Resumo dos jornais desta quinta-feira (18) – Claudio Tognolli

Resumo dos jornais desta quinta-feira (18)

Chico Bruno

Manchetes dos jornais

O GLOBO: No Ibope, Witzel tem 60%, e Paes está com 40%

A primeira pesquisa Ibope para o segundo turno da eleição ao governo do Rio apontou que o candidato do PSC, o ex-juiz Wilson Witzel, tem 60% dos votos válidos (excluídos nulos, em branco e indecisos), e o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), 40%. Contratado pelo GLOBO e pela TV Globo, o levantamento mostra que a rejeição ao ex-prefeito, de 48%, é mais do que o dobro da registrada pelo ex-juiz. Witzel é mais forte entre os homens (57%) do que no eleitorado feminino (46%). Já Paes tem intenção de voto equilibrada entre homens (32%) e mulheres (36%).

Estadão: Doria tem 52% dos votos válidos e França, 48%, em SP

João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) estão tecnicamente empatados na disputa pelo governo do Estado de São Paulo, aponta pesquisa Ibope/Estado/ TV Globo divulgada ontem. Doria tem 52% dos votos válidos – quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos – e Márcio França, 48%. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. Se considerados os votos totais, Doria tem 46% das menções e França, 42%. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou nulo são 10%, e 2% não sabem ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17. A pesquisa também aponta que a rejeição de Doria é a maior – 32% afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum. A de França é de 20%. O Ibope também mostra a transferência de votos. Quem votou em Paulo Skaf (MDB) no primeiro turno se dividiu entre o tucano (43%) e França (45%). Já os votos do petista Luiz Marinho migraram mais para França (69%) do que para Doria (15%).

Folha: Empresas bancam disparo de mensagens anti-PT nas redes

Empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp e preparam grande operação para aproxima semana, que antecede o segundo turno, relata Patrícia Campos Mello. A prática é ilegal, pois se trata de doação de campanha por empresas, vedada por lei, e não declarada. A Folha apurou que alguns contratos chegam a custar R$ 12 milhões e, entre os compradores, está à rede de lojas de departamento Havan. Seu dono, Luciano Hang, nega. “Não temos essa necessidade”, declarou. Usar ou comprar de terceiros bases de usuários também é ilegal, mas várias agências as oferecem. Segundo a AVty, que trabalha para a campanha de Jair Bolsonaro (PSL), “quem faz a campanha são os milhares de apoiadores voluntários”. Uma ferramenta lícita usada pela empresa gera números de telefone no exterior para escapar de filtros de spam e do limite de 256 participantes por grupo do WhatsApp.

Correio: Mensagens ligam nº 2 da PGR ao “homem da mala”

A Polícia Federal investigava diálogos do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, que teve o sigilo quebrado, quando descobriu mensagens eletrônicas trocadas entre o então assessor de Temer e o procurador Alexandre Camanho, hoje secretário-geral do Ministério Público da União e braço direito da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. “Estimado amigo, posso ver o presidente na semana que vem?”, pergunta Camanho, antes mesmo de Temer assumir o posto máximo da República. “Alexandre, confirmo horário até amanhã”, responde Loures, que, em abril de 2017, seria flagrado com mala, contendo R$ 500 mil, recebida, segundo a PF, do grupo JBS. Além da intimidade entre os dois, as conversas mostram que Camanho sugeriu ministros e tentou um encontro entre Temer e procuradores da Lava-Jato.

Valor: Previdência dos militares é desafio para novo governo

O novo presidente da República terá de enfrentar a questão dos privilégios dos servidores públicos se quiser reformar a Previdência. E o problema é maior na previdência dos militares, aonde o déficit vem aumentando em termos nominais, do que na dos civis, que tem déficit decrescente. A informação está na mensagem que acompanha a proposta orçamentária para 2019, enviada ao Congresso pelo presidente Michel Temer.

Notícias

Provas contra Temer – No despacho no qual aborda o indiciamento do presidente Michel Temer (MDB) pela Polícia Federal (PF), o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), destaca que o relatório conclusivo do inquérito dos Portos reuniu “provas de diversas naturezas”. A PF indiciou Temer, sua filha Maristela de Toledo, o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR) – o “homem da mala dos R$ 500 mil” -, o coronel reformado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho (o coronel Lima, amigo do presidente), a arquiteta Maria Rita Fratezi (mulher do coronel), além de executivos da empresa Rodrimar e do grupo Libra no inquérito dos Portos. O ministro vai aguardar um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) para decidir sobre esses pedidos. A PGR tem 15 dias para se manifestar.

