Resumo dos jornais e revistas de sábado (27/06/2020) | Claudio Tognolli

Resumo dos jornais e revistas de sábado (27/06/2020)

Editado por Chico Bruno

Manchetes

FOLHA DE S.PAULO: Maioria é contra retomar aulas nos próximos 2 meses

CORREIO BRAZILIENSE: Ibaneis reabre clubes e libera treino no futebol

O ESTADO DE S.PAULO: SP libera bares e restaurantes, mas donos temem prejuízos

O GLOBO: Na contramão de SP e BH, Rio apressa a reabertura

Capas

VEJA: “Fiz para proteger o presidente”

Em entrevista exclusiva à VEJA, o advogado Frederick Wassef conta que abrigou Fabricio Queiroz porque havia uma trama para assassinar o ex-policial e culpar Jair Bolsonaro “como tentaram com o caso Marielle Franco.

ISTOÉ: As ramificações do laranjal de Flávio Bolsonaro

Como se estende e até onde o filho do presidente teria se beneficiado do esquema criminoso das rachadinhas. Montado por ele. E que envolveu milicianos. O laranjal inclui acusações de peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e improbidade administrativa.

ÉPOCA: O anjo problema

A estratégia e os rolos de Frederick Wassef, o aliado – até agora – inseparável dos Bolsonaros.

CartaCapital: A grande família

Enquanto o Brasil se torna o epicentro da pandemia, Flávio depende de Queiroz, que se esconde no sítio de Wassef, que frequenta o Palácio da Alvorada e protege o clã.

Crusoé: Missão: sobreviver

Ao ouvir de um velho amigo que deveria renunciar, Bolsonaro respondeu que quer cumprir até o fim uma “missão de Deus”. Para se equilibrar no poder, porém, ele depende de ações bem terrenas: ceder ainda mais ao Centrão, conter os radicais à sua volta e evitar a debandada de militares.

Destaques do dia

A volta às aulas – Na opinião de 76% dos brasileiros, as escolas devem continuar fechadas em julho e agosto em decorrência da pandemia do novo coronavírus, de acordo com pesquisa Datafolha. Em todas as faixas etárias e de renda e em todas as regiões do país, a maioria da população defende que as aulas presenciais ainda não sejam retomadas, por enquanto. O instituto ouviu 2.016 pessoas de todo o país na terça (23) e na quarta (24) por telefone. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Apenas 21% defendem a reabertura das instituições de ensino. Para especialistas, isso pode refletir o temor de os estudantes não seguirem as regras contra o contágio. A principal divergência de sobre o tema ocorre quando se leva em conta o recorte de avaliação Jair Bolsonaro. (sem partido) como ruim ou péssimo disseram que as escolas devem reabrir. Só 9% dos que consideram o governo ruim ou péssimo disseram que as escolas devem ser reabertas. O número sobe para 38% entre os que classificam a gestão Bolsonaro ótima ou boa. Nenhum estado reiniciou as atividades presenciais, mas alguns governadores, como os de Goiás e do Distrito Federal, estudam reabrir parcialmente as unidades em agosto. Em São Paulo, a previsão é em setembro. O país tem, só na educação básica, 48 milhões de alunos e 2,5 milhões de professores – 24% da população.

Clubes reabertos no DF – Decreto do governador do Distrito Federal autoriza a reabertura de clubes recreativos e permite a realização de treinos pelas equipes de futebol profissional. A retomada, no entanto, está condicionada a uma série de restrições. Nos clubes, por exemplo, estão vedados a prática de esportes coletivos e o uso de áreas comuns, como piscinas, churrasqueiras, academias e saunas. Nos times, atletas só podem realizar atividades físicas individuais e terão de se submeter a exames semanais. A flexibilização ocorre num momento em que a curva de casos locais de coronavírus está em alta: o número de infectados divulgado ontem, 2.455, foi o maior para o dia desde o início da pandemia de covid-19. Com isso, o DF, que registra o total de 485 mortes, chega a 41.326 pessoas diagnosticadas com a doença, superando Portugal (40.866), apesar de ter população 70% menor.

São Paulo reabre setores – O governo do Estado autorizou a cidade de SP a liberar, a partir de 6 de julho, o funcionamento de bares, restaurantes, barbearias e salões de beleza, ainda com restrições, além de ampliar o horário de funcionamento do comércio de rua, de shoppings e de escritórios. A liberação também vale para a região do ABC e o sudoeste da Grande SP. A notícia dividiu o setor de bares e restaurantes, um dos mais afetados pela crise gerada pelo novo coronavírus. Parte dos chefs e donos de estabelecimentos afirma que ainda não se sente segura para reabrir as portas, tanto por questões de saúde como pelo risco de os clientes não aparecerem, o que elevaria os prejuízos. Reabertos há duas semanas, os shoppings da capital amargam prejuízos. Horário reduzido de funcionamento, restrições no número de pessoas e o medo do cliente de se contaminar têm resultado em fraco movimento. Dependendo do setor, as lojas estão vendendo entre 15% e 20% do que faturavam no mesmo período de 2019.

