Resumo dos jornais de segunda (23/03/20) | Claudio Tognolli

Resumo dos jornais de segunda (23/03/20)

Editado por Chico Bruno

Manchetes

FOLHA DE S.PAULO: Atuação de Bolsonaro na crise tem pior avaliação

O presidente Jair Bolsonaro obteve uma avaliação pior do que o ministro da Saúde e do que os governadores na condução da crise causada pelo coronavírus, revela pesquisa Datafolha. A atuação de Bolsonaro é aprovada por 35% e rejeitada por 33% – 26% a consideram regular. Já a atuação dos governadores foi vista como ótima ou boa por 54% em média. Nas diferentes regiões do país, os índices variaram de 51% a 61%. O trabalho de Luiz Henrique Mandetta, titular do Ministério da Saúde, também foi aprovado pela maioria: 55% de ótimo/bom. Alguns grupos que usualmente apoiam o presidente mantêm sua aprovação no caso da pandemia, como os homens (42% de ótimo e bom). Bolsonaro perde apoio entre os mais ricos (51% de ruim/péssimo) e mais instruídos (com ensino superior, 46%). A participação no ato do dia 15 foi reprovada por 68%. Concordam com a avaliação presidencial de que há histeria acerca do novo coronavírus 34% dos entrevistados, enquanto a assertiva é rejeitada por 54%. A pesquisa Datafolha foi feita por telefone de 18 a 20 de março em todo o país. utilizou o método telefônico para evitar o contato pessoal entre pesquisadores e os 1.558 entrevistados em meio à pandemia. A margem de erro é de três pontos percentuais.

CORREIO BRAZILIENSE: 83,7% aprovam ações do GDF contra pandemia

Pesquisa do Instituto Exata destaca também que 51% das 1.102 pessoas ouvidas no levantamento consideram a gestão de Ibaneis Rocha (MDB) como boa ou ótima. A suspensão de aulas e eventos públicos tem o apoio de 92,6% dos entrevistados.

O ESTADO DE S.PAULO: Empresários pedem um ‘Plano Marshall’ para evitar colapso

Empresários avaliam que a crise gerada pela disseminação do novo coronavírus provocará grande impacto no sistema de saúde brasileiro, mas os estragos na economia real serão muito mais profundos, com possibilidade de desencadear um caos social no País. Eles pedem ações de grande impacto por parte da União. O presidente da XP Investimentos, Guilherme Benchimol, disse ver um risco de crescimento do desemprego para mais de 40 milhões de brasileiros em decorrência da pandemia da covid-19. “É um número assustador”, afirmou, em uma live com executivos de empresas como CSN, Eletrobrás, Stone e MRV. Ele defendeu a criação de um Plano Marshall – pacote de reconstrução da Europa depois da Segunda Guerra Mundial. “O que temos até agora de estímulos é uma gota no oceano. Tem de ser um plano de verdade, os números são assustadores”, afirmou. Na semana passada, a equipe econômica anunciou pacote de R$ 147 bilhões em estímulos à economia.

Valor Econômico: BNDES amplia crédito e suspende pagamentos

O governo acionou o BNDES para amenizar os efeitos recessivos do coronavírus. Entre suspensão de pagamentos e crédito a pequenas e médias empresas, o banco tornará disponíveis R$ 35 bilhões. Mais R$ 20 bilhões passarão do PIS-Pasep para o FGTS, medida já anunciada pelo ministro Paulo Guedes. O pacote inclui suspensão por seis meses dos pagamentos de empréstimos contratados por empresas junto ao BNDES – R$ 30 bilhões – e ampliação de capital de giro para micro, pequenas e médias empresas – R$ 5 bilhões. O banco suspenderá os pagamentos antecipados ao Tesouro.

