Resumo dos jornais de domingo (31/05/2020) | Claudio Tognolli

Resumo dos jornais de domingo (31/05/2020)

Editado por Chico Bruno

Manchetes

FOLHA DE S.PAULO: Fala de Bolsonaro sobre armar a população é rejeitada por 72%

CORREIO BRAZILIENSE: Parques e igrejas do DF reabrem na quarta-feira

O ESTADO DE S.PAULO: Abin alertou Bolsonaro sobre necessidade de isolamento

O GLOBO: Canais que atacam STF e pedem intervenção recebem verbas estatais

Destaques do dia

72% é contra armar a população – A população brasileira rejeita de forma inquestionável o argumento do presidente Jair Bolsonaro de que é preciso armar as pessoas para que não sejam escravizadas por governantes. Segundo pesquisa Datafolha, 72% dos entrevistados discordam do que disse Bolsonaro em reunião ministerial do dia 22 de abril, cuja gravação em vídeo foi divulgada por ordem do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal. “Eu quero todo mundo armado. Que povo armado jamais será escravizado”, afirmou o presidente na ocasião. Apenas 24% dos pesquisados estão de acordo com a declaração, enquanto 2% não concordam nem discordam e outros 2% não souberam responder. A margem de erro da pesquisa, feita com 2.069 entrevistados nos dias 25 e 26 de maio, é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Reabertura – Decreto publicado em edição extra do Diário Oficial do DF autoriza a reabertura de templos religiosos que comportem mais de 200 pessoas – com restrições e limite de 25% da capacidade – e, também, 18 parques no Distrito Federal. De acordo com o governador Ibaneis Rocha, que recebeu alta ontem, após cirurgia de urgência no intestino na segunda-feira, os espaços serão liberados aos pedestres e ciclistas e devem obedecer a regras sanitárias específicas, além do uso obrigatório de máscaras e distanciamento. Ibaneis analisa a volta do Eixão do Lazer, junto com o fechamento da W3 Sul nos fins de semana, e anunciou mais 50 leitos de UTI para a capital.

Bolsonaro recebeu alerta – A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) adota, em documentos endereçados ao Planalto e a ministérios, discurso oposto ao do presidente Jair Bolsonaro sobre a pandemia de coronavírus. Um lote de 47 relatórios diários, com 950 páginas, alertou o governo sobre a necessidade de isolamento social para conter a doença, informa Mateus Vargas. Documentos também indicaram falta de leitos de UTI e elevada subnotificação de infecções e mortes causadas por insuficiência de testes. Com datas que vão de 27 de abril a 13 de maio, os relatórios abasteceram o gabinete de Bolsonaro, o Ministério da Saúde e o grupo liderado pelo chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto. Enquanto o presidente estimulava aglomerações e reabertura econômica, sob argumento de que quarentenas “não atingiram o objetivo”, a Abin informava, no dia 1.º de maio, que, entre 27 e 30 de abril, havia sido observado aumento de casos no interior do Amazonas pelo “descumprimento do isolamento social”.

Governo financia sites de notícias falsas – Canais no You Tube que veiculam notícias falsas, defendem o fechamento do Congresso e do STF e pedem intervenção militar no Brasil são abastecidos por verbas publicitárias de empresas estatais, aponta levantamento de Leandro Prazeres por meio da Lei de Acesso à Informação. Num período de dois anos, antes e durante o governo Bolsonaro, comerciais da Petrobras e Eletrobras foram veiculados mais de 28 mil vezes em canais com esse perfil. Responsáveis por esses meios que se beneficiaram dos recursos são alvos da investigação em andamento no STF que apura a existência de uma rede de divulgação de fake news e de ataques aos ministros da Corte. A reportagem é a primeira produzida pelo projeto “Sonar”, uma iniciativa do Globo que se dedicará a monitorar a movimentação da opinião pública e dos atores políticos nas redes sociais e produzir reportagens e análises da disputa do poder a partir do universo digital, que se tornou a principal arena do debate político.

Cloroquina sem destaque – Defendida por Jair Bolsonaro para combate ao novo coronavírus, a cloroquina é mencionada nove vezes nos relatórios da Abin, mas não é apontada pela agência de inteligência como um medicamento promissor. Nos relatórios enviados ao Palácio do Planalto, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) destacou a alta subnotificação de casos da covid-19 por falta de kits para diagnóstico. O órgão responsável pelas informações reservadas do presidente destacou que há “dúvidas” sobre a proporção de infectados pelo coronavírus em relação a outras complicações respiratórias. Neste cenário, a agência usa a alta de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) para estimar suspeitos da pandemia. A equipe de inteligência afirmou, no último dia 12, que a proporção dos novos casos do Brasil sobre dados globais é mais relevante do que aparenta. “A participação do Brasil torna-se mais significativa se for considerado que o País tem 10 a 15 vezes menos testes diagnósticos realizados por milhão de habitantes que os demais (países) e, portanto, é provável que os números brasileiros estejam subestimados e sejam de maior proporção do que os apresentados”, diz um dos relatórios. Para a Abin, “circunstâncias locais” têm grande impacto sobre a subnotificação de casos. A agência cita Minas Gerais como exemplo. No fim de abril, o órgão observou que os dados daquele Estado eram pouco confiáveis, pois o número de suspeitos acabava sendo 30 vezes maior do que o de casos confirmados. Estudo feito pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) apontou elevada subnotificação da doença no Estado. De janeiro a abril de 2020, Minas registrou cerca de 200 mortos pela covid-19. No mesmo período, no entanto, houve 539 óbitos por SRAG, uma elevação de 648%, segundo o estudo. Para os pesquisadores, é forte a hipótese de que mortes por coronavírus não tenham sido identificadas por falta de testes.

Safra de líderes políticos tíbios e pautados pelas redes sociais agrava pesadelo – Na mira do Supremo Tribunal Federal (STF), o “gabinete do ódio” instalado no Palácio do Planalto se espalhou pelos Estados. As células mais avançadas desse grupo ideológico – revelado pelo Estadão em setembro do ano passado – mantêm a militância digital inflamada e atuam no Ceará, no Paraná, em Minas Gerais e em São Paulo. Numa espécie de franquia, cada núcleo regional conta com assessores lotados em gabinetes da Câmara dos Deputados e em Assembleias Legislativas para movimentar páginas de disseminação de fake news e linchamentos virtuais de adversários do governo. Um dos núcleos mais estruturados, o “Endireita Fortaleza” tem amigos até na assessoria especial do presidente Jair Bolsonaro, no terceiro andar do Planalto. A célula não foi alvo da operação da Polícia Federal na quarta-feira passada, mas entrou na mira das investigações pelo grau de engajamento nas redes sociais e por ligações com figuras influentes do governo. O fundador do “Endireita Fortaleza”, o cearense Guilherme Julian, trabalha no gabinete do deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ), o Hélio Negão, e tem cargo comissionado com remuneração mensal de R$ 6,1 mil. Fiel escudeiro de Bolsonaro, o parlamentar ainda emprega o cearense Henrique Rocha, colega de Julian na mesma célula. Na movimentação de páginas e grupos de ataques a líderes regionais, Julian e Rocha atuam em parceria com assessores lotados em gabinetes da Assembleia. Cely Duarte e Manuela Melo trabalham para o deputado estadual Delegado Cavalcante (PSL). No Planalto, a célula cearense conseguiu empregar José Matheus Sales Gomes, que há sete anos criou, em Fortaleza, a principal página do grupo no Facebook, a “Direita Vive 3.0”. Antes batizada de Bolsonaro Zuero, a página atualmente tem 620 mil seguidores. Com salário de R$ 13,6 mil, José Matheus foi nomeado assessor especial da Presidência, em janeiro de 2019, depois de chamar a atenção do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) – filho do presidente e comandante do “gabinete do ódio” – pelo engajamento nas redes sociais. Também ligado à organização de Fortaleza, Mateus Matos Diniz recebe R$ 10,3 mil mensais como comissionado.

Manifesto une diferentes campos políticos – Um grupo de mais de 1,6 mil personalidades brasileiras de diferentes setores da sociedade assinou um manifesto chamado Estamos #Juntos. O texto referendado por artistas, acadêmicos e lideranças políticas prega a defesa da “vida, liberdade e democracia” e pede que os governantes “exerçam com afinco e dignidade seu papel diante da devastadora crise sanitária, política e econômica que atravessa o País”. Entre os signatários estão representantes de diferentes lados do espectro político, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Também subscrevem o manifesto parlamentares como Marcelo Freixo (PSOL) e Marcelo Calero (Cidadania). O manifesto foi publicado, ontem, nas páginas na edição impressa de jornais, incluindo o Estadão. Já um grupo de juristas e advogados lança hoje manifesto intitulado “Basta”, contra os ataques do presidente Jair Bolsonaro às instituições.

Ainda só no papel – Parte das medidas anunciadas pelo presidente Jair Bolsonaro como forma de combater a pandemia do novo coronavírus está travada há pelo menos 40 dias. A instalação de 2 mil leitos em UTIs, a compra de 3,3 mil respiradores nacionais e a contratação de 6 mil médicos para hospitais universitários foram alguns dos compromissos que o presidente assumiu publicamente entre março e abril e que não saíram do papel. Para analistas, faltam liderança e articulação política ao governo. O Estadão fez um levantamento de todas as promessas feitas pelo presidente em pronunciamentos na TV e em suas redes sociais oficiais. Foram 17 compromissos sobre medidas de combate à pandemia entre 17 de março e 21 de abril. Dessas, 41% não foram cumpridas integralmente.

Promotoria investiga transferências entre contas de Ricardo Salles – O Ministério Público de São Paulo quebrou o sigilo bancário do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e descobriu 54 repasses da conta bancária de seu escritório de advocacia para sua conta pessoal. Somadas, as transferências chegam a R$ 2,75 milhões. Segundo a Revista Crusoé, a promotoria apura se os envios estão relacionados a sonegação e lavagem de dinheiro. No período dos repasses, entre 2014 e 2017, Salles era secretário particular do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e titular da secretaria do Meio Ambiente do estado. O inquérito foi aberto em agosto do ano passado para investigar suspeitas de enriquecimento ilícito de Salles entre 2012 e 2017, quando ocupou cargos públicos no governo paulista. No período, ele teria acumulado R$ 7,4 milhões. Em 2012, quando foi candidato derrotado a vereador em São Paulo pelo PSDB, ele declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 1,4 milhão, dividido entre aplicações financeiras, um automóvel, uma motocicleta e 10% de um apartamento. Seis anos depois, quando tentou ser deputado federal, dessa vez já filiado ao Partido Novo, declarou ter R$ 8,8 milhões, com dois apartamentos de R$ 3 milhões cada um, barco de R$ 500 mil e aplicações financeiras de R$ 2,3 milhões –uma alta de 335% no patrimônio em cinco anos, com valores já corrigidos pela inflação. O ministro usou o Twitter nesta sexta (29) para rebater as informações. Segundo ele, todos os seus rendimentos vêm de honorários declarados e são provenientes de sua atuação como advogado, fora do governo paulista.

Investigado por fake news ataca negócios com a China – Um ativista bolsonarista alvo da operação policial ordenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) contra fake news atacou negócios com a China em seminário promovido pelo Itamaraty. Nos debates sobre o mundo pós-pandemia, entraram na mira de participantes organismos internacionais e o “novo normal”. Segundo um dos debatedores, a China compra portos, setor elétrico e transportes para colonizar o Brasil. “Em breve vamos estar comendo morcegos”, disse o youtuber Bernardo Kuster aos diplomatas. Além dele, participou do ciclo de seminários virtuais da Funag (Fundação Alexandre de Gusmão) o blogueiro Allan dos Santos, também alvo da Polícia Federal. Kuster falou na 3ª edição do evento, realizada no dia 19 de maio, uma semana antes de agentes baterem à sua porta. Da sua casa, os policiais saíram com celulares e computadores. O analista conservador descreveu a China como a inimiga de países nacionalistas, como o Brasil. Além do youtuber, falaram contra o país asiático outros palestrantes ligados a blogs conservadores como Terça Livre, Conexão Política e Brasil Sem Medo. De janeiro a abril deste ano, a China comprou US$ 20,9 bilhões em produtos brasileiros. O saldo comercial foi positivo para o Brasil em US$ 9 bilhões. Com os EUA, segundo maior parceiro comercial do Brasil, houve forte retração nas exportações e no saldo total. As vendas para os americanos somaram US$ 7 bilhões. A balança total foi negativa em US$ 3 bilhões no mesmo período.

Bolsonaro toma café da manhã em restaurante em Abadiânia – O presidente Jair Bolsonaro foi a uma lanchonete em Abadiânia, em Goiás, a cerca de 120 km de Brasília, para tomar café da manhã neste sábado, 30. A presença do presidente provocou aglomerações, apesar das recomendações de autoridades sanitárias para a necessidade do isolamento social como medida de contenção ao avanço do novo coronavírus no País. Bolsonaro carregava consigo uma máscara, mas não a utilizou enquanto trocava apertos de mão e posava para fotos com populares. O presidente ainda pegou uma criança no colo e conversou com pessoas também sem utilizar a máscara. O chefe do Executivo estava acompanhado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e do líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO). Bolsonaro deixou o Palácio do Alvorada na manhã deste sábado e se dirigiu à Base Aérea em Brasília, onde embarcou no helicóptero pouco depois das 9h. olsonaro também esteve com o ministro da Justiça, André Mendonça, e com o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Eduardo Aggio, em uma das ações da Operação Tamoio na BR-060, estrada que liga Brasília a Bela Vista (MS) e passa por Abadiânia. A operação ocorre em diversos locais do País e, em dois dias de ação, apreendeu 7,7 toneladas de maconha deteve 316 pessoas, segundo publicação de Aggio no Twitter.

Bolsonaro ‘desorganiza e gera insegurança’, diz Maia – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou neste sábado que o presidente Jair Bolsonaro “desorganiza e gera insegurança” ao adotar uma postura de enfrentamento aos demais Poderes da República. Em transmissão ao vivo pelo Instagram, Maia falou sobre o assunto com o chefe do Departamento de Ciência Jurídicas da UNIARA, Fernando Passos. Ao ser perguntado sobre a relação entre Legislativo e Executivo, Maia disse que Bolsonaro sempre teve o mesmo perfil. Mas, de acordo com sua avaliação, o cargo de presidente da República exige outro tipo de atitude. — Quando você chega à Presidência da República, o seu papel é considerar. Você não é o presidente apenas dos que o elegeram. Você é o presidente de todos os brasileiros. Como o presidente foi eleito com muita força, foram muito ideológicos, o pessoal de extrema-direita nas redes sociais, ele tende a ser mais comprometido com eles. E quando tem um conflito, ele acaba atacando mais na linha do que ele fazia antes. Só que, como presidente do Brasil, cada vez que ele vai para o enfrentamento, ele desorganiza e gera insegurança — disse Maia. O presidente da Câmara disse ainda que as conversas privadas com o presidente são boas, o “diálogo é muito positivo”. — Mas, quando ele vai para uma entrevista, acaba gerando essa insegurança. O ideal, neste momento de pandemia, é que a gente conseguisse ter mais harmonia e menos conflito — acrescentou Maia. Ainda na conversa transmitida pela rede social, Maia afirmou que dialoga com ministros do governo federal e do Supremo Tribunal Federal (STF): — O diálogo é o que resolve. O presidente tem que entender que ele é o chefe do Poder que comanda, que executa. Então, a gente precisa que ele comande de forma mais harmoniosa, respeitando os outros Poderes. Porque um Poder não deve servir apenas para dizer sim ao governo. O Parlamento serve para representar toda a sociedade, não apenas a parte que governa, e o Judiciário serve para garantir os limites dos outros dois Poderes. A gente não pode aplaudir uma decisão do Supremo com que concordamos e radicalizar contra uma decisão com que nós discordamos. Nós temos os instrumentos legais para recorrer.

PGR envia caso de Sara Winter para primeira instância – A Procuradoria-Geral da República encaminhou o caso da ativista Sara Winter para a primeira instância na manhã desta sexta-feira. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pediu que o procurador-geral da República, Augusto Aras, tomasse providências cabíveis em relação aos ataques de Winter. No entendimento de procuradores ouvidos pelo GLOBO, há elementos para que sejam adotadas medidas cautelares contra a ativista. A avaliação é a de que não há necessidade de novas diligências, uma vez que o caso teria sido enviado pronto. Como Winter não tem prerrogativa de foro no STF, o caso será analisado pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal, e caberá ao procurador Frederick Lustosa de Melo decidir quais medidas serão tomadas. Alvo da operação da Polícia Federal no inquérito que apura fake news e ataques contra integrantes do Supremo, a ativista ameaçou em vídeo o ministro que conduz as investigações na corte. Winter afirmou que “essa foi a pior decisão da vida” de Alexandre de Moraes e que o ministro “nunca mais vai ter paz”. “Pois você me aguarde, Alexandre de Moraes, o senhor nunca mais vai ter paz na vida. Hoje, o senhor tomou a pior decisão da vida do senhor”, disse. No ofício encaminhado a Aras, Moraes diz que, por meio das ofensas e ameaças que ativista disparou em filmes nas redes sociais, a ativista praticou crimes previstos da Lei de Segurança Nacional.

Pandemia desafia nova geração de empreendedor – Abrir o próprio negócio está entre os principais sonhos do brasileiro. Segundo o último relatório anual do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), divulgado em 2020 com dados de 2019, empreender ocupa o quarto lugar na lista de desejos, atrás de comprar um carro, viajar pelo Brasil e ter a casa própria. Os efeitos da pandemia, porém, que atingiram em cheio os pequenos negócios e tiraram o trabalho de milhares de brasileiros, prometem deixar um legado de desafios para a nova geração de empreendedores. De 2008 a 2019, o número de brasileiros de 18 a 64 anos que tinham um negócio ou estavam envolvidos na criação de um pulou de 14,6 milhões para 53,4 milhões. Entre empreendedores em estágio inicial – incluindo startups, lado mais efervescente do fenômeno, que ganhou tração com políticas de incentivo e disciplinas de empreendedorismo em cursos de graduação –, o relatório aponta que 26,2% resolveram abrir um negócio porque os empregos são escassos, enquanto 1,6% tomou a decisão com o discurso de fazer a diferença no mundo. Para especialistas, o primeiro efeito da crise, dado o aumento do desemprego e a perspectiva de retração da economia, se dá na motivação do empreendedorismo. Dados do GEM apontam que, dos 55 países analisados, o Brasil está entre os dez onde a falta de emprego é mais levada em conta para abrir um negócio. “Empreender é relevante tanto na euforia quanto na depressão econômica.

2,9 mil militares da ativa atuam no Executivo – As Forças Armadas já preveem que terão uma “enorme” conta para pagar ao fim do mandato do presidente Jair Bolsonaro pela presença de militares na cúpula e na base do governo. Em conversas nos quartéis e gabinetes de Brasília, oficiais admitem que a nova incursão na política, após 35 anos do fim da ditadura militar, trará desgaste à imagem da instituição e temem perder a credibilidade duramente reconquistada por causa do envolvimento com o governo e a perspectiva de seu naufrágio. O Exército é quem deve ficar com o maior ônus por ter um maior contingente no quadro da máquina pública bolsonarista. Levantamento do Ministério da Defesa, feito a pedido do Estadão, mostra que militares da ativa já ocupam quase 2,9 mil cargos no Executivo. São 1.595 integrantes do Exército, 680 da Marinha e 622 da Força Aérea Brasileira (FAB). Destes, 42% estão empregados na estrutura da Presidência, especialmente no Gabinete de Segurança Militar, um órgão que foi reforçado no atual governo. Três oficiais ocupam o primeiro escalão: Walter Braga Netto (Casa Civil), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo). O incômodo com uma possível cobrança ocorre diante da constatação de que o pessoal da ativa nas Forças Armadas está não apenas em cargos estratégicos, mas em postos comissionados. São vagas de Direção e Assessoramento Superior, os DAS, com vencimentos que vão de R$ 2.701 a R$16.944 por mês. Na prática, seja qual for o governo, sempre haverá desgaste para quem participar dele. No caso da gestão Bolsonaro há um adicional. É um governo que vive em crise constante e são frequentes as cobranças para que os oficiais se manifestem sobre todos os atos polêmicos do presidente, como participar de manifestações antidemocráticas.

‘Tudo aponta para uma crise’ – O presidente Jair Bolsonaro listou uma série de notícias publicadas em jornais na manhã de hoje para afirmar que “tudo aponta para uma crise”. A mensagem, publicada em rede social, cita decisões e manifestações do Supremo Tribunal Federal (STF), do Tribunal de Contas da União (TCU) e de procuradores, da Procuradoria-geral da República (PGR). “Primeiras páginas dos jornais abordaram com diferentes destaques, as decisões envolvendo a atuação do Supremo Tribunal Federal, da Polícia Federal, do Tribunal de Contas da União e do Tribunal Superior Eleitoral em relação ao governo Bolsonaro e seus aliados”, escreveu. O primeiro ponto citado pelo presidente na publicação é o envio de uma manifestação pelo ministro Celso de Mello, do STF, à PGR, em que um advogado afirma que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) cometeu o crime de “incitação à subversão da ordem política ou social”, previsto na Lei de Segurança Nacional. A remessa para a PGR é um ato de praxe, como o próprio ministro ressalta no despacho, já que cabe ao órgão avaliar se há indício de crime que justifique um aprofundamento das investigações ou se é necessário arquivar o caso. Em seguida, Bolsonaro cita o pedido da PF para prolongar por 30 dias a investigação que apura se o presidente tentou interferir nos trabalhos da corporação. Ele também menciona o fato de a Polícia Federal querer ouvi-lo no inquérito. Bolsonaro citou ainda o pedido protocolado pelo PT para incluir a investigação que corre no STF sobre fake news, em dois processos na Justiça Eleitoral sobre possíveis irregularidades na última campanha presidencial.

Reprovação a Congresso e STF despenca – A reprovação da população brasileira à atuação do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) teve uma forte queda, segundo levantamento do Datafolha divulgado neste sábado. A mudança de opinião ocorre em meio à crise política do governo de Jair Bolsonaro. A pesquisa indica que 32% das pessoas consideram como ruim ou péssimo o desempenho de senadores e deputados. Essa taxa era de 45% em dezembro passado. E 18% avaliam seu desempenho como ótimo ou bom, acima dos 14% identificados seis meses atrás. A avaliação como regular subiu de 38% para 47%. Os assalariados sem registro são o grupo que melhor aprova os parlamentares, com uma taxa de 31%. Entre as pessoas que têm ensino fundamental, 26% consideram seu trabalho ótimo ou bom. A taxa é de 24% entre quem aprova o trabalho de Bolsonaro no combate à pandemia. Entre empresários, a rejeição é de 47%. Entre quem tem ensino superior, de 43%. E entre quem aprova o governo Bolsonaro, a taxa é de 39%. O levantamento foi feito entre segunda e terça-feira passadas, quando o instituto ouviu 2.069 pessoas de todo o Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo.

O frágil Estado brasileiro – O filósofo Roberto Romano, 74 anos, professor de ética e política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), afirma, em entrevista ao Correio, que os recentes arroubos autoritários do presidente Jair Bolsonaro sinalizam que ele “não está controlando a si mesmo nem a máquina do Executivo”, enquanto o Estado brasileiro amarga uma fragilidade jamais vista. O docente, que, antes mesmo da posse do atual governo, já previa tempos de “muita tensão entre os Poderes e setores da sociedade” com Bolsonaro na presidência, frisa que cada vez que um governante se apresenta como fonte da lei, da força e da ordem econômica, ele fragiliza ainda mais as instituições. Roberto Romano, que também havia previsto que Sergio Moro e Bolsonaro poderiam se tornar adversários, agora vislumbra que o presidente sairá bem menor da crise do novo coronavírus, com prejuízos para seu projeto de reeleição. Segundo o docente, o desrespeito do presidente às normas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o menosprezo ao potencial devastador da covid-19 serão fortemente cobrados, dentro e fora do país.

PGR é alvo de vandalismo – Um painel de identificação na sede da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, foi alvo de pichação na madrugada de ontem. Acima do nome “da República”, foi escrito “do Bolsonaro”, como forma de protesto contra a relação do presidente da República com o chefe do Ministério Público Federal (MPF). Após o episódio criminoso, o procurador-geral Augusto Aras determinou que a segurança dos prédios do MPF seja reforçada. A pichação ocorre pouco dias depois que Aras foi elogiado por Bolsonaro, que chegou a fazer alusão a uma eventual indicação dele para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O chefe do Planalto recuou da ideia em seguida. Augusto Aras é alvo de críticas internas por supostamente atrasar o andamento de ações contra o governo e atuar em defesa do presidente da República. Um manifesto — assinado por 600 procuradores, o que representa mais da metade dos 1.131 integrantes da carreira — pede que o chefe do órgão seja escolhido a partir de uma lista tríplice, que é organizada a cada dois anos pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Desde 2003, por tradição, a votação, realizada entre procuradores e subprocuradores, era seguida. No entanto, ano passado, Bolsonaro decidiu indicar um nome próprio, ignorando os mais votados pelos colegas.

Desconfiados e temerosos – A demora na sanção da ajuda aos estados e municípios para que o governo pudesse conceder o reajuste salarial aos policiais do Distrito Federal foi vista com muita desconfiança por juristas. Há quem suspeite que o presidente Jair Bolsonaro agiu para unir o útil ao agradável. Os policiais, realmente, têm trabalhado dobrado nesse período de pandemia, e nada mais justo do que serem contemplados com uma correção salarial. Porém, há quem veja aí um plus para o presidente da República: ter ao lado dele um contingente de braços cruzados, na hipótese de seus aliados cumprirem as ameaças de ataque ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em tempo: quem pertence à polícia garante que a categoria jamais faria isso. Deus acima de tudo e Brasil acima de todos inclui, na visão dos policiais, a garantia da lei e da ordem. E essa garantia tem como premissa o respeito à vida, aos Poderes e ao patrimônio público. Entretanto, tem muita gente no STF preocupada em como agirão a base militar e os policiais em caso de atitudes mais extremadas por grupos radicais.

Sigilo de inquérito das fake news deixa PGR e advogados no escuro – O rigoroso esquema de sigilo imposto ao inquérito que apura a propagação em massa de notícias falsas e ameaças a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) tem deixado integrantes da Procuradoria-Geral da República, advogados e até magistrados do próprio STF, alvos das fake news, no escuro. O relator, ministro Alexandre de Moraes, deu acesso à íntegra do caso apenas aos policiais federais envolvidos nas apurações e a mais ninguém. Das mais de 6.000 páginas de provas, interrogatórios e elementos levantados, Moraes tem enviado apenas partes à PGR para que o órgão remeta os casos à primeira instância quando não há envolvimento de autoridades com foro privilegiado.

Hoje inimigo, Alexandre de Moraes já recebeu parabéns dos Bolsonaros – Hoje em trincheiras opostas, Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes já tiveram dias de relação mais amena no passado —algo pouco provável na fase atual, em que o presidente pinta o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) como inimigo e reclama de ações do magistrado que desestabilizam o governo. O inquérito do STF para investigar fake news, que é conduzido por Moraes e culminou na operação da Polícia Federal que atingiu o coração do bolsonarismo na quarta-feira (27), esquentou a rusga entre os Bolsonaros e o ministro. Antes, o membro do Judiciário tinha atiçado a ira da família ao suspender, em abril, a nomeação de Alexandre Ramagem, amigo do clã, para a direção-geral da Polícia Federal. Com os últimos episódios, momentos de aproximação entre as partes ficaram só na memória.

Elio Gaspari – “Jair Bolsonaro está encrencando com o Judiciário (“Temos que botar limites” ou “Chega!”) porque acordou para o fato de que tem um encontro marcado com o Tribunal Superior Eleitoral no julgamento dos pedidos de cassação de sua chapa com o vice Hamilton Mourão. Os processos são seis, dois podem morrer em poucos dias, mas quatro persistirão. Todos eles se referem aos disparos de notícias falsas na rede, tema da investigação conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes. Pelo andar da carruagem, o TSE julgará o caso ainda este ano. É a crise da vida anunciada.”

‘Responsabilidade acima de todos’, diz Temer sobre crise de Poderes – Diante do agravamento da crise na última