Tudo de todos os jornais de quarta-feira (24)  | Claudio Tognolli

O GLOBO – primeira página

Manchete: PF prende 4 suspeitos de hackear celular de Moro

A Polícia Federal prendeu ontem quatro pessoas suspeitas de invadir contas no aplicativo de troca de mensagens Telegram do ministro da Justiça, Sergio Moro, do desembargador do TRF-2 Abel Gomes e de mais três autoridades. A Operação Soofing, assim chamada em referência ao método que teria sido utilizado pelo grupo, como explica Pedro Doria, foi realizada em São Paulo. A PF investiga se os presos, três homens e uma mulher, tiveram relação com o vazamento de conversas do procurador Deltan Dallagnol, da Lava-Jato.

FGTS: saque de R$ 500 por cada conta ativa ou inativa – A liberação de saques do FGTS, que será anunciada hoje pelo governo, permitirá que o trabalhador retire este ano até R$ 500 de cada conta ativa ou inativa. Para 2020, o percentual de saque deve variar de 10% a 35% do saldo. Previsão é que a medida injete R$ 42 bilhões na economia.

Mudança em fundo trava setor do audiovisual – O governo anunciou ontem que pretende mudar a administração do Fundo Setorial do Audiovisual, de R$ 724 milhões, da Ancine para o Ministério da Cidadania, com a intenção de aplicar os “filtros” de que fala o presidente Jair Bolsonaro. O setor está praticamente parado em 2019.

Bolsonaro no Nordeste: ‘Somos todos paraíbas’ – Em sua primeira viagem a um estado nordestino depois de se referir aos governos da região como “de paraíba’’, o presidente Jair Bolsonaro disse, ao inaugurar o Aerorporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista (BA), que ama o Nordeste. “Somos todos paraíbas’’, afirmou.

Planos individuais de saúde terão reajuste de 7,35% – A ANS autorizou as operadoras a reajustar os planos de saúde individuais em no máximo 7,35%, o menor percentual dos últimos nove anos. Ainda assim, o aumento fica bem acima da inflação de 2018 medida pelo IBGE, que foi de 3,75%. Índice do reajuste não agradou às operadoras.

Anvisa altera critério para agrotóxicos – Nova resolução estabelece que apenas os produtos que, em caso de ingestão, tragam risco de morte serão rotulados como “extremamente tóxicos”.

Merval Pereira: “Lapsos verbais prejudicam Bolsonaro”.

Elio Gaspari: “Chamar general de ‘melancia’ é um despautério”.

Notícias de O GLOBO

Novo alvo, Paulo Guedes vê ‘banditismo’ e ‘enorme retrocesso’ – O ministro da Economia, Paulo Guedes, foi outra autoridade a ser alvo de hackers. Segundo a pasta, por volta de 22h30m de segunda-feira, o telefone de Guedes entrou para o aplicativo de mensagens Telegram. Depois, a assessoria do ministro informou que ele teve o celular clonado e pediu que fosse desconsiderada “toda e qualquer” mensagem vinda do número dele e das pessoas do gabinete. Depois de Sergio Moro, Guedes é o segundo ministro a virar alvo de ataques. Ontem à noite, o titular da Economia classificou como “retrocesso enorme” as tentativas de clonagem. — Isso é o banditismo. Isso é invasão de privacidade, isso é um retrocesso enorme, isso é o uso de coisas destrutivas. Estamos querendo reconstruir o país e há, infelizmente, marginais, bandidos que ficam fazendo esse tipo de coisa. Mas vamos para frente — disse Guedes, após participar da cerimônia de lançamento do Programa do Novo Mercado de Gás, no Palácio do Planalto. O ministério da Economia informou ainda que pedirá à pasta da Justiça para acionar a Polícia Federal a investigar esse novo caso. Segundo a pasta, vários jornalistas receberam mensagens e ligações em nome do ministro por meio do aplicativo de mensagens Telegram.

Réus na Lava-Jato pedem suspensão de investigações – O ex-deputado Edson Albertassi (MDB) e o deputado estadual reeleito Luiz Martins (PDT), réus na Lava-Jato no Rio, entraram com pedidos para suspender as investigações da Operação Furna da Onça, após decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, na última semana. Albertassi e Martins estão presos no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. Toffoli determinou a suspensão de processos nos quais tenha ocorrido compartilhamento de informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) com o Ministério Público sem prévia autorização judicial. O relatório, preparado no âmbito da Furna da Onça, apontou movimentações financeiras atípicas em gabinetes de mais de 20 deputados da Alerj. Dez parlamentares, incluindo Albertassi e Martins, foram alvo da operação em novembro passado e tiveram prisão preventiva decretada. A defesa de Luiz Martins argumentou, em petição enviada ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) na última semana, que o parecer de Tof foliem relação ao senador Flávio Bolsonaro ( PS L- RJ) se aplica a outros investigados na Furna da Onça. No caso de Martins, além da suspensão das investigações, a defesa solicitou a revogação da prisão preventiva. O juiz Gustavo Arruda Macedo, substituto do relator Abel Gomes no TRF-2, pediu que o Ministério Público Federal (MPF) se manifeste antes de tomar sua decisão.

Contra Lula, corrente do PT trabalha por Haddad – A corrente interna Construindo um Novo Brasil (CNB), majoritária no PT, intensificou nos últimos dias a pressão para que o candidato derrotado à Presidência da República e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad assuma o comando do partido no lugar da atual presidente, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR). A eleição vai ocorrer durante o congresso da legenda, em novembro. A posição em favor de Haddad, hoje tida como dominante na CNB, contraria o desejo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende a permanência de Gleisi. A deputada também tem intenção de continuar no posto. Haddad e Gleisi têm uma relação cordial publicamente, mas colecionam uma série de desavenças desde a campanha eleitoral do ano passado. Um integrante da CNB com assento na Executiva da legenda afirma que com Haddad na direção, o PT deixaria claro à sociedade que pretende construir um projeto para voltar ao poder. Com Gleisi, em sua avaliação, a legenda se limita a fazer “resistência”. Para não confrontar Lula, os integrantes da CNB não têm tornado pública a preferência pelo ex-prefeito. O silêncio foi quebrado no último sábado com a divulgação de um manifesto em favor de Haddad pelo presidente do PT do Rio, Washington Quaquá, integrante da corrente. Com o título “Calma, Haddad vem aí”, o texto — publicado pelo site Brasil 247 — afirma: “Então a boa notícia que o PT pode dar ao povo brasileiro a partir de novembro, quando termina a sua fase de congressos, é o chamamento ao professor Haddad para assumir o comando do partido e a partir dele, chamar o país à união em torno de objetivos democráticos, de Justiça e felicidade para o povo, que se traduzem em luta para que todos tenham casa, comida e trabalho”.

