Tudo de todos os jornais de domingo (04)  | Claudio Tognolli


Chico Bruno

O GLOBO – primeira página

Manchete: Clã Bolsonaro contratou 102 pessoas com laços familiares

Levantamento feito pelo GLOBO revela que, desde o primeiro mandato de Jair Bolsonaro como deputado, em 1991, foram nomeados para seu gabinete e os de seus três filhos políticos (Flávio, Carlos e Eduardo) 286 assessores, dos quais 102 têm algum parentesco ou relação familiar entre si. Só da família Bolsonaro, são 22. Em vários casos, há indícios de que as pessoas não exerceram as funções dos contratos. Procurados, dois dos nomeados negaram ter trabalhado; e duas pessoas declararam outras ocupações. Uma mulher que foi contratada por 15 anos no gabinete de Flávio com o salário médio de R$ 7,3 mil, por exemplo, informou na Justiça ser “do lar”. Outra, apesar de contratada por Carlos de 2005 a 2019 por R$ 10,7 mil em média, declarou em cartório ser “babá”. A defesa do senador Flávio Bolsonaro diz que as contratações foram legais. O Palácio do Planalto, o vereador Carlos Bolsonaro e o deputado federal Eduardo não comentaram o assunto.

Garimpo ilegal de ouro avança em terra indígena – O GLOBO percorreu por quatro dias a maior reserva indígena do país, a Ianomâmi, entre Roraima e Amazonas, onde 23 mil índios dividem a terra com 15 mil garimpeiros ilegais de ouro, numa rotina de violência, conflitos e destruição ambiental. Os dois rios mais importantes para os nativos estão contaminados por mercúrio.

Anatel teme que boatos sobre 5G atrapalhem leilão – Os boatos sobre a quinta geração de redes móveis de telefonia, como os de que causaria câncer e mutações de DNA que acelerariam o envelhecimento ou contribuiria para a extinção das abelhas, preocupam a Anatel. A agência planeja fazer o primeiro leilão de 5G no ano que vem.

Cracolândias se alastram pela cidade – Em expansão pelo Rio, cracolândias levam pânico a lugares como o bairro de Maria da Graça, o Parque Garota de Ipanema e as adjacências da Uerj. Para bancar o consumo da droga, usuários assaltam e cometem pequenos furtos no entorno desses agrupamentos. Prefeitura não informa número atualizado de cracolândias.

Rumo a Portugal – Braga, o novo eldorado dos brasileiros

Reprodução assistida – Congelamento de embriões dá um salto no país.

Notícias de O GLOBO

Nomeações foram legais, diz Flavio – Após fazer o levantamento que apontou a contratação pela família Bolsonaro, ao longo de 28 anos, de 102 pessoas com laços familiares para seus gabinetes no Legislativo, O GLOBO procurou no último dia 24 o presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para comentarem os critérios de contratação, a nomeação de familiares e as funções de alguns de seus assessores. Em resposta, o advogado do senador Flávio Bolsonaro, Frederick Wassef, afirmou que “a nomeação dessas pessoas ocorreu de forma transparente e de acordo com as regras da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj)”. “Todas as pessoas que foram nomeadas, na época, eram qualificadas para as funções que exerciam. Trabalharam em diferentes áreas, mas sempre em prol do mandato, tanto que as votações enquanto deputado estadual foram crescentes. A nomeação dessas pessoas ocorreu de forma transparente e de acordo com as regras da Alerj. A execução do trabalho delas também ocorreu de acordo com as normas”, afirmou o advogado de Flávio na nota. O Palácio do Planalto disse que não comentaria o assunto. Em ocasiões anteriores, como em junho deste ano, Bolsonaro disse que confia em Flávio e que Fabrício Queiroz precisava se explicar. O vereador Carlos Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro foram procurados, por meio de suas assessorias, mas não responderam.

Dá uma maneirada – Para o público externo, o ministro Luiz Eduardo Ramos tuitou em defesa de Jair Bolsonaro a respeito dos seus mais recentes arroubos (“É transparente, direto e não se preocupa com o politicamente correto!! O povo que o elegeu sabia disso e foi a razão de sua vitória !!”). Internamente, contudo, Ramos, velho amigo do presidente, conversou com Bolsonaro aconselhando-o a maneirar. (Lauro Jardim)

Dever de casa – Eduardo Bolsonaro andou estudando nas férias. Tudo para fugir de eventuais micos durante a sabatina no Senado, prova de fogo a que será submetido quando seu nome for indicado à embaixada de Washington. O 03 encomendou a gente de sua confiança um levantamento de todos os acordos em vigor entre Brasil e EUA, uma relação com os temas prioritários para Brasília que nunca foram à mesa e as principais negociações de interesse nacional em que a equipe de Donald Trump faz jogo duro. Além disso, foi aconselhado a ler dois livros: “O Brasil no debate sobre a segurança hemisférica na década pós-Guerra Fria (19902000)”, escrito pelo embaixador Paulo Andrade Pinto; e “O Conselho de Defesa Sul-Americano: objetivos e interesses do Brasil”, de Ana Abdul-Hak. (Lauro Jardim)