Crivella antecipa atividades da fase três – Apesar da taxa de contágio ter passada de “moderada” para “alta”, o prefeito Marcelo Crivella antecipou para hoje a reabertura do comércio de rua, que estava prevista para quinta-feira. Crivella disse que a situação está controlada, mas especialistas discordam e temem agravamento da epidemia. Aulas das escolas municipais do Rio voltarão no início de agosto; escolas privadas já podem reabrir na segunda quinzena de julho. Em movimento contrário, São Paulo e Belo Horizonte recuaram na flexibilização da quarentena.

Casos semelhantes ao de Decotelli – Em 2009, a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, teve de corrigir informações de fez doutorado na Universidade de Campinas. Ela havia feito apenas algumas disciplinas, sem ter chegado ao fim do curso. Em 2019, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, também precisou se explicar por que incluiu um doutorado em ciência política na Universidade Federal Fluminense, com um período de intercâmbio em Harvard, nos Estados Unidos. Ele, porém, nunca estudou na universidade americana. Questionado, afirmou que incluiu a menção no currículo porque tinha a intenção de estudar lá. Já o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, colocou no currículo um mestrado em Yale, nos EUA. Depois, disse que foi um “equívoco” de sua assessoria.

Blitz na Lava-Jato provoca demissões – Procuradores da força-tarefa da Lava-Jato na Procuradoria-Geral da República (PGR) pediram demissão, ontem, por discordarem da gestão do chefe do órgão, Augusto Aras. O estopim foi uma visita surpresa da subprocuradora-geral Lindora Araújo à sede do Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR), na quarta e quinta-feiras. De acordo com informações obtidas pelo Correio, deixaram os cargos os procuradores Hebert Reis Mesquita, Luana Vargas de Macedo e Victor Riccely. No entanto, outros nomes podem deixar a função, pelo mesmo motivo.
Braço direito de Aras, Lindora foi ao MPF-PR solicitar acesso a gravações e documentos referentes à operação que desarticulou um esquema de corrupção na Petrobras. Ela foi nomeada em janeiro, pelo PGR, chefe da Lava-Jato nos processos do Supremo Tribunal Federal (STF). Após a visita, os 14 procuradores da força-tarefa enviaram um documento a Aras e à Corregedoria-Geral do Ministério Público. No ofício, eles comunicam os fatos e o estranhamento gerado na “busca informal”. Procuradores avaliaram que a investida seria uma tentativa de prejudicar o ex-juiz Sergio Moro, que foi, durante quatro anos, o principal nome da operação.

“Trabalho acumulado” – A chefe da Lava-Jato na PGR teria informado que a equipe tinha dois trabalhos a fazer em Curitiba: examinar o acervo da força-tarefa e consultar dados da área de tecnologia. O motivo seria suposta preocupação com o “volume de trabalho pendente acumulado”. Integrantes da força-tarefa viram a ação como inusitada e temem um risco para os dados das investigações. Um dos receios é que a PGR peça a transferência de dados sigilosos.

Wassef conta sua versão – Mesmo com toda a exposição decorrente da prisão de Fabrício Queiroz, suspeito de ser laranja dos Bolsonaro, Frederick Wassef alega que não fez nada de ilegal ao abrigá-lo em uma casa sua em Atibaia. Em entrevista a VEJA, o advogado afirma que, ao providenciar um esconderijo para o ex-policial, ele impediu que Queiroz, que estaria jurado de morte por “forças ocultas”, fosse assassinado. Segundo ele, além de salvar uma vida, evitou que a eventual morte fosse debitada na conta da família do presidente, como uma ação de queima de arquivo.