Governo e centrão negociam dois cargos-chave – A duas semanas do segundo turno da votação da reforma da Previdência na Câmara, o governo deu sinais de que deve atender a nomeações do centrão para cargos do segundo escalão. Estão sobre a mesa da Secretaria de Governo as indicações do engenheiro baiano Maurício Mathias para a presidência da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e do advogado Rodrigo Sérgio Dias para o comando do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Segundo quatro interlocutores ouvidos pelo GLOBO que acompanham de perto as negociações, um dos principais articuladores do centrão, o líder do DEM na Câmara, Elmar Nascimento (BA), atua para costurar um consenso em torno da indicação de Mathias. A sugestão do nome dele esbarra em outro interessado. Candidato derrotado do DEM ao governo da Bahia, José Ronaldo também atuou com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para assumir o comando da Codevasf. A companhia tem orçamento previsto de R$ 1,29 bilhão para este ano. Embora aliados reconheçam a negociação, Elmar nega publicamente que fará a indicação. Ao GLOBO, o líder do DEM diz ser amigo de infância de Mathias, mas afirma não acreditar que ele saia da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), na qual exerce a função de diretor. Já a indicação de Rodrigo Sérgio Dias para o FNDE — que tem orçamento de R$ 55 bilhões — contou com o apoio do PP, do líder da maioria Aguinaldo Ribeiro (PPPB) e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ex-presidente da Funasa no governo de Michel Temer, Dias é primo do secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy, e do ex-marqueteiro de Temer Elsinho Mouco. Em abril, o nome dele havia sido vetado porque ele respondia a processo de agressão a mulher. Agora, a seu favor na indicação, houve uma decisão favorável na Justiça sobre o caso.

‘É economia, estúpido – Enquanto Bolsonaro agita as massas, a economia dança. Sexta, o Goldman Sachs previu um crescimento de 1% em… 2020. O país segue para a segunda década perdida em 40 anos. E não dá para culpar só o PT, que saiu em 2016. (Ancelmo Gois)

Irã pede informações sobre navios parados no Paraná – O embaixador do Irã no Brasil, Seyed Ali Saghaeyan, foi ao Itamaraty, ontem, para saber que providências estão sendo tomadas pelo governo brasileiro que ajudem a resolver o impasse envolvendo dois navios iranianos atracados desde o início de junho no porto de Paranaguá (PR). A Petrobras se recusa a abastecer as embarcações, uma delas já carregada de milho, sob a alegação de que poderia sofrer sanções dos Estados Unidos. Os navios trouxeram ureia importada para o Brasil, e o produto, descarregado no mês passado, faz parte da lista de restrições impostas por Washington ao comércio com Teerã. A questão foi discutida com o secretário de Negociações Bilaterais no Oriente Médio, Europa e África do Ministério das Relações Exteriores, Kenneth Félix Haczynski da Nóbrega. Uma fonte que acompanha o assunto revelou que o diplomata iraniano comentou que Teerã tem várias dúvidas a respeito de como o governo brasileiro está se movimentando para a resolver o problema — segundo ele, bastante incomum nas relações comerciais bilaterais. Seyed Ali Saghaeyan teria deixado o Itamaraty sem resposta concreta. Os navios foram fretados pela empresa brasileira Eleva e deveriam voltar ao Irã com 100 mil toneladas de milho, após deixar no Brasil a ureia importada. A Eleva alega que as embarcações entraram legalmente no Brasil e que comprou o produto de firmas fora da lista de entidades sob sanção do governo do presidente Donald Trump, dos EUA. A decisão final será tomada no Supremo Tribunal Federal, ao qual a Petrobras recorreu, depois que a Eleva obteve uma liminar na Justiça do Paraná obrigando a estatal a fornecer o combustível. Na última sexta-feira, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, deu um parecer favorável à Petrobras na disputa, dizendo que a Eleva teria alternativas para abastecer os navios.

O ESTADO DE S.PAULO – primeira página

Manchete: Suspeitos de invadir celulares de Moro e Deltan são presos

Operação da PF prendeu ontem quatro suspeitos de invadir os celulares do ministro Sérgio Moro (Justiça) e do coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol. Gustavo Santos, que trabalha com shows e eventos, e sua mulher, Suellen Priscila de Oliveira, foram presos em SP. Em Araraquara, a PF prendeu Walter Delgatti Neto. Um suspeito preso em Ribeirão Preto não teve a identidade divulgada. Supostos diálogos mantidos entre Moro e Dallagnol foram vazados e publicados pelo site The Intercept. Eles não reconhecem a autenticidade das mensagens. Outras autoridades também teriam sido alvo dos supostos hackers. No mandado de busca, são mencionados um desembargador, um juiz e dois delegados da PF. A polícia também vai investigar suposta invasão dos telefones da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) e do ministro Paulo Guedes

Sem inquérito – O diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, informou ao STF – em resposta a ação da Rede – que não há inquérito aberto para apurar a conduta do jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept.

100% do lucro do FGTS será repartido entre trabalhadores – O governo vai dividir integralmente o rendimento de R$ 9,5 bilhões, obtido com o FGTS, entre os trabalhadores. Atualmente, por lei, apenas metade do lucro do fundo é repartida entre os cotistas – no ano passado, foram, em média, R$ 38 por conta. O ministro Paulo Guedes confirmou ontem que os saques nas contas poderão ser feitos todos os anos.

