Resumo dos jornais e revistas de sábado (12) | Claudio Tognolli


Editado por Chico Bruno

Manchete da FOLHA DE S.PAULO: Governo gastou só 12% de fundo para presídios em 2019

Anunciado por Sergio Moro (Justiça) como saída para contornar a falta de recursos da pasta e reduzir a superlotação do sistema prisional, o Fundo Penitenciário Nacional continua subutilizado. Até agosto, somente 12% do orçamento deste ano havia sido gasto – ou R$ 43,5 milhões. Das 22 mil novas vagas previstas em 2019, foram criadas apenas 6.300. Os dados foram obtidos pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação. De 2001 a 2018, a fatia da verba efetivamente utilizada do Fupen foi de 49%. Parte do dinheiro é destinado à construção e reforma de presídios nos estados e à compra de equipamentos de segurança. Também custeia programas de reinserção social para detentos. Autoridades estaduais reclamam da burocracia para usar os recursos, como a demora de aprovação de projetos pelo Departamento Penitenciário Nacional e dificuldade de tocar licitações. Para agilizar o processo, a União encomendou modelos aos estados e aumentou o quadro de engenheiros do Depen para seguir as obras.

Destaques

Mourão faz mea-culpa sobre queimadas – Vice-presidente da República, o general Hamilton Mourão afirmou nesta sexta-feira (11) em Roma que o governo brasileiro não aceita ficar com o papel de vilão no debate sobre a preservação da Amazônia, região que é tema do sínodo da Igreja Católica que acontece desde a última segunda (6) no Vaticano. Em entrevista na Embaixada do Brasil na Itália, Mourão reforçou a soberania brasileira no que diz respeito aos assuntos relacionados ao bioma e disse que se reunirá com representantes do papa Francisco. “A mensagem que eu quero passar, em nome do nosso governo, é que a Amazônia brasileira é brasileira. É responsabilidade nossa preservá-la e protegê-la. Quero deixar isso claro.” “Nós não queremos ser colocados como vilões, como o governo da motosserra, governo exterminador de indígena, que não respeita direitos humanos. Quero mostrar que estamos comprometidos com os grandes temas do século 21, a preservação da vida na terra”, afirmou. “É um recado pequeno, mas firme.” O vice-presidente chegou nesta sexta-feira a Roma para representar o governo brasileiro na cerimônia de canonização de Irmã Dulce, neste domingo (13), na Praça de São Pedro, e anunciou que encontrará, na segunda (14), os secretários do Vaticano Pietro Parolin (Estado) e Paul Richard Gallagher (Relações Exteriores).

Com possível saída de Bolsonaro, PSL acena a Witzel – Uma possível saída do presidente Jair Bolsonaro do PSL abre portas para nomes que hoje já são considerados adversários do bolsonarismo na eleição presidencial de 2022. A ala da sigla ligada ao deputado Luciano Bivar (PSL-PE), atual presidente do partido, vem defendendo que, tão logo Bolsonaro e seus aliados deixem a legenda, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, seja incorporado ao PSL. A Folha apurou que a direção do partido decidiu oficializar o convite na semana que vem. Atualmente no PSC do Pastor Everaldo, Witzel tem flertado com a candidatura ao Palácio do Planalto e uma eventual migração para o PSL daria estofo a suas pretensões presidenciais. Até o fim de 2019, por exemplo, o PSL deve receber cerca de R$ 100 milhões a mais do que o PSC do fundo partidário. No próximo ano, somando os fundos partidário e eleitoral, o PSL pode ter em caixa R$ 350 milhões. Com apenas nove deputados, o nanico PSC receberá cerca de R$ 60 milhões, somando os dois fundos.

Bolsonaro olha para Witzel e manda recado – O estranhamento entre o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), que teve início quando o ex-juiz anunciou sua pretensão de chegar à Presidência em 2022, subiu de tom na tarde desta sexta-feira (11) no Complexo Naval de Itaguaí, no Rio. Após Witzel fazer um discurso digno de candidato, com elogios ao próprio governo, Bolsonaro aproveitou sua fala para mandar um recado que mais pareceu uma indireta. “Trabalho para que, no futuro, quem porventura, de forma ética, moral e sem covardia, venha a assumir o destino da nação encontre a pátria numa situação muito melhor do que encontrei.” Bolsonaro pronunciou a passagem “de forma ética, moral e sem covardia” olhando para Witzel. Os dois participaram da cerimônia de integração do submarino Humaitá, o segundo dos quatro previstos no Prosub (Programa de Desenvolvimento de Submarinos), sob o qual foi firmado um acordo de transferência de tecnologia entre França e Brasil. Em seu discurso, Bolsonaro não citou o país europeu, disse que o país tem inimigos externos e defendeu a soberania do Brasil.

