Resumo dos jornais desta segunda-feira (22) – Claudio Tognolli

Resumo dos jornais desta segunda-feira (22)

Chico Bruno

Manchetes

O GLOBO: Justiça reage a vídeo em que filho de Bolsonaro fala em ‘fechar STF’

Vídeo em que Eduardo Bolsonaro (PSL) —deputado federal eleito com a maior votação no país — afirma que bastam “um cabo e um soldado” para fechar o Supremo Tribunal Federal gerou reações como a da presidente do TSE, ministra Rosa Weber, e da Associação dos Magistrados Brasileiros, que afirmou que juízes “não se curvam a ataques de qualquer natureza e pressões externas”. Ministros do STF também manifestaram contrariedade com a declaração. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que as afirmações “cheiram a fascismo”. Para Jair Bolsonaro, o vídeo está fora de contexto e quem defende fechar o STF “precisa de psiquiatra”. Eduardo Bolsonaro pediu desculpas e destacou que a gravação ocorreu há quatro meses.

Estadão: Bolsonaro enquadra o PSL e faz acenos a partidos do Centrão

Líder nas pesquisas de intenção de voto, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) chega à reta final da campanha pensando em formar uma ampla base parlamentar, caso seja eleito. Em nome da governabilidade, ele age para domar a bancada de seu partido, que terá 52 deputados. Reeleito pelo PSL-SP, o deputado Eduardo Bolsonaro chegou a ter seu nome cogitado para a presidência da Câmara, mas a ideia foi abandonada. “(Jair) Bolsonaro não fará braço de ferro pela presidência da Câmara”, disse o senador eleito Major Olímpio (PSL-SP). O presidenciável faz acenos ao Centrão. Com 142 deputados eleitos, o grupo formado por DEM, PP, PR, Solidariedade, PRB, PSC e PTB quer manter o controle de postos-chave da Câmara, como a presidência, com Rodrigo Maia (DEM-RJ). Outro partido que já se aproxima é o PSD. Com esses dois apoios, Bolsonaro começaria sua eventual gestão com um núcleo de 144 deputados. 

Folha: Identificação com Bolsonaro agrada e preocupa militares

A cúpula das Forças Armadas está preocupada com a inevitável identificação entre a instituição e o eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL), hoje favorito na disputa pela Presidência. Capitão reformado do Exército, Bolsonaro indicou um vice recém-egresso do Alto Comando da Força e cercou-se de oficiais generais em sua campanha. Um deles, Augusto Heleno, já foi indicado para a Defesa em caso de vitória. Para integrantes da cúpula, o prestígio após 33 anos do fim da ditadura é satisfatório, mas há riscos. Um deles é a ideia de que iniciativas polêmicas que remetam ao regime de 1964 acabem na sua conta. A proximidade também pode turvar discussões do interesse dos militares, como questões salariais. Por ora, Bolsonaro acertou a manutenção da equipe que faz interlocução entre a Defesa e o Congresso. Os militares consideram isso uma salvaguarda em discussões. Já os comandantes seguirão dando declarações de apartidarismo. Integrantes da instituição mais bem avaliada, segundo o Datafolha, os militares temem arranhões também por falas desastrosas ou pelo fracasso do governo. Para políticos próximos da área, o temor é que a atual moderação dê lugar a uma relação de tutela do poder civil pelo militar. 

Correio: Bolsonaro fez do PSL o mais votado no DF. Leila puxou o PSB

Impulsionado pelo candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro, o PSL foi o partido que mais recebeu votos dos brasilienses no primeiro turno. A sigla conquistou nada menos que 986.050 votos – 95% deles dados ao presidenciável. Na segunda posição, desponta o PSB, partido de Rodrigo Rollemberg, que disputa a reeleição ao GDF, com 838.874. O bom resultado foi influenciado principalmente pelo sucesso de Leila do Vôlei na disputa pelo Senado. O MDB, de Ibaneis Rocha, que concorre ao Buriti, ficou em terceiro lugar na lista dos partidos mais votados, com o apoio de 760.960 eleitores. Legenda do presidenciável Fernando Haddad, o PT aparece na quarta posição. Teve 743.898 votos. No quinto lugar, vem o PRP, à frente de grandes legendas, como o PSDB, o PPS, o PDT e o PR.

