The Guardian: As fazendas de corte brasileiras ‘usavam trabalhadores mantidos em condições semelhantes à escravidão’ | Claudio Tognolli

The Guardian
Empresas e frigoríficos brasileiros, incluindo o maior produtor de carne do mundo, JBS, obtinham gado de fazendas fornecedoras que utilizavam trabalhadores mantidos em condições análogas à escravidão, de acordo com um novo relatório.

Brasil, Bureau of Investigative Journalism e outros descobriram que a empresa comprava gado de fazendas ditas “fornecedoras diretas” que se abasteciam de “fornecedores indiretos” – fazendas que fornecem gado para engorda e abatidos – que estiveram envolvidos em desmatamento ilegal.

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Em setembro, a JBS prometeu controlar toda a sua cadeia de suprimentos até 2025 – 14 anos depois que ela e outras empresas brasileiras, Minerva e Marfrig, originalmente prometeram fazê-lo. As três empresas assinaram um acordo em 2009 com o Greenpeace no qual se comprometeram a não comprar gado de fazendas “engajadas na escravidão”. Acordos semelhantes assinados com promotores federais os impediram de comprar de fazendas incluídas na “lista suja” do governo para manter os trabalhadores em condições análogas à escravidão.
egistraram que ele não admitia a existência de “trabalhos análogos à escravidão”. Quando contatado pelo Guardian, ele não quis comentar e sua filha não respondeu a um e-mail.

A JBS informou que bloqueou Copacabana e duas outras fazendas listadas no relatório assim que apareciam na “lista suja”, seguindo protocolos acordados com o Ministério Público. “Temos uma abordagem de tolerância zero com relação ao trabalho forçado e também pedimos a qualquer pessoa que suspeite ou tenha evidências de negligência individual ou agrícola a denunciá-la”, disse a empresa.

O relatório também citou uma fazenda no estado do Tocantins que foi vendida para outra fazenda em dezembro de 2018, dois meses após ter sido incluída na “lista suja” por manter um trabalhador de 65 anos em “condições deploráveis”. A segunda fazenda abastecia um frigorífico da Minerva no estado, alega o relatório.

O Minerva, segundo maior exportador de carne bovina do Brasil, disse que nunca fez negócios com a fazenda infratora e que a fazenda fornecedora direta era “qualificada” para fornecer gado. A empresa está investigando o caso. “Se alguma irregularidade for encontrada”, disse Minerva, “nós tomaremos as medidas cabíveis”. O Minerva está testando uma ferramenta chamada Visipec para controle de fornecedores indiretos.

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