Os segredos do hotel de Atibaia – Frederick Wassef continua a dar entrevistas para a imprensa com suas versões sobre o esconderijo de Fabrício Queiroz. A Crusoé resolveu ir a Atibaia para conferir essas versões. A reportagem investigou o encontro de Wassef e Queiroz no Hotel Faro, situado a oito minutos de carro da casa do advogado onde Queiroz foi preso na semana passada. “Os relatos de três testemunhas desmentem a narrativa que o agora ex-advogado do clã Bolsonaro tem tentado emplacar para blindar a família presidencial do novo escândalo e rechaçar a acusação de que ele escondeu Queiroz para mantê-lo domesticado e silente – até então, Frederick vinha repetindo que não mantinha contato com o ex-assessor de Flávio Bolsonaro. Wassef e Queiroz estiveram juntos no hotel em 26 de dezembro de 2018, mesmo dia em que o ex-assessor esteve em São Paulo para uma entrevista ao SBT, a única entrevista concedida por ele desde a eclosão do caso, quando negou o esquema de rachid no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio e falou que ganhava dinheiro com compra e venda de carros. Ex-funcionário do hotel, Patrick Reis afirma que foi ele quem fez o check-in de Queiroz, por volta da 1h30 da madrugada do dia 26, na companhia de Wassef. ‘Foi ele (Wassef) que o levou até a recepção e pagou a diária’, diz.”

A perigosa missão do novo ministro – Com ou sem doutorado, ou coisa que o valha, o novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, chega ao governo com o desafio de “limpar” a ala ideológica do Ministério da Educação. A missão é delicada e tem que ser cirúrgica. Se não o fizer, corre o risco de ser engolido pelo grupo olavista dentro da pasta. Se for com muita sede nas trocas, jogará a ira desse pessoal –– que já vive irado –– no colo de Jair Bolsonaro. O presidente, aliás, esta semana, deu várias demonstrações de que quer se descolar dos radicais e adotar uma postura mais serena, para governar com tranquilidade e, nesse caminho, as mudanças na Educação estão no roteiro. Será um dos grandes testes da próxima semana.

Ataque ao STF – A CPMI das Fake News conheceu esta semana mais um dos agressores a ministros do STF e dirigentes do Congresso. Trata-se do marqueteiro Carlos Souza, de Brasília. Ele será chamado a depor à comissão nos próximos dias e poderá ser indiciado como um dos integrantes da equipe bolsonarista que provoca agressões odiosas na Internet. Segundo integrantes da CPMI revelaram com exclusividade à ISTOÉ, esse publicitário cria memes e banners para que políticos espalhem o material em suas redes na mídia social. O alvo predileto são os ministros do STF Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Celso de Mello, além dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, retratados por ele com focinhos de porcos. Imagens lamentáveis e criminosas. O publicitário, de acordo com um dos coordenadores da CPMI, o deputado Alexandre Frota, seria ligado ao deputado Felipe Barros, que também é investigado no inquérito do STF. Nos memes produzidos pelo marqueteiro, o tribunal é representado como um ninho de abutres e de cobras, enquanto os ministros da Corte são ridicularizados. Além de ouvir Carlos Souza, a CPMI aguarda o retorno do Congresso às sessões presenciais, o que deve acontecer em breve, para dar sequência à tomada de depoimentos. Um dos mais esperados é o do vereador Carlos Bolsonaro, o filho 02 do presidente. Ele é acusado de ser o comandante do “gabinete do ódio” instalado no Palácio do Planalto.

Por escrito, a simbologia – Por similaridade com o ex-presidente Michel Temer, o procurador-geral Augusto Aras deve requerer que Bolsonaro possa responder por escrito no inquérito da tentativa de interferência na Polícia Federal. A dúvida é o que decidirá o ministro Celso de Mello. Há quem diga que aceitar as respostas por escrito seria um gesto de boa vontade do Judiciário com o presidente, dando um passo na linha da pacificação entre os Poderes.

Entre Flávio e a biografia – A notícia sobre uma possível delação premiada de Fabrício Queiroz fez acender todos os alertas do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). A ordem agora é tentar, a toque de caixa, anular tudo o que foi feito na primeira instância, de forma a evitar que Queiroz fale. Quem conhece o Judiciário do Rio de Janeiro, porém, considera que os juízes e desembargadores não querem manchar novamente a própria história. Já basta o que muitos responderam por causa do ex-governador Sérgio Cabral.

‘Vamos para a exceção de verdade, dê no que der’ – O presidente do PTB, Roberto Jefferson, enviou mensagem aos integrantes da executiva nacional do partido nesta sexta (26), queixando-se de Alexandre de Moraes, que decidiu processá-lo por danos morais por ter sido chamado de “advogado do PCC”. O magistrado pede indenização de R$ 50 mil ao político. Jefferson disse que foi acordado na manhã desta sexta pela citação enviada pelo escritório da mulher do ministro do STF e de Gabriel Chalita, “que defende Doria e o PSDB”. E concluiu: “Vamos para a exceção de verdade, dê no que der”.