Valor: Bolsonaro radicaliza ataque contra Haddad na reta final
A uma semana do 2º turno da eleição presidencial, o candidato Jair Bolsonaro (PSL), líder nas pesquisas, radicalizou o discurso contra seu adversário, Fernando Haddad, e o PT. Em vídeo divulgado pelo Twitter, disse que Haddad e o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) farão companhia a Lula e “apodrecerão” na cadeia ou serão “banidos” do país. “Se Lula estava esperando o Haddad ganhar e assinar decreto de indulto, vou dizer uma coisa: você [Lula] vai apodrecer na cadeia”, atacou ele, chamando-os de “marginais”. 

Notícias: 

Dispara venda de empresa local a estrangeiros – Nos últimos cinco anos, quase 400 empresas brasileiras passaram às mãos de estrangeiros no País – o valor dos negócios soma R$ 133 bilhões. O movimento, que vem crescendo, ganhou força no ano passado, com 108 transações envolvendo capital externo, uma alta de 40% ante as 75 de 2016.

Toffoli acaba com trava que inibia o uso político do CNJ – O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Dias Toffoli, alterou o regimento interno, derrubando barreiras que inibiam o uso político do órgão. Toffoli revogou o artigo 15 do regimento, retirando a quarentena que impedia os conselheiros de usar o CNJ como trampolim para conquistar vagas em tribunais.

Missão da OEA retorna para acompanhar 2º turno – A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) para as eleições gerais do Brasil retornou ao País para acompanhar o segundo turno presidencial, que ocorrerá no próximo domingo (28). De acordo com nota à imprensa divulgada neste domingo (21), a missão será encabeçada novamente pela ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla e por 30 especialistas e observadores que serão distribuídos em 11 Estados do País e no Distrito Federal. Além disso, outras seis pessoas vão observar o processo de votação no exterior em Buenos Aires, Cidade do México, Montreal, Paris, Santiago do Chile e Washington.

O que nos espera no dia seguinte ao voto – As diretrizes que os candidatos à Presidência da República prometem seguir durante um eventual mandato são detalhadas nos planos de governo, registrados obrigatoriamente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A preocupação dos eleitores com esse documento é tão importante quanto a atenção aos discursos, mas de nada adianta o engajamento durante as campanhas se todas as promessas forem esquecidas nos quatro anos seguintes. A falta de vigilância dá abertura a frustrações: quando os candidatos, uma vez eleitos, se esquecem — ou deixam de lado propositalmente — os compromissos que fizeram quando tentavam angariar votos. Um exemplo recente é o que fez o candidato ao governo de São Paulo João Doria (PSDB), que garantiu, em 2016, que não deixaria a Prefeitura da capital paulista para concorrer a outro cargo. Fez exatamente o contrário neste ano. No Palácio do Planalto, a reversão de expectativa aconteceu no segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que mudou o posicionamento quanto às políticas fiscais. Não foi muito diferente do que houve com Fernando Collor, que bloqueou o acesso dos brasileiros às suas contas bancárias, incluindo a poupança. 

Tática digital de presidenciável é uma jabuticaba – Para Francisco Brito Cruz, do InternetLab, a campanha não tem precedente no uso da internet e de aplicativos de mensagens. A tática digital de Jair Bolsonaro se destaca pela pulverização. “É uma jabuticaba”, diz, em referência à fama falsa de a fruta só existir no Brasil.

Rosa Weber endurece o discurso – Durante coletiva de imprensa para falar sobre fake news e fazer uma análise do primeiro turno, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber endureceu o discurso para afirmações feitas em vídeo de Eduardo Bolsonaro. No evento do TSE, realizado na tarde deste domingo (21), Weber disse que afirmações inadequadas não afetam o STF e nem desestabilizam os ministros. “O vídeo foi desautorizado pelo candidato (Jair Bolsonaro). No Brasil as instituições estão funcionando normalmente. E juiz algum que honra a toga se deixa abalar por qualquer manifestação que pode ser compreendida como inadequada”. 