Eduardo vê como normal depuração na direita – Em meio à disputa no PSL e ameaça de racha no partido, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse nesta sexta-feira (11) que a direita brasileira está em um momento de depuração, um processo que ele classificou como normal. A referência foi feita na entrevista coletiva de abertura da Cpac, conferência conservadora que ocorre em São Paulo. “Obviamente a gente está passando por um momento de depuração. É normal que haja essa discussão. A esquerda também faz essa discussão, mas de forma reservada. A direita faz publicamente”, afirmou. O filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) não se referiu especificamente aos conflitos dentro do PSL, que vive uma divisão entre o grupo mais alinhado ao presidente nacional do partido, deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE), e parlamentares alinhados a Bolsonaro. Em uma crítica velada ao PSL, o deputado afirmou que também falta um partido conservador no país.

“Temos um presidente conservador, mas não temos uma grande imprensa conservadora, nem um partido conservador, com bandeiras conservadoras”, afirmou.

Protesto no Rio contra censura a espetáculos – Um ato no centro do Rio de Janeiro reuniu nesta sexta-feira (11) centenas de manifestantes contra o cancelamento de espetáculos por instituições culturais públicas. Os organizadores criticam medidas tomadas pelo CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) e Caixa Cultural, que classificam como censura. Os bancos estatais negam que tenham praticado cerceamento. Os manifestantes começaram a se concentrar perto da Pira Olímpica por volta das 16h. Num palco montado no local, a banda da peça “Caranguejo Overdrive” tocou as músicas do espetáculo. Também foi lido um manifesto assinado por companhias de teatro que participam das comemorações dos 30 anos do CCBB-Rio, evento do qual a peça faria parte. “Nosso objetivo é chamar a atenção da sociedade para a importância da pluralidade. Até o momento, não recebemos nenhuma justificativa do CCBB para esse cancelamento”, afirmou o dramaturgo Pedro Kosovski, autor da peça.

Collor é alvo de operação da Polícia Federal – O ex-presidente da República e atual senador Fernando Collor (PROS-AL) é alvo de uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (11). A operação, batizada como Arremate, é realizada em Maceió e Curitiba. Foram expedidos 16 mandados de busca e apreensão nas capitais de Alagoas e do Paraná. Eles foram autorizados pelo ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal). Como Collor tem prerrogativa de foro especial, as ações ficam a cargo do Supremo. Elas estão sob sigilo. Em nota, Collor disse estar “indignado” com a operação. O objetivo da operação, segundo a PF, é “combater um esquema de lavagem de capitais por meio de compras de imóveis” em leilões judiciais. Os investigadores apontam que Collor estaria envolvido em um esquema no arremate de imóveis em 2010, 2011, 2012 e 2016. A PF aponta que o político utilizaria um “laranja” com a proposta de “ocultar a sua participação como beneficiário final das operações”. “Essas compras serviriam para ocultar e dissimular a utilização de recursos de origem ilícita, bem como viabilizar a ocultação patrimonial dos bens e convertê-los em ativos lícitos”, diz a PF. Os valores envolvidos no esquema chegariam a R$ 6 milhões, segundo as investigações.

Bate e volta – Sob ofensiva de Jair Bolsonaro, o PSL decidiu se armar. Dirigentes dizem que a sigla já está cotando, por conta própria, empresas que possam analisar suas contas –o presidente cobra auditoria de 2014 a 2019. Prevendo que o embate vai acabar na Justiça, eles reúnem argumentos para questionar a atuação da advogada Karina Kufa, que deixou de representar a legenda para defender só a Bolsonaro. A ideia é provocar debate ético. Tendo atuado até agora para o partido, pode trabalhar contra ele? Por esses e outros sinais emitidos nos últimos dias, a avaliação é, hoje, a de que a cúpula do PSL não só não conta como também não faz a mínima questão de manter Bolsonaro e o grupo mais radical de deputados entre seus quadros. O plano A da sigla a partir da ruptura com o presidente é investir na articulação de uma fusão com outra legenda. Flávio e Eduardo Bolsonaro indicaram a aliados que ainda estão convencidos de que o ideal, neste momento, é pacificar a relação entre o pai e o presidente do PSL, Luciano Bivar (PE). (Painel)

Paramédico – As críticas à política do Banco Central já ecoam no Congresso. O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), diz que “não é justo” o governo propor uma reforma da Previdência com economia de R$ 800 bilhões enquanto há R$ 500 bilhões parados em compulsórios no BC. Criticado por defender alterações que reduziram a economia da reforma, Braga afirma que “chegou ao Congresso com o voto de quem recebe um salário mínimo”. “É com eles o meu compromisso, não com Guedes.” (Painel)

BC dá aval para cadastro positivo começar a operar – O BC (Banco Central) publicou nesta sexta-feira (11) a autorização para que os quatro birôs de crédito do país operem o novo cadastro positivo.