Por R$ 9,6 bi, Petrobrás deixa controle da BR Distribuidora – A Petrobrás concluiu ontem a venda de ações da BR Distribuidora por R$ 9,6 bilhões. Com isso, a fatia de 70,3% que a petroleira detinha na companhia caiu para 37,5%. A compra teria sido feita sobretudo por investidores estrangeiros. A Petrobrás levantou, em junho, US$ 8,5 bilhões com a venda da TAG, transportadora de gás.

Governo quer reduzir preço do gás em até 40% – O governo lançou ontem programa para reduzir o preço do gás em até 40% em dois anos. A ideia é incentivar investimentos e aumentar o número de empresas do setor. Outra proposta, ainda em estudo, libera a compra de recipientes parcialmente cheios.

Partidos planejam mudar regra e ter menos candidatas – Líderes na Câmara discutem o abrandamento das regras de participação feminina em eleições. Uma das ideias é reduzir de 30% para 10% o mínimo obrigatório de candidatas ao Legislativo. Outra proposta prevê o fim das punições às legendas que não cumprirem a cota.

Vera Magalhães: “A decisão de Bolsonaro de indicar o filho para embaixada encarece a tramitação da reforma da Previdência no Senado”.

Premiê britânico tem 3 meses para concluir Brexit – O conservador Boris Johnson assume cargo com a missão de gerenciar a saída britânica da União Europeia, marcada para 31 de outubro. Ele já afirmou que a separação se dará com ou sem acordo, o que poderá gerar crise interna.

Notícias do Estadão

PF adia depoimentos de suspeitos de invadir celular – A pedido da defesa, a Polícia Federal adiou os depoimentos de dois dos presos na operação que apura a invasão dos celulares do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e do coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol. Segundo o advogado Ariovaldo Moreira, que defende Gustavo Henrique Elias Santos e a mulher presa, identificada apenas como Suellen Priscila de Oliveira, os dois só falarão quando ele estiver em Brasília. Além do casal, detido em São Paulo, a PF prendeu nesta terça-feira Walter Delgatti Neto, em Araraquara. Há ainda um quarto preso, em Ribeirão Preto, que não foi identificado. Os quatro suspeitos de hackear os celulares de autoridades foram transferidos para Brasília e levados para a Superintendência da PF do Distrito Federal. A ação, batizada de Operação Spoofing, foi determinada pelo juiz da 10.ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira.

Dodge indica novo procurador na Zelotes – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, indicou ontem um novo procurador para atuar na Operação Zelotes, que investiga esquema de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), tribunal que julga recursos de multas aplicadas pela Receita. A decisão ocorre um dia após o Estado revelar que procuradores a acusaram de desmontar a força-tarefa que atua na investigação e foi tomada sem consulta ao coordenador da investigação, o que é incomum. O escolhido por Raquel é o procurador da República do Município de Angra dos Reis Igor Miranda da Silva. No dia 1.º de julho, Miranda acompanhou o senador Flávio Bolsonaro (PSLRJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, em uma audiência com o ministro da Justiça, Sérgio Moro. Apesar disso, o nome dele não consta da agenda do ministro, apenas o do senador. Quem teve acesso ao teor da conversa no gabinete de Moro afirmou que os dois apresentaram um pedido em comum: o fortalecimento da Polícia Federal em Angra. O encontro com o ministro ocorreu quando o procurador já era o responsável pelo inquérito civil que apura a anulação da multa ambiental de R$ 10 mil aplicada pelo Ibama a Bolsonaro por pesca em unidade de conservação em 2012, quando o presidente era deputado. Questionado sobre a audiência com Moro e Flávio Bolsonaro, Miranda disse que o encontro “tratou de aumento de efetivo policial na região (de Angra dos Reis)”. Flávio, segundo ele, participou da reunião “como representante do Estado do Rio”. “Não sou amigo do atual ministro da Justiça e do senador mencionados”, afirmou Miranda.

Ação do PT contra Deltan cai nas mãos de Lewandowski – O pedido de senadores e deputados do PT para que o STF (Supremo Tribunal Federal) mande investigar os procuradores Deltan Dallagnol e Roberson Pozzobon caiu nas mãos de Ricardo Lewandowski, um dos membros da corte mais críticos à Operação Lava Jato. A distribuição foi feita na sexta-feira, dia 19. A ação do PT trata de mensagens obtidas pelo site The Intercept Brasil segundo as quais os procuradores teriam a intenção usar o prestígio obtido com a operação para lucrar com palestras. O ministro já tinha ficado, este mês, com uma demanda do partido para se investigue Sérgio Moro. Ele assume os processos em agosto, depois do recesso. Membro da Segunda Turma do Supremo, Lewandowski costuma votar contra a Lava Jato. (Direto da Fonte)

Lobão vira réu por propina em Belo Monte – A juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba, aceitou denúncia contra o ex-senador Edison Lobão (MDB-MA) e outros cinco acusados por corrupção em contrato de Belo Monte. A acusação formal do Ministério Público Federal relata pagamento ilícitos, de 2011 a 2014, de R$ 2,8 milhões, por intermédio do “setor de propinas” da Odebrecht. A defesa de Lobão afirmou que a denúncia “é mais uma que se lastreia unicamente nas palavras dos delatores”. “(Trata-se de) uma acusação sem nada concreto.”

Defesa de Lula pede suspensão de ação penal – A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ontem que o Supremo Tribunal Federal suspenda a ação penal em que ele é acusado de receber propina por meio de um terreno para o Instituto Lula e o aluguel de um apartamento vizinho à residência do petista no ABC paulista. O julgamento do pedido foi marcado para agosto, mas pode ser analisado no recesso. A defesa alega urgência.