“Não há anonimato na internet”, diz Jungmann – O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou na tarde deste domingo (21) que a Polícia Federal (PF) tem condições de rastrear todas os usuários e as informações na internet relacionados à disseminação de fake news envolvendo as eleições de 2018. “Não há anonimato na internet”, disse Jungmann, fazendo questão de afirmar que dirigia sua fala àqueles que têm interesse de produzir notícias falsas para desestabilizar as eleições. “Fiquem sabendo que a Justiça tem capacidade de chegar a qualquer um deles”, completou.

‘Não se tem respeito pelas instituições’ – O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou neste domingo (21) de “muito ruim” o conteúdo de um vídeo, que circula nas redes, no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), diz que basta “um soldado e um cabo” para fechar o Supremo. Para o magistrado, são “tempos estranhos” e o conteúdo da declaração denota que “não se tem respeito pelas instituições pátrias”. “Vamos ver onde é que vamos parar”, complementa. Questionado se a declaração poderia evidenciar uma afronta à separação entre Poderes, o magistrado respondeu: “Não sei, pois é o estágio da nossa democracia né. Vamos aguardar as eleições para ver o que ocorrerá em 2019. É tempo de temperança, importante é as instituições funcionarem”, complementou. 

Central de autorregulamentação contra fake news – O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estuda ideias para tentar prevenir a disseminação de notícias falsas (fake news) nas próximas eleições. Uma delas é a criação de uma central de autorregulamentação integrada por todos os partidos para regular o uso das redes sociais. Ela funcionaria como o Conar, o conselho de regulamentação publicitária. Ele é integrado por agências do setor que vigiam umas as outras e aplicam penas para quem infringir os códigos de ética da profissão. Um dos magistrados que estuda a elaboração de uma proposta diz que a comissão poderia penalizar os candidatos inclusive se pessoas externas à campanha espalhassem mentiras pelas redes. A regra funcionaria como a dos times de futebol que são punidos por atos de violência e vandalismo de suas torcidas.

Desconheço do que se trata – Em entrevista no início da tarde deste domingo (21), o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) disse desconhecer o vídeo em que seu filho Eduardo Bolsonaro diz que “basta um soldado e um cabo para fechar o Supremo Tribunal Federal”. O vídeo teria sido gravado no último dia 10 de julho, durante uma aula. “Isso não existe, falar em fechar o STF. Se alguém falou em fechar o STF precisa consultar um psiquiatra”, afirmou o candidato, em coletiva na casa do empresário Paulo Marinho, onde grava vídeos para seu programa eleitoral. “Desconheço esse vídeo. Duvido. Alguém tirou de contexto. “Bolsonaro falou também sobre as manifestações em favor de sua candidatura que ocorreram na manhã deste domingo em diversas cidades do País. “Está havendo hoje manifestação em todo o Brasil; assim como houve no domingo anterior ao primeiro turno”, disse.

Fechar STF ‘não é motivo para alarde’ – Em mensagem postada nas redes sociais na tarde deste domingo (21), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que o vídeo em que cogita o fechamento do STF (Supremo Tribunal Federal) “não é motivo para alarde”. “Se fui infeliz e atingi alguém, tranquilamente peço desculpas e digo que não era a minha intenção”, afirmou em mensagem nas redes sociais. “Acredito que o vídeo não é motivo para alarde, até porque eu mesmo o publiquei em minhas redes sociais há quase quatro meses. Trata-se de mais uma forçação de barra para atingir Jair Bolsonaro, assim como é essa balela de Whatsapp fake news ser o fator que está conduzindo Jair Bolsonaro possivelmente para a Presidência”, continuou.

Declarações de filho de Bolsonaro ‘cheiram a fascismo’ – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso usou as redes sociais neste domingo, 21, para criticar declarações do filho de Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro, de que basta “um soldado e um cabo” para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF). “As declarações merecem repúdio dos democratas. Prega a ação direta, ameaça o STF”, escreveu o ex-presidente na tarde de ontem (21) em seu Twitter. “Não apoio chicanas contra os vencedores, mas estas cruzaram a linha, cheiram a fascismo”, afirmou Fernando Henrique. “Têm meu repúdio, como quaisquer outras, de qualquer partido, contra leis, a Constituição”, conclui na mensagem.