Foram autorizados SPC, Serasa, Boa Vista e Quod, em publicação no Diário Oficial. Essa era a última medida que faltava para que os birôs passassem a receber dados das instituições financeiras. O novo cadastro positivo — em que o consumidor é incluído automaticamente no banco de dados e, se quiser sair, precisa fazer a solicitação — entrou em vigor no começo de julho. Na prática, porém, nenhum dado positivo foi trocado ainda entre birôs, empresas e instituições financeiras. Do lado dos bancos, faltava o aval do BC para que birôs pudessem receber as informações. No sistema anterior, não havia essa exigência regulatória. Para a troca de informações com empresas prestadoras de serviços e varejistas, que agora passam a fazer parte do cadastro, o obstáculo é a padronização da troca de informações em um sistema unificado. Esse sistema está em desenvolvimento pelos birôs e deve ficar pronto até o final do ano. Mas, na prática, agora as informações sobre bons pagadores já podem ser trocadas entre bancos, empresas e birôs.

Governo vai colocar à venda 42 imóveis da União – O esforço para vender imóveis da União, um mantra repetido pelo secretário de desestatização Salim Mattar desde o começo do ano, vai começar. O governo quer lançar neste mês um edital para se desfazer de 42 imóveis, na tentativa de arrecadar até R$ 480 milhões. Entre eles está a casa que foi oferecida a Paulo Guedes em Brasília mas o ministro rejeitou. Também há propriedades em Alagoas, São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas, Goiás e Bahia. O portfólio tem terrenos, casas, apartamentos, prédios e salas comerciais. Não é a primeira vez que a gestão atual lança edital para vender bens da União. Uma tentativa discreta foi feita em agosto, com três imóveis, mas só um foi vendido, por R$ 18 milhões. Um dos que sobraram, em Barueri, volta no novo edital. No governo, os envolvidos na iniciativa dizem que o primeiro edital foi apenas um teste para sentir a temperatura do mercado e que a expectativa para a próxima rodada é maior. A União tem mais de 750 mil imóveis com valor contábil acima de R$ 1 trilhão. O desejo do governo é arrecadar R$ 36 bilhões até 2022 com a venda de 3.800 imóveis. (Painel S.A.)

Simulações apontam que petróleo veio do alto-mar – Dois pesquisadores especializados em dinâmica de correntes marítimas fizeram simulações de computador para chegar a resultados que indicam que a origem das manchas de óleo nas praias do Nordeste está no alto-mar, a pelo menos 400 km da costa. Um deles é Ilson Silveira, professor de oceanografia física da USP que estuda circulação oceânica. O outro é o pesquisador Fernando Túlio Camilo Barreto, vinculado ao INPE, que como parte de estudo de doutorado desenvolveu um modelo de simulação que estima o deslocamento do óleo na água levando em consideração a composição química dos elementos, as correntes marítimas, o vento e as ondas. Barreto foi procurado pela Marinha para ajudar na localização da origem das manchas através de suas simulações.

Desmatamento na Amazônia cresce 96% em setembro – O desmatamento cresceu cerca de 96% em setembro na Amazônia na comparação com o mesmo mês de 2018, segundo dados do sistema Deter, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que dispara alertas de desmate para orientar ações do Ibama. Desde junho, a devastação na Amazônia tem aumentado na comparação com a série histórica do Inpe. Os meses de julho, agosto e setembro do primeiro ano do governo Jair Bolsonaro tiveram as maiores taxas de desmate desde 2015 e 2016 (no caso de julho) —o Deter está em funcionamento desde 2004. Junho teve aumento de 90% no desmate. Em julho, foram 278% de crescimento. Em agosto o salto foi de 222% em relação ao mesmo período do ano anterior.