Primeiro round – Jair Bolsonaro reabriu o seu conhecido arsenal de brutalidades, desta vez contra Felipe Santa Cruz, pouco mais de um mês após o seu primogênito sofrer uma derrota judicial para a Ordem no STJ. No dia 24 de junho, o ministro Og Fernandes negou um pedido de indenização por danos morais movido por Flávio Bolsonaro contra a OAB-RJ. O 01 pleiteava o ressarcimento de supostos prejuízos por ter ficado quatro anos com sua carteira de advogado suspensa pela entidade. O imbróglio vem da década passada. Flávio conseguiu uma liminar para fazer o exame da OAB quando ainda era estudante de Direito — e passou na prova. A liminar, porém, acabou cassada. Assim, seu registro de advogado ficou cancelado entre 2006 e 2010, e só depois foi restabelecido administrativamente. O STJ vetou as pretensões de Flávio por considerar legal o critério adotado pela entidade de só permitir que bacharéis prestem o exame. E advinha quem presidiu a OAB fluminense, seccional em que Flávio é inscrito, entre 2013 e 2015, quando o processo já corria a todo vapor? Sim, Felipe Santa Cruz. (Lauro Jardim)

Linha direta – ACM Neto entrou para o grupo de interlocutores frequentes de Luciano Huck. Os dois estão se falando toda semana. (Lauro Jardim)

O PIB da doença em alta – Enquanto você lia esta frase, certamente foi aberta mais uma farmácia no Brasil. Aliás, enquanto o país se arrasta num PIBzinho de 1%, grande parte do setor de saúde vai muito bem. E o que é melhor: gerando emprego. Os prestadores de serviços de saúde (hospitais, clínicas, laboratórios, médicos e etc.) respondem por 16% dos 408.500 postos de trabalho formais gerados no país no primeiro semestre, segundo levantamento da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde). O setor fechou o período com saldo positivo de 65.184 empregos — um Maracanã. É o melhor resultado do setor nos últimos 18 anos. (Ancelmo Gois)

Fator iogurte… – Há outro setor, além de alguns segmentos da área de saúde, que também enxerga sinais de melhora nos negócios. Uma grande rede de supermercados registrou mais gente trocando a compra de iogurte de morango comum pelo tipo grego, que custa o dobro do preço. Seria um sinal de que o “humor” do consumidor melhorou. Será? (Ancelmo Gois)

Braga, o novo eldorado dos brasileiros – Fazia calor em Braga em meados de julho quando o advogado carioca Edison Puppim buscou o filho Igor na piscina pública. Ao lado da mulher, a enfermeira paulista Alessandra Nogueira, ele deu a partida no Alfa Romeo ano 1999 e fez a volta rumo à loja de 140 m2 no centro, alugada por € 350 mensais. Ali funcionará a biscoiteria Último do Pacote. Assim foi parte do dia do trio, que vive mais uma história de recomeço neste novo eldorado em Portugal da população brasileira, que em dez anos passou de 2.596 para 6.168 na cidade, um crescimento de 137,6%. Os novos habitantes buscam um custo de vida mais barato que Porto e Lisboa, mas com a vantagem de morar em uma cidade com bons serviços públicos, estímulo ao empreendedorismo e segurança. O aumento do fluxo é visível nas ruas bracarenses desde 2015. O salto dos 3.119 daquele ano para quase o dobro foi intenso. — Dizemos, de brincadeira, que o “brasileiro” é a língua oficial de Braga. Até o clima está mais tropical — disse o prefeito Ricardo Rio, que recebe regularmente em seu gabinete os recém-chegados em busca de informação para investir ou abrir negócio. Edison conseguiu uma vaga para estacionar o carro quase em frente ao Sushi Brazil, administrado por um casal de brasileiros. Ao descer, apontou para a fachada de vidro da sua loja, vizinha ao restaurante, e contou como chegou a Braga. —Viemos em janeiro, estudamos tudo, e nos mudamos definitivamente em março. Temos um número mágico, que é € 1,2 mil mensais (R$ 5.163). É quanto nós três precisamos para viver com qualidade. Metade do valor é para o aluguel de um dois quartos bem localizado — explicou Edison, lembrando que o plano é fazer a loja ser autossuficiente em breve. — Porto e Lisboa são caras, principalmente aluguéis de apartamentos como o nosso, que nas duas custam €900. Braga é uma cidade mais barata, jovem, e com excelente qualidade de vida — acrescentou Alessandra.

