Resumo dos jornais de quinta-feira (14/01/21) | Claudio Tognolli

Resumo dos jornais de quinta-feira (14/01/21)

Editado por Chico Bruno

Manchetes

FOLHA DE S.PAULO: Trump é impedido pela segunda vez

CORREIO BRAZILIENSE: Reformas no BB irritam o Planalto. Ações desabam

O ESTADO DE S.PAULO: Câmara dos EUA aprova pela 2ª vez impeachment de Trump

O GLOBO: Vacinação deve começar pelas capitais na quarta-feira

Valor Econômico: Canadense Couche-Tard quer Carrefour e oferece US$ 20 bi

Resumo das manchetes

As manchetes da Folha e Estadão reportam que Donald Trump se tornou, ontem, a uma semana do fim de seu mandato, o primeiro presidente dos EUA a ter dois impeachments aprovados na Câmara dos Deputados. Agora, ele vê o processo no qual é acusado de insuflar uma insurreição contra o governo do país seguir ao Senado. O impeachment foi aprovado com 232 votos a favor, sendo 222 de democratas e 10 de republicanos. Já 197 correligionários de Trump votaram contra o pedido, e 4 se abstiveram. Ao todo, há 435 parlamentares na Câmara —dois assentos estão vagos no momento. No primeiro impeachment, nenhum deputado republicano votou contra o presidente. O mandato do republicano termina em 20 de janeiro, e é pouco provável que o impeachment seja aprovado até lá. Mesmo que Trump já esteja fora da Casa Branca, o processo deve continuar, com o objetivo de retirar direitos políticos e impedir que ele volte a disputar a Presidência. A manchete do Correio revela que o Bolsonaro ameaça demitir André Brandão, após o banco anunciar PDV de 5.000 funcionários e o fechamento de 361 agências O ministro Paulo Guedes tem uma nova crise a resolver. O chefe da equipe econômica precisa acalmar os ânimos do presidente Jair Bolsonaro e manter o emprego de André Brandão, há quatro meses no comando do Banco do Brasil. Diante dos rumores da demissão, as ações ordinárias do BB sofreram queda de 4,94%, a segunda maior perda do dia na Bolsa de Valores. Com experiência na iniciativa privada, Brandão foi indicado por Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central. O Globo dedica sua manchete a imunização dos brasileiros contra o Covid-19 que deve começar na quarta-feira, dia 20, de acordo com a previsão do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. No próximo sábado, um avião chegará da Índia com 2 milhões de doses da vacina da Universidade de Oxford/AstraZeneca. De acordo com o planejamento, a vacinação começará a partir das Capitais. Em resposta ao Supremo Tribunal Federal, o Ministério da Saúde informou que não possui estoques de seringas e agulhas porque essa seria competência de estados e municípios. A manchete do Valor revela que a Maior rede de lojas de conveniência e postos de combustíveis do mundo, a canadense Alimentation Couche-Tard surpreendeu ontem ao oferecer €16,3 bilhões (pouco menos de US$ 20 bilhões) pelo grupo francês Carrefour. A oferta representa um prêmio de 30% sobre o valor da ação na terça-feira e, segundo apurou o Valor, está sendo “considerada seriamente” pelos principais acionistas. A família Moulin é a maior acionista (9,7% do capital), seguida da família do empresário brasileiro Abílio Diniz (7,6%) e de Bernard Arnault (5,5%). Segundo fontes próximas a Arnault, ele tem interesse em negociar sua participação. Se a negociação avançar, será a maior aquisição na história do varejo e criará a terceira maior companhia do setor, só atrás de Walmart e Amazon. Juntas, Couche-Tard e Carrefour teriam faturamento anual de US$ 152 bilhões, 30 mil lojas e 450 mil empregados.

Notícia do dia – O presidente Jair Bolsonaro decidiu demitir o presidente do Banco do Brasil, André Brandão, confirmou fonte do Planalto. A notícia está nas primeiras páginas dos jornais reportados neste resumo. A demissão não havia sido oficializada até o fechamento das edições dos jornais. Bolsonaro teria ficado irritado com a repercussão do fechamento de agências do banco e do plano de demissões voluntárias anunciados na segunda-feira.