‘É porrada pra todo lado’, diz Bolsonaro a Datena – O presidente Jair Bolsonaro deu um conselho a José Luiz Datena, da TV Bandeirantes, ao sondá-lo para ser candidato a prefeito em São Paulo com seu apoio: “Não é moleza, não. É porrada para todo lado”. E completou: “Você veja o que está acontecendo”, referindo-se à classe política, segundo o apresentador. “Ele sempre foi ponderado”, relata Datena, que tem conversado com frequência com o presidente. No ano passado, quando o apresentador desistiu de ser candidato ao Senado, Bolsonaro telefonou para ele e disse: “Ainda bem. Não é brincadeira, não [o quanto se sofre numa campanha]”. Datena também quase foi candidato a prefeito de São Paulo em 2016. “Desta vez, se eu me lançar, não posso recuar”, afirma ele. “Se decidir, não volto atrás.” O ex-governador de SP Márcio França (PSB-SP) também já procurou Datena para conversar. Ele próprio é candidato a prefeito, mas tenta atrair o apresentador para a legenda. (Mônica Bergamo)

Manchete do CORREIO BRAZILIENSE: EUA e China dão trégua na guerra comercial

O acordo parcial anunciado pelo presidente Donald Trump, depois de dois dias de negociação, foi recebido com alívio no mundo inteiro. Como parte do entendimento, os Estados Unidos devem suspender a imposição de novas tarifas a produtos chineses. Em contrapartida, o país asiático teria se comprometido a elevar as compras de produtos agrícolas americanos. No mercado financeiro, o acerto que pode levar ao fim da guerra comercial entre os dois países foi bem recebida por investidores. No Brasil, a bolsa fechou em alta de quase 2%, enquanto o dólar encerrou o dia em queda, cotado a R$ 4,09.

Destaques

Ibaneis cai em casa e é internado – O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sofreu um acidente no fim da tarde de ontem, em casa. O chefe do Executivo local escorregou enquanto tomava banho e bateu a cabeça na borda da banheira. Ele chegou a ficar confuso e foi levado para o Hospital Brasília, no Lago Sul, com sangramento na nuca. A assessoria do GDF informou que Ibaneis permaneceria na unidade de saúde durante toda a noite para ser submetido a exames. Até o fechamento desta edição, ele continuava internado, consciente e em recuperação. Não havia previsão de alta. Ibaneis mora em uma casa no Lago Sul com a mulher, Mayara Noronha, e o filho Mateus, de 10 meses. Além de funcionários da família, os dois estavam em casa no momento do incidente. A primeira-dama encontrou o marido desacordado e chamou por socorro. Um brigadista que fica na casa prestou os primeiros atendimentos.

Impunidade ainda é problema, diz Moro – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse ontem que o número de crimes recuou no Brasil desde o início da sua gestão, mas afirmou que a impunidade continua sendo um grande problema no país. Em palestra durante evento dirigido a investidores, em São Paulo, Moro admitiu ainda que, em algum momento, a Operação Lava-Jato deve terminar, porém observou que o combate à corrupção tem de ser tratado como questão institucional. “Meu trabalho na Lava-Jato acabou, mas permaneço firme nas minhas crenças”, disse. De acordo com o ministro, estatísticas oficiais mostram que, neste ano, houve queda “significativa” entre os principais tipos de ações criminosas. “O crime cresceu nos últimos 20 anos, mesmo em períodos de boa situação econômica. A impunidade segue sendo um grande problema. O grande desafio é tornar permanentes as quedas nos índices de criminalidade. Os números remanescentes ainda são muito ruins”, ponderou.

Um é vaiado, outro ovacionado – Jair Bolsonaro e João Doria, que estão com as relações estremecidas, dividiram ontem o mesmo palco, durante cerimônia de formatura de sargentos da Escola de Sargentos da Policia Militar do Estado de São Paulo, no Sambódromo, na Zona Norte de São Paulo. Mas foi a plateia, formada por cerca de 12 mil pessoas, segundo a PM, que vocalizou as divergências entre os dois mandatários: enquanto o presidente era ovacionado a cada vez que tinha seu nome anunciado pelo serviço de som do Sambódromo, o governador de São Paulo era vaiado. Dirigindo-se ao Alto Comando da PM e aos formandos, Bolsonaro disse ser o primeiro presidente a valorizar as Forças Armadas e as polícias. Já Dória citou várias vezes o nome de Bolsonaro e disse que o “Estado de São Paulo não faz oposição ao Brasil” e que, antes, apoia todo e qualquer projeto do governo federal “bom para o país. “Aqui, presidente Bolsonaro, tem esforço, tem trabalho e tem governo”. Bolsonaro repetiu a quebra de protocolo que fez em Brasília no Sete de Setembro: desceu do palanque montado para as autoridades políticas e militares, e andou entre os 697 formandos, familiares e padrinhos de formaturas dos sargentos.

