Trump sanciona pacote de estímulo à economia americana | Claudio Tognolli

Deutsche Welle

 

Donald TrumpTrump havia definido o texto como uma “desgraça”, mas voltou atrás após pressão de republicanos e democratas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou no domingo (27/12) uma lei que garante 900 bilhões de dólares (R$ 4,7 trilhões) para programas emergenciais de auxílio aos afetados pela pandemia de covid-19.

O pacote inclui também 1,4 trilhão de dólares (R$ 7,3 trilhões) para custear o funcionamento de órgãos governamentais até setembro de 2021, que estavam ameaçados de ter que interromper suas atividades a partir desta terça-feira por falta de fundos. Se isso ocorresse, o rendimento de milhões de trabalhadores do setor público estaria sob risco.

A sanção encerra um impasse de quase uma semana, após a recusa inicial do presidente americano em aceitar o texto, que havia sido aprovado pelo Congresso com o apoio de democratas e republicanos. Na última terça-feira, Trump definiu o pacote como uma “desgraça”, e exigiu que o valor dos cheques de estímulo para americanos em dificuldades financeiras fosse elevado de 600 dólares (R$ 3,1 mil) para 2 mil dólares (R$ 10,4 mil) e que diversos gastos governamentais já planejados fossem retirados do texto.

A recusa do presidente o fez ser alvo de crescente pressão de congressistas de ambos os partidos, que haviam chegado a um acordo, após meses de negociação com o governo, e aprovado o texto por larga margem de votos.

Após recuar e sancionar o projeto, no seu clube privado Mar-a-Lago, na Flórida, Trump afirmou em comunicado: “Estou assinando este texto para retomar o pagamento de auxílios para desempregados, interromper despejos, oferecer apoio para [pagamento de] alugueis, prover mais dinheiro para programa de proteção da folha de pagamento, colocar nossos trabalhadores das companhias aéreas de volta ao trabalho, adicionar muito mais dinheiro para a distribuição da vacina e muito mais”.

Mais auxílio

A lei sancionada por Trump garante um cheque de estímulo de 600 dólares (R$ 3,1 mil) para todos os americanos com rendimentos inferiores a 75 mil dólares (R$ 391 mil) por ano e subsídios de 300 dólares (R$ 1,6 mil) por semana a desempregados.

O auxílio a desempregados está sendo pago para cerca de 14 milhões de pessoas e havia sido interrompido no sábado, mas será retomado agora que o presidente assinou o texto.

O pacote também estabelece mais ajuda de custo para pessoas pobres comprarem alimentos, subsídios para sistemas de transporte público, dinheiro para os estados distribuírem vacinas, fortalecimento de um programa de empréstimo para pequenas empresas e mais fundos de apoio a companhias aéreas.

Os democratas concordam em elevar o cheque de estímulo para 2 mil dólares por americano, porém muitos republicanos já se opuseram à medida no passado.

Integrantes do Partido Democrata prometem novos auxílios aos americanos após o presidente eleito Joe Biden assumir o cargo, em 20 de janeiro, enquanto os republicanos preferem aguardar a evolução da pandemia e da economia.

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