Sigilo sobre fake news – O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, informou que foi decretado o sigilo no inquérito instaurado pela Polícia Federal para investigar o disparo de mensagens pelo WhatsApp referentes aos presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O inquérito foi instaurado, atendendo ao pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para apurar eventual utilização de um esquema profissional por parte das campanhas, para propagar notícias falsas. Jungmann também deu um alerta a quem propaga as chamadas fake news. “Não há anonimato na internet. A Polícia Federal tem tecnologia, recursos humanos e capacidade para chegar até eles (a quem propaga notícia falsa) no Brasil ou no mundo”, disse o ministro que participou neste domingo de entrevista coletiva na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Bolsonaro: o PT é o próprio fake news – O candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) disse no início da tarde deste domingo (21), que “o PT é o próprio fake news”. O comentário foi feito no contexto de um vídeo da campanha do adversário, Fernando Haddad (PT), que o associava à prática de tortura durante o regime militar e que foi retirado do ar pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “É uma mentira aquilo”, disse Bolsonaro sobre o vídeo da campanha adversária. “O PT sem mentir não é o PT. Disseram também que eu vou acabar com os professores, que vai ser tudo ensino a distância. Disseram que eu vou acabar com o Bolsa Família, com o 13º salário. O PT é o próprio fake news. Para derrotar o PT, não precisamos mentir, basta mostrar a verdade para o Brasil”. 

Candidato planeja cobrar de alunos em universidades – A equipe que prepara o programa do eventual governo de Jair Bolsonaro prevê a cobrança de mensalidades em universidades federais. Segundo o grupo, muitos alunos cursaram escolas particulares e poderiam pagar o ensino superior. Reitores das federais dizem, porém, que 66% das famílias ganham até 1,5 salário mínimo per capita. O ensino público gratuito é garantido pela Constituição. 

Atos pró-Bolsonaro pelo país – A exemplo do ocorrido no primeiro turno, manifestantes a favor do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) foram às ruas neste domingo (21) para defender o seu candidato, um dia após protestos contra o líder nas pesquisas. Vídeos e imagens publicados em seu perfil do Twitter mostravam multidões em manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Maceió, Salvador, Belém e Brasília, entre outras. Em entrevista na casa do empresário Paulo Marinho, no Rio de Janeiro, Bolsonaro agradeceu o apoio dos simpatizantes que foram às ruas do país neste domingo em atos de apoio e disse que as manifestações são uma prova de que o eleitor quer alguém diferente dos petistas. Nos atos pelo Brasil, os apoiadores do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) ironizaram as suspeitas de financiamento por empresas de disparo de mensagens contra a candidatura de Fernando Haddad (PT). Os manifestantes vestiram caixas de papelão nos protestos com a inscrição “Caixa 2” e gritaram, em coro, “eu vim de graça”. Também usavam cartazes dizendo que são “os robôs de Bolsonaro”.

Folha é a maior fake news do Brasil – O candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) pediu aos seus apoiadores, em vídeo ao vivo exibido em telões na avenida Paulista neste domingo (21), que “participem das eleições ativamente” daqui a sete dias, de forma democrática e “sem mentiras, sem fake news, sem Folha de S.Paulo”. “A Folha de S.Paulo é a maior fake news do Brasil. “Vocês não terão mais verba publicitária do governo”, afirmou ao público, sob gritos da plateia. “Imprensa vendida, meus pêsames.” Apesar dessa fala, ele afirma que apoia a imprensa livre, “mas com responsabilidade”.

Zema é vaiado e escorraçado em ato pró-Bolsonaro – O candidato ao governo de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, foi vaiado e xingado ao tentar participar do ato favorável ao presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, realizado na Praça da Liberdade, neste domingo (21). O empresário de Araxá, no Triângulo Mineiro, foi chamado de “oportunista” e “vagabundo” pelos participantes do evento e teve que deixar o local, onde deu entrevista coletiva, escoltado por seguranças. Apesar da confusão, muitos militantes do partido Novo permaneceram na manifestação e distribuíram materiais do candidato. A reportagem também encontrou alguns adesivos com as imagens de Bolsonaro e Anastasia, mas o material não foi feito pela campanha do senador. 