Temer recebeu R$ 5,9 milhões em propinas, diz PF – Investigação da Polícia Federal que indiciou o presidente Michel Temer por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa aponta que ele recebeu R$ 5,9 milhões em propinas de empresas do setor portuário entre 2000 e 2014. Defesa pede anulação do indiciamento no STF.

Repatriação investigada – A Receita Federal investiga a origem de US$ 20 milhões repatriados da Europa por José Yunes, amigo e ex-assessor do presidente Temer, informa a Coluna do Estadão.

Temer indignado e abalado – O presidente Michel Temer ficou profundamente indignado e abalado com o indiciamento feito pela Polícia Federal (PF). É o que revelou nesta quarta-feira (17) o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun. O articulador político do governo federal desqualificou o inquérito. Disse ser um “festival de ilações” e uma perseguição com o chefe do Executivo federal.

Temer vai falar – O presidente Michel Temer planeja um pronunciamento para falar das denúncias de propina relacionada ao setor de portos, que resultou em seu indiciamento pela Polícia Federal. Falta decidir apenas o tom.

Acir Gurgacz é transferido pela PF para Papuda – O senador Acir Gurgacz (PDT-RO) deixou nesta quarta-feira (17), por volta das 7h, a delegacia da Polícia Federal (PF) em Foz do Iguaçu, no Paraná, com destino a Brasília, onde cumprirá pena de 4 anos e 6 meses em regime semiaberto. Ele desembarcou ao meio-dia no Aeroporto Juscelino Kubitschek. Do aeroporto o senador foi levado ao Instituto Médico Legal, onde fez exame de corpo delito. Depois, ele foi encaminhado ao presídio da Papuda. O parlamentar foi condenado por desvio de recursos de um financiamento obtido junto ao Banco da Amazônia, entre 2003 e 2004, quando era diretor da empresa de ônibus Viação Eucatur.

Tribunal reconhece prescrição e extingue ação contra Ustra – Os desembargadores da 13ª Câmara Extraordinária de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo reconheceram nesta quarta-feira (17), a prescrição e extinguiram ação contra o espólio do coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, acusado pela morte do jornalista Luiz Merlino, em 1971, nas dependências do Doi-Codi (Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna), núcleo de torturas do antigo II Exército, em São Paulo. Ustra comandou o Doi-Codi entre outubro de 1969 e dezembro de 1973. O militar morreu em 2015, tornando automaticamente extinta sua punibilidade nas ações de caráter criminal movidas contra ele. As ações de natureza civil foram transferidas para o espólio de Ustra. Merlino trabalhou nos jornais Folha da Tarde e Jornal da Tarde. Ele era militante do Partido Operário Comunista (POC).

Corregedor quer explicações de desembargadora – O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, abriu um procedimento para que a desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo, Kenarik Boujikian, esclareça declarações que deu em um evento promovido pela Folha sobre os 30 anos da Constituição. Na segunda-feira (15), em um seminário realizado no auditório da Folha, em São Paulo, a desembargadora disse ver riscos à democracia. “Um ministro do Supremo Tribunal Federal chamar de movimento um golpe reconhecido historicamente é tripudiar sobre a história brasileira. De algum modo, é desrespeitar todas as nossas vítimas”, afirmou Boujikian. As declarações da desembargadora foram críticas a uma fala do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli. O corregedor nacional de Justiça afirmou, na decisão que instaurou o procedimento sobre a desembargadora, que o episódio pode caracterizar conduta vedada a magistrados e deu prazo de 15 dias para que ela se manifeste.

Fundo do DF sob ataque – Por pouco o Distrito Federal não perde R$ 1,4 bilhão do Fundo Constitucional a que tem direito. Só não perdeu porque, pouco antes de o texto ir à votação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, o deputado Izalci Lucas (PSDB-DF) correu ao plenário e pediu, encarecidamente, que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) não fosse votada. Conseguiu retirar o assunto de pauta, no momento, mas o texto continua por ali. Izalci vai pedir que o autor da PEC, deputado João Campos (GO), retire definitivamente a proposta que passa recursos do fundo aos municípios do entorno. Em tempo: não é a primeira nem a última PEC que mira o Fundo Constitucional do DF. Diante da escassez de recursos, é bom a turma do “quadradinho” ficar de olho no fundo, que, este ano, prevê R$ 13,6 bilhões, dos quais R$ 10 bilhões já foram utilizados em saúde, segurança e educação.

