Resumo dos jornais desta quarta-feira (17) – Claudio Tognolli

Chico Bruno

Manchetes dos jornais

O GLOBO: PGR vai se opor a projeto de Bolsonaro para segurança

A proposta do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, de aplicar de forma automática o princípio da legítima defesa (em termos técnicos, excludente de ilicitude) a policiais militares que matem em serviço, sem que haja investigação da ocorrência, deve provocar o primeiro embate de seu governo, se for eleito, com a Procuradoria-Geral da República. Defendida em visita do candidato à sede do Bope, na segunda-feira, a proposta prevê retomar projeto de lei apresentado por Bolsonaro à Câmara no ano passado. “Qualquer um pode dizer que é legítima defesa, mas, para comprovar, é preciso investigar”, diz a subprocuradora-geral da República Luiza Frischeisen. 

Estadão: Bolsonaro quer setor privado em projetos de infraestrutura

Caso Jair Bolsonaro (PSL) seja eleito, sua equipe planeja um pacote para destravar projetos de infraestrutura. Os planos incluem a possibilidade de renovação antecipada de contratos em curso e relicitação dos que apresentam problemas. A base do plano é expandir ferrovias, rodovias e aeroportos principalmente com recursos privados. O BNDES poderá financiar a fase de construção, segundo Paulo Coutinho, economista que supervisiona propostas para infraestrutura do PSL. “Objetivo é não colocar mais dinheiro do governo. O limite é o que está hoje no Orçamento”, disse. A discussão de propostas ainda está em fase inicial, mas a estratégia geral do programa de um eventual governo do PSL inclui a tentativa de aumentar a segurança jurídica para atrair investimento privado com a reorganização da gestão dos órgãos públicos de licenciamento, regulação e controle. 

Folha: Ataque de Cid Gomes põe em xeque frente contra Bolsonaro

Com o fracasso na articulação de uma frente pluripartidária em apoio a Fernando Haddad, a campanha do PT ao Planalto admite ajustes para tentar ampliar as alianças. A ordem é investir no eleitorado mais pobre e em grupos de evangélicos, juristas, artistas e intelectuais. O ato é reflexo da preocupação em conter o avanço de Jair Bolsonaro (PSL) — segundo pesquisa, a distância é de 18 pontos. Anteontem, duro discurso de Cid Gomes (PDT), irmão de Ciro Gomes, contra o PT pôs em xeque o plano de arco democrático para contrapor o deputado. Haddad esperava formar frente com atores políticos importantes, como Ciro e Marina Silva (Rede). Também tentou apoio do ex- presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, mas as tratativas não avançaram. 

Correio: Campanha dos 24 distritais eleitos custou R$ 6,4 mi

Na disputa para conquistar uma vaga na Câmara Legislativa, os 24 candidatos que foram eleitos gastaram, no total, R$ 6,4 milhões. Entre eles, há os que usaram recursos próprios, de partidos, doados por parentes, arrecadados por meio de vaquinha. Enquanto a campanha mais barata teve despesa média de R$ 1,09 por voto, a mais cara alcançou R$ 57,7. Individualmente, a mais custosa foi a do distrital reeleito Agaciel Maia (PR), que dispôs de R$ 970 mil. Também reeleito, Robério Negreiros (PSD) ficou em segundo lugar, com R$ 907,5 mil. Em seguida, veio Delmasso (PRB), com 891,1 mil. Os três candidatos que fizeram as campanhas menos dispendiosas foram Leandro Grass (Rede), com gastos de R$ 30,7 mil; Júlia Lucy (Novo), R$ 29,9 mil; e Daniel Donizet (PRP), R$ 10 mil.

Valor: 
Stone ignora eleição e atrai Buffett para IPO bilionário

A empresa de meios de pagamento Stone ignorou alertas de bancos sobre o risco de fazer uma oferta inicial de ações (IPO) em plena turbulência eleitoral e, ao que tudo indica, pode ser bem-sucedida. Um grupo de nomes de peso, incluindo o bilionário investidor americano Warren Buffett, está entrando na operação, que será dia 26, na Nasdaq, em Nova York. 