O ESTADO DE S.PAULO – primeira página

Manchete: Terra desapropriada pode ser devolvida aos antigos donos

Sob o argumento de que é preciso destravar a reforma agrária, o governo prepara um mutirão para fechar acordos com proprietários que questionam a tomada de suas terras ou reclamam do valor pago como indenização. Segundo o secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Luiz Nabhan Garcia, o governo espera que as conciliações permitam devolução da terra, ou de parte dela, aos fazendeiros. Há casos em que a disputa judicial se arrasta há décadas. O secretário sustenta que a intenção é resolver os litígios sem confronto com as famílias. “Vai ter reintegração de posse. Mas o objetivo é que a família seja acomodada em outro lote, desde que cumpra requisitos previstos em lei”, diz. O governo também tem como meta entregar 200 mil títulos definitivos de terra até 2022. O Ministério da Agricultura calcula que 975 mil famílias estão assentadas, mas apenas uma pequena parte tem o documento final de propriedade.

Produção de petróleo em terra firme cai 50% – A capacidade da Petrobrás na exploração no mar, somada à crise da empresa, colocou em segundo plano a produção de petróleo em terra firme, que caiu 50% no período entre 2000 e 2019.

Rota de tráfico no Norte atrai cobiça de 17 facções – Pelo menos 17 grupos criminosos, incluindo PCC e Comando Vermelho (CV), além de facções locais, disputam rota da cocaína vinda de Colômbia,Peru e Bolívia até o Norte do País. Embates trazem violência e instabilidade à região.

Dentes de deputado custam à Câmara R$ 157 mil – Pastor Marco Feliciano (Podemos-SP) entregou a conta, referente a tratamento odontológico, e foi reembolsado. “Sou político e pregador. Minha boca é minha ferramenta”, justificou.

Jovem, cego e determinado – Felipe Rigoni saído dos movimentos de renovação da política, parlamentar do PSB do Espírito Santo quer ser presidente da República e procura sua primeira-dama.

Fernando Henrique Cardoso – Há muito a pensar e fazer. Diante do liberal-autoritarismo é preciso insistir no liberal-progressismo.

Vera Magalhães – Reações ainda tímidas a arroubos autoritários de Jair Bolsonaro mostram falta de alternativas.

Falta de civilidade – A deterioração do respeito pelo outro que, em maior ou menor grau, corrói as relações sociais parece que se instalou no Palácio do Planalto e produz profunda desesperança no País.

Murro em ponta de faca – O recado do STF é claro: ou o governo Bolsonaro põe freios ao seu voluntarismo, ou eles terão de ser impostos.

Notícias do Estadão

Estudo vê queda de avaliação nas redes sociais – As frases polêmicas proferidas pelo presidente Jair Bolsonaro contra jornalistas, políticos e instituições na última semana de julho coincidiram com queda na avaliação do Planalto nas redes sociais, indica monitoramento da startup Arquimedes. O índice registrou baixa semelhante em maio, no mesmo período em que o governo foi cercado por críticas e questionamentos pelo decreto que flexibilizou o porte de armas. O Índice de Sentimento Arquimedes (ISA) mede diariamente o humor das manifestações a partir de publicações de perfis e páginas públicas no Twitter e no Facebook sobre o governo, variando de 0 a 100, onde 0 é totalmente negativo e 100 é totalmente positivo. O levantamento aponta um início de julho positivo com 46 pontos. No período, o Planalto era impulsionado pela manifestação pró-governo de 30 de junho e acompanhava a tramitação e aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno na Câmara dos Deputados. A partir da segunda quinzena, porém, a variação teve uma baixa e chegou aos 35 pontos – menor índice registrado desde a posse. Foi no dia 19, durante um café da manhã com jornalistas estrangeiros, que o presidente disse ser “uma grande mentira” a fome no Brasil. Na mesma ocasião, emendou acusações falsas contra a jornalista Miriam Leitão, questionou os dados de desmatamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e chamou governadores nordestinos de “paraíba”, termo pejorativo usado no Rio. A sequência de polêmicas e as repercussões nos dias seguintes fizeram o ISA oscilar entre 35 e 38 pontos.