Principais notícias da primeira página

Montadoras rebatem críticas de Bolsonaro – O presidente da Anfavea, Associação das Montadoras, Luiz Carlos Moraes, rebateu as críticas a Bolsonaro e disse que o setor não quer subsídio, mas competitividade. Jair Bolsonaro emula Donald Trump e não é a partir de hoje: para quem tinha dúvidas, o presidente brasileiro fez questão de explicitar isso ao afirmar que uma crise semelhante à invasão do Capitólio pode ocorrer em Brasília em 2022. Ambos minimizaram a pandemia, são contra a globalização, e o brasileiro até repete o discurso do americano contra a China. Mas na economia não é bem assim. O anúncio do fechamento das fábricas da Ford no Brasil deixa essa diferença gritante explícita. Nos EUA, Trump alcançou seus melhores resultados como presidente em uma atitude comercial agressiva. Ele aproveitou o acesso que teve a grandes empresários e recebeu uma série de anúncios de retomada da indústria americana. Mudou o acordo comercial com o México e o Canadá. Ele usou “Made In America” como slogan político. No caso brasileiro, Bolsonaro apenas repetiu seu tradicional “lamento” e criticou a empresa.

New Fortress faz aquisições de US$ 5 bi no setor de gás – A americana New Fortress Energy (NFE) fechou uma série de negócios no mercado de gás brasileiro que ultrapassam US$ 5 bilhões. Comprou as empresas Hygo Energy, Golar LNG Partners, CH4 Energia e firmou acordos envolvendo usinas térmicas a gás da BR Distribuidora e da chinesa CCETC. Essas operações marcam a entrada da NEF no Brasil e a consolidam como uma das maiores do país em projetos “gas-to-power” (destinados à geração de energia elétrica). Sua chegada ocorre no momento em que o setor passa por um processo de abertura a novos agentes e promete várias oportunidades a investidores nos próximos anos. O principal anúncio da NEF foi a aquisição da Hygo Energy, pioneira no Brasil na operação integral de gás natural liquefeito (GNL) e geração térmica a gás. A transação, que avalia a empresa em US$ 3,1 bilhões, prevê o pagamento de US$ 580 milhões em dinheiro e o restante em ações da NFE.

Senado em ebulição – Menos de 24 horas após ser oficializada como candidata do MDB à Presidência do Senado, Simone Tebet (MS) deu passos importantes na busca por alianças com outras forças políticas. Ontem, ela recebeu apoio das bancadas do Cidadania, com três senadores, e do Podemos, com nove. Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a parlamentar também conseguiu a adesão dos senadores José Serra e Mara Gabrilli, ambos dos PSDB-SP, o que pode abrir caminho para a conquista de todos os sete votos tucanos na Casa. A eleição está marcada para 1º de fevereiro. O Podemos tomou a decisão por maioria, mas nem todos os senadores da legenda garantiram votos a Tebet. Marcos Do Val (ES) e Romário (RJ) teriam a tendência de apoiar Rodrigo Pacheco (DEM-MG), candidato do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e que tem o respaldo do Palácio do Planalto. O líder do Podemos na Casa, Álvaro Dias (PR), divulgou nota afirmando que a decisão foi tomada após a bancada discutir e refletir sobre os compromissos assumidos por Tebet, incluindo a independência dos Poderes e a governabilidade. O comunicado acrescentou que, “como sempre, a bancada respeitará eventuais opiniões divergentes dos seus senadores”. Tebet foi escolhida candidata do MDB, na terça-feira, após uma disputa interna com outros três colegas de partido. O nome dela é considerado o mais viável para atrair alianças com legendas não alinhadas ao governo. A decisão da sigla foi interpretada, no meio político, como uma reação ao aval do presidente Jair Bolsonaro à candidatura de Pacheco.