A aposta em decisão contra Flávio em tribunais superiores – O foro especial concedido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na investigação sobre a prática de “rachadinha” em seu gabinete de deputado estadual pode não durar muito tempo. Reservadamente, ministros de tribunais superiores avaliam que a decisão da corte fluminense desrespeitou a jurisprudência atual do STF (Supremo Tribunal Federal) e pode ser derrubada pelos tribunais de Brasília. Assim, o caso retornaria ao juiz de primeira instância, Flávio Itabaiana, titular da 27ª Vara Criminal do RJ, que já quebrou sigilos de Flávio e mandou prender Fabrício Queiroz, ex-assessor do parlamentar. Advogados criminalistas ouvidos pela reportagem também dizem acreditar que o TJ-RJ foi na contramão da restrição do foro especial determinado pelo Supremo em 2018. No mundo político, a decisão foi recebida com críticas. O Ministério Público do Rio de Janeiro ainda estuda como recorrer. O órgão alegará que o entendimento dos desembargadores contraria decisão do STF, que restringiu o foro apenas para delitos cometidos durante o mandato e em função do cargo. Assim, Flávio só teria direito a ser julgado pelo Órgão Especial do TJ-RJ se ainda fosse deputado estadual atualmente.

Delegada da Lava Jato é exonerada – A delegada Érika Marena foi exonerada do posto de chefe do DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional), órgão vinculado ao Ministério da Justiça. A demissão foi publicada na edição desta sexta (26) no Diário Oficial. Marena participou por mais de dois anos da Operação Lava Jato na PF em Curitiba (PR), desde seu início. Ela chegou ao DRCI por escolha do ex-ministro Sergio Moro em 2019.

Maioria dos brasileiros considera Bolsonaro pouco inteligente – A maioria da população considera o presidente Jair Bolsonaro pouco inteligente e tem avaliação negativa sobre outras características pessoais dele, segundo pesquisa do Datafolha. De acordo com pesquisa do instituto feita terça (23) e quarta-feira (24), 54% dos entrevistados dizem que ele é “pouco inteligente”, ante 40% que o consideram “muito inteligente”. Não souberam responder 6%. Os números mostram uma inversão das taxas em relação à ocasião anterior em que essa pergunta foi feita, em abril do ano passado, quando o presidente estava apenas em seu quarto mês de mandato. Naquela pesquisa, 58% disseram achar o presidente muito inteligente, ante 39% com avaliação oposta.

Bolsonaro faz acenos em estilo ‘paz e amor’ – Em uma tentativa de diminuir o desgaste do governo e proteger os filhos, o presidente Jair Bolsonaro deixou de lado nos últimos dias a postura beligerante, deu uma guinada em seu discurso público e passou a adotar um estilo “paz e amor”. Nas duas últimas semanas, marcadas por operações policiais contra alvos próximos à sua família, o presidente recuou em conduta agressiva e fez gestos de pacificação ao Judiciário e ao Legislativo. A mudança de postura —ao menos por enquanto— ocorreu após pelo menos dois integrantes da equipe ministerial terem recomendado ponderação ao presidente: Fernando Azevedo (Defesa) e Fábio Faria (Comunicações). De acordo com assessores palacianos, ambos sugeriram a Bolsonaro que ele intensifique o diálogo tanto com o Judiciário como com o Legislativo na tentativa de evitar novos reveses, entre eles contra seus filhos.

Bolsonaro inaugura trecho, assim como Lula, Dilma e Temer – Sem a participação de governadores, prefeitos e senadores nordestinos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) inaugurou na manhã desta sexta-feira (26) um trecho do eixo norte da transposição do rio São Francisco.
A obra bilionária, iniciada na segunda gestão do governo Lula (PT), teve o eixo leste, que corta Pernambuco e Paraíba, inaugurado às pressas pelo ex-presidente Michel Temer (MDB) em março de 2017. Logo em seguida, de maneira simbólica, pelos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff (PT). A transposição é a maior obra hídrica do Brasil. O eixo leste foi inaugurado às pressas e, o norte segue sem previsão para conclusão. O orçamento inicial de toda a obra saltou de R$ 4,5 bilhões para R$ 12 bilhões. Bolsonaro acionou a abertura de uma das comportas, em Pernambuco, para que a água comece a chegar ao reservatório de Jati, no Ceará. Ele não falou com a imprensa nem fez discurso. Depois de observar a água correr pelo canal, o presidente desceu do carro em que estava, tirou a máscara, posou para fotos e cumprimentou apoiadores que o chamavam de mito. Um pequeno grupo abriu uma faixa com a imagem do ex-presidente Lula. Quatro ministros integraram a comitiva: Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Tereza Cristina (Agricultura), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Tarcísio de Freitas (Infraestrutura).