Um hacker no caminho político de Manuela – Após a revelação, no fim de julho, de que a ex-deputada Manuela D’Ávila (RS) foi a ponte entre o hacker que violou telefones de centenas de pessoas, entre elas autoridades dos três Poderes, e o site The Intercept Brasil, a direção do PCdoB interrompeu, pelo menos temporariamente, a estratégia pensada para ela – aproveitar a grande exposição obtida pela candidatura à Vice-Presidência na eleição do ano passado para consolidá-la como um nome forte do partido para 2020. O episódio, no entanto, obrigou a ex-deputada a se recolher. Na última semana, Manuela parou de dar entrevistas e de interagir nas redes sociais – território que dominava com desenvoltura – e se impôs uma espécie de autoexílio na Escócia, onde faz curso de inglês, ao lado do marido e da filha. Seus advogados, José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justiça, e Alberto Toron, também têm fugido dos microfones. A ideia é evitar que a ex-deputada vire protagonista do caso conhecido como “Vaza Jato” e que seu papel fique circunscrito ao que foi divulgado até agora: o de apenas intermediária entre o hacker Walter Delgatti Neto, o Vermelho, e o jornalista Glenn Greenwald. No entorno de Manuela a ordem é protegê-la de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, que tentam usar o episódio para transformá-la no vínculo entre o hacker e o PT de Fernando Haddad, de quem ela foi candidata a vice na eleição presidencial do ano passado. No início do ano, o PCdoB chegou a cogitar que ela transferisse o título eleitoral para São Paulo a fim de se lançar candidata à Prefeitura da maior cidade do Brasil, onde ganharia ainda mais visibilidade e a possibilidade de marcar diferenças em relação ao PT. Mas Manuela rejeitou de pronto a ideia e se mantém como pré-candidata à prefeitura de Porto Alegre, onde lidera as pesquisas de opinião.

Dentes de deputado custam à Câmara R$ 157 mil – A Câmara dos Deputados reembolsou o deputado Pastor Marco Feliciano (Podemos-SP) em R$ 157 mil referentes a um tratamento odontológico. O parlamentar argumentou que precisava corrigir um problema de articulação na mandíbula e reconstruir o sorriso com coroas e implantes na boca. Ao Estado, Feliciano confirmou o valor do tratamento dentário e disse que sofria de dores crônicas relacionadas ao bruxismo. “Não desejo para ninguém”, afirmou. “Sou político e pregador. Minha boca é minha ferramenta.” O pedido de reembolso do parlamentar foi apresentado em abril à área de perícia da Câmara, mas foi rejeitado pela equipe técnica. Na avaliação do setor, havia uma incompatibilidade entre os valores apresentados e os preestabelecidos pela Casa, além de problemas na descrição de parte dos procedimentos. Com um laudo de seu dentista, Feliciano recorreu da decisão. O Estado consultou dois especialistas nesse tipo de procedimento, e eles afirmaram que o valor reembolsado pela Câmara é alto, uma vez que esse tipo de patologia não necessita de intervenção cirúrgica. A Mesa Diretora, formada por sete parlamentares, acabou aprovando o gasto. Todo deputado tem um plano médico ligado à Caixa Econômica Federal. Tanto despesas com serviços médicos quanto odontológicos podem ser reembolsadas. Desde 2013, a Câmara passou a autorizar quase que automaticamente despesas de até R$ 50 mil. Valores acima disso têm de passar por aprovação da Mesa Diretora, que pode aprovar qualquer quantia. No ano passado, a Câmara desembolsou R$ 8 milhões em reembolso médico aos parlamentares.

Bolsonaro e a teoria do pneu murcho – Se há mesmo uma estratégia de Jair Bolsonaro em forçar a radicalização para governar ancorado no um terço ultraconservador da população, ela embute altos riscos, observa um analista de pesquisas. É possível governar com apenas 30% de apoio? Sim, como é possível rodar com um pneu murcho, mas em qual velocidade, por quanto tempo e até onde? No ritmo em que o presidente consome capital político, se os índices de reprovação superarem 45%, a viagem até 2022 poderá depender de um milagre de Paulo Guedes e da simpatia do Congresso. Altos índices de reprovação do Executivo (hoje na casa dos 30%) atiçam o Congresso. Um senador diz que muitos parlamentares são como tubarões: ao menor sabor de sangue na água, atacam a vítima sem dó ou piedade. Caso o governo Bolsonaro se isole mesmo no apoio irrestrito, porém pequeno, de 30% da população, um deputado da linha de frente do exército virtual bolsonarista avisa: o barulho e a confusão nas redes sociais vão aumentar. No outro lado do cabo de aço, um deputado do Centrão rebate: o Congresso já não tem mais tanto medo da guerrilha virtual dos bolsonaristas. No entorno de Jair Bolsonaro há um grupo de auxiliares bajuladores com a certeza de que o chefe não deve satisfações a ninguém e está acima das instituições democráticas. Por sorte, Bolsonaro contrariou recomendações desses auxiliares ao dizer que vai prestar esclarecimentos sobre as declarações acerca da morte de Fernando Santa Cruz, pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. Só para se ter uma ideia da quantidade de gente dando conselhos ruins ao presidente, os bajuladores contrariados defendiam que, fazendo isso, Bolsonaro dará palanque para Santa Cruz. (Coluna do Estadão)

Verdes – O PV faz atos hoje contra a liberação dos agrotóxicos, em cidades de SP, Rio, BA e MS. José Luiz Penna, presidente do partido, já entrou com ação no STF para reverter a liberação de 260 produtos. (Coluna do Estadão)

Após ataques de Bolsonaro, boatos ganham impulso – Aconteceu com a jornalista Miriam Leitão, com o governador Flávio Dino e até com o prefeito de Nova York, Bill de Blasio. Após ataques públicos de Jair Bolsonaro a pessoas e instituições, elas imediatamente se tornam personagens de boatos infundados de grande circulação nas redes sociais. As ondas de desinformação buscam validar as declarações do presidente e, ao mesmo tempo, manchar a reputação de seus alvos.