Notícias

Dodge na dúvida com Bolsonaro – A permanência de Raquel Dodge no comando da PGR (Procuradoria-Geral da República) já não é considerada líquida e certa caso Jair Bolsonaro (PSL) vença a eleição. O mandato dela vence em setembro de 2019. O novo presidente pode reconduzi-la, ou não, ao cargo por mais dois anos. Advogados e juízes ligados ao grupo mais próximo do presidenciável dizem que o assunto nem sequer está no radar dele. E afirmam que, dado o trabalho da procuradora-geral, considerado sério, ela poderia, sim, ser mantida no cargo. Além disso, Dodge teria apoio da classe para permanecer — e Bolsonaro não iria criar uma zona de atrito justamente com os procuradores. A hipótese de mudança preocupa integrantes do Ministério Público Federal e já é assunto até entre ministros de tribunais superiores — muitos apostam que ela será preterida na escolha. Em abril, a procuradora-geral denunciou Bolsonaro ao STF (Supremo Tribunal Federal) por racismo.

Procurador de esquerda não – Bolsonaro diz que não quer procurador-geral da República de esquerda
Reuters Tamanho do textoA A A
(Reuters) – O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse nesta terça-feira que não escolherá para procurador-geral da República alguém de esquerda, mesmo que ele seja o mais votado pela categoria, mas ressaltou que pode escolher alguém de centro, não necessariamente de direita, e que não será militar. “O critério é isenção, é alguém que esteja livre do viés ideológico de esquerda, que não tenha feito carreira em cima disso, que não seja um ativista no passado por certas questões nacionais”, disse Bolsonaro ao Jornal Nacional, da TV Globo. O presidenciável garantiu que “não vai ser do Ministério Público Militar, como alguns têm dito”, mas alguém “que tenha uma visão macro”. “Não queremos à esquerda, que seja ao centro. Não quero alguém do MP subordinado a mim, como tivemos no passado a figura do engavetador geral da União, mas alguém que pense grande, que pense no seu país”, disse Bolsonaro, fazendo uma alusão ao ex-procurador-geral Geraldo Brindeiro, que ocupou o cargo durante os governos do então presidente Fernando Henrique Cardoso.

PF indicia Temer e pede a prisão do coronel Lima – A PF indiciou o presidente Michel Temer, sua filha Maristela, o coronel reformado da PM João Baptista Lima Filho e mais oito pessoas no inquérito que apura favorecimento a empresas do setor portuário na edição de decreto de 2017. A PF pediu ao STF a prisão preventiva de 4 indiciados, incluindo o coronel Lima. A defesa de Temer afirmou que não teve acesso ao relatório.

Muita calma nessa hora – Terminado o inquérito dos portos, com o indiciamento do presidente Michel Temer e o pedido de bloqueio dos bens dele, a ordem entre os advogados é tentar empurrar o processo para que ele possa concluir o mandato. Como faltam apenas dois meses e meio, até chegar a hora de enviar o caso à Câmara, para o pedido de licença, o mandato estará nos últimos dias. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, só vai tratar desse caso quando chegar ao parlamento. Ele tem adotado uma posição de mais independência desde que saiu pré-candidato a presidente da República, no ano passado. Se tiver que cuidar do tema, não hesitará. O processo envolvendo o presidente Michel Temer só tem um probleminha: não há mais prazo para a Casa avaliar. Só o exame na Comissão de Constituição e Justiça consumiria todo o tempo que resta do mandato de Michel Temer.

Tribunal julga apelação de Palocci a 4 dias do 2º turno – Os desembargadores da 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) marcaram para 24 de outubro o julgamento da apelação do ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda/Casa Civil-Governos Lula e Dilma). O Tribunal da Lava Jato vai analisar a sentença do juiz federal Sérgio Moro que condenou Palocci a 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Operação Omertà. O ex-ministro tornou-se delator da Lava Jato. Por benefícios, como diminuição de pena, Palocci incriminou os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, com quem ele trabalhou no governo e em campanhas eleitorais. Na semana passada, a defesa de Palocci pediu a revogação de sua prisão preventiva e redução de pena devido a sua “efetiva” colaboração à polícia e à Justiça pelas revelações e provas apresentadas à Lava Jato e a outras frentes de apuração.