Renan diz que não será candidato – Reeleito por Alagoas, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) disse nesta quarta-feira (17), que não vai se candidatar à presidência do Senado em 2019, quando começa a próxima legislatura. Calheiros foi presidente da Casa por duas vezes e voltou a ter seu nome ventilado nas últimas semanas em razão do resultado das eleições, quando os senadores mais experientes do Congresso não conseguiram se reeleger. “É preciso conhecer o que é que vai chegar nas casas. Isso não é um projeto pessoal. A presidência do Senado e do Congresso não é um fim em si mesmo. Já fui quatro vezes candidato à presidência do Senado. Não sou candidato, não vou postular. Hoje, o Antagonista lançou minha candidatura e disse que já tenho 40 votos. Eu não cogito isso. É preciso compreender a complexidade do momento que vive o País. Eu quero colaborar da planície”, afirmou ele. “Não vou mudar de ideia, já fui (candidato) quatro vezes.”

Simone Tebet a opção de ‘equilíbrio’ para presidir Senado – A líder do MDB do Senado, Simone Tebet (MS), começou a ser vista como uma opção de equilíbrio para presidir a Casa a partir de fevereiro de 2019, em um cenário de forte renovação no Parlamento evidenciada pela derrota de caciques nas urnas e a ascensão de forças ligadas ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), favorito nas pesquisas de intenção de voto para o Palácio do Planalto. Mesmo sem ter feito gesto público de interesse de disputar o cargo, Simone passou a ser abordada após o primeiro turno por colegas do MDB e de outros partidos, como PSDB e PDT, como um potencial nome para comandar o Senado no início do mandato do próximo presidente da República, segundo relatou à Reuters uma fonte com conhecimento das tratativas. A senadora é bem vista até por apoiadores de Bolsonaro, disse outra fonte ligada ao candidato do PSL à Reuters, sendo considerada como um nome mais palatável dentro do MDB para presidir o Senado.

Bancada da bala se articula para chegar à presidência – Alinhado a Jair Bolsonaro (PSL), o deputado federal Capitão Augusto (PR-SP) quer chegar à Presidência da Câmara com o apoio do Centrão e da bancada da bala. “Vários membros da bancada da bala tinham comentado dessa vontade de termos um presidente da Câmara para que a pauta seja definida por nós”, disse. Apostando na vitória de Bolsonaro no segundo turno contra Fernando Haddad (PT), ele defende que o comando do Legislativo seja aliado ao possível presidente, mas sem pertencer ao mesmo partido. “A Câmara não aceita ter um presidente que seja do mesmo partido do presidente da República, pela subserviência que teria. Vamos trabalhar sem subserviência absoluta,”, disse.

Conservadores avançam na Câmara – A base dos partidos de viés claramente conservador chega agora a 182 deputados. Isso inclui os eleitos do PSL, que há quatro anos conquistou apenas uma cadeira e chegou a 52 no pleito duas semanas atrás. Fazem parte da lista também o PP (37 deputados eleitos), PSD (34), PRB (30) e DEM (29). É uma evolução de 55% em relação a quatro anos atrás.

FHC: ‘Porta com Haddad está enferrujada’ – Depois de mandar para o inferno os que o “coagem moralmente” para que tome uma posição “em nome da democracia”, em razão de se posicionar contra Jair Bolsonaro, mas não a favor de Fernando Haddad, Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta quarta-feira (17), que a porta do diálogo com o petista está “enferrujada”. “Essa porta está enferrujada. E eu acho que a fechadura enguiçou. A população hoje, cada um, vota à vontade. O peso que os partidos têm hoje é relativo. As pessoas estão tomando hoje posição independentemente de apoio”, disse durante evento no Teatro Ciee, em São Paulo.

Candidatos assinam termo de compromisso à Constituição – Os candidatos à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), assinaram ontem (17), um Termo de Compromisso de Respeito à Constituição da República Federativa do Brasil proposta pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI). O presidente da entidade, Domingos Meirelles, disse que a intenção é restabelecer “o fulcro natural” da campanha, para que os dois voltem a discutir propostas de governo e questões pragmáticas no lugar de trocarem insultos.