Sete episódios em que esse padrão foi observado. Em todos, o Estadão Verifica – núcleo de checagem de fatos do Estadão – constatou a falsidade total ou parcial das alegações, que circularam principalmente em perfis e páginas de simpatizantes do governo no Facebook e no Twitter. “A peça de desinformação pega carona na indignação, na tentativa de explicar o que está acontecendo ou na vontade de uma parcela do público de dar apoio ao presidente”, avaliou Pablo Ortellado, professor do curso de Gestão em Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP) e estudioso da polarização nos ambientes virtuais. Ortellado ressalta que produzir um meme ou um boato não exige muito tempo ou esforço. São peças pouco sofisticadas que não se apoiam em dados ou argumentos aprofundados. Esse imediatismo ajuda a desinformação a se tornar língua franca em um ambiente altamente polarizado. Com suas declarações agressivas, Bolsonaro coloca lenha na fogueira da polarização e, dessa forma, estimula a reação imediata no debate público, diz Ortellado.

FOLHA DE S.PAULO – primeira página

Manchete: Leilão de 5G põe em xeque serviço de TV por assinatura

O governo federal quer leiloar as frequências da telefonia de quinta geração, o chamado 5G, até o primeiro semestre de 2020, mas as empresas do setor resistem por que, com esse serviço, acreditam colocar em risco de extinção a TV por assinatura. A capacidade de transmissão de dados, bem maior que a do 4G, dispensaria levar via cabo ou fibra à conexão de internet às residências. Seria possível oferecer o serviço de TV por antenas de celular, o que faria as teles perderem parte de seu negócio. Essa realidade, associada à crescente oferta de aplicativos que exibem canais de TV e conteúdo de estúdios estrangeiros pela internet, sem a necessidade de passar pelo empacotamento das operadoras, tem sido encarada como uma ameaça. Embora defendam publicamente a evolução da tecnologia, nos bastidores, as teles tentam ganhar tempo para se posicionar diante das mudanças com o 5G. Na melhor das hipóteses, o leilão ocorrerá em julho do ano que vem.

Bolsonaro emula Trump e sobe tom em agrado a base – Assim como Donald Trump, Jair Bolsonaro tem aumentado a quantidade de declarações ofensivas. Ambos dizem ser espontâneos, mas especialistas veem cálculo político como afago a suas bases. Para um analista, Trump mostra a Bolsonaro ser possível manter, na Presidência, o tom de ataques da época de candidato.

Falas do presidente tiram radicais da solidão habitual – Qual a origem do “mito” Bolsonaro? O homem que diz, impunemente, o que “todos” pensam, mas ninguém diz. E não há instituição capaz de frear eleitorado disposto a dar o poder aos autoritários. (Fernando Bizarro, doutorando no Departamento de Governo da Universidade Harvard)

STF parece ‘tribunal de exceção’, afirma Dodge em recurso.

A sociedade livre do Estado – Utopias ultraliberais que sonham com o fim do Estado e que consideram os impostos uma forma de roubo têm conquistado adeptos pelo Brasil, inclusive profissionais da equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Caribe aqui, não – Angra dos Reis rejeita ideia de criar ‘Cancún brasileira’ para ampliar turismo.

Moro omitiu palestra paga quando era juiz da Lava Jato – O ministro da Justiça, Sérgio Moro, omitiu uma palestra remunerada que deu em 2016 ao prestar contas de suas atividades quando era o juiz responsável pela Lava Jato em Curitiba. O evento é citado em mensagens trocadas com Deltan Dallagnol, obtidas pelo The Intercept e analisadas com a Folha. Em nota, Moro fala em possível lapso, “nada havendo a esconder”.