Justiça de Goiás bloqueia bens de Marconi Perillo – A Justiça Estadual de Goiás determinou o bloqueio dos bens do ex-governador do estado Marconi Perillo e do ex-secretário de Fazenda João Furtado de Mendonça Neto. A decisão atendeu a pedido do Ministério Público Estadual, em denúncia de irregularidade na edição de um decreto sobre o pagamento de diárias a integrantes do governo estadual. Segundo a decisão da juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual Patrícia Dias Bretas, deverão ser bloqueados valores no limite de até R$ 7,6 milhões. O parâmetro corresponde à soma do valor considerado desviado pela Justiça (R$ 2,54 milhões) com a multa correspondente ao dobro da quantia desviada.

Mulher agride esposa de Cunha em Salvador – Uma mulher em Salvador ofendeu verbalmente a jornalista Cláudia Cruz, esposa do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso em outubro de 2016 na Operação Lava Jato. A agressão ocorreu na tarde de segunda-feira (15), no Farol da Barra, mas só foi divulgada nesta terça-feira (16), pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). A agressora, que não teve a identidade revelada, foi conduzida pela Polícia Militar (PM) à 14ª Delegacia Territorial (DT/Barra) e autuada por injúria. Em depoimento, Cláudia Cruz informou que tirava fotos do Farol, ao lado da mãe, quando foi xingada. Ela acionou os militares, que, diante da situação, encaminharam o caso para delegacia.Na 14ª DT, a acusada foi autuada e liberada, como determina o Código Penal, segundo a SSP.

Câmara aprova cargos na Segurança – A Câmara dos Deputados aprovou na noite de ontem a criação de 164 cargos comissionados para o Ministério da Segurança Pública. Os postos são de livre nomeação e podem ser ocupados tanto por servidores públicos de carreira (ativos e inativos) quanto por pessoas sem vínculo com a administração federal. O impacto orçamentário é estimado pelo governo em R$ 14 milhões já em 2018, R$ 19,4 milhões no ano que vem e R$ 19,5 milhões em 2020. A pasta foi criada pelo governo Michel Temer em julho, mas a Medida Provisória que a instituiu apenas previa cargos para as áreas-fim. Por isso, o governo enviou outra MP, votada ontem, para completar o quadro. Do total de 164 cargos previstos, 17 terão remuneração de R$ 13.036,74, pela tabela atual do Ministério do Planejamento. Outros 58 comissionados receberão R$ 9.926,60. Os demais terão salários entre R$ 2.585 e R$ 5.440,72.

Senado rejeita privatização de distribuidora da Eletrobras – O plenário do Senado rejeitou ontem, por 34 votos a 18, o projeto de lei que liberava a venda de distribuidoras da Eletrobras, considerado prioritário na reta final do atual governo. Com isso, fica interrompido o processo de venda da Amazonas Energia. A rejeição do projeto não anula a venda das outras distribuidoras.

Sem comando – O Senado começa a sentir a falta que faz um líder de governo atento, como era o caso de Romero Jucá. Ontem, por exemplo, o projeto das duplicatas eletrônicas passou, permitindo o livre acesso à situação dos cidadãos, conforme queriam os bancos. O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) queria restringir a consulta ao nome de devedores inadimplentes e aos protestos realizados, como deseja o Serasa. O governo apoiou o primeiro e, agora, fez chegar a alguns senadores que apoia a restrição à consulta. O texto ainda precisa ser votado em plenário.