O GLOBO: Testagem em massa vai começar pelos profissionais de saúde

O governo iniciará pelos médicos e profissionais a testagem para o coronavírus que atingirá até 10 milhões de pessoas. Serão testados profissionais afastados do trabalho por apresentar sintomas. O ministro Mandetta sugeriu a antecipação da formatura de estudantes de medicina. Números no Rio subiram 60% em um dia, e foi confirmado o primeiro caso em favela, na Cidade de Deus.

Destaques do dia

Bolsonaro chama governadores de ‘exterminadores de empregos’ – O presidente Jair Bolsonaro chamou os governadores de “exterminadores de empregos” durante entrevista à TV Record, em mais um round de sua briga contra os governadores que vêm tomando medidas de fechamento de comércios em meio à pandemia de covid-19. Bolsonaro afirmou que o governo federal vem conversando diretamente com os prefeitos, sem uma coordenação com os governadores. Segundo o presidente, os governadores vivem uma “fantasia” ao tomarem medidas que obrigam shopping centers, lojas de produtos não essenciais, cinemas e teatros a fecharem as portas para evitar aglomeração de pessoas. Bolsonaro afirmou que tais medidas “são piores do que o próprio coronavírus”. Bolsonaro também aproveitou para culpar a imprensa pela crise trazida pela pandemia. “Brevemente o povo saberá que foi enganado por esses governadores e por grande parte da mídia nessa questão do coronavírus. Espero que não venham me culpar lá na frente pela quantidade de milhões e milhões de desempregados na minha pessoa”. Bolsonaro disse que a população não pode entrar em pânico e que “doenças como essa costumam ocorrer”. “Mais importante que a economia é a a vida. Mas nós não podemos extrapolar na dose, com o desemprego aí, a catástrofe será maior.”

Governadores pedem articulação nacional urgente – Os 27 governadores do país tentarão fazer uma reunião emergencial amanhã com os ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e da Economia, Paulo Guedes. Os governadores cobram do presidente Jair Bolsonaro que articule, com urgência, uma coordenação nacional com um gabinete de crise em sintonia com os Estados para controlar, de maneira organizada, todas as ações de saúde pública, assistência social e medidas econômicas de combate à pandemia de coronavírus no Brasil. Os grupos de WhatsApp dos governadores, tanto o geral, com os 27, quanto os regionais, estão em atividade frenética 24 horas por dia. A sensação geral dos políticos é de despreparo de Jair Bolsonaro para agir nesta crise de maneira republicana e suprapartidária, como o momento exige. Diante da inação do governo federal e da dificuldade de diálogo, os governadores têm editado uma série de decretos estaduais para suspender parcialmente o funcionamento de comércios locais e regulamentar controle sanitário em aeroportos e estradas, por exemplo. O governo federal reagiu tardiamente com a edição de uma medida provisória e um decreto, no sábado, para definir quais serviços fundamentais devem funcionar no país.

Supremo pode referendar ações de Estados e municípios – A decisão de Estados e municípios de fecharem aeroportos e rodovias para conter o avanço do coronavírus elevou a outro patamar o embate federalista com o presidente Jair Bolsonaro. Como reação, o governo editou uma medida provisória (MP) afirmando que essas medidas são de competência federal. Se o tema chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF), porém, a visão dos ministros poderá ser influenciada pelo momento atual. Ao Valor, um ministro do STF afirmou que o debate sobre a constitucionalidade da medida tomada pelos governantes inevitavelmente será avaliada dentro do “contexto” de crise causada pela propagação da doença. “Temos de olhar o contexto”, disse. Questionado se considerava essas medidas justificáveis, diante de pandemia, ele disse acreditar que sim. “Acho que sim, veja o que mundo está fazendo.”