Ramalho critica discriminação – Candidato independente à Presidência da Câmara, Fábio Ramalho (MDB-MG) criticou o que considerou preconceito contra uma parcela da Casa. “A maioria dos deputados é tratada com discriminação, como se houvesse baixo e alto cleros, quando, na verdade, todos são iguais, eleitos pelo povo para representá-los. E, com essa divisão, as decisões ficam nas mãos de poucos”, reclamou, em entrevista ao programa CB.Poder, parceria entre o Correio e a TV Brasília. Ramalho frisou que um dos objetivos, caso seja eleito para o comando da Câmara, é dar maior autonomia para os parlamentares e fortalecer o diálogo entre integrantes da Casa. “Muitas pautas são acordadas entre o presidente da Câmara e o governador e isso pode desempoderar o parlamentar. É necessário que essas pautas sejam atendidas em um movimento conjunto: os governadores e a bancada daquele estado. É isso que eu farei se for eleito”. O deputado disse ter quantidade de votos suficientes para chegar ao segundo turno da disputa. “No segundo turno, eu serei um candidato imbatível. Vou vencer a eleição e fazer da Câmara um lugar que vai respeitar os parlamentares e empoderá-los”, destacou. “É justamente por isso que o voto é secreto, para permitir aos parlamentares votarem em quem confiam, sem riscos de possíveis retaliações.” O político por Minas Gerais relembrou a disputa de 2017, quando concorreu com Osmar Serraglio (PMDB-PR) e Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e foi eleito vice-presidente da Câmara. “Nessa eleição, ninguém falava o meu nome, quem ganharia seria ou o Lúcio, ou o Osmar. Mas eu era o candidato que tinha a amizade e a simpatia da maioria dos parlamentares. E posso afirmar que ninguém que votou em mim ficou arrependido. Toda vez que me procuraram, meu gabinete estava de portas abertas”, ressaltou. Ele afirmou que está trabalhando intensamente em busca de apoio. “Tenho conversado com cada parlamentar, dialogado, e todos os dias vou atrás de votos. É isso que vou fazer nestes últimos dias até a eleição em fevereiro”, emendou, em relação ao pleito marcado para o dia 1º.

Ajuda de matrizes a montadoras no País soma US$ 69 bi – Nos últimos seis anos, quando uma recessão doméstica prolongada e uma crise sanitária internacional cortaram um terço da produção de veículos no Brasil, as multinacionais do setor injetaram US$ 69 bilhões – o equivalente hoje a mais de R$ 367 bilhões – nas subsidiárias brasileiras. Daquele total, pouco mais da metade (US$ 36,9 bilhões) já foi devolvida em remessas de lucro e pagamento da dívida com os controladores. Os aportes, registrados nas estatísticas de contas externas do Banco Central, asseguraram nesses anos a expansão das linhas de montagem e também ajudaram a cobrir os alegados prejuízos com a operação no País. Na avaliação de economistas e consultores, a decisão primeiro da Mercedes-benz e, agora, da Ford de encerrar sua produção no País pode ser um sinal de que esse socorro das matrizes deve perder força daqui para frente e levar a um ciclo de enxugamento de capacidade – numa indústria que fechou o ano passado produzindo aproximadamente três milhões de veículos a menos do que o seu potencial. “O setor está passando por uma transformação grande, mas as dificuldades no Brasil levaram a necessidades de recursos (dos controladores no exterior). Chega uma hora que as empresas desistem do Brasil”, comenta o economista Marcos Lisboa, diretor-presidente do Insper. “A tendência é de fechamento e ajustes de linhas porque capacidade aberta custa dinheiro”, complementa Flavio Padovan, sócio da consultoria MRD Consulting.