Jornalista bolsonarista é preso pela PF – O jornalista-ativista Oswaldo Eustáquio foi preso nesta sexta-feira (26) pela Polícia Federal, em Campo Grande (MS). O mandado de prisão foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, no inquérito dos atos antidemocráticos. Ele já tinha sido alvo de uma ordem de busca e apreensão há duas semanas. A PF argumentou no pedido de prisão que havia risco de fuga do investigado. No inquérito, a Procuradoria-Geral da República disse ao Supremo que Eustáquio defendeu uma “ruptura institucional de maneira oblíqua”. Ele é sócio da Target Journal Comunicação. O jornalista é próximo da ativista Sara Winter, líder de um grupo armado de extrema direita. Ela cumpre prisão domiciliar por ordem de Moraes.

PF faz operação contra supostos hackers – A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (26) operação contra suspeitos de terem acessado e divulgado dados pessoais de Jair Bolsonaro e sua família. Ao todo, três mandados de busca e apreensão são cumpridos no Ceará e no Rio Grande do Sul. A investigação suspeita de acesso ilícito a dados pessoais de mais de 200 mil servidores e autoridades, com invasão de sistemas de universidades federais, prefeituras e câmaras de vereadores municipais em diversos estados. Militares também teriam sido alvo dos ataques cibernéticos. A operação foi batizada de Capture the flag, que significa em capture a bandeira. A suspeita é de que o grupo cometeu crimes de invasão de dispositivo informático, corrupção de menores, estelionato, fraudes bancárias e organização criminosa.

STF proíbe expulsão de estrangeiro com filho nascido no Brasil – O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que é proibido expulsar do país um estrangeiro que tenha filho brasileiro. A decisão, tomada nesta quinta-feira (25), foi unânime e vale também para pessoas que adotaram ou tiveram filho após o ato criminoso que levou ao pedido de expulsão do Brasil. Os ministros entenderam que a expulsão baseada no Estatuto do Estrangeiro, promulgado em 1980, não está de acordo com a Constituição de 1988, que estabelece os princípios de proteção à criança e à família. O entendimento fixado nesta quinta se estenderá para todos os processos em curso sobre o tema, uma vez que foi julgado um recurso com repercussão geral reconhecida.

Risco de investir no Brasil é crescente – “Todos queremos continuar investindo no Brasil. Mas, se não virmos uma clara mudança de curso, o risco de continuar está ficando maior e maior, e vamos chegar ao ponto em que teremos que sair”, afirma Jan Erik Saugestad, principal executivo da administradora de fundos de pensão norueguesa Storebrand Asset Management. O fundo liderou o movimento de cerca de 30 companhias que, nesta semana, enviaram a oito embaixadas brasileiras uma carta pedindo audiência para discutir a falta de proteção ambiental sob o atual governo brasileiro. Mais de 230 fundos de investimento já haviam feito ação semelhante em setembro do ano passado, durante as queimadas da Amazônia. “Aquela foi uma ação voltada para companhias. Vimos reação, não apenas em discurso, mas na pressão que elas fizeram sobre o governo”, disse Saugestad. “No entanto, não houve mudança na direção das políticas públicas. Por isso, agora queremos falar não mais indiretamente, mas diretamente com o governo”, afirmou o executivo. Segundo ele, não haverá mudanças de uma hora para a outra, mas é preciso barrar já a adoção de leis que tornarão ainda mais frágil a proteção ao ambiente —os fundos citam especificamente os projetos de novas regras para posse de terra (PL nº 2.633/20) e o que trata de pesquisa e extração de recursos em terras indígenas (PL nº 191/2020).

Vacina contra coronavírus levará no mínimo um ano – Os trabalhos para desenvolver, produzir e distribuir uma vacina eficaz e segura contra a Covid-19 estão sendo feitos em velocidade inédita, mas, se tudo der certo, elas não estarão disponíveis antes de 12 ou 18 meses, afirmou nesta sexta (26) a OMS (Organização Mundial da Saúde). A organização coordena o Act Accelerator, projeto que articular pesquisa, desenvolvimento, produção e licitação em nível global de testes, medicamentos e vacinas para a Covid-19. “Até que comecem a chegar resultados positivos dos testes clínicos que começaram a ser feitos com humanos, é cedo até para dizer quem está na dianteira desse esforço”, afirmou Andrew Witty, ex-executivo-chefe do laboratório GlaxoSmithKline que está à frente do braço de vacinas (Covax). Segundo a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, até hoje a vacina obtida em tempo mais curto foi a da zika, em dois anos, mas sem testes amplos. A vacina contra o ebola, que seguiu os protocolos mais amplos, levou cinco anos.