‘Técnico’, Mandetta se projeta nas redes – A crise do coronavírus está turbinando a popularidade digital de Luiz Henrique Mandetta, conforme estudo exclusivo elaborado pela Quaest Consultoria a pedido da Coluna. Na rede social preferida do bolsonarismo, o Twitter, o número de seguidores do ministro da Saúde quase dobrou, cresceu 83,2%, de 72,2 mil no início de fevereiro para 132,2 mil neste mês (até sexta-feira). O vento parece estar virando para os quadros “técnicos”: Tereza Cristina (Agricultura) também ampliou sua influência em cerca de 50%. Fica a dica para Jair Bolsonaro. A Quaest elaborou um ranking do Índice de Popularidade Digital (IPD) dos ministros. Abraham Weintraub, “o lacrador”, e Sérgio Moro ficaram fora porque não têm perfis nas três principais redes: Twitter, Instagram e Facebook. Os ministros Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e Augusto Heleno (Segurança Institucional) aparecem praticamente empatados como os mais populares nas redes sociais. Tarcísio também é considerado um “técnico”. Na contramão, Heleno esteve no epicentro da atual crise entre os Poderes após ter dito que há “chantagistas” no Congresso. Damares Alves (Família), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil) encolheram sua popularidade digital no período. Damares, no entanto, ainda ocupa a terceira posição, atrás de Tarcísio e de Heleno e está empatada com Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia). O IPD da Quaest avalia políticos e marcas. Os dados são coletados no Twitter, Facebook e Instagram. Depois, processados usando um algoritmo de inteligência artificial.

Ibope: Desaprovação da gestão Bolsonaro é de 48% na cidade de SP – A administração do presidente Jair Bolsonaro é considerada ruim ou péssima por 48% dos moradores da capital paulista, segundo sondagem do Ibope resultante de parceria entre o instituto de pesquisas, o Estado e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Os que consideram a gestão ótima ou boa são 25%, e os que optam pelo conceito regular são 26%. O Ibope também mediu os níveis de satisfação e insatisfação dos paulistanos em relação às administrações do governador João Doria e do prefeito Bruno Covas, ambos do PSDB. No caso de Doria, as opiniões negativas chegam a 44%. Já o trabalho do prefeito é visto como regular pela maior parcela dos habitantes da cidade (45%).

STF libera dinheiro da Lava-Jato – O Supremo Tribunal Federal (STF) vai repassar R$ 1,6 bilhão de valores recuperados da Petrobras pela Operação Lava-Jato a ações de combate ao novo coronavírus. A autorização, divulgada ontem pelo ministro Alexandre de Moraes, atende a um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), na última quinta-feira. O dinheiro, até então destinado a ações do Ministério da Educação, será transferido para o Ministério da Saúde. A sugestão partiu do Ministério Público Federal (MPF), diante da necessidade de reforço no sistema de saúde. Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que a mudança na destinação dos valores não vai prejudicar a continuidade de programas de governo, “ao mesmo tempo em que virá ao encontro de uma necessidade premente que ameaça a vida e a integridade física dos brasileiros”. A Câmara, o Senado e o Executivo concordaram com a proposta, disse o ministro.

Imprensa é serviço essencial – O presidente Jair Bolsonaro editou um decreto em que inclui a imprensa entre os serviços essenciais que não devem ser interrompidos no país durante o período de combate ao novo coronavírus. O decreto tem força de lei e passa a valer imediatamente. “São considerados essenciais as atividades e os serviços relacionados à imprensa, por todos os meios de comunicação e divulgação disponíveis, incluídos a radiodifusão de sons e de imagens, a internet, os jornais e as revistas, dentre outros”, diz o texto. A norma pontua ainda que, durante a pandemia, deve ser resguardado o “o exercício pleno e o funcionamento das atividades e dos serviços relacionados à imprensa, considerados essenciais no fornecimento de informações à população, e dar efetividade ao princípio constitucional da publicidade em relação aos atos praticados pelo Estado”.