Notícias da Folha

Promessa de Bolsonaro sobre reforma agrária acelera despejo de sem-terra no PA – Após sonhar por 11 anos com a regularização da primeira terra própria de suas vidas, o casal de trabalhadores rurais Adeilson Vieira e Lenir da Conceição tem data e hora marcada para voltar à estaca zero: 9h do próximo dia 17 de setembro. Esse foi o prazo fixado pelo juiz agrário de Marabá, Amarildo Mazutti, para o cumprimento da reintegração de posse da fazenda Maria Bonita, do grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas. A área foi tomada em 2008 por famílias do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e localizada em Eldorado do Carajás, palco do massacre de 19 sem-terra por PMs, em 1996. A decisão liminar para reintegração de posse foi tomada em audiência no último dia 11. Para fundamentá-la, Mazutti se embasou na decisão do governo Jair Bolsonaro, logo após a posse, de paralisar o programa de reforma agrária. Com a suspensão, o Incra interrompeu as negociações com a AgroSB (antiga Agropecuária Xinguara), do grupo Opportunity, para a compra da área, de cerca de 5.500 hectares. Ali o MST distribuiu lotes a cerca de 226 famílias. Em entrevista à Folha em seu gabinete, no fórum de Marabá, o juiz repetiu o argumento: “Não podemos fazer reforma agrária. Não temos base legal para dizer: ‘Eu vou tirar a terra de você e vou dar pra você’”. Mazutti diz esperar que o governo Bolsonaro reabra o programa de compra de terras. “Isso vai ajudar para a redução dos conflitos agrários aqui na região.”

PM faz abordagem em evento do PSOL – Policiais militares fizeram uma abordagem a militantes do PSOL no encontro estadual de mulheres do partido na manhã deste sábado (3), em São Paulo. Segundo os dirigentes da legenda, dois policiais pediram documentos dos responsáveis pelo evento e tiveram uma conduta intimidatória ao falar com os militantes.

Governadores do Nordeste criam bloco – Em contraponto à gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL), eles se uniram em torno de um projeto comum e começam a consolidar um novo polo de poder na esquerda pós-Lula (PT). Com a força política de suas canetas, os governadores dos nove estados do Nordeste —sete deles de partidos de esquerda— intensificaram agendas conjuntas, afinaram o discurso e tentam dar peso político à região onde vivem 55 milhões de brasileiros. Para isso, deixaram em segundo plano o debate sobre costumes, no qual a polarização com Bolsonaro tende a atingir níveis ainda mais críticos, e trouxeram para o centro da discussão temas com maior impacto no cotidiano da população, como emprego, saúde e segurança. A estratégia ficou visível na última segunda (29), quando os governadores formalizaram em Salvador a criação do Consórcio Nordeste, entidade que viabilizará parcerias entre os estados da região. Perfilados lado a lado, os governadores posaram para fotos após o lançamento do projeto. Atrás deles, um banner trazia um slogan com discurso nacional: “Consórcio Nordeste: o Brasil que cresce unido”. A escolha não foi ao acaso. A ideia de união do slogan é um contraponto direto a Bolsonaro, que segue a lógica do conflito em seu governo.

Sinais – A suspensão de um contrato do Inep com o Pnud, na semana passada, foi vista por ex-integrantes da cúpula do Ministério da Educação como sintoma de que “a teoria antiglobalista” adotada por parte do comando da pasta foi colocada em prática. Este foi o segundo contrato com um órgão internacional cancelado em um mês. Antes, houve a suspensão de termo com a Organização dos Estados Ibero-Americanos. No caso do Pnud, 13 consultores foram desligados. No da OEI, dizem pessoas ligadas ao tema, ao menos 80 funcionários. Integrantes do Inep defendem a versão de que os contratos foram suspensos devido a irregularidades nas cargas horárias: consultores temporários cumpririam jornadas integrais. Trata-se, justificam, de subterfúgio para evitar gastos com concursos e que está na mira do TCU. Ao Painel, a assessoria disse “que a Procuradoria Federal junto ao Inep identificou vícios” nos contratos, que não atenderiam a critérios traçados em decreto. (Painel)

Sua guarda – Ministros do STF conversaram muito sobre as mensagens que mostram a ação de Dallagnol nos assuntos que dizem respeito a Toffoli. Um deles se disse impressionado com a falta de liturgia com que o endereço do hoje presidente do Supremo foi repassado a investigadores da primeira instância pelo gabinete de Rodrigo Janot. Um subprocurador-geral com décadas de atuação no Ministério Público Federal tem dito que, “em todas as vezes que viu a magistratura entrar em choque com a Procuradoria, foi o segundo grupo quem saiu chamuscado”. (Painel)