Einstein pede que médicos não prescrevam cloroquina a pacientes com Covid-19 – O Hospital Israelita Albert Einstein recomendou na quinta-feira (25) que os médicos ligados à instituição não prescrevam cloroquina ou hidroxicloroquina a pacientes internados com Covid-19. Antes, profissionais do corpo clínico aberto do hospital poderiam recomendar os remédios desde que os pacientes estivessem de acordo. Em nota enviada à imprensa, o hospital diz que nunca teve um protocolo que indicasse o uso desses medicamentos para o tratamento da Covid-19. O uso acontecia na modalidade “off label”, que significa a prescrição de medicamentos fora das indicações homologadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), sob responsabilidade do(a) médico (a). Segundo o Albert Einstein, a nova recomendação foi motivada pela decisão da FDA (agência que regula medicamentos nos Estados Unidos) de revogar a autorização de uso emergencial dos medicamentos em pacientes de Covid-19.

Reitor desmente Bolsonaro – O novo ministro da Educação, Carlos Decotelli, não tem título de doutor pela Universidade de Rosário (UNR), na Argentina, como o presidente Jair Bolsonaro afirmou na quinta (25) ao anunciá-lo para o cargo. A afirmação desmentindo Bolsonaro é do reitor da Universidade Nacional de Rosario, Franco Bartolacci.’ “Ele [Decotelli] cursou o doutorado, mas não finalizou, portanto não completou os requisitos exigidos para obter a titulação de doutor na Universidade Nacional de Rosario”, disse Bartolacci à coluna. O reitor esclareceu ainda que a tese apresentada por Decotelli foi reprovada. “Ela foi avaliada negativamente pelo jurado constituído para tal efeito [avaliar o trabalho]”, disse ele. Bartolacci também publicou a afirmação em suas redes sociais, retuitando Bolsonaro para negar a informação do presidente brasileiro.

Governo pode ganhar reforço de R$ 160 bi – Depois da aprovação pelo Congresso do novo marco do saneamento básico, a Câmara dos Deputados vai votar na próxima semana projeto que pode garantir R$ 160 bilhões de receitas extras para o financiamento das despesas com a covid-19. O projeto, de autoria do deputado da oposição Mauro Benevides (PDT-CE), desvincula os recursos de 29 fundos públicos que têm destinação específica e não podem ser usados para bancar outras despesas. Esse dinheiro acaba ficando parado na conta única do Tesouro, uma espécie de “conta corrente” onde está depositado o dinheiro do governo federal. A equipe econômica apoiou o projeto, que tem tramitação mais rápida do que Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos fundos públicos apresentada no fim do ano passado – que prevê o fim de 241 fundos e libera os recursos para abatimento da dívida pública. As duas estão alinhadas, mas o projeto de Benevides é mais rápido de ser aprovado do que a PEC, que exige dois turnos de votação e quórum qualificado para aprovação, e está sendo considerado um primeiro passo.

Governo busca apoio para blindar Flávio no Senado – Sem base de sustentação no Senado, o governo intensificou as negociações para distribuir cargos no momento em que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) é alvo de investigações e a oposição recolhe assinaturas para outra CPI no Congresso. Ao mesmo tempo, desde a prisão do ex-assessor Fabrício Queiroz, no dia 18, líderes de partidos pressionam o Conselho de Ética do Senado para abrir processo de cassação contra Flávio, filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro.
Embora o senador tenha conseguido uma vitória no inquérito que investiga esquema de “rachadinha” em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio, a avaliação no Planalto é a de que o governo precisa de uma blindagem no Senado. Depois das tratativas sobre cargos para indicados pelo Centrão na Câmara, com o objetivo de barrar qualquer processo de impeachment contra Bolsonaro, o Planalto tem agora um foco maior sobre outra Casa, de Salão Azul.

Governadores querem participação de Pazuello – O Fórum Nacional de Governadores enviou ofício para Eduardo Pazuello pedindo que o ministro coordene a compra de medicamentos de UTI, atualmente em falta nos Estados. Eles não querem repetir o episódio da compra de respiradores, no qual cada governador atuou de uma forma e pipocaram suspeitas de irregularidades. Há entendimento de que não há nos Estados expertise ou estrutura para a rápida realização desse tipo de compra, ainda mais no mercado internacional. Querem, portanto, que a Saúde se responsabilize pela “missão”. “Solicitamos os bons préstimos de Vossa Excelência no sentido de coordenar as ações necessárias no âmbito do Ministério da Saúde para obtenção emergencial e distribuição dos medicamentos”, diz trecho do documento. O fórum recomenda “compra centralizada no mercado nacional ou aquisição, por intermédio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), no mercado internacional”.