Projeto dá às PMS fiscalização sobre segurança privada – O projeto de lei que pretende remover alguns dos controles que governadores de Estado têm sobre suas forças policiais também invade atribuições da Polícia Federal em relação à fiscalização e regulação de empresas particulares de segurança privada. A avaliação é de representantes e entidades do Ministério Público e da PF ouvidos pelo Estadão. O texto em discussão prevê que caberá às polícias militares “credenciar e fiscalizar as empresas de segurança privada, os serviços de guarda de quarteirão ou similares, e as escolas de formação, ressalvada a competência da União e atendido os termos da legislação específica do ente federativo”. Atualmente, essa atribuição é da PF, que possui um departamento para administrar o assunto. É de responsabilidade exclusiva da corporação: credenciar e habilitar instrutores para escolas de formação de vigilantes; emitir a carteira nacional de vigilante; emitir autorizações para a aquisição e o transporte de armas de fogo, armas não letais e munições; vistoriar os veículos especiais de transporte de valores e autorizar o seu uso pelas empresas de vigilância; autorizar a aquisição de coletes balísticos; e emitir o certificado de regularidade de empresas de segurança privada. De acordo com a subprocuradora-geral da República Luiza Cristina Fonseca Frischeisen, titular da Câmara Criminal da PGR e de ofício criminal junto ao Superior Tribunal de Justiça, passar essas atribuições às PMS pode gerar problemas de conflitos de interesse, dado o alto número de policiais militares que são sócios em empresas privadas de segurança. “E se o PM tiver participação societária nessas empresas?” A questão pode ter impacto significativo. Conforme dados da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), havia, em junho do ano passado, 4.618 empresas do ramo atuando no Brasil. Elas empregavam mais de 500 mil vigilantes com vínculos ativos, metade deles no Sudeste. Cerca de um milhão de profissionais capacitados pelos cursos de formação e regularizados na Polícia Federal estão aptos a trabalhar. O setor alcançou R$ 36,9 bilhões de receita bruta em 2019, de acordo com a consultoria econômica da Fenavist.

Bolsonaro polariza disputa no Congresso – A interferência do presidente Jair Bolsonaro na eleição para o comando da Câmara e do Senado transformou a disputa, marcada para fevereiro, em um “referendo” sobre o governo. Enquanto o País discute o início da vacinação contra a covid-19, Bolsonaro entrou no varejo das negociações. Em campanha para angariar votos para Arthur Lira (Progressistas-al), chefe do Centrão, ao comando da Câmara, o presidente recebeu ontem sete deputados em seu gabinete, no Palácio do Planalto. O resultado da queda de braço no Congresso antecipa a correlação de forças para a disputa de 2022, quando o presidente pretende concorrer a novo mandato. Bolsonaro quer eleger Lira para ter o controle da Câmara, aprovar sua agenda e evitar eventual processo de impeachment. Na outra ponta, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pede votos para Baleia Rossi (MDB-SP), em um bloco que quer derrotar Bolsonaro e impedir a sua reeleição. Deputados do PTB que estiveram com Bolsonaro aproveitaram para fazer a ele um convite de filiação ao partido, que é comandado por Roberto Jefferson. Ainda não há, porém, definição por parte do presidente, que ainda vai esperar até março para ver se o Aliança pelo Brasil – partido idealizado por ele – consegue sair do papel. De 9h30 ao meio-dia, Bolsonaro teve três reuniões diferentes com parlamentares.

Outros destaques

Alcolumbre deve virar ministro – A poucos dias de terminar o mandato no comando do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) está no radar do presidente Jair Bolsonaro para assumir uma das pastas do Executivo em fevereiro, na provável reforma ministerial que o chefe do Planalto deve promover na Esplanada para tentar aumentar a governabilidade. O nome do parlamentar agrada a Bolsonaro porque ele poderia fortalecer a articulação política com o Congresso. Desde o fim de dezembro, Bolsonaro e Alcolumbre têm tratado sobre o assunto de forma reservada. Ao senador, o presidente ofereceu, pelo menos, o Ministério do Desenvolvimento Regional ou a Secretaria de Governo. O democrata já revelou a assessores e parlamentares mais próximos que gostaria de assumir a pasta atualmente chefiada por Rogério Marinho. A ambição dele é fortalecer a carreira política e permanecer em evidência, e o Desenvolvimento Regional pode auxiliá-lo, por se tratar de uma pasta que entrega resultados para o governo e que administra boa parte das emendas parlamentares. A Secretaria de Governo, apesar de colocada em segundo plano, por enquanto, também interessa a Alcolumbre porque há uma insatisfação de parte do Congresso com o trabalho do ministro Luiz Eduardo Ramos. Caso assuma a pasta, o senador teria a chance de melhorar o ambiente e, principalmente, tentar avançar na tramitação de duas reformas estruturais que, até o momento, carecem de atenção do governo federal: a tributária e a administrativa. A definição do destino de Alcolumbre, contudo, não deve ocorrer antes do fim de janeiro.

