Secom apaga postagens com slogan 'O Brasil não pode parar' e diz que campanha não existe | Claudio Tognolli

O Globo

BRASÍLIA – A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) divulgou uma nota na manhã deste sábado negando “definitivamente” a existência de “qualquer campanha publicitária ou peça oficial” do órgão intitulada “O Brasil não pode parar”. Na noite de sexta-feira, no entanto, duas postagens com o mesmo slogan foram deletadas dos perfis oficiais da Secom no Twitter e no Instagram.

Na manhã deste sábado, a Justiça Federal do Rio de Janeiro proibiu a União de divulgar a campanha publicitária com o slogan. A decisão é da juíza Laura Bastos Carvalho e foi dada na manhã neste sábado no plantão judiciário, como adiantou o colunista Ancelmo Gois.

As postagens da Secom contra as medidas restritivas  foram publicadas na quarta, um dia após pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro em cadeia nacional de rádio e televisão sobre o combate ao novo coronavírus, no qual ele disse que “nossa vida tem que continuar” e que “devemos, sim, voltar à normalidade”.

Os posts, com logomarca oficial da secretaria, diziam: “No mundo todo são raros os casos de vítimas fatais do coronavírus entre jovens e adultos. A quase-totalidade dos óbitos se deu com idosos. Portanto, é preciso proteger estas pessoas e todos os integrantes dos grupos de risco com todo cuidado, carinho e respeito. Para estes, o isolamento. Para estes, o isolamento. Para todos os demais, distanciamento, atenção redobrada e muita responsabilidade. Vamos, com cuidado e consciência, voltar à normalidade. #oBrasilNãoPodeParar”.

O comunicado deste sábado afirma que a informação de que havia uma campanha publicitária nesse sentido “trata-se de uma mentira, uma fake news divulgada por determinados veículos de comunicação”. “Não há qualquer veiculação em qualquer canal oficial do Governo Federal a respeito de vídeos ou outras peças sobre a suposta campanha. Sendo assim, obviamente, não há qualquer gasto ou custo para a Secom, já que a campanha não existe”, diz a nota do órgão, comandado por Fabio Wajngarten e subordinado ao ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

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