TSE mantém Capiberibe no segundo turno da eleição – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (16) validar os votos recebidos por João Capiberibe (PSB) no primeiro turno da eleição para governador do Amapá. Com isso, Capiberibe está mantido no segundo turno. Na sessão desta terça-feira, os ministros do TSE entenderam que não houve má-fé por parte da chapa de Capiberibe ao indicar o candidato a vice do PT.

Isso porque, na avaliação dos ministros, Marcos Roberto não estava em uma situação “sabidamente inelegível”. Por seis votos a um, o tribunal decidiu, então, manter a chapa na disputa. Permitiu, ainda, o direito à substituição do candidato a vice-governador – a proposta feita ao TSE foi a substituição de Marcos Roberto por Andrea Tolentino (PSB). A possibilidade de a chapa fazer propaganda eleitoral foi aprovada por unanimidade.

Guerra perdida – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não conseguiu segurar a onda de notícias falsas nas eleições deste ano. A avaliação interna dos ministros da Corte é que a guerra contra as fake news foi perdida. Esse cenário ficou evidente com a quantidade de notícias inverídicas que circularam no último dia 7, quando 117 milhões de brasileiros foram às urnas no primeio turno de votação. Uma videoconferência realizada ontem com representantes do WhatsApp revelou que a situação é ainda mais séria, pois os dirigentes do aplicativo disseram que não é possível controlar as mensagens que circulam entre os usuários.

Deputados eleitos com votos próprios caiu – A quantidade deputados federais eleitos e reeleitos que não precisaram dos votos da legenda partidária ou da coligação para atingir o objetivo eleitoral diminuiu em 2018 na comparação com as duas últimas eleições. Este ano, segundo o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), foram 27 os que tiveram êxito nas urnas nessas condições, enquanto em 2014 foram 35 -queda de aproximadamente 22,8%. Os eleitos com voto próprio em 2010 alcançaram 36. Na lista dos mais votados, 19 são novatos. Nesse grupo há 4 mulheres e 15 homens. Entre os 8 reeleitos, todos também são homens. Com votação expressiva esse grupo também ajudou outros nomes de suas coligações a entrarem na Câmara. Esta foi a última eleição em que as coligações são permitidas para as eleições proporcionais –deputado federal e estadual, além de vereador, cuja vaga é disputada em eleições municipais. O Congresso aprovou no ano passado a EC (Emenda Constitucional) 97/2017 proibindo esse tipo de aliança a partir de 2020. Dos 27 eleitos com votos próprios, 9 são de partidos de esquerda, centro-esquerda e centro. São 3 do PT; 3 do PSB; 1 do PV; 1 do Psol; e 1 do Pros. Os outros 18 são de centro-direita e direita. São 7 do PSL; 3 do PSD; 2 do PR; e 1 de PSC, PRB, Avante; DEM; Novo e PMN.

23 milhões mudam votos – Fernando Haddad (PT) já chegou a ter cinco pontos percentuais de vantagem em relação a Jair Bolsonaro (PSL) em simulação de segundo turno na pesquisa publicada pelo Ibope em 24 de setembro. Na de segunda-feira passada, a vantagem do capitão reformado do Exército sobre o petista era de 15 pontos, considerados os votos totais. É como se, nessas três semanas, 23 milhões de pessoas tivessem mudado de lado. Cada ponto percentual nas pesquisas equivale a 1,17 milhão de votos nas urnas, baseando-se na quantidade de pessoas que compareceram, sem as abstenções. Na avaliação do cientista político Murilo Aragão, da Arko Advice, formou-se uma onda favorável a Bolsonaro na semana anterior ao primeiro turno, o que ajuda a explicar a mudança. “Se a campanha tivesse mais dois ou três dias, ele já seria o vencedor. Não haveria segundo turno”, afirma.