Na cara do gol – O trecho da transposição do Rio São Francisco, inaugurado ontem por Jair Bolsonaro no Ceará, estava praticamente concluído já no final de 2018 (gestão Michel Temer), segundo o então ministro da Integração Nacional, Pádua Andrade. “Na nossa gestão, estavam concluídos 95%. Faltava a manutenção e deu problema em um dique, que não tivemos tempo de consertar, mas a obra estava avançada”, disse à Coluna. O ex-ministro, porém, não deixou de elogiar “todos os funcionários, ministros e presidentes que por lá passaram”, ressaltando a importância das obras. A cerimônia de inauguração causou aglomeração: tanto em Penaforte, onde foi o evento, quanto em Juazeiro, onde pousou o avião presidencial. Camilo Santana, em uma publicação nas redes sociais, agradeceu a Lula, Ciro Gomes, Dilma, Temer e Jair Bolsonaro pela obra. Quem conhece o estilo discreto do governador petista do Ceará viu recado: “Só após superarmos este grave momento de pandemia, deverei voltar ao local da transposição”.

Ato virtual contra Bolsonaro reúne Huck, FHC e ex-presidenciáveis – Adversários políticos históricos e personalidades que atuam em campos opostos no espectro político se reuniram na noite desta sexta-feira, 26, em um ato virtual que colocou pela primeira vez no mesmo “palanque’ os ex-presidenciáveis Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (Psol), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o apresentador Luciano Huck, além de governadores e ex-governadores do PT, PSDB e presidentes de 16 partidos. O formato do ato, que contou com mais de 100 participantes, restringiu em no máximo 2 minutos a fala de cada participante e foi marcado por falhas técnicas. Embora o grupo Direitos Já não tenha posição oficial sobre o pedido de impeachment de Bolsonaro, os oradores adotaram tons diferentes. Enquanto isso os correligionários travaram uma disputa paralela na caixa de comentários. Apesar de não contar com a chancela oficial do PT, o ex-prefeito petista Fernando Haddad fez discurso contundente contra o presidente da República. O ex-prefeito disse que Bolsonaro está “acuado”, que o presidente comete crimes de responsabilidade “semanalmente” e defendeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deveria, segundo ele, ter seus direitos políticos de volta. Lula, a presidente do PT, deputada federal Gleisi Hofmann, e a ex-presidente Dilma Rousseff foram convidados para o ato, mas optaram por não ir. Boulos, por sua vez, defendeu o Fora Bolsonaro, enquanto o FHC defendeu que o momento é de “união pela democracia e à Constituição. Já o governador Paulo Câmara (PSB-PE), afirmou que o Governo Federal”não tem apreço” pelos princípios democráticos. “O governo federal se exime de seu papel. Retrocesso civilizatório sem precedentes”, afirmou.

Noronha atende governo em 87,5% das decisões – Se no Supremo Tribunal Federal (STF) o Palácio do Planalto vem acumulando uma série de reveses e viu a relação com a Corte se deteriorar, o ambiente no Superior Tribunal de Justiça (STJ) é menos hostil. Levantamento feito nas decisões do presidente do STJ, João Otávio de Noronha, aponta que o ministro atendeu aos interesses do governo do presidente Jair Bolsonaro em 87,5% das decisões individuais tomadas de 1º de janeiro de 2019 a 29 de maio deste ano. Nas próximas semanas, Noronha vai ficar no comando do plantão do STJ durante o recesso de julho. Isso significa que eventuais recursos no caso Fabrício Queiroz, revelado pelo Estadão, podem ser analisados pelo ministro. O ex-assessor é investigado sob suspeita de comandar um esquema de “rachadinha” – desvio do salário de funcionários – no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ontem, o filho do presidente obteve habeas corpus para ser julgado na segunda instância. Um dos casos mais emblemáticos em que Noronha ficou ao lado do governo foi a decisão de livrar Bolsonaro da obrigação de divulgar os laudos de todos os exames que realizou para detectar se foi infectado ou não pelo novo coronavírus. O ministro chegou a antecipar a sua posição pessoal em entrevista ao site jurídico JOTA. “Não é porque o cidadão se elege presidente ou e ministro que não tem direito a um mínimo de privacidade. A gente não perde a qualidade de ser humano por exercer um cargo de relevância na República”, afirmou na ocasião. Um dia depois da entrevista, Noronha deu a liminar favorável a Bolsonaro, derrubando o entendimento da Justiça Federal de São Paulo e do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que haviam garantido ao Estadão o direito de ter acesso aos exames de covid-19 por conta do interesse público em torno da saúde do presidente da República. O Estadão chegou a solicitar que Noronha se considerasse “impedido” de atuar no caso, mas o pedido foi ignorado.