Gilmar mantém quintos – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou voto ao plenário virtual da Corte em que defende a manutenção do pagamento dos chamados quintos constitucionais para os servidores da União. Os quintos são uma parcela de aumento que era incorporado aos salários a cada cinco anos. O benefício foi extinto pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998. Porém, em 2001, nova legislação voltou a cancelar o mesmo benefício. Assim, abriu-se brecha para interpretações de que quem tinha cargos de chefia, automaticamente, manteria o direito nesses três anos. Gilmar Mendes é relator de processos sobre a incorporação do benefício entre abril de 1998 e setembro de 2001. Ele reconhece que o pagamento é inconstitucional, mas deve ser mantido até sua absorção integral por reajustes futuros concedidos à categoria até aos servidores que ainda não têm sentença transitada em julgado. O ministro manteve posição proferida em março de 2015, a favor da manutenção do pagamento dos quintos tanto para os servidores já beneficiados por sentença transitada em julgado quanto para os que estão ainda sem decisão definitiva e à aqueles que têm apenas decisão administrativa. Mendes foi o primeiro dos 11 ministros da Corte a apresentar voto. A votação on-line prosseguirá até a próxima quinta-feira.

Caldeirão em observação – Partidos começaram a acompanhar com lupa o programa de Luciano Huck, nas tardes de sábado, a fim de verificar se ele ultrapassa a linha tênue que pode caracterizar, lá na frente, a chamada compra de voto ou simplesmente campanha fora de época. No último sábado, por exemplo, Huck foi ao interior de Minas Gerais, a Lagoa da Prata, às margens do Rio São Francisco, região que, no passado, foi objeto da Caravana da Cidadania do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Reformou a casa de Pelé da Pipoca, um senhor devoto de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. O milésimo programa do empresário levou Seu Pelé ao santuário, mostrou a fé que move o país e ainda colocou o telespectador a pensar sobre o racismo e a necessidade de inclusão social. Huck, assim como Lula fez no passado, também percorre o país. Coleciona histórias, conhece a população. Seu programa emociona, leva alegria, casa reformada e carros repaginados Brasil afora. Esse movimento, vindo de quem hoje busca um espaço na política, começa a incomodar potenciais adversários. E uma coisa é certa: se está incomodando, é porque a aposta no apresentador não é considerada perdida. (Brasília-DF)

Convidado especial – Maria Rita, sobrinha de irmã Dulce, foi à casa do ex-presidente José Sarney, em Brasília, especialmente para entregar o convite da canonização, tão logo foi marcada a data. Desde então, Sarney providenciou própria passagem pela TAP. Ele está em Roma desde quarta-feira, e se integrará à comitiva apenas para a cerimônia. Foi convidado ainda para a missa no dia seguinte, 14 de outubro, presidida por D. Murilo Krieger, na Igreja de Santo Antonio dos Portugueses, em Roma. Muitos jovens se perguntam por que tanta deferência do ex-presidente na canonização de Irmã Dulce. Foi ele que, em 1988, indicou a primeira santa brasileira ao Prêmio Nobel da Paz, e sempre a visitou e exaltou sua obra. Irmã Dulce ainda estava viva quando Sarney deixou o governo, em março de 1990. Já naquele tempo, ele, ao entregar o cargo, esperava que fosse vaiado quando descesse a rampa do Planalto. “Ao descer, senti ao meu lado alguém. Olhei, procurava quem estava ali, e era a Irmã Dulce. Tirei o lenço e, então, sacudi o lenço como quem se despedia. E aí, de repente, aquela multidão, de um lado e de outro, que vinha para me vaiar, começou a me aplaudir. Eu não sabia nem como. Vi as pessoas chorarem. E eu dizia: ‘é um milagre da Irmã Dulce!'”, contou Sarney, em artigo publicado em maio. (Brasília-DF)

Batalha das privatizações – Uma das prioridades da gestão Ibaneis é privatizar empresas estatais como a CEB, a Caesb e o Metrô. O argumento de que as companhias estão deficitárias — o que é fato — e de que trazem mais problemas do que soluções ao Estado é forte e a possibilidade de que as mudanças saiam do papel é grande. Por outro lado, movimentações dos últimos dias mostram que o processo não vai ocorrer sem resistência. Na Câmara Legislativa, deputados da oposição e até distritais da base formaram uma frente para lutar contra a entrada do setor privado na gestão das estatais. Além de razões ideológicas, pesa o grande capital eleitoral dos sindicatos e funcionários das companhias na mira do governo para privatização. Por isso, ao menos, muito barulho o GDF deve esperar. (Eixo capital)

Manchete de O ESTADO DE S.PAULO: EUA e China acertam trégua e podem pôr fim à guerra comercial

Estados Unidos e China chegaram ontem a acordo que pode levar ao fim da guerra comercial que os dois países vêm travando no último ano e meio. Após dois dias de negociações, os EUA suspenderam a imposição de novas tarifas sobre produtos chineses, que ocorreria na próxima semana. Segundo o presidente Donald Trump, esta é a “fase um” do acordo, que ainda levará semanas para ser formalizado e pode ser assinado em novembro por ele e por Xi Jinping. A China concorda em elevar para valores entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões as compras de produtos agrícolas dos EUA. O acordo também terá disposições sobre propriedade intelectual. Do outro lado, os EUA suspendem a imposição de tarifas de 30% sobre US$ 250 bilhões de produtos chineses.