Compliance no PSL é condição de Bolsonaro – Aliados de Jair Bolsonaro acham que ele finalmente começa a entender que sua imagem está cada vez mais associada à do PSL. Cresce, assim, a esperança de contar com o envolvimento do presidente na vida orgânica do partido, algo que ainda não ocorreu desde a posse dele no Planalto. Como condição para descascar mais abacaxis, além dos inerentes à função de presidente, Bolsonaro teria exigido a adoção de compliance (conjunto de normas para evitar desvios) na legenda. Há, contudo, resistência de uma ala do partido à adoção do modelo. O possível alinhamento do Palácio Planalto com o PSL e a possibilidade de adoção do compliance terão martelo batido na próxima semana, em uma reunião entre dirigentes e Jair Bolsonaro. O caso de um dirigente do PSL no Ceará que circula de tornozeleira eletrônica teria chegado aos ouvidos do presidente. Há, no entanto, muitas incoerências entre discurso e prática do presidente. Como exemplo, a ala contrária ao compliance cita o caso do ministro afastado do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, investigado pelo uso de supostas candidatas laranjas em MG. O senador Flávio Bolsonaro (RJ), filho do presidente, também é alvo de apurações do Ministério Público. Por isso, não há definição se as regras de um eventual compliance do PSL serão retroativas. A busca do PSL por uma empresa especializada em compliance começou em março, como mostrou a Coluna. A escolhida foi Alvarez & Marsal. (Coluna do Estadão)

Unidos – O governador Rui Costa (PT-BA), que se recusou a participar de evento com Bolsonaro, recebe no próximo dia 29 seus colegas do Nordeste em evento em Salvador. A reforma tributária será um dos itens da pauta, mas o ato tem tudo para elevar tom hostil contra Bolsonaro. (Coluna do Estadão)

Bolsonaro acena ao DEM e elogia ‘velho ACM’ – Em disputa política com a oposição no Nordeste, o presidente Jair Bolsonaro cedeu hoje espaço privilegiado ao prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), maior adversário político do PT na região, durante inauguração do Aeroporto Glauber Rocha, no interior da Bahia. Bolsonaro sinalizou que deseja, um dia, que ACM Neto ocupe a Presidência da República. “Conheci o velho ACM (o ex-governador e ex-senador Antonio Carlos Magalhães) no final dos anos 80, quando eu era vereador no Rio de Janeiro. Homem forte, combativo, leal e preocupado com seu povo da Bahia, deixou bons frutos. Lá na frente, se Deus quiser, você (ACM Neto) ocupará um dia a honrosa cadeira que ocupo”, discursou Bolsonaro a uma plateia de empresários e políticos locais. Neto dividiu o palco com a comitiva presidencial, ao lado de Bolsonaro, e discursou sobre a inauguração do aeroporto para convidados e para o povo, em dois palanques separados. Foi anunciado à população, pelo presidente, como um “amigo”. Disse que o povo baiano é generoso e que a obra não tem dono político. Ele elogiou a postura do presidente.

FOLHA DE S.PAULO – primeira página 

Manchete: PF prende quatro suspeitos de hackear Moro e Deltan

A Polícia Federal prendeu ontem três homens e uma mulher sob suspeita de hackear telefones de autoridades, incluindo o ministro da Justiça, Sergio Moro, e Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato. Não foram divulgados detalhes da investigação. A Folha apurou que a PF chegou aos suspeitos, nas cidades de São Paulo, Araraquara (SP) e Ribeirão Preto (SP), por meio de perícia que rastreou os sinais da invasão aos telefones. Dados do aparelho de Deltan foram capturados, mas não se sabe se por ação desses hackers. Até a conclusão desta edição, os policiais ainda não haviam conseguido estabelecer com exatidão se o grupo investigado em São Paulo tem alguma ligação com o vazamento de mensagens privadas dos procuradores da Lava Jato obtido pelo site The Intercept Brasil. O diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, informou ontem ao Supremo Tribunal Federal que não há nenhum inquérito em curso para apurar a conduta de Glenn Greenwald, editor do Intercept. O jornalista afirma que obteve o material de uma fonte anônima.

Anvisa adota novo critério e reclassifica agrotóxicos – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou ontem novo marco regulatório para avaliação dos riscos à saúde vinculados a agrotóxicos. Defensivos hoje classificados como “extremamente tóxicos” podem passar a categorias mais brandas. Pesquisa Datafolha mostra que 78% dos brasileiros consideram inseguro consumir alimentos que contenham agrotóxicos.

MEC propõe financiamento de pesquisa como cultura – O Ministério da Educação quer que pesquisas e programas de extensão de universidades federais sejam considerados atividade cultural e possam ser financiados via Lei Rouanet. A medida está na minuta de projeto de lei para implementação do Future-se. O texto mostra que o papel das organizações sociais (OSs) e da Rouanet no programa é maior do que o anunciado.

Dodge recorre de decisão de Toffoli a favor de Flávio.

Guedes agora diz que FGTS vai ter liberação anual – O governo decidiu que a medida de flexibilização de saque do FGTS possibilitará sacar anualmente de contas ativas e inativas. A permissão será recorrente, segundo o ministro Paulo Guedes. O valor, que na semana passada chegou a 35%, deve ser limitado a R$ 500.

Notícias da Folha

Termo ‘paraíba’ reflete preconceito ao Nordeste – Ao se referir a nordestinos como “paraíbas”, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) adotou uma postura preconceituosa e passível de punição pela lei, segundo linguistas e advogados ouvidos pela Folha. A origem do termo está intrinsecamente relacionada à intensificação dos fluxos migratórios de nordestinos para o Sudeste a partir dos anos 1960, especialmente de baianos a São Paulo e paraibanos ao Rio de Janeiro. “Criou-se essa designação genérica de ‘baiano’ em São Paulo e ‘paraíba’ no Rio por conta da tensão”, afirma Dante Lucchesi, professor de letras na UFF (Universidade Federal Fluminense) e referência na área de sociolinguística. “Era uma população mais pobre, marginalizada na periferia dessas cidades, já que os nordestinos que migravam eram retirantes, pessoas de baixa escolaridade e se ocupavam com trabalhos menos qualificados.” Segundo Lucchesi, “o termo ‘paraíba’ é carregado de preconceito no Rio de Janeiro”, onde Bolsonaro, que é paulista, se radicou. “Nesse caso, é claramente um termo pejorativo que reflete uma postura preconceituosa, lamentavelmente por parte do presidente, que devia representar todos os brasileiros.” De acordo com especialistas ouvidos pela reportagem, o uso palavra “paraíba” pode configurar crime, caso ocorra em um contexto que busque ofender. O crime, previsto no Código Penal, tem pena maior quando a ofensa faz referência à “raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”. A punição prevista é de multa e até três anos de reclusão.