Partilha do voto religioso – A disputa presidencial dividiu os católicos no Brasil: nas pesquisas de intenção de voto, 48% apoiam Jair Bolsonaro (PSL) e 42% ficam com Fernando Haddad (PT). Os números mais recentes do Ibope podem explicar a movimentação dos candidatos, no segundo turno, em busca do aval de lideranças religiosas. Como Bolsonaro é exaltado pelos principais pastores evangélicos, Haddad procurou se aproximar dos bispos católicos, de olho nos 130 milhões de fiéis. A explicação para as investidas, segundo especialistas, é de que a posição de um guia espiritual pode levar o eleitor a colocar a fé acima de outros critérios. A intenção de votos dos evangélicos pende maciçamente para Bolsonaro, que tem a preferência de 66% dos fiéis, contra apenas 24% para Haddad. Além disso, nas relações com o Congresso, o próximo presidente terá de conquistar o apoio da numerosa bancada evangélica. Especialistas calculam que esse grupo pode chegar a 180 parlamentares.

Crianças precisam de ensino presencial, avalia Haddad – O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, criticou nesta terça-feira (16), a proposta de ensino à distância para crianças no ensino fundamental feita por seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL). “Crianças precisam de ensino presencial, precisam de merenda. Se ficarem em casa, vão ficar sozinhas, porque a mãe não vai ter dinheiro para contratar cuidador”, disse Haddad, que foi ministro da Educação dos governos Lula. Para o petista, a proposta de Bolsonaro é “esdrúxula”. “O Bolsonaro falou que não conhece de economia, mas de educação ele mostra que conhece menos ainda”, disparou.

Haddad quer elevar investimentos para patamar de 6% do PIB – O economista Ricardo Carneiro, membro da equipe do presidenciável Fernando Haddad (PT), disse que vê a possibilidade de elevar o volume nacional de investimentos para o patamar de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos dois anos e chegar a 6% em quatro anos. Carneiro ainda afirmou que a regra atual de congelamento dos gastos públicos com investimentos e áreas sociais “não é apenas injusta, mas também inviável”. “Há um crescimento endógeno da Previdência, e isso vai esmagar o conjunto dos outros gastos. É preciso estabelecer um limite, mas não congelar”, disse Carneiro, que participou de debate realizado no Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP).

TSE remove inserção de Haddad – O ministro Sergio Banhos, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a campanha do presidenciável do PT, Fernando Haddad, cesse a divulgação de uma propaganda eleitoral segunda a qual o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, teria votado na Câmara dos Deputados contra a criação da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), que garante direitos a pessoas com deficiência. Em representação ao TSE, os advogados de Bolsonaro apresentaram provas de que Bolsonaro votou contra um dos destaques da LBI, acerca de questões de gênero, mas a favor da criação da lei em si.

Haddad pede que visita de Bolsonaro ao Bope seja investigada – A coligação “O povo feliz de novo” (PT/PC do B/PROS), do candidato Fernando Haddad (PT), pediu nesta terça-feira (16), ao vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques, que sejam investigados o uso das instalações do Bope pelo candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, e o papel da empresa AM4 Informática na elaboração da estratégia digital da campanha do adversário. Procurada pela reportagem, a campanha de Bolsonaro e a AM4 Informática não haviam se manifestado até a publicação deste texto.

Coisa meio acalorada, ele é meu amigo’, diz Haddad – O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, classificou como uma “coisa meio acalorada” as críticas feitas pelo senador eleito do Ceará Cid Gomes (PDT) na noite de segunda-feira (15). “Uma coisa meio acalorada, não vou ficar comentando isso até porque eu tenho uma amizade com o Cid, ele fez elogios à minha pessoa”, disse Haddad a jornalistas nesta terça-feira (16). Em uma discussão, Cid Gomes disse que o PT perderá eleição se não fizer mea-culpa e chamou a militância petista de “babaca”. O petista declarou que preferia ver o lado “positivo” das declarações do pedetista e que a amizade entre os dois continuaria a mesma.