Destaques

Tecnologia, inovação e defesa viram foco do BNDES – Entre abrir a caixa-preta e reduzir o tamanho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o governo quer também redefinir o papel do banco no financiamento às exportações. Essencial para a venda de bens manufaturados, como máquinas e equipamentos, e de serviços ao exterior, esses empréstimos vêm sendo reduzidos nos últimos anos, o que tem levado industriais e exportadores a reclamarem das dificuldades de acessar os recursos. A intenção do governo e do banco, segundo o Estadão/Broadcast apurou, é que o BNDES foque o apoio na produção de itens para a exportação em áreas consideradas estratégicas, como Defesa, inovação e alta tecnologia. A avaliação é que, como em outros setores da economia, há espaço para que os bancos privados assumam o financiamento de outros produtos e, com os recursos escassos, o banco deve se concentrar nas questões de interesse do governo. O modelo que vem sendo estudado é o adotado em outros países, como os Estados Unidos, de um “Eximbank”, uma espécie de agência de fomentos e garantias para produtos de alto valor agregado ou desenvolvidos especificamente para mercados que o governo deseje acessar. Para a produção dos demais itens exportados, as empresas teriam de buscar financiamento privado, segundo as fontes. Apesar das sinalizações do governo, os empresários reclamam da falta de definição de política clara de financiamento.

Plano de unir Capes e CNPq causa atritos no governo – O governo estuda fundir o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A discussão, que ganhou corpo no último mês, está na Casa Civil e tem em campos opostos Ministério da Educação e Ministério da Ciência e Tecnologia. Criados em 1951, os dois órgãos têm funções distintas. A Capes tem a missão de aprimorar a formação de profissionais de ensino superior, por meio da pós-graduação, além de ajudar na qualificação de professores de ensino básico e solidificar a educação a distância no País. Já o CNPq se concentra em fomentar projetos de pesquisa, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. O MEC trabalha pela mudança. Pelas redes sociais, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, enfatizou ontem posição contrária. “Existe algum sombreamento de atividades e pontos de melhoria de gestão. Esses problemas já estão sendo trabalhados no CNPq.” A justificativa para a fusão de CNPq e Capes seria a de racionalizar os recursos. Numa discussão realizada semana passada na Casa Civil, o descompasso entre MEC e o Ministério da Ciência e Tecnologia ficou evidente, ampliando o mal-estar. Anteontem, o titular da Educação, Abraham Weintraub, chamou o colega no governo de “ministro astronauta” em uma entrevista a jornalistas. “A fusão traria confusão para um sistema que desde a década de 1950 trabalha de forma harmônica”, afirmou o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu Castro Moreira. Ele observa ainda que não há estudos que mostrem qual seria o impacto econômico da fusão. “Não haveria economia.”

Justiça condena Mendes Júnior a ressarcir R$ 382 mi – A Justiça Federal condenou a empreiteira Mendes Júnior Trading e Engenharia e dois executivos ligados à companhia ao pagamento de indenização de R$ 382 milhões. A decisão, da 3ª Vara Federal em Curitiba, foi tomada em ação de improbidade proposta pela força-tarefa Operação Lava Jato no Ministério Público Federal no Paraná. Na sentença, aplicada anteontem, a Justiça reconheceu a participação da empresa e de seus executivos no pagamento de propina para o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, primeiro delator da Lava Jato. Segundo a Procuradoria, os repasses ao ex-diretor variavam de 1% a 3% do valor total de contratos da estatal firmados por meio de licitações fraudulentas. Os dois ex-executivos da empreiteira condenados são Sérgio Cunha Mendes e Alberto Elísio Vilaça Gomes. A Mendes Júnior Trading e Engenharia, assim como os ex-executivos, também está proibida de contratar ou receber benefícios fiscais ou creditícios do poder público pelo prazo de dez anos.