Haddad em voo solo no Roda Viva – Nesta segunda-feira (22), às 22h, o Roda Viva, na TV Cultura, vai realizar uma entrevista com o petista Fernando Haddad. Inicialmente, a ideia era fazer o programa em duas partes, incluindo o presidenciável Jair Bolsonaro, do PSL. Uma mesma bancada de jornalistas iria entrevistar os dois candidatos durante uma hora cada. Mas, segundo a produção, Bolsonaro informou que não irá comparecer.

Haddad no Maranhão – O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, chamou seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), de “chefe de milícia” e criticou o economista do militar reformado, Paulo Guedes, que já foi anunciado como seu futuro ministro da Fazenda, caso eleito. “Quem conhece o Paulo Guedes sabe que é um (Michel) Temer piorado. Conheço o suficiente para saber que as medidas dele trariam grande prejuízo para o Brasil”, disse durante entrevista a jornalistas em São Luís, onde fez campanha ontem. A entrevista foi transmitida ao vivo pelo PT nas redes sociais.

Haddad diz que vai reajustar Bolsa Família e congelar gás – O candidato Fernando Haddad (PT) prometeu ontem em agenda na periferia de São Luís, no Maranhão, reajustar em 20% o valor do benefício do Bolsa Família em janeiro e estabelecer um teto de R$ 49 para o preço do botijão de gás. Só o aumento do Bolsa Família, segundo ele, teria um impacto de cerca de R$ 5,5 bilhões, que viriam do aumento da arrecadação com impostos. 

Alma leve – Ciro Gomes andava tranquilo na sexta (19) com a mulher, Gisele, na estação Chatelet do metrô de Paris —até se encontrar com uma brasileira, Érika Campelo. Diretora de uma associação cultural, ela é contra a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) e perguntou a ele: “Por que você não está no Brasil?”. Cordial, Ciro disse, segundo Érika, que “realmente está muito difícil” e que o Brasil “está doente”. “Mas eu estou muito cansado. Estou batalhando há três anos. E não dá mais”, seguiu. Ainda segundo Campelo, Ciro disse também que o PT “errou” porque preferiu “disputar com Bolsonaro no segundo turno”. Questionado por Érika se ele gostaria de ter tido o apoio do PT, o pedetista elogiou Fernando Haddad. Mas afirmou que a esquerda deveria ter debatido para saber quem seria o melhor candidato para o momento.

Governador pede a prefeitos que garantam transporte – O governador da Bahia, Rui Costa (PT), sugeriu aos prefeitos baianos que garantissem transporte para os eleitores no próximo domingo (28) para reduzir o nível de abstenção nas urnas. As declarações foram dadas em um áudio enviado pelo governador a prefeitos baianos em um aplicativo de mensagens. O pedido do governador aos prefeitos vai de encontro à legislação eleitoral que diz que apenas a Justiça Eleitoral pode disponibilizar o transporte passageiros no dia das eleições. Aos prefeitos, cabe apenas a manutenção das linhas regulares do transporte público da cidade. O áudio foi alvo de questionamentos da oposição, que considera que a orientação do governador por transporte configura abuso de poder econômico e a captação ilícita de votos. O DEM da Bahia informou que entrará com uma ação nesta segunda-feira (22) no Tribunal Regional Eleitoral. A assessoria jurídica do candidato Jair Bolsonaro (PSL) protocolou um pedido de providências em relação ao caso na Justiça Eleitoral.

Apoio de Witzel a destruidor da placa de Marielle – O candidato ao governo do Rio, Wilson Witzel, do PSC, fez um desagravo neste domingo (21), ao deputado estadual eleito Rodrigo Amorim (PSL), um dos responsáveis pela destruição de uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco, do PSOL. “Ninguém desrespeitou a memória de ninguém”, afirmou, segundo O Globo, em discurso feito na manifestação em apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro, na praia de Copacabana. “Nós não compactuamos com nenhum tipo de intolerância a política. A facada em Jair Bolsonaro ou qualquer atentado a quem quer que seja não pode ficar sem punição. Essas são declarações que nós já demos. Agora, não aceitamos e toleramos a ilegalidade. Não se pode colocar placa onde não está autorizado pela legislação municipal.” 

Doria e França copiam Alckmin – Em SP, João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) reciclam promessas de Geraldo Alckmin (PSDB), como Rodoanel e linhas de metrô.

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