Bolsonaro diz que ama o Nordeste – Em sua primeira visita ao Nordeste após ter usado um termo pejorativo (‘paraíbas’) para se referir aos governadores da região, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta terça-feira (23) amar os nordestinos e afirmou que faz um governo sem preconceitos. “É uma honra hoje também ser nordestino cabra da peste […] Somos todos paraíbas, somos todos baianos. O que nós não somos é aqueles que querem puxar para trás o nosso estado, o nosso país”, disse. As declarações foram dadas durante evento de inauguração do novo aeroporto de Vitória da Conquista (a 518 km de Salvador), onde, apenas com convidados da Presidência, Bolsonaro encontrou um clima favorável de apoiadores. Em discurso para as autoridades, afirmou que não estava na Bahia nem no Nordeste, mas no Brasil. “Eu amo o Nordeste. Afinal de contas a minha filha tem em suas veias sangue de cabra da peste. Cabra da peste de Crateús, de nosso estado aqui mais acima, o Ceará”, disse, em referência à origem do pai da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Ônibus gratuitos foram disponibilizados pela Prefeitura de Vitória da Conquista para levar moradores à região do aeroporto — o prefeito local é apoiador do presidente. O novo aeroporto da cidade foi inaugurado em meio a uma disputa pela paternidade da obra entre o governador da Bahia, Rui Costa (PT), e o presidente. A obra do novo aeroporto, que tem capacidade para atender até 500 mil passageiros por ano, foi executada pelo Governo da Bahia. Foram investidos R$ 106 milhões, sendo R$ 79 milhões do governo federal e R$ 31 milhões do estado. Os recursos federais, oriundos de emendas da bancada baiana no Congresso Nacional, foram repassados ao governo baiano durante as gestões Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB). O último repasse do contrato foi realizado em novembro.

Dodge recorre contra decisão de Toffoli que beneficiou Flávio – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recorreu na noite desta terça-feira (23) da decisão do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, que suspendeu todas as investigações do país que tiveram origem no envio de dados detalhados ao Ministério Público por autoridades fiscais sem aval do Judiciário. No recurso, Dodge diz que a decisão prejudica o combate à lavagem de dinheiro no país e pede que Toffoli especifique quais processos devem ficar paralisados. Para a procuradora-geral, o envio de informações pelo Coaf é peça fundamental do sistema. “Menos do que isso levará à inefetividade dessa engrenagem e, assim, ao enfraquecimento do combate à lavagem de capitais”, diz Dodge.

Toffoli age como ‘senhor todo-poderoso’ – Eliana Calmon, ex-corregedora nacional de Justiça, diz que o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, age como “um senhor todo-poderoso” ao suspender investigações penais que tenham usado dados do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sem autorização judicial prévia. “Ele dá uma liminar [decisão provisória] em pleno recesso, não respeita a opinião colegiada e decide que só em novembro o caso vai ser julgado. Isso é muito grave”, diz. Em 19 de dezembro de 2011, um dia antes do recesso, o ministro Ricardo Lewandowski concedeu liminar e interrompeu inspeções iniciadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a partir de informações do Coaf. A corregedoria nacional pretendia examinar a evolução patrimonial de magistrados e servidores em 22 tribunais. Associações de juízes alegaram quebra ilegal de sigilo bancário e fiscal de mais de 200 mil pessoas, “sem o conhecimento prévio do próprio CNJ e sem autorização judicial”. Lewandowski despachou na ausência do ministro Joaquim Barbosa, para quem foi distribuído um mandado de segurança que ainda tramita no Supremo. Eliana Calmon vê semelhanças nos dois episódios. “Não houve quebra de sigilo. Quando suspendem, paralisa tudo. É porque não querem investigar e julgar”, afirma.

Planalto analisa 72 nomes – Raquel Dodge e o subprocurador Mário Bonsaglia ganharam a simpatia de aliados importantes de Jair Bolsonaro na corrida pelo comando da Procuradoria-Geral da República. Pessoas próximas ao presidente dizem que ele busca alguém que compreenda as linhas gerais do governo, e que os dois teriam causado boa impressão. Ainda assim, o Planalto analisa o histórico de todos os 72 subprocuradores que estão aptos a assumir a cadeira. A definição deve sair até a segunda quinzena de agosto. Auxiliares de Bolsonaro dizem buscar entre os subprocuradores nomes de perfil “discreto e institucional”. Nas palavras desses aliados, o presidente não procura um “engavetador”, mas alguém que entenda que o “Ministério Público não pode ser um antagonista de tudo. Ele deve caminhar junto com as instituições”. Pessoas que estiveram recentemente com o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, ficaram com a impressão de que ele segue apoiando a recondução de Dogde ao cargo de procuradora-geral. Bonsaglia, por sua vez, foi o primeiro colocado na listra tríplice elaborada pela categoria. Lauro Cardoso, que concorreu à lista tríplice para a PGR mas acabou em quarto lugar, segue sendo citado como um exemplo de procurador regional de conduta ilibada no Planalto. Ele tem o apoio de militares do time de Jair Bolsonaro. (Painel)

Cada um na sua – Aliados do presidente do DEM, o prefeito de Salvador, ACM Neto, avaliam que, ao fim e ao cabo, tanto ele quanto o governador Rui Costa (PT-BA) e Jair Bolsonaro saíram no lucro com a ida do presidente à inauguração de um aeroporto em Vitória da Conquista (BA). Para esse grupo, Neto, que tem vínculo com a cidade e com a obra para a qual dedicou emendas quando parlamentar, conseguiu tirar uma casquinha e faturar politicamente com a inauguração em uma das cidades da Bahia que é mais refratária ao PT. Já Bolsonaro fez um aceno ao Nordeste após forte desgaste com governadores da região, e Rui Costa se projetou nacionalmente como oposição ao presidente. Desde que entrou em conflito com Jair Bolsonaro, Rui Costa ampliou sua base de seguidores nas redes sociais. De domingo até esta terça (23), foram mais 4.000 no Twitter, 938 no Instagram e 800 no Facebook. Do lado de Costa, aliados dizem que há risco de a exposição ao lado de Bolsonaro arranhar a imagem de Neto na capital baiana, já que pesquisas internas indicam pesada rejeição ao presidente em Salvador. O mandatário do DEM dá de ombros. Tem dito que sua imagem e a do inquilino do Planalto são bem separadas na cabeça do eleitor. (Painel)