Bolsonaro pede a Bivar dados sobre PSL – Depois de recomendar a um militante que “esquecesse” o PSL, o presidente Jair Bolsonaro pediu nesta sexta-feira, 11, ao presidente nacional do partido, deputado federal Luciano Bivar (PE), uma relação completa de fontes de receitas, despesas e funcionários, além da descrição das atividades dos dirigentes partidários custeadas pela própria legenda. O objetivo é usar os documentos, que devem ser apresentados em um prazo de cinco dias, para promover uma auditoria independente. Apoiado por 20 deputados federais e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o pedido do presidente marca um novo capítulo na crise instalada dentro do partido. Conforme antecipou o Estado, Bolsonaro e um grupo de parlamentares decidiram pedir uma auditoria nas contas do PSL para avaliar como foram utilizados os recursos públicos recebidos por meio do Fundo Partidário. Caso o prazo de cinco dias não seja respeitado, o grupo pode tomar medidas judiciais. A medida tem como foco Bivar, com quem Bolsonaro trava um duelo nos últimos dias pelo controle do partido. Ao se referir a Bivar, o presidente disse nesta semana que o deputado “está queimado para caramba” no seu Estado. Na última quinta-feira, Bivar disse ao Estado que estava “feliz” com a preocupação que Bolsonaro demonstrou pela legenda. “Sim, nós vamos contratar tudo de auditoria que for possível, imaginável. Tudo, com certeza. Para a minha tranquilidade até. Já estamos (fazendo) auditoria da própria estrutura do partido (interna), e fora do partido também, já estamos fazendo”, afirmou o deputado.

Trégua entre presidente e Valeixo não convence – A aparente trégua na relação Jair Bolsonaro–Polícia Federal não convence integrantes da corporação. Há a avaliação de que o presidente deve trocar o comando em uma eventual mexida na Esplanada dos Ministérios, algo comum a vários governos entre o final de um ano e o carnaval do outro. O grupo hoje à frente da PF até já lamenta um quadro como Maurício Valeixo, tido como técnico e capacitado, permanecer por período tão curto como diretor-geral. Mas trata a assunção das gerações mais novas como apenas “uma questão de tempo”. A solução da troca de comando dentro de uma reforma ministerial não é vista como ideal no governo, porém daria a ele a oportunidade de sair pela porta da frente, o que não teria ocorrido se tivesse sido demitido no mês passado, quando esteve por um fio no cargo. No início de setembro, delegados da geração 1997-2001 começaram a se movimentar para chegar ao comando da Polícia Federal, diante das demonstrações de insatisfação de Jair Bolsonaro. O secretário de Segurança do DF, Anderson Torres, figurava entre os preferidos. Em “live” na quinta-feira passada, Jair Bolsonaro afirmou que o delegado da PF que conduziu o inquérito das candidaturas laranjas em Minas agiu de “má-fé”. “E eu não vou falar outras coisas aqui para não me irritar.” (Coluna do Estadão)

Campo minado – Conforme determina o protocolo, a revista de tropas deve ser feita pela mais alta autoridade presente em eventos militares. No caso da formatura de sargentos da PM ontem em São Paulo, a honraria, claro, caberia ao presidente Jair Bolsonaro. O presidente, porém, abriu mão e pediu a João Doria que passasse as tropas em revista. Foi também nesse momento que o governador foi vaiado por parte da plateia. Para apoiadores do tucano, Bolsonaro armou uma cama de gato para seu antigo apoiador. Nas redes sociais, clã Bolsonaro mostrou imagens do presidente sendo exaltado no evento de formatura dos sargentos da Polícia Militar, em São Paulo. (Coluna do Estadão)

Senador é réu na Lava Jato – Fernando Collor foi o terceiro senador no exercício do mandato a se tornar réu na Lava Jato. Em agosto de 2017, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal aceitou parcialmente denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o parlamentar, então filiado ao PTC, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, Collor teria participado de esquema envolvendo propina de R$ 50,9 milhões por contratos da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobrás. Ele negou. Em abril deste ano, em alegações finais, a então procuradora-geral, Raquel Dodge, pediu ao Supremo que imponha ao senador pena de 22 anos e 8 meses nesta ação penal.

PF vai apurar uso de ‘laranja’ pelo PSL do Rio – A Justiça Eleitoral determinou que a Polícia Federal investigue o uso de supostos “laranjas” na prestação de contas de candidatos a deputado pelo PSL do Rio na eleição de 2018. O pedido de abertura de inquérito policial foi apresentado ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) pelo promotor eleitoral Francisco Franklin Passos Gouvêa, da 204ª Promotoria Eleitoral do Rio de Janeiro. Na denúncia, Gouvêa afirma que existem “indícios de eventual prática do crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral”, que trata de falsidade ideológica eleitoral e caixa 2. O promotor suspeita de irregularidades na prestação de contas de pelo menos três candidatos que disputaram a eleição no Estado: os suplentes de deputados federais Raquel Niedermeyer (Raquel Stasiaki) e Clébio Lopes Pereira “Jacaré“ e o deputado estadual Marcelo Ferreira Ribeiro (Marcelo do Seu Dino). A denúncia foi recebida pelo juiz Rudi Baldi Loewenkron, do TRE-RJ, em 24 de setembro. Agora, cabe à Polícia Federal fazer a investigação. O procedimento no TRE tramita em segredo de Justiça.