Maia é contra adiar eleições – Em teleconferência com prefeitos de capitais, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendeu ontem que o Congresso adie as eleições municipais de outubro, para conter o avanço do novo coronavírus no país. Para ele, a agenda eleitoral pode comprometer o foco dos gestores e causar uma “tragédia”. A proposta dividiu opiniões e acabou rejeitada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Segundo ele, o momento não é o ideal para a discussão. Mandetta, durante a teleconferência, sugeriu o adiamento do pleito ao responder a um prefeito que reclamava de dificuldades políticas para adotar algumas medidas de contenção. Na opinião do ministro, os atuais ocupantes de cargos eletivos nos municípios poderiam ter os mandatos prolongados até que as eleições possam ser realizadas com segurança. “Faço aqui até uma sugestão. Está na hora de o Congresso falar: ‘Adia’, faz um mandato desses vereadores e prefeitos. Eleição no meio do ano… uma tragédia, porque vai todo mundo querer fazer ação política”, disse. “Não é hora de falar sobre isso”, interrompeu o prefeito de Campinas (SP), Jonas Donizette (PSB), presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP). Em seguida, foi dada a palavra a um outro gestor, e não se tocou mais no assunto.

STF suspende dívida de SP com União para investir em coronavírus – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a suspensão por seis meses do pagamento das dívidas do estado de São Paulo com a União. A decisão obriga o governo paulista a aplicar no combate ao coronavírus o dinheiro que deveria ser pago para abater o débito. A ordem já se aplica a uma parcela de R$ 1,2 bilhão que deveria ser paga nesta segunda-feira (23). A decisão foi tomada em caráter de urgência, segundo o ministro, e vale até que seja analisada pelo plenário do tribunal. “A pandemia de Covid-19 (coronavírus) é uma ameaça real e iminente, que irá extenuar a capacidade operacional do sistema público de saúde, com consequências desastrosas para a população, caso não sejam adotadas medidas de efeito imediato”, escreveu Moraes. Na decisão, o ministro acrescentou que a União não poderá aplicar ao governo de São Paulo qualquer penalidade prevista no contrato de financiamento por descumprir o pagamento de parcelas da dívida.

Empresários defendem confinamento para enfrentar coronavírus e salvar economia – Empresários passaram a pedir aos governos estaduais e ao comitê de crise do governo federal que determinem o confinamento da população como medida fundamental para a crise do coronavírus. Eles partem da avaliação de que a paralisação da economia é irreversível, mas avaliam que a decisão pode acelerar a retomada. Eles pedem a continuação dos serviços essenciais para abastecimento, mas usam a China como exemplo para defender a necessidade do isolamento. Os pedidos têm sido feitos desde a semana passada e foram reforçados na reunião com o presidente Jair Bolsonaro, na sexta (20). O empresário Abílio Diniz foi um dos mais enfáticos. Representantes de outros setores produtivos também defendem a ideia, como única alternativa para a turbulência passar rápido.

Morre Lila Covas – Foi anunciada, na manhã deste domingo (22), a morte de Lila Covas, ex-primeira-dama do estado de São Paulo, aos 87 anos. Ela foi casada com o ex-governador Mário Covas (1930-2001). Lila era mãe do vereador de São Paulo Mário Covas Neto (Podemos) e avó do atual prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB). Com Alzheimer em estágio avançado, Lila morreu de causas naturais. Covas Neto disse, em rede social, que não haveria cerimônia fúnebre “devido ao atual momento”.

Portugal vai repatriar 1.300 passageiros de cruzeiro que chegou a Lisboa do Brasil – O governo de Portugal organiza a repatriação de mais de 1.300 passageiros de um cruzeiro vindo do Brasil, que atracou no domingo (22) em Lisboa, devido à crise provocada pela pandemia do coronavírus. Os voos humanitários com esse objetivo começarão na terça (24), segundo o governo português, em uma operação coordenada com as embaixadas dos países interessados. Além de 27 portugueses, o cruzeiro MSC Fantasia tem pessoas de 38 países, principalmente Brasil, Reino Unido, Austrália e alguns da União Europeia.