Rede apela ao STF contra foro privilegiado de Flávio no TJ do Rio – O partido Rede Sustentabilidade entrou com uma ação, nesta sexta-feira, no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão que mudou o foro do caso que apura a “rachadinha” no gabinete do então deputado estadual e atual senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). O partido protocolou uma ação direta de inconstitucionalidade para que a Constituição do Rio de Janeiro seja adequada à decisão do STF sobre o foro por prerrogativa de função. Além disso, o Rede pede em liminar que o STF determine que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro se abstenha de ampliar a interpretação do foro privilegiado para além do já delimitado na jurisprudência do Supremo. No pedido, o Rede retoma o que foi decidido em maio de 2018 pelo STF. Na ocasião, os ministros definiram que o foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas.

Advogado amigo de Wassef operacionalizou estadia de Queiroz – A estrutura articulada pelo advogado Frederick Wassef para abrigar Fabrício Queiroz, enquanto o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) esteve escondido durante quase um ano e meio, envolveu esforços de um segundo advogado amigo dele. Edevaldo Oliveira, de 63 anos, é ex-policial rodoviário federal, criminalista e reside em Atibaia (SP), onde tem um escritório. Considerado braço-direito do advogado da família Bolsonaro, ele e Wassef são amigos de longa data e estavam juntos em uma reunião com Queiroz, em 26 de dezembro de 2018, em um hotel do município paulista. O encontro foi revelado na quinta-feira pelo “Jornal Nacional”. O GLOBO apurou que, além de Wassef e Queiroz, estava na reunião Oliveira. Depois da reunião, o advogado Paulo Klein, que atendia Queiroz na época, chegou para encontrar o cliente e ir ao encontro dos jornalistas, junto com Oliveira. O GLOBO apurou que foi em uma casa de Atibaia, arranjada por Oliveira, que Queiroz conversou com a equipe de reportagem, que levou o material ao ar por volta das 19h daquele dia. O imóvel era de dois andares e tinha uma parede de pedra, um grande terraço e varanda. Foi no interior dele que Queiroz, investigado pelo Ministério Público (MP) do Rio, afirmou que as movimentações atípicas em sua conta bancária eram provenientes da compra e venda de automóveis.

‘Não tem crime em escrever críticas sobre alguém’ – Apoiador de primeira hora de Jair Bolsonaro, o empresário Otavio Fakhoury, investigado e alvo de operações de busca tanto no inquérito das fake news quanto no que apura a promoção de atos democráticos, diz que é alvo de “crime de opinião” e afirma que as fake news são “um truque semântico que o cara joga contra uma matéria que ele não gosta”. Ele admite ter dado entre R$ 30 mil e R$ 40 mil desde 2016 ao site conservador Crítica Nacional, também citado no inquérito que investiga notícias falsas. E diz que apoiou atos em que bandeiras antidemocráticas foram levantadas, mas que não tem como controlar o que as pessoas pedem nas ruas. —Como você vai controlar? A pessoa é livre — disse ao GLOBO. Ele acredita que o presidente está se afastando do conservadorismo, ainda que a contragosto.

Auxílio chega a rincões contra Bolsonaro – O auxílio emergencial de R$ 600 pago pelo governo federal para mitigar os efeitos da pandemia do novo coronavírus atingiu o coração do principal bastião petista desde 2002 — o interior das regiões Norte e Nordeste do país. Um cruzamento feito pelo GLOBO a partir das bases de dados do Ministério da Cidadania, que executa o benefício, e do Centro de Estudos em Política e Economia do Setor Público (Cepesp/FGV), que organiza e disponibiliza dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta que as cidades onde o presidente Jair Bolsonaro registrou suas menores votações no segundo turno contra Fernando Haddad (PT), em 2018, são aquelas onde o benefício atinge a maior parcela da população. As mais recentes pesquisas de avaliação do governo mostra que Bolsonaro tem conservado um apoio de cerca de um terço dos brasileiros: 32% de aprovação segundo o Datafolha divulgado ontem, ante 33% em maio. Embora o número esteja estável, o perfil dos apoiadores do presidente tem mudado. Bolsonaro perdeu popularidade nas classes mais altas nos últimos meses, o que foi compensado por um crescimento entre os que ganham até dois salários mínimos — em seis meses, subiu de 22% para 29% de aprovação nesse segmento, ainda segundo o Datafolha desta sexta-feira.

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