Bolsonaro sonda sócio do Banco Modal para o BNDES – Empenhado na montagem de seu eventual governo, Jair Bolsonaro sondou Eduardo Centola, sócio e copresidente do Banco Modal, sobre seu interesse em comandar o BNDES. Não houve convite formal. Centola tem contribuído com propostas para o plano de governo, especialmente para a área de infraestrutura, diante de sua experiência com investimentos da China no País.

Cotado para ministro defende desmatamento – Luiz Antônio Nabhan Garcia, presidente da UDR (União Democrática Ruralista), diz em entrevista que cabe mais desmate legal na Amazônia. “Criou-se uma fantasia, uma lenda, onde, no Brasil, o cara que degrada o meio ambiente é o produtor rural. É exatamente o contrário.” Cotado para o Ministério da Agricultura em eventual governo Bolsonaro, Nabhan também defende a saída do país do Acordo de Paris. “O que os integrantes [do acordo] dão em troca? Não fazem a obrigação deles e querem que o Brasil faça, de graça”, afirma.

Bolsonaro quer amparo em poder de veto para privatizar – A equipe de Jair Bolsonaro planeja ampliar o uso de ações especiais (“golden shares”) para aplacar resistências de aliados e viabilizar seu programa de privatizações, caso seja eleito. Essa ação dá poder de veto ao governo em decisões como a venda do controle da estatal.

Mourão contraria orientação de Bolsonaro e apoia Doria – O general Hamilton Mourão (PRTB), vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), selou apoio nesta quarta-feira, 17, ao candidato ao governo de São Paulo, João Doria (PSDB). Os dois se encontraram pela primeira vez nesta quarta, em um hotel na zona sul de São Paulo. Eles conversaram sobre política, tiraram fotos e gravaram vídeos, que serão utilizados na campanha do tucano. A decisão de Mourão de apoiar Doria foi comunicada pelo Estado ao presidente do PSL, Gustavo Bebianno, que reagiu com surpresa e disse não saber da reunião. Bolsonaro já havia anunciado que não daria apoio a Doria e que se manteria neutro na disputa em São Paulo. O PRTB teria deixado claro a Doria que o apoio a ele seria apenas do partido e de Mourão, e não da chapa de Bolsonaro. “A gente respeita a opinião do PSL, mas temos a nossa autonomia para tomar as nossas decisões no Estado de São Paulo”, disse um interlocutor do PRTB ao jornal O Estado de S. Paulo.

‘Estamos com uma mão na faixa’, diz Bolsonaro – A liderança de 18 pontos porcentuais sobre Fernando Haddad (PT), de acordo com a mais recente pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada na segunda-feira (15), levou o presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, a dizer que se considera praticamente eleito, em razão da dificuldade de seu oponente tirar a diferença de votos nesta reta final de campanha de segundo turno. “Nós estamos com uma mão na faixa, é verdade. Pode até não chegar lá, mas estamos com uma mão na faixa. (Haddad) Não vai tirar 18 milhões de votos de agora até daqui a dois domingos. Não vai tirar isso”, afirmou o candidato nesta quarta-feira (17), logo após visitar a sede da Polícia Federal, no centro do Rio. Pouco antes dessa declaração, o próprio Bolsonaro havia desconversado sobre a ampla vantagem. “Eu não estou preocupado com isso. Eu quero é ajudar o Brasil”, disse.

Bolsonaro vai à Arquidiocese do Rio – Após passar a terça-feira sem cumprir agenda externa de campanha, o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, foi a Arquidiocese do Rio, na Glória, na zona sul da capital, na manhã desta quarta-feira, 17. O candidato se encontrou com o cardeal arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, para assumir compromissos contra o aborto e legalização das drogas. No fim, Bolsonaro prestou continência ao religioso. “Assumimos o compromisso em defesa da família, em defesa da inocência da criança, em defesa da liberdade das religiões, contrários ao aborto, contrários à legalização das drogas”, disse Bolsonaro. “Ou seja, o compromisso que está no coração de todo brasileiro de bem.”

Onyx quer cortar 20 mil cargos ‘no primeiro dia – Já oficializado como futuro ministro-chefe da Casa Civil num eventual governo do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) propõe extinguir 20 mil cargos comissionados logo “no primeiro dia” do mandato. O Poder Executivo tem 23.070 desses postos.