Vaias foram ‘orquestradas’, dizem aliados de Doria – A vaia que Doria tomou na formatura dos sargentos da PM – ontem, no sambódromo – foi percebida, por aliados, como previamente orquestrada por grupos bolsonaristas. Destacam que o governador se dirigiu sozinho para a passagem da tropa, e o presidente ficou no palco. No Twitter, Carlos Bolsonaro postou vídeo em que Doria, ao discursar, é vaiado e Bolsonaro é ovacionado. Na avaliação desses interlocutores, o presidente atuou como quem quer distância do possível rival da campanha de 2022. Foi a primeira vez em que os dois estiveram juntos depois das farpas em torno do #bolsodoria. (Direto da Fonte)

Manchete de O GLOBO: (Segue assim que for liberado)

Destaques

Capa de VEJA: A multiplicação dos santos

Com número recorde de canonizações, incluindo a da freira baiana irmã Dulce, que ocorrerá neste domingo, 13, a Igreja Católica tenta recuperar o rebanho perdido.

Destaques

Bolsonaro – Ameaças à Lava Jato e confusões no PSL espantam eleitores.

Educação – A revolução que está mudando tudo nas salas de aula.

Capa de ÉPOCA: Entre bíblias e fuzis

Os traficantes evangélicos que espalham terror em nome de Deus nas favelas do Rio.

Destaques

A freira e o empreiteiro – Os milagres de irmã Dulce e a amizade de 50 anos com Norberto Odebrecht.

O melhor amigo da última semana – Marco Feliciano se vangloria de sua influência sobre Jair Bolsonaro.

De Gutenberg a Zuckerberg – Há pelo menos meio milênio, a tecnologia sempre deu poder a extremistas

Capa de ISTOÉ: A nova mandachuva do PT

Conhecida no partido como a “dona do pedaço”, Rosangela da Silva, a Janja, noiva de Lula, distribui ordens a dirigentes da sigla, dá orientações a Haddad e Gleisi, manda pagar despesas e já articula o futuro da legenda com o aval do ex-presidente preso.

Destaques

O cortejo da canonização – Os milagres, a vida e a obra da Irmã Dulce dos Pobres, a primeira santa genuinamente brasileira.

Por que ele não cai? – Laranjal abre crise entre PSL e Bolsonaro, mas o ministro do Turismo segue no cargo, mesmo denunciado.

Caos ambiental – O mistério do óleo bruto que se alastrou pelo litoral dos nove estados do Nordeste.

Capa de Crusoé: A rede

Mensagens de WhatsApp revelam como atua a militância virtual bolsonarista. Como são combinados os ataques. O financiador que guia a ‘tropa’. O fogo amigo contra Moro, Guedes e os generais. As estratégias para interferir nos rumos do governo.

Destaques

Blogueiros de crachá – Felipe Moura Brasil, em reportagem para a Crusoé, mapeou cargos, salários e padrinhos dos blogueiros de crachá. Instalados em cargos comissionados, eles comandam a milícia virtual bolsonarista. As mensagens de WhatsApp do grupo, obtidas por Felipe Moura Brasil, revelam o funcionamento da máquina de propaganda paraestatal, que ataca até mesmo integrantes do governo, como Sergio Moro e Paulo Guedes. Leia, por exemplo, uma das mensagens de Otavio Oscar Fakhoury, “tesoureiro-geral” do PSL de São Paulo: “A direita tem que se unir agora. Senão os liberais (Guedes) e tecnocratas (Moro) além de alguns militares que são positivistas demais e nada anti-globalistas vão deixar de lado a pauta conservadora (…). Eu canso de dizer: quem ganhou a eleição não foi a pessoa do JB, nem Mourão, nem os militares. Quem ganhou a eleição foi uma onda, um movimento (como diz o Steve Bannon), um levante conservador!”

O irmão problema – A Crusoé fez o que Raquel Dodge se recusou a fazer: foi a Marília investigar a transação que levou Léo Pinheiro a citar Dias Toffoli num dos capítulos de sua delação premiada. A reportagem analisou os sete volumes da licitação suspeita, ouviu testemunhas do processo e descobriu uma série de novos elementos que corroboram a versão apresentada pelo empreiteiro da OAS.

Capa de CartaCapital: O papa x o Brasil de Bolsonaro

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