Cuba e Rússia enviam médicos para ajudar Itália no combate ao vírus – Uma brigada de 52 médicos e paramédicos cubanos, vários deles com experiência na luta contra o ebola na África, viajou no sábado (21) à Itália para ajudar os serviços de saúde do país, que registra o maior número de mortes pelo novo coronavírus. O destino da missão é a região da Lombardia, atualmente a mais atingida pelo vírus. Em um mês, 4.825 pessoas morreram no país europeu devido à pandemia. Só neste sábado, foram quase 800. O grupo viaja a pedido do secretário da Saúde da região, Giulio Gallera, que reconheceu que seu sistema de saúde está prestes a entrar em colapso devido ao grande número de pacientes que precisam de tratamento intensivo. A exportação de serviços médicos cubanos é um dos motores da economia da ilha e representou uma receita de cerca de 6,3 bilhões de dólares em 2018, segundo dados oficiais. O Exército russo também anunciou neste domingo (22) o envio de cem virologistas e epidemiologistas militares experientes para a Itália. O anúncio foi feito no dia seguinte a uma conversa por telefone entre o primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte e o presidente russo Vladimir Putin.

‘Descontentamento contra Bolsonaro na pandemia pode levar país a conflagração’ – O economista e filósofo Eduardo Giannetti da Fonseca vê sinais de descontentamento social contra o governo Jair Bolsonaro que podem crescer na esteira da crise do coronavírus, levando o país a uma conflagração. “Podemos ter uma situação de privação material gravíssima. A próxima onda de descontentamento já está começando a se erguer”, diz. Um dos intelectuais mais respeitados do país, Giannetti tem estudado os movimentos sociais que se tornaram cíclicos desde junho de 2013, quando o reajuste de tarifas de transporte deflagrou protestos em várias cidades. “Houve uma perda, possivelmente irreparável, de capital político pelo equívoco cometido diante da crise atual”, diz o economista, que foi assessor de Marina Silva nas três candidaturas presidenciais dela. Segundo ele, ao agir como um “sub-Trump” —referência ao presidente dos EUA, Donald Trump—, Bolsonaro acreditou que poderia empurrar o custo das medidas necessárias à contenção da propagação do coronavírus para o futuro.

Ministro da Saúde pede que população não use hidroxicloroquina – O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pediu neste domingo (22) que a população brasileira não use o medicamento cloroquina como medida de prevenção ao coronavírus e que tome cuidado com o uso de álcool líquido 70% para higienização. A cloroquina e um derivado seu, a hidroxicloroquina, são medicamentos usados para outras doenças, como a malária, e estão em fase de testes para uso contra o novo vírus. Neste sábado (21) o presidente Jair Bolsonaro afirmou que os hospitais do Exército irão intensificar a produção do medicamento, mesmo sem comprovação de eficácia.

Vacinação contra a gripe começa nesta segunda – A campanha de vacinação contra a gripe deve começar nesta segunda-feira (23). Na primeira fase da campanha, que durará até o próximo dia 16, serão contemplados idosos a partir de 60 anos e profissionais da saúde. A vacina não protege contra o coronavírus, mas a pandemia alterou o cronograma estabelecido pelo Ministério da Saúde. A pasta antecipou o início da vacinação de abril para março e inverteu os grupos prioritários. Até o ano passado, a vacinação começava pelas crianças com idade entre 1 e 6 anos incompletos, grávidas e puérperas. “Precisamos proteger os mais vulneráveis e os que estão na linha de frente no atendimento. É importante garantir que essas pessoas tenham acesso à informação para evitar filas nos postos de saúde”, disse o secretário em Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira. Outro motivo para a antecipação, segundo o Ministério da Saúde, é que a vacina contra a gripe auxiliará na exclusão do diagnóstico por coronavírus, uma vez que os sintomas da Covid-19 e da Influenza são parecidos.

‘Pobres morrerão nas portas dos hospitais’ – Aos 73 anos, Miguel Srougi, um dos cirurgiões mais celebrados do país, critica a forma como o governo federal tem conduzido a crise do coronavírus. Para o professor da USP, nossa infraestrutura hospitalar sinaliza que os mais vulneráveis ficarão sem atendimento no pico da pandemia.

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