Expectativa pelo novo comando – Com a perspectiva de vitória do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), os militares começam a fazer as apostas para as trocas de comando nas Forças Armadas. O que está em jogo são as substituições do almirante Eduardo Ferreira, da Marinha, do brigadeiro Nivaldo Rossato, da Aeronáutica, e do general Eduardo Villas Bôas, do Exército. Os três tomaram posse em abril de 2015, logo depois que a presidente Dilma Rousseff assumiu o segundo mandato. No Exército, a expectativa é de que Bolsonaro, caso eleito, siga a tradição, interrompida por Dilma, de chamar o general mais antigo para assumir o comando. A partir dessa regra não escrita, quem assumirá o cargo será Edson Leal Pujol, atual chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia da força. Nascido em Dom Pedrito (RS), Pujol tem 63 anos e foi o primeiro da turma na Academia Militar das Agulhas Negras, a Aman, em 1977. Em 2013, foi nomeado comandante da Força de Paz na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah). O oficial recebeu elogios do então secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Campanha de Haddad revisita ditadura – O PT testou a propaganda eleitoral que aborda o tema da tortura em grupos de eleitores de Jair Bolsonaro, do PSL. A primeira reação foi o silêncio. Conforme a discussão sobre a peça evoluiu, alguns levantavam dúvidas sobre a veracidade dos depoimentos de vítimas do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, condenado por tortura e sempre homenageado por Bolsonaro. A legenda pretende seguir exibindo depoimentos de vítimas da ditadura, ainda que o impacto causado por eles não consiga virar o resultado das pesquisas. A ideia é se posicionar desde já como oposição contundente e com bandeiras claras contra um eventual governo do capitão reformado.

Cid grava vídeo de apoio a Haddad – Depois de criticar duramente o PT em um evento em Fortaleza, no domingo, o senador eleito pelo Ceará Cid Gomes, irmão do ex-presidenciável do PDT, Ciro Gomes, distribuiu nessa quarta-feira (17) um vídeo pelas redes sociais defendendo o voto no candidato petista, Fernando Haddad. “Com tudo o que penso e diante de tudo que falei, não é correto o que fez o outro candidato usando imagens minhas editadas sem minha autorização. Que não fique nenhuma dúvida: neste segundo turno, Haddad é o melhor para o Brasil. Votarei no Haddad no dia 28”, diz o vídeo de menos de 30 segundos que Cid distribuiu em suas redes sociais.

Haddad se reúne com pastores – O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, se reúne nesta quarta-feira (17), com pastores e líderes evangélicos em São Paulo. O encontro reúne nomes de igrejas como Assembleia de Deus, Presbiteriana do Brasil e Metodista – que estão declarando voto contrário a Jair Bolsonaro (PSL). O encontro foi organizado para contrapor cabeças de instituições pentecostais e neopentecostais que declararam apoio a Bolsonaro na eleição. Foi o caso do bispo Edir Macedo, da Universal do Reino de Deus, do missionário R.R. Soares, da igreja Internacional da Graça de Deus, e do pastor José Wellington Bezerra da Costa, da Assembleia de Deus do Belém, além de outros.

Haddad elogia Moro e vê Lava-Jato como positiva – Na contramão do discurso de seu partido, o candidato do PT, Fernando Haddad, fez elogios ao juiz Sergio Moro na condução da Lava-Jato, em entrevista ao SBT. Ele disse que o saldo da operação é “positivo”, mas ressaltou que o magistrado errou na sentença de Lula, por não haver provas contra o ex-presidente.

‘Eleitorado de Bolsonaro não é multidão de fascistas’ – O cientista político Fabio Ostermann, deputado estadual eleito pelo Novo no Rio Grande do Sul, afirmou nesta quarta-feira, 17, que, ao contrário do que acreditam os petistas, “o eleitorado de Bolsonaro não é formado por multidão de fascistas que de repente saiu do armário”. Segundo ele, “são em sua maioria pessoas indignadas com desordem, criminalidade e com a insistência do PT em querer libertar criminoso condenado e botar na Presidência”. Integrante do movimento Livres, de orientação liberal, que se abrigava no PSL, Ostermann trocou o partido pelo Novo após o ingresso de Bolsonaro na sigla, no início do ano. Suas palavras, portanto, expressam uma visão independente e mostram que não são só os bolsonaristas da gema que se incomodam com a questão.