Green Card – O Itamaraty pretende enviar ainda esta semana consulta formal aos Estados Unidos sobre a indicação de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) à embaixada de Washington. Extraoficialmente, o órgão já teria um sinal verde. (Painel)

Declarações de Bolsonaro dificultam ainda mais combate à fome – As declarações pejorativas do presidente Jair Bolsonaro sobre o Nordeste e seu distanciamento em relação à fome no país azedam ainda mais o já difícil cenário de atração de recursos estrangeiros para o combate à miséria. O Brasil tem hoje mais de US$ 45 milhões (R$ 169 milhões no câmbio atual) travados em projetos que poderiam ser financiados pelo Ifad (Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola), agência da ONU de combate a pobreza e fome no campo. Investimentos direcionados pelo fundo para estados como Maranhão e Ceará em projetos como a instalação de cisternas e a capacitação de agricultores não entram porque, desde 2018, falta aprovação da comissão de financiamento externo do Ministério da Economia. O principal entrave para permitir a liberação está na capacidade de pagamento, insuficiente para ter a União como avalista dos empréstimos. “O Ifad quer colaborar mas precisa também de reconhecimento do governo das dificuldades”, diz Claus Reiner, diretor do Ifad no Brasil. (Painel S.A.)

Câmara debaterá liberação de maconha medicinal – A Câmara dos Deputados deve instalar em agosto uma comissão especial para discutir o uso da cannabis sativa — a planta usada para produzir maconha— para fins medicinais. A comissão deve se contrapor ao ministro Osmar Terra, da Cidadania. Ele chegou a defender nesta semana que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) seja fechada caso aprove o plantio para tratamento. O órgão abriu uma consulta pública para discutir o assunto. A posição do ministro não encontra eco, no entanto, nem mesmo em parlamentares da base de Bolsonaro na Câmara. A deputada Carla Zambelli (PSL-SP), por exemplo, fará parte da comissão especial e acha que o assunto deve, sim, ser debatido. “O Osmar já falou para mim que é bem contra. Mas a gente tem que discutir. O mundo inteiro fez isso”, diz. “Se somarmos pacientes com doenças raras, autismo e câncer que poderiam ser tratados com a cannabis, calculo que cheguem a 20 milhões”, afirma. Zambelli divide a autoria de um projeto com o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ). Ele é inspirado em uma lei de Israel que autoriza o plantio para fins medicinais. Os dois chegaram a gravar um vídeo juntos sobre o assunto. O relator da comissão especial deve ser o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). “Os pacientes brasileiros não podem ser privados de um tratamento disponível em diversos outros países”, afirma ele. (Mônica Bergamo)

CORREIO BRAZILIENSE – primeira página

Manchete: PF prende quatro suspeitos de hackear celular de Moro

Eles foram detidos em São Paulo – são três homens e uma mulher – e trazidos para serem interrogados no Distrito Federal. O nome de cada um deles deve ser divulgado, oficialmente, hoje, após levantamento de sigilo do caso. Mas, até a noite de ontem, já se sabia a identidade de três: Walter Delgatti Neto, de 30 anos; Gustavo Henrique Elias Santos, de 28; e a mulher dele, Suelem de Oliveira. Os quatro são suspeitos de integrar organização criminosa especializada em crimes cibernéticos. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal para investigar a invasão ao celular do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e ao de juízes federais e de delegados. As prisões são temporárias e foram autorizadas pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília. A PF também apura se eles têm ligação com os ataques hackers contra a Lava-Jato.

“Somos todos ‘Paraíba” – Em inauguração de aeroporto em Vitória da Conquista, na Bahia, Bolsonaro põe chapéu de couro, declara amor ao Nordeste e volta a atacar adversários políticos.

Quando a vida vale um celular – Das 27 mortes em assaltos em 2018, 16 foram em roubos de smartphones. Caros e com revenda fácil, os aparelhos viraram o alvo preferido dos bandidos. Secretaria de Segurança estuda formas de coibir esse tipo de crime e o mercado ilegal do equipamento.

FGTS prevê saque e ganhos maiores – Liberação de recursos do fundo de garantia injetará R$ 40 bilhões na economia até 2020. Retirada pode ser limitada a R$ 500. Projeto prevê pagamento de 100% dos rendimentos aos trabalhadores.

Gás mais barato para a indústria – Novo Mercado do combustível, lançado ontem pelo governo, prevê queda do preço à metade em até três anos. Ministro da Economia estima que o programa levará o setor a produzir 8% do PIB em 10 anos.

Dodge recorre contra decisão que suspendeu investigações – Procuradora-geral da República diz que decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, que beneficia o senador Flávio Bolsonaro, não pode impedir, de forma generalizada, que informações do Coaf subsidiem apurações de todos os crimes financeiros. A determinação, afirma ela, impacta na imagem do Brasil como paraíso fiscal.

Tecnologia made in DF – Alunas do ensino médio do Cemi Gama, Raffaella, Adrielle e Gabrielly criaram um “micro-ondas ao contrário”. O ColdStorm é um refrigerador instantâneo que gela rapidamente as bebidas. A invenção ganhou prêmios no Brasil e será apresentado numa feira no Peru.

Mais informações sobre agrotóxicos – Anvisa aprova novo marco regulatório sobre os produtos. A classificação dos defensivos agrícolas será mais clara e com base em padrões internacionais.

Boris e o Brexit “seja como for” – Escolhido primeiro-ministro pelos conservadores, Boris Johnson reafirma que vai tirar o Reino Unido da União Europeia em 31 de outubro.

Saúde do DF tem 217 vagas – Instituto de Gestão Estratégica de Saúde selecionará médicos, enfermeiros e profissionais de outras três áreas para os hospitais de Base e de Santa Maria e para as UPAs. Os salários são de até R$ 9,9 mil.