Atraso para nomeações no Cade empaca 70 operações no Brasil – Enquanto governo e Senado não resolvem o atraso na nomeação de novos conselheiros do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o número de operações de fusões e aquisições congeladas no país só cresce. O saldo de negócios parados bateu em 70 nesta sexta-feira (2). Em meados de julho, eram 40. Na última quinta (1º), o presidente Jair Bolsonaro decidiu retirar a indicação de dois nomes que haviam sido apresentados para preencher as vagas. O Cade tem neste momento quatro assentos vagos em seu tribunal e, portanto, não consegue quórum para julgar as operações. Também não tem integrantes suficientes para consumar o que já foi aprovado pela Superintendência-Geral do órgão. Tudo o que acontece na autarquia desde pelo menos 2 de julho está paralisado. O caso mais grave afetado pelo impasse foi a compra da empresa de software Red Hat pela IBM por US$ 34 bilhões (aproximadamente R$ 132 bilhões no câmbio atual), uma megaoperação que, embora realizada globalmente, carece de autorizações de órgãos reguladores locais. Há outros importantes casos no forno, como a grande operação entre a Avon e a Natura, um acordo entre Ambev e Red Bull, transações como a da Claro com a Nextel, além de negócios envolvendo as varejistas Magazine Luiza e Netshoes. Todos os acompanhamentos de casos já decididos pelo conselho ficam prejudicados. Entre as preocupações estão os acordos com a Petrobras para desinvestimento de refino e mercado de gás no país. (Painel S.A.)

CORREIO BRAZILIENSE – primeira página

Manchete: A cada dia, três meninas são vítimas da violência

Ao menos 1.048 garotas com menos de 18 anos sofreram agressões relacionadas à Lei Maria da Penha no ano passado. Os casos, registrados nas delegacias do Distrito Federal, revelam a covardia a que são submetidas crianças e adolescentes do sexo feminino na capital, muitas vítimas do primeiro amor. A violência não tem idade, cor ou nível social. Quando consideradas todas as denúncias, a narrativa da covardia se repetiu 14.985 vezes, ou seja, uma mulher foi agredida a cada 35 minutos. Na semana em que a lei completa 13 anos, o Correio publica série sobre o impacto desses crimes na sociedade.

Receita terá que explicar investigação – O ministro Bruno Dantas, do TCU, deu 15 dias para que o Fisco informe todos os processos abertos nos últimos cinco anos envolvendo autoridades dos Três Poderes e seus parentes.

Crime virtual põe fim à privacidade – Ataques a dados pessoais disparam e mostram que nem os governos têm instrumentos para evitar a ação de criminosos. Raquel Dodge acusa STF de abuso em ação contra fake news.

Temos que encerrar este ciclo de falsos heróis – Gilmar Mendes, ministro do STF afirma que integrantes da Lava-Jato causaram grandes danos por abuso de poder e que a conduta deles evidencia a existência de uma organização criminosa para investigar pessoas. “Criou-se um Estado paralelo.”

Atirador deixa ao menos 20 mortos no Texas.

Putin reforça o controle e sufoca a oposição.

É preciso saber gastar bem – Marta Luquet, especialista em finanças pessoais diz que o segredo para proteger o patrimônio está na informação de boa qualidade. Para ela, pais e professores têm grande responsabilidade na educação financeira da nova geração.

Reforço para o emprego – Para 67,6% dos brasilienses, fazer cursos técnicos ajuda a conseguir trabalho. Especialistas dizem que tal formação garante vantagens aos candidatos a uma vaga no mercado.

STJ decide se servidor deve devolver salário – A lei que trata do regime dos funcionários do DF determina que qualquer valor pago a mais tem de ser devolvido, como mostra a coluna Eixo Capital.

Luiz Carlos Azedo – O risco de Bolsonaro substituir a razão pela fé.

Notícias do Correio

Crimes virtuais mais do que dobram em um ano – Diariamente, são registrados pelo menos 366 crimes cibernéticos em todo o país. O levantamento mais recente, feito em 2018 pela associação SaferNet Brasil, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), contabilizou 133.732 queixas de delitos virtuais, como pornografia infantil, conteúdos de apologia e incitação à violência e crimes contra a vida e violência contra mulheres ou misoginia e outros. Em comparação ao ano anterior, a quantidade de ocorrências deu um salto de quase 110% — em 2017, a associação registrou 63.698 denúncias. Um fator que contribui para a ação criminosa, na visão de especialistas, é o descuido da população quanto à utilização de ferramentas que protejam os aparelhos celulares das invasões de hackers. Apesar de ser impossível estar 100% protegido, o mínimo de precaução pode reduzir as ameaças à privacidade de cada um. “Utilizamos os celulares intensamente. Eles são dispositivos que contêm dados individualizados sobre o que cada um de nós pensa e como nos comportamos. Portanto, por eles serem um grande guardião de informações sobre nós mesmos, são necessários cuidados com relação à segurança deles. Vivemos em uma sociedade onde a vigilância está se incrementando”, diz o professor do Departamento de Ciências da Computação da Universidade de Brasília (UnB) Jorge Henrique Fernandes.