Campanha para Lira – O presidente Jair Bolsonaro reservou a manhã de ontem para receber deputados em seu gabinete, no Palácio do Planalto. Ao todo, foram três reuniões diferentes, com oito parlamentares. O assunto dos encontros não foi divulgado, mas participantes admitem que as eleições no Congresso, marcadas para fevereiro, esteve entre os temas. O chefe do Executivo tem feito campanha a favor de Arthur Lira (PP-AL), líder do Centrão que disputa o comando da Câmara contra Baleia Rossi (MDB-SP), do grupo de Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Casa. Nos últimos dias, Bolsonaro cobrou, publicamente, deputados da bancada ruralista a apoiarem Lira por causa dos bons resultados econômicos do setor agropecuário no país. Dos 11 parlamentares que constavam originalmente na agenda presidencial, cinco fazem parte do grupo: Emanuel Pinheiro Neto (PTB-MT), Paulo Bengtson (PTB-PA), Nivaldo Albuquerque (PTB-AL), Marcelo Moraes (PTB-RS) e Capitão Wagner (Pros-CE). Além dos parlamentares do PTB, Bolsonaro recebeu os deputados Capitão Wagner (Pros-CE) e Osmar Terra (MDB-RS), seu ex-ministro da Cidadania e correligionário de Baleia, mas que deve apoiar Lira na disputa. Patriota e Pros também estão ao lado do candidato do governo.

 

Estados reclamam de recuo da Anvisa – Secretários de Saúde estão irritados com ato da Anvisa que, segundo eles, deve causar mais demora para liberação da vacina russa Sputnik V. O órgão colocou em medida provisória deste ano a exigência do início de estudo clínico realizado no Brasil para analisar o pedido de uso emergencial.
Gestores dizem que, em dezembro, Meiruze Freitas, diretora da agência, comprometeu-se a não impor esse obstáculo. “Considero um absurdo sem precedente”, diz Fabio Vilas-Boas, secretário da Bahia. Autoridades russas informaram nesta quarta-feira (13) que pretendem fazer o pedido de registro emergencial ainda nesta semana. O caminho seria menos complexo se a Anvisa tivesse cumprido o combinado de dezembro, de acordo com os secretários. O laboratório russo Gamaleya anunciou no mês passado que a vacina tem eficácia de 91,4% contra a Covid-19, e desde dezembro tem sido utilizada na Argentina. Em reunião com empresários nesta quarta-feira (13), ministros do governo não deram, de novo, nenhuma previsão certeira de datas para início da vacinação, mas disseram que o Brasil vai virar um exportador da vacina. Com a burocracia, existe chance de a Sputnik ser exportada antes de ser colocada em uso no país.

Banimento de Trump do Twitter e apagão do Parler levam Bolsonaro e aliados para Telegram – O banimento do presidente dos EUA, Donald Trump, do Twitter, a remoção do aplicativo Parler (uma espécie de Twitter conservador) das lojas virtuais e a atualização dos termos de uso do WhatsApp levaram nomes da direita em todo o mundo a migrar para o Telegram. O app de mensagens criptografadas registrou nas últimas 72 horas 25 milhões de novos usuários em todo o mundo. A direita no Brasil, que vê na plataforma regras mais flexíveis, seguiu a tendência e, desde o fim de semana, divulga links para seus canais no Telegram. Esta foi a opção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que nesta terça-feira (12) anunciou seu canal e conclamou seus seguidores no Twitter a acompanhá-lo também no Telegram. Em 24 horas, na manhã desta quarta-feira (13), Bolsonaro já tinha quase 135 mil pessoas o acompanhando. No início da noite, eram mais de 215 mil. Durante cerimônia no Palácio do Planalto, Bolsonaro lamentou o que chamou de “censura às mídias sociais”.

Juíza suspende processo interno do Cidadania – A juíza Thaissa de Mourã Guimarães, da 20ª Vara Cível de Brasília, atendeu ao pedido do deputado estadual Fernando Cury (Cidadania) e suspendeu na noite desta terça-feira (12) o processo da comissão de ética do partido que recomendou sua expulsão da sigla por ter apalpado a colega Isa Penna (PSOL) no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo. A decisão pela suspensão foi recebida pela defesa de Cury nesta quarta-feira (13) pela manhã, momento em que estava convocada uma reunião da executiva nacional do Cidadania para dar andamento ao caso. O encontro foi cancelado. Em nota, o Cidadania afirma estar “inconformado com a decisão, vê a defesa de Cury promover uma chicana e recorrerá para garantir o devido processo legal e cumprir as normas internas partidárias”.
Nesta quarta, a reunião da executiva nacional tinha o propósito de receber o relatório da comissão de ética que recomendou a expulsão de Cury e de convocar outra reunião, dessa vez do diretório nacional, que fará a deliberação final —acatando a sugestão de expulsão ou não.