Os legados de Saramago – Em entrevista à repórter Nahima Maciel, a viúva de José Saramago, Pilar Del Río, relembra a obra do escritor português e destaca o papel da literatura nos tempos atuais. Ela relembra também a preocupação do ganhador do prêmio Nobel com os direitos humanos.

Notícias do Correio

Meio ambiente – No discurso, em Vitória da Conquista, Bolsonaro criticou “xiitas ambientais” e disse ter “repulsa por quem não é brasileiro”, ao comentar a intenção de revogar a proteção ambiental da Estação Ecológica de Tamoios, no litoral do Rio de Janeiro. “Eu tenho um sonho. Quero transformar a Baía de Angra (dos Reis) numa Cancún. Cancún fatura US$ 12 bilhões anuais. E a Baía de Angra fatura o quê? Quase zero, por causa dos xiitas ambientais, esses que fazem uma campanha enorme contra o Brasil lá fora”, afirmou. Para Gustavo Baptista, professor de sensoriamento remoto do Instituto de Geociências da UnB, abrir uma perspectiva como essa é “dar um tiro no pé”. “A exploração do Brasil se iniciou pelo litoral, então já houve muita degradação. É uma área vulnerável, principalmente devido aos riscos que o interesse do setor mobiliário apresenta às questões ambientais”, disse. “Uma estação ecológica é definida porque tem uma preocupação importante na preservação das espécies que ali residem. Toda unidade de uso restrito tem por trás um estudo que chancela essa criação.”

Caminhoneiros: busca de acordo – O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, terá pela frente, hoje, um dos maiores desafios desde que assumiu o posto. No final da manhã, ele terá uma reunião com líderes dos caminhoneiros, que ameaçam deflagrar uma nova paralisação caso não tenham atendidas as reivindicações por remuneração maior pelo transporte de mercadorias. Os transportadores autônomos estão insatisfeitos, entre outros pontos, com a Resolução nº 5.849/2019 da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), que estabeleceu preços mínimos para os fretes. A tabela foi temporariamente suspensa para evitar o acirramento de ânimos entre a categoria, enquanto o governo busca encontrar uma solução para o problema. A decisão de suspender a planilha de custos, entretanto, obrigou Freitas a se engajar com o outro lado da moeda. Ontem, ele se reuniu com representantes da indústria e do agronegócio, que não abrem mão da resolução, por considerá-la tecnicamente adequada e suficiente para permitir a negociação de outros valores entre caminhoneiros e as empresas que contratam seus serviços. O argumento de entidades patronais é de que a tabela foi feita após uma série de audiências públicas em vários estados, e com base em estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo.

“Greve depende do governo” – Líderes dos caminhoneiros dizem que a possibilidade de decretação de greve está nas mãos do governo. Dentro da categoria, porém, não há clima favorável a bloquear rodovias e cruzar os braços, como ocorreu em maio do ano passado. Apesar de poucos dirigentes acreditarem na possibilidade de o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, apresentar alguma proposta na reunião de hoje, isso não deve implicar o início de uma paralisação. A disposição é a de dar uma nova chance ao Executivo. A expectativa das lideranças do movimento é que o governo peça mais prazo para elaborar uma nova tabela, alegando que precisa montar uma resolução que atenda às necessidades dos autônomos, embarcadoras e transportadoras. Chegar a um denominador comum que não crie distorções levaria tempo. É algo que a maioria poderia tolerar, prevê o caminhoneiro Ivar Schmidt, líder do Comando Nacional do Transporte. Os caminhoneiros autônomos, porém, querem mudanças na tabela da ANTT. Eles acusam a Escola Superior deAgricultura Luiz de Queiroz (Esalq), que subsidiou a elaboração da resolução da agência, de ser ligada ao agronegócio.

Paraguaios sem refúgio – O governo cessou o status de refugiados de três paraguaios acusados de sequestro no país vizinho, em decisão publicada pelo Ministério da Justiça no Diário Oficial, ontem. Juan Francisco Arrom Suhurt, Anuncio Martí Méndez e Victor Antonio Colmán Ortega vivem no Brasil desde 2003, quando declararam ter sofrido perseguição e tortura pelo governo paraguaio. No país de origem, eles são acusados de sequestrar a mulher de um empresário do setor da construção em 2002. De acordo com o Executivo local, os três pertenciam a uma organização chamada Pátria Livre, que deu origem ao grupo Exército do Povo Paraguaio. O Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) declarou a cessação da condição de refugiado em 14 de junho, por inexistência de fundado temor de perseguição. Em maio, a Corte Interamericana de Direitos Humanos absolveu o governo paraguaio das acusações de perseguição. “O Brasil não será mais refúgio para estrangeiros acusados ou condenados por crimes comuns (no caso, extorsão mediante sequestro). A nova postura é de cooperação internacional e respeito a tratados. Aqui não é terra sem lei”, escreveu o ministro da Justiça, Sérgio Moro, no Twitter.

Os efeitos da estratégia de Bolsonaro no Nordeste – Por mais desastrosa que a declaração de Jair Bolsonaro sobre nordestinos possa ter sido, a ausência do governador da Bahia, Rui Costa (PT), na inauguração do aeroporto de Vitória da Conquista, levou estrategistas do Planalto a comemorarem. A estratégia do pessoal que entrou em campo para gerenciar a crise aberta pelo próprio capitão reformado foi posta em prática na manhã de ontem e se limitava ao contraponto entre Bolsonaro e os chefes dos executivos regionais de oposição. Como ficou ao lado de aliados e de uma claque de convidados, e sem a presença de Costa, o presidente tentou se defender. Ganhou espaço nas tevês e na internet. Agora, é esperar as pesquisas de opinião para avaliar qual o tamanho do desgaste com a declaração de Bolsonaro. A avaliação no núcleo do PT — incluindo aí o senador Jaques Wagner (BA) — é a de que Costa delimitou espaço e isolou o presidente. A popularidade do petista está em alta no estado, a ponto de um vídeo postado por ele para explicar a ausência ter ganhado visibilidade nas redes. Costa acusou o Planalto de ter selecionado os convidados, deixando a população de fora do evento. Também exaltou as administrações passadas, como a de Dilma Rousseff, responsáveis pela maior parte das obras. (Brasília-DF)