‘Não pode achar que o povo está errado’, diz Cid – No dia seguinte ao ter feito crítica pública ao PT, o senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) afirmou nesta terça-feira (16) que não tem raiva do partido, mas que é necessário ao comando da sigla ter humildade. “Não tenho raiva de PT. Acho que o [Fernando] Haddad é o melhor. E, para eles terem a mínima possibilidade de ganhar, a companheirada teria de fazer uma autocritica, um pedido de desculpa”, disse à Folha. O irmão de Ciro Gomes negou que o seu discurso tenha sido um desabafo, mas uma análise objetiva. Para ele, não se pode achar que a população está equivocada e o partido está certo. Mais cedo, em mensagem publicada nas redes sociais, Cid disse que não quer se vingar de ninguém e que seria melhor que Haddad ganhasse, porque ele é “infinitamente melhor” que Bolsonaro e “menos ruim” para o país.

Bolsonaro coloca críticas de Cid em programa eleitoral – O programa do candidato Jair Bolsonaro (PSL) que foi ao ar na noite desta terça-feira (16) explorou a fala de Cid Gomes, irmão do candidato derrotado Ciro Gomes (PDT). “Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, fala à verdade que o PT não aceita”, diz o locutor na abertura do programa, exibindo em seguida o filme em que o pedetista faz uma saraivada de críticas ao partido de Lula. A ação do pedetista contra o uso de sua imagem na propaganda só foi impetrada depois de a peça ter sido exibida na TV e no rádio.

Com um aliado desses, quem precisa de inimigo? – Cid Gomes foi considerado em parte das hostes petistas como um “ingrato”, que precisou do PT para se eleger senador e agora o abandona. Outra parte do PT, entretanto, concorda com o senador eleito do Ceará em relação ao prognóstico eleitoral. Alguns consideram Fernando Haddad “tucano” demais. Preferem quatro anos de oposição. É a velha luta interna do PT dando o ar da sua graça na reta final da campanha.

‘O pessoal perdeu o chão já, né?’, diz Mourão – O vice da chapa de Jair Bolsonaro (PSL), general Hamilton Mourão, disse à Folha que o PT “perdeu o chão” ao comentar as críticas feitas na noite de quinta-feira (15) pelo ex-ministro Cid Gomes ao partido. “O pessoal perdeu o chão já, né? Eles não conseguiram construir uma liderança, não fizeram à autocrítica”, diz o vice, endossando as declarações feitas pelo irmão do candidato derrotado Ciro Gomes (PDT).

Bolsonaro diz que, se eleito, extraditará Battisti – O candidato favorito do segundo turno presidencial Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira no Twitter sua intenção de, se eleito, extraditar o italiano Cesare Battisti, condenado por quatro homicídios em seu país. “Reafirmo aqui meu compromisso de extraditar o terrorista Cesare Battisti, amado pela esquerda brasileira, imediatamente em caso de vitória nas eleições”, afirmou o candidato, em um tuíte postado em português e em italiano. “Mostraremos ao mundo nosso total repúdio e empenho no combate ao terrorismo. O Brasil merece respeito!”, acrescentou.

Nos representa – A ascensão de Jair Bolsonaro (PSL) na corrida eleitoral e a perspectiva de que ele está perto da vitória minaram as resistências ao presidenciável na cúpula das Forças Armadas. Se antes era comum fardados de alta patente afirmarem que o deputado tinha mais tempo de Câmara do que de Exército, sendo, portanto, mais político do que militar, hoje muitos o chamam em conversas privadas de “nosso candidato”. Alguma desconfiança ainda perpassa a Aeronáutica, mas é só. Políticos que acompanham o universo dos militares apontam dois fatores determinantes: o fato de ser o PT do outro lado do balcão – sigla pela qual as Forças não nutrem qualquer simpatia – e a possibilidade cada vez mais palpável de ver dois quadros forjados no Exército voltarem ao poder pelo voto. Entre generais da reserva o apoio é explícito. Os da ativa não tratam do assunto publicamente. Repetem o discurso de que as Forças não têm preferência política e nem candidato.

Eleito, general lança filho de Bolsonaro para presidir Câmara – Coordenador das candidaturas dos militares das Forças Armadas e deputado eleito pelo PSL-SP, o general Roberto Sebastião Peternelli Júnior defendeu que o partido indique Eduardo Bolsonaro (SP) para a presidência da Câmara. Deputado eleito pelo PSL-RN, o general Eliéser Girão Monteiro Filho defendeu impeachment e prisão de ministros do STF que libertaram políticos.