Julgamento virtual – Balanço divulgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) mostra que, até agora, 96% das ações já tramitam por meio eletrônico. Até mesmo julgamentos são realizados por meio do chamado plenário virtual, onde os integrantes da Corte tomam decisões públicas ou em segredo de Justiça. O presidente do STF, Dias Toffoli, destaca que o sistema tem sido reforçado, mas que uma invasão não pode ser descartada. “Qualquer sistema pode ser alvo de um ataque. Não estamos livres disso. Mas até o momento, não se registrou nenhuma investida contra o Tribunal”, diz Toffoli.

Dodge acusa STF de abuso – A investigação aberta em março pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, para apurar eventuais ofensas e a divulgação de fake news sobre ministros da Corte, foi considerada um “abuso de poder” pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que defendeu a suspensão do inquérito criminal. Segundo ela, Toffoli violou “os princípios do juiz natural e da impessoalidade” e criou um “verdadeiro tribunal de exceção”. O posicionamento de Dodge é uma resposta à Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) que, em abril, impetrou um pedido no STF para que o inquérito em questão fosse interrompido. Entre os investigados pela Corte, está o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba (PR). No parecer, emitido na última quarta-feira e divulgado ontem, Dodge aponta pelo menos 20 irregularidades na investigação do STF. Segundo ela, “o ato coator é inconstitucional, pois a competência constitucional para requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial é do Ministério Público”.

TCU dá prazo para Receita abrir dados – O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas deu o prazo de 15 dias para que a Receita Federal detalhe os números dos processos abertos nos últimos cinco anos relacionados a fiscalizações que envolvam autoridades e ex-autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário e também de seus cônjuges e dependentes. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal junto ao TCU. A investigação da Receita inclui os nomes das mulheres dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Dias Toffoli. O documento, assinado em 2 de agosto, abrange presidentes da República, deputados federais, senadores, além de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Dantas, a decisão visa apurar indícios de irregularidades praticadas na Receita, como possível desvio de finalidade dos auditores, com uso de recursos públicos. O ministro determinou, ainda, que a Receita informe ao TCU “os números dos processos relacionados à fiscalização de agentes públicos federais, bem como às respectivas matrículas de todos os servidores do referido órgão que acessaram as informações constantes desses processos fiscais”.

Coincidência – A advogada constitucionalista Vera Chemim analisa que umas das competências do TCU prevista no artigo 71 da Constituição é a de representar ao poder competente sobre qualquer irregularidade ou abuso. Vera aponta duas hipóteses. “É o trabalho do TCU. Mas, ao mesmo tempo, uma coincidência de pedir agora para que a Receita entregue tudo o que reuniu. Uma hipótese é de que estariam obrigando o órgão a entregar as investigações para tentar proteger determinadas autoridades que constem nas investigações, incluindo ministros. A outra é no sentido de averiguar quem estaria na lista, o que teria sido descoberto e tomar providências a esse respeito”, afirmou.

Dallagnol é o alvo, pelo menos por ora – O avanço de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o procurador Deltan Dallagnol tem uma estratégia definida. Por mais que represente fortemente a Lava-Jato, a popularidade do integrante do Ministério Público está longe de ser a mesma do ministro da Justiça, Sérgio Moro, outro protagonista dos diálogos vazados. A forte irritação com Moro, assim, aumenta a cada dia, mas é controlada para evitar maiores contratempos. A questão é que parte do mundo jurídico admite, em rodas de Brasília, o desgaste exponencial dos dois personagens da operação por causa da troca de mensagens. Mas a turma também sabe da dificuldade de preservar a própria imagem em meio ao Fla-Flu na política, o que pode significar, inclusive, o fortalecimento do ex-juiz ou até mesmo a reabilitação do chefe da força-tarefa no MP — algo dado, neste último caso, como uma tarefa impossível, inclusive nos bastidores do próprio MP. Como há a expectativa de que mais diálogos sejam divulgados, a estratégia, tanto dos críticos da Lava-Jato quanto dos integrantes da força-tarefa, será estabelecida dia a dia. Até porque há falta de unidade no próprio STF em relação aos avanços contra Dallagnol — vide as declarações do ministro Luís Roberto Barroso na noite de sexta-feira. (Brasília-DF)

Protagonismo no debate nacional – O ex-governador Rodrigo Rollemberg do DF assumiu no mês passado a coordenação da Fundação João Mangabeira, do PSB, e decidiu transformar a instituição em um espaço para discutir os grandes problemas do país. Na próxima terça-feira, a fundação promove o evento Café com política, com a participação do economista e escritor Eduardo Moreira. “Ele coloca a desigualdade social como um tema a ser enfrentado. Saiu do mercado financeiro para estudar questões nacionais”, justifica Rollemberg. “O Brasil está vivendo um deserto de ideias. Precisamos começar a construir um projeto para o país”, acrescentou. O encontro será na sede de fundação, no Lago Sul, a partir das 9h, e terá transmissão pelas redes sociais. (Eixo capital)

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