Alertas – Segundo os analistas da Levels, a estratégia de comunicação do presidente é assertiva em mobilizar sua rede, mas perpetua a forte polarização que tem marcado o debate político, além de não fortalecer a narrativa de que governadores de oposição têm prejudicado o desenvolvimento do Nordeste. “Nesse sentido, as visões regionalistas têm maior abrangência, destacando o caráter preconceituoso das falas do presidente, dificultando ainda mais a entrada de Bolsonaro na região.” (Brasília-DF)

O problema é mais embaixo – Bolsonaro vai ter que se esforçar mais para ganhar o prestígio de lideranças do Nordeste do que os afagos dados na cerimônia de ontem, na Bahia. A estratégia do presidente em construir apoio na região esbarra não apenas na resistência de parlamentares da oposição, mas, também, de partidos de centro. Deputados da região dizem que o governo não vai ter suporte na base de agrados, que dirá no discurso de radicalização. O problema em construir apoio passa pelo Nordeste, mas vai além. Afinal, a construção da base governista no Parlamento está nos líderes. Na Câmara, tirando a oposição, oito partidos são liderados por deputados nordestinos que, juntos, comandam 184 deputados. São os casos do PSC, Cidadania, PP, PL, PSD, Solidariedade, DEM e PTB. E, por ora, é baixa a disposição para compor com o governo. O líder do Cidadania, Daniel Coelho (PE), por exemplo, garante que
não há nenhuma pretensão do partido em “ser governo”. (Brasília-DF)

Valor Econômico – primeira página

Manchete: BR é privatizada e Petrobras põe R$ 8,5 bi no caixa

A BR Distribuidora foi privatizada ontem com a venda de ações que pertenciam à Petrobras em oferta na bolsa de valores de São Paulo. Os papéis foram vendidos a R$ 24,50, movimentando R$ 8,56 bilhões, incluído lote adicional. Excluído 1,65% de custos sobre o valor da operação, o restante seguirá direto para o caixa da estatal.

Brexit assombra o Halloween – O futuro premiê Boris Johnson reafirmou intenção de tirar o Reino Unido da UE em 31 de outubro, Dia das Bruxas, mas terá resistências até no Partido Conservador para fazê-lo sem um acordo.

Vingam só 14% das propostas de Bolsonaro – Com discurso muitas vezes de confronto com o Legislativo, o presidente Jair Bolsonaro encaminhou 50 projetos de lei, propostas de emenda à Constituição e medidas provisórias no 1º semestre, segundo levantamento do Valor. Mas o Congresso chancelou só 14% das propostas.

A maior concessão de rodovia – O governo de São Paulo lança hoje a versão definitiva do edital do corredor rodoviário Piracicaba-Panorama. Será a maior concessão de rodovia na história do país, tanto em termos de extensão (1.274 km) como em investimentos (são previstos R$ 14 bilhões).

Inpe tem melhor sistema no mundo, diz Nobre – “O Brasil tem o melhor sistema de monitoramento de florestas tropicais do mundo”, afirma o climatologista brasileiro Carlos Nobre, que trabalhou por 35 anos no Inpe, cujos dados sobre o aumento do desmatamento na Amazônia vêm sendo colocados sob suspeita pelo presidente Jair Bolsonaro.

Vale coloca à venda ativos de manganês – A Vale colocou à venda ativos de sua operação de manganês no Brasil. O Valor apurou que a empresa pretende se desfazer de três unidades de ferroligas – duas em Minas Gerais e uma na Bahia -, e de uma mina, também em Minas. A brasileira Buritirama e a suiça Glencore estariam interessadas nos ativos, segundo fontes.

Notícias do Valor

Especialistas criticam ‘nova’ CPMF – De volta ao debate público após o avanço da reforma da Previdência na Câmara, a mudança no sistema tributário brasileiro ainda tem pouco consenso entre especialistas. Um deles é a forte crítica à criação de um imposto sobre movimentações financeiras nos moldes da extinta CPMF, tido como ineficiente e já abandonado por alguns países que chegaram a adotá-lo.

Congresso trava agenda de Bolsonaro – Com um discurso muitas vezes de confronto com o Congresso, o presidente Jair Bolsonaro conseguiu aprovar a reforma da Previdência em primeiro turno, instituir mecanismos de combate a fraudes em benefícios previdenciários e ser autorizado a descumprir a regra de ouro, evitando assim ser acusado de crime de responsabilidade, mas viu o resto da sua agenda legislativa – econômica, de costumes e de combate à corrupção – ficar praticamente paralisada nesses primeiros sete meses de governo. Levantamento do Valor mostra que Bolsonaro encaminhou 50 projetos de lei, propostas de emenda à Constituição (PECs) e medidas provisórias (MPs) no primeiro semestre, mas o Congresso chancelou apenas 14% – quatro projetos orçamentários (a maioria deles meras autorizações para gastos) e três MPs. A Câmara ainda votou um projeto às vésperas do recesso e o primeiro turno da reforma previdenciária – falta a segunda votação. Por outro lado, seis MPs perderam a validade e o próprio Bolsonaro pediu para retirar de tramitação um projeto para prorrogar contratos de compra do caça Gripen e da aeronave Embraer KC-390 – o texto ficou 20 dias sem que tivesse nem relator e foi reencaminhado como MP para entrar em vigor imediatamente.

Casagrande é contra expulsão de deputados pró-reforma – Integrante da Executiva nacional do PSB e um dos principais líderes do partido, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, defendeu ontem a reforma da Previdência e criticou a possibilidade de a legenda expulsar os deputados que votaram a favor da proposta. Para Casagrande, o PSB deve ter “muito equilíbrio” e não deve afastar quase um terço da bancada (11 dos 32 deputados) por ter apoiado a reforma no primeiro turno da votação na Câmara. O governador disse ainda que a esquerda errou ao não apresentar um projeto alternativo e cobrou outra postura da oposição.

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