O novo teste do Centro – A eleição para presidente da Câmara já tem, pelo menos, três polos: o PT, o PSL e o centro da política, de onde sairão pelo menos dois candidatos — o atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o primeiro-vice, Fábio Ramalho (MDB-MG). “Por uma questão de perfil, o nome mais adequado é o de Rodrigo Maia. A Casa tem de ser o centro de gravidade capaz de dar estabilidade ao país diante da divisão das urnas”, comenta o deputado reeleito Arnaldo Jardim (PPS-SP), que ajudará na construção da recandidatura do atual presidente. O desafio de Rodrigo Maia, numa casa pulverizada, será chegar ao segundo turno. Seus aliados acreditam que PT e PSL lançarão candidatos. O PT ainda está estudando, mas o PSL já anunciou, em alto e bom som, que quer comandar a Câmara. O DEM acredita que quem perder apoiará a reeleição do atual presidente. Resta combinar com os parlamentares, em especial dos partidos de centro, que, se forem muito divididos, correm o risco de ter o mesmo destino dos presidenciáveis desse campo político, ou seja, ficar fora do segundo turno. Como na Câmara a lógica da campanha é outra, eles acreditam que é possível conquistar o cargo. A bolsa de apostas está aberta.

Ruralistas vão sugerir nome para Agricultura ao PSL – A bancada ruralista está selecionando dois ou três nomes para apresentar ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro, para possivelmente ocupar o Ministério da Agricultura. Se confirmada, uma nomeação desse tipo descumpriria promessa de campanha dele de não aceitar indicações de políticos.

Tem divergência em tema energético – Temas de política energética, como o preço dos combustíveis, privatizações e o papel das estatais, têm causado embates dentro da campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Executivos do setor reunidos em evento no Rio demonstraram dúvidas com relação ao programa do candidato.

Crivella denuncia Paes – Faltando 12 dias para o segundo turno nas eleições para governador do Rio, o prefeito da capital, Marcelo Crivella (PRB), divulgou nesta terça-feira (16) que seu governo investiga suspeitas de irregularidades na obra do BRT Transcarioca, corredor expresso de ônibus construído pela Prefeitura do Rio durante a gestão de Eduardo Paes, hoje no DEM e à época no MDB. Na última sexta-feira (12), Crivella, que é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, declarou apoio a Witzel no segundo turno. Para Paes, a denúncia ora apresentada sobre as obras do BRT tem como objetivo influenciar na corrida eleitoral para o estado.

Bolsodoria esbarra em Major Olímpio – João Doria bem que tentou, mas suas investidas para pegar carona na popularidade de Jair Bolsonaro esbarram numa briga que já dura duas décadas entre Major Olímpio, senador eleito pelo PSL do presidenciável, e seu partido, o PSDB. “Não abraço meu carrasco. Não os tenho [tucanos] como adversários, e sim como inimigos”, diz à Folha Olímpio. Por anos, ele, deputado estadual de 2007 a 2015, foi oposição aos governos tucanos em São Paulo — sobretudo por discordar do tratamento que a legenda dava aos policiais. Policial militar da reserva, Olímpio já chamou o então governador Geraldo Alckmin de “inimigo público nº 1 da polícia de São Paulo” e o apelidou de Malckmin.

Chineses terão 20% de refinaria no Comperj – A Petrobras fez uma parceria com uma subsidiária da petroleira chinesa CNPC para concluir as obras da refinaria do Comperj. Com isso, os chineses terão 20% do projeto, num investimento estimado por especialistas em US$ 3,5 bilhões. As obras do Comperj foram suspensas em 2015, após as denúncias da Lava-Jato, e a Petrobras já havia retomado a construção da unidade de gás. A refinaria, porém, é um projeto maior, que deve gerar 8 mil empregos em Itaboraí.

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