simples. Todos querem ser procurados. Eu não procurei ninguém. A caneta BIC é minha”, frisou. Em cerimônia que marcou a duplicação de 47 quilômetros da BR-116, em Pelotas (RS), o presidente afirmou que “as leis têm de ser feitas para maiorias” e destacou que precisa de um PGR que trabalhe pela “família”. Ele também citou o papel do Ministério Público na concessão de licenças ambientais. “Quero um PGR que não apenas combata a corrupção, que entenda a situação do homem do campo, não fique com essa ojeriza ambiental, que não atrapalhe as obras que estão dificultando licenças ambientais, que preserve a família brasileira, que entenda que as leis têm de ser feitas para a maioria e não para as minorias. É isso o que queremos”, frisou. “Que não seja um xiita ambiental”, continuou o presidente, e que “entenda as pessoas de minoria com a importância que têm e não supervalorizadas”.

Cocô volta ao assunto – Durante a cerimônia de inauguração da duplicação da BR-116, no Rio Grande do Sul, Jair Bolsonaro voltou a falar de cocô. Ao comentar as dificuldades para obter o licenciamento de obras importantes, ele disparou: “Há anos, um terminal de contêiner no Paraná, se não me engano, não sai do papel porque precisa agora também de um laudo ambiental da Funai. O cara vai lá, se encontrar — já que está na moda — um cocozinho petrificado de um índio, já era. Não pode fazer mais nada ali. Tem de acabar com isso no Brasil”.

Ministra da Alemanha reage – A ministra alemã do Meio Ambiente, Svenja Schulze, reagiu à declaração do presidente Jair Bolsonaro de que a Alemanha estava comprando a Amazônia à prestação com o investimento de recursos para a proteção da floresta. “Apoiamos a região amazônica para que ocorra menos desmatamento. Se o presidente não quer isso, precisamos conversar. Eu não posso simplesmente ficar dando dinheiro enquanto continuam desmatando”, afirmou, em entrevista ao jornal alemão Deustsche Welle. A Alemanha suspendeu um aporte de 35 milhões de euros (cerca de R$ 155 milhões), que seriam destinados à preservação da floresta, após as recentes divulgações feitas pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe), de que o desmatamento cresceu 88% em junho e 278% em julho, ambos comparados com o mesmo período do ano passado. Por sua vez, o Executivo atribui as elevadas taxas de crescimento à inserção de informações anteriores ao mês de referência.

Liberdade Econômica em pauta – O principal item da pauta da Câmara dos Deputados, a Medida Provisória 881/19, da Liberdade Econômica, deve ir a plenário hoje. Prejudicado pelo recesso branco, período que os parlamentares tiraram sem, no entanto, suspender a contagem do prazo dos projetos, a MP perde a validade em 27 de agosto. Deputados correm para aprová-la e entregá-la ao Senado com tempo suficiente para que senadores possam discutir o mérito e levá-la a votação. Ontem, o relator da proposta, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), passou a tarde e a noite no Ministério da Economia discutindo com equipes do governo “ajustes finos” ao texto, conforme disse. “Constitucionalmente, ela está 100%”, afirmou. Ainda segundo Goergen, havia previsão para últimos ajustes e leituras na manhã de hoje. “Vamos votar. Estamos fechando o texto com ajustes. Tirando qualquer risco de inconstitucionalidade. O mérito da medida está protegido. Vamos chegar ao plenário com o texto redondo”, garantiu.

Valor Econômico – primeira página

Manchete: Eleição põe em pânico mercado na Argentina

Comprovada na eleição primária de domingo, a liderança do candidato kirchnerista Alberto Fernández na corrida presidencial argentina levou pânico aos mercados do país vizinho e afetou, por contágio, seu maior parceiro comercial, o Brasil. O índice Merval, da bolsa argentina, encolheu 38%, a segunda maior queda de um mercado acionário desde 1950. Em dólar, a perda chegou a 48%.

Bolsonaro e Maia rejeitam CPMF de Cintra – O presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), condenaram ontem a possibilidade de recriação da CPMF no âmbito da reforma tributária.

‘Lava-Jato só existe graças ao STF’, afirma Dias Toffoli – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, fez duras críticas ontem à atuação do Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da Lava-Jato. Em tom de desabafo, Toffoli acusou a força-tarefa, conduzida pelo MPF e a Polícia Federal, de tentar se “apropriar” das instituições.

Investimento cresce, mas abaixo do previsto – Os efeitos da guerra comercial entre China e EUA chegaram aos negócios de exportadores brasileiros e levaram à revisão de investimentos previstos para este ano por grandes indústrias.

Imagem do Brasil piora no atual governo – A imagem do Brasil se degrada com Bolsonaro e suas declarações ou decisões toscas sobre meio ambiente, indígenas, Amazônia, trabalho infantil, tortura etc.

Notícias do Valor

MPF vê ‘dolo’ do BNDES em compra da JBS na Argentina – O Ministério Público Federal (MPF) considera que houve “dolo” no empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que a JBS S.A. comprasse a Swift Argentina, em 2005, em uma operação que teria resultado na perda de R$ 70 milhões para a instituição financeira. Ao manifestar essa posição, o MPF se opõe ao entendimento do BNDES, que classificou o episódio como “erro operacional”. “Foi doloso. Não é erro operacional. Acho difícil acreditar na tese do erro, é praticamente o Chaves [o personagem humorístico]: ‘Foi sem querer querendo'”, disse ontem o procurador Ivan Marx, responsável pela Operação Bullish, que investiga os negócios do BNDES com a JBS.

MP que desobriga publicação de balanços divide Congresso – A medida provisória (MP) que desobriga empresas de capital aberto a publicarem seus balanços em jornais de grande circulação recebeu 36 sugestões de alterações de deputados e senadores. Há duas correntes preponderantes: os contrários à proposta de Bolsonaro, que querem retomar o acordo, sancionado pelo próprio presidente há quatro meses, para manter a divulgação dos balanços em papel até 2022; e os que buscam alterar a digitalização de processos em cartórios, para ampliar ou reduzir o número de documentos.

Proposta sobre capitalização pode ficar para 2020 – A equipe econômica vai aguardar a aprovação da reforma da Previdência no Senado para decidir se envia este ou no próximo ano ao Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para criação da chamada capitalização.

Bolsonaro e Maia descartam volta de CPMF em reforma tributária – O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), condenaram ontem a possibilidade de recriação da CPMF, no âmbito da reforma tributária. Em Barra do Ribeiro (RS), Bolsonaro foi taxativo: “Determinei que não existirá nova CPMF. Nós vamos é fundir impostos”. A proposta do governo sobre reforma tributária deve ser entregue ao Congresso nos próximos dias.

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