Chumbo trocado – No debate promovido pelos jornais O GLOBO e Extra e pela revista Época, os candidatos ao governo do Rio, Wilson Witzel (PSC) e Eduardo Paes (DEM), trocaram ataques e buscaram associar a imagem do adversário a políticos com altos índices de rejeição. O ex-juiz lembrou a relação de Paes com Sérgio Cabral; o ex-prefeito comparou Witzel a Crivella.

Façam suas apostas – Ninguém arrisca um palpite fechado sobre a eleição para governador de São Paulo, especialmente, depois do empate técnico registrado ontem no Ibope. Enquanto o ex-prefeito João Dória, filiado ao PSDB, mas com os dias contados no partido, cola sua campanha em Jair Bolsonaro, o governador Márcio França amplia o leque de apoiadores. O governador tem ao seu lado bolsonaristas, caso do senador eleito Major Olímpio, e socialistas, como a deputada Luiza Erundina. França embasa sua campanha hoje nessa união de personalidades tão diferentes da política. Diz, inclusive, ter a fórmula para se apresentar como aquele que pode unir São Paulo e ajudar a construir a pacificação nacional, se for reeleito. Dória, por sua vez, está centrado no clima anti-PT. Se a onda Bolsonaro deu uma estancada, a probabilidade será Dória perder força nessa reta final em São Paulo. Para completar, hoje, nem os tucanos fecham com o ex-prefeito.

Ibope nos Estados – Doria tem 52% dos votos válidos ao governo de SP e França, 48%, aponta Ibope. No RJ, Witzel tem 60% dos votos válidos; Paes, 40%. Em MG, Zema tem 66% dos votos válidos e Anastasia, 34%. No DF, Ibaneis tem 75% dos votos válidos; Rollemberg, 25%. No RS, Eduardo Leite tem 59% dos votos válidos e José Ivo Sartori, 41%. No RN, Fátima Bezerra tem 54% dos votos válidos e Carlos Eduardo, 46%.

Barrados no baile eleitoral do DF – O ano de 2018 já mudou totalmente o cenário político no Distrito Federal. Independentemente de quem vença o segundo turno para o Palácio do Buriti, a renovação é grande. Sem mandato nos últimos quatro anos, Tadeu Filippelli (MDB) vai permanecer mais tempo longe da vida pública. A eleição deixou fora também, depois de 16 anos no Senado, o senador Cristovam Buarque (PPS). O ex-governador deve se dedicar aos livros e às palestras. Sem mandato estão também os deputados federais Alberto Fraga (DEM), Rogério Rosso (PSD) e Augusto Carvalho (SD). Eliana Pedrosa (Pros) e Alírio Neto (PTB), que tiveram uma chance de ouro para chegar ao Palácio do Buriti, agora terão de rever projetos políticos para 2022. O empresário Paulo Octávio cogitou duas vezes ser candidato ao Senado. Recusou o apelo de Ibaneis. Poderia ter sido eleito. Distritais atuantes como Chico Leite (Rede), Ricardo Vale (PT) e Wasny de Roure (PT) também estão sem mandato e Joe Valle (PDT), atual presidente da Câmara Legislativa, que chegou a ser cotado como candidato a governador e senador, mas nem disputou a eleição.

Maconha legalizada no Canadá – A partir desta quarta-feira (17) o uso recreativo da maconha passa a ser legal no Canadá. O país é o segundo a legalizar o uso recreativo da planta, depois do Uruguai, além de nove Estados norte-americanos, como Califórnia e Colorado. Enquanto o Uruguai restringe a venda apenas aos residentes, no Canadá a compra será aberta a qualquer um maior de 18 ou 19 anos, dependendo da cidade. De modo geral, o modelo adotado é mais parecido com o do país sul-americano, com participação intensa do governo na distribuição e limitações à venda dos produtos. Será possível comprar maconha de produtores licenciados na internet e também em lojas especializadas na venda no varejo. Adultos poderão portar até 30 gramas em público.

Novos ares – Privatizada há três anos, a TAP reorganizou suas operações, reduziu custos e ficou mais enxuta. A partir de agora, inicia um novo plano de expansão até 2022, com a ampliação e renovação da frota, 40 novos destinos e aumento de 54% no quadro de pilotos, diz seu presidente, Antonoaldo Neves.

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