CNI pede derrubada de veto de Bolsonaro – A Confederação Nacional da Indústria vai atuar junto ao Congresso para tentar derrubar os vetos de Bolsonaro ao projeto que trata da liberação de recursos do FNDCT, fundo destinado ao financiamento da ciência e inovação. Bolsonaro se opôs ao trecho que impedia o contingenciamento dos recursos do fundo, considerada medida mais importante do texto. A CNI diz que a decisão compromete a capacidade de investimento em pesquisa do país, incluindo o desenvolvimento de uma vacina nacional contra a Covid-19. A entidade diz que, devido aos contingenciamentos, somente 13% dos R$ 6,8bilhões arrecadados pelo fundo no ano passado foram destinados a investimentos não reembolsáveis de pesquisa. A decisão de Jair Bolsonaro em autorizar o contingenciamento do FNDCT, fundo para financiamento de ciência e inovação, nesta quarta (13), foi recebida por quem acompanha o setor como ameaça à Finep, fundação que administra os recursos. O receio é que a estatal perca relevância e vá para o fim da fila de prioridades do governo. Procurado, o Ministério da Economia diz que não comenta o assunto.

Ford não pode sair do país sem passar por constrangimento, diz ACM Neto – O presidente nacional do Democratas, ACM Neto, defendeu que o governo federal e o governo da Bahia adotem uma postura dura para com a Ford, que anunciou nesta segunda-feira (11) o fechamento de todas as suas fábricas no Brasil. Ele afirmou que os governos devem avaliar se a Ford cumpriu com todos os compromissos contratuais de contrapartidas a incentivos fiscais e, caso haja pendências, que a montadora seja acionada na Justiça. “Não acho que a Ford possa sair dessa forma do país, sem que pelo menos passe por algum constrangimento. Do ponto de vista das medidas legais, cabe ao governo avaliar se todos os compromissos que a Ford assumiu para ter os benefícios que teve foram cumpridos”, afirmou o ex-prefeito de Salvador. Ele ainda afirmou que a decisão da Ford de fechar as fábricas mostra um descaso de multinacional com o mercado brasileiro: “Isso terá consequências para a imagem da empresa o país”.

Grupo de caminhoneiros chama greve para 1º de fevereiro – Um grupo de caminhoneiros marcou para 1º de fevereiro uma paralisação nacional da categoria como forma de tentar pressionar o governo de Jair Bolsonaro. O movimento é liderado pela Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB) e pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), duas entidades cujos líderes apoiaram a eleição de Bolsonaro, mas que, até o momento, não tinham interlocução com o Ministério da Infraestrutura. Plínio Dias, presidente do CNTRC e do Sindicato dos Caminhoneiros de São José dos Pinhais (PR), afirma ter sido chamado para uma reunião em Brasília no dia 26 para que o ministro Tarcísio de Freitas ouça as reivindicações. “A repercussão está tão grande que tem muitos caminhoneiros que querem estar em Brasília no dia 26. Compareçam lá. A pauta é de vocês. Espero que o ministério arrume um auditório para nos receber”, diz Dias em vídeo que circula por grupos de WhatsApp de caminhoneiros. O encontro ainda não foi confirmado pelo ministério.

Procura-se um líder – O prefeito de Goiânia, Maguito Vilela (MDB-GO), morreu em consequência de uma doença que matou pelo menos 22 prefeitos em 2020. A covid-19 também atacou ao menos 19 governadores, sem nenhum óbito até o momento. Em Brasília, o novo coronavírus infectou o presidente da República, o vice-presidente e ao menos 13 ministros do governo federal –– inclusive o titular da Saúde. Desafiou ainda as defesas dos presidentes do Senado e da Câmara. No Poder Judiciário, contraíram covid-19 ao menos três ministros do Supremo Tribunal Federal, dois integrantes do Superior Tribunal de Justiça e um membro do Tribunal Superior do Trabalho. O coronavírus obrigou ao isolamento, ainda, o procurador-geral da República. Essa lista, seguramente sujeita a atualizações, demonstra com clareza de que não existe prioridade maior para as autoridades brasileiras do que o combate à covid-19. O vírus mortal deu prova eloquente de que os Poderes têm o dever de reunir todos os esforços possíveis para conter o avanço desta tragédia. Não somente por aqueles brasileiros investidos de projeção política. Mas em nome dos 206 mil cidadãos que perderam a luta contra a doença mais devastadora da história recente do Brasil. Politização, negligência, falta de empatia, incompetência, descompromisso com o interesse público serviram apenas para dar mais força ao vírus. Tanto quanto por vacina, o Brasil clama por líderes.

Inválidas – O juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, anulou as provas colhidas pela Operação Lava-Jato para denunciar o pagamento de propina aos ex-ministros Antônio Palocci e Guido Mantega em troca de medidas provisórias favoráveis à Odebrecht. Como o Supremo entendeu que a 13ª Vara Federal de Curitiba é incompetente para o caso, as provas em questão perderam validade e não podem ser compartilhadas para outras investigações. O juiz Marcus Bastos determinou, ainda, o desbloqueio dos bens de Guido Mantega e de outros réus arrolados no processo.

No escuro – Quase dois meses do apagão que castigou o Amapá durante 22 dias, o estado natal de Davi Alcolumbre voltou a ficar no escuro. Desta vez a falha atingiu 13 dos 16 municípios. Em explicação à Agência Nacional de Energia Elétrica, a concessionária Linhas de Macapá Transmissora de Energia explicou as providências para restabelecer o serviço, sem deixar de mencionar “a fragilidade do sistema de energia do Amapá”.

Acre pede ajuda federal para garantir segurança de vacinação – Margeado pela fronteira com o Peru e a Bolívia, o Acre teme ações de grupos do narcotráfico interessados na vacina contra o coronavírus. O governador Gladson Cameli (PP) pediu ao Ministério da Saúde reforço federal na segurança dos imunizantes. A Eduardo Pazuello, Cameli lembrou das grandes distâncias entre municípios do Estado e da dificuldade de logística para levar a vacina até comunidades indígenas. Durante o encontro, o ministro acionou a Defesa. De acordo com o governador, a PF também já foi avisada sobre a questão. As justificadas aflições do governador do Acre, compartilhadas por outros Estados do País, dão ideia das dificuldades de logística e de segurança para a vacinação rápida e em massa dos brasileiros. “Temos uma extensão grande de fronteiras e, por isso, tenho alertado o Ministério da Justiça desde a época do Sérgio Moro (ex-ministro) de que é necessário ter reforço na segurança da região. Preciso do apoio federal”, afirmou Cameli à Coluna. Apesar de ainda não ter recebido uma resposta concreta por parte do Executivo central, o governador contou que órgãos federais estão ajudando o Estado na elaboração de um plano de segurança. Cameli planeja iniciar a vacinação no Acre na semana que vem, mas depende do envio das vacinas pelo Ministério da Saúde. De acordo com ele, a ideia é aplicar de 40 mil a 60 mil doses até a primeira quinzena de fevereiro.

Com Covid-19, emedebista ficou internado por mais de 80 dias – O prefeito de Goiânia, Maguito Vilela (MDB), morreu ontem devido a complicações de Covid-19, aos 71 anos. O político, que também era governador de Goiás, foi internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, mas não resistiu a uma infecção pulmonar, devido à doença, após mais de 80 dias internado. Maguito estava em Eisntein desde 27 de outubro do ano passado, onde permaneceu na UTI, fazendo diálise e respirando com o auxílio de aparelhos. O emedebista passou a maior parte da campanha para a prefeitura de Goiânia internada. Mesmo no hospital, ele ganhou as eleições, tomou posse por meio de um documento assinado eletronicamente e saiu de licença. O vice-prefeito, Rogério Cruz (Republicanos), assumiu a prefeitura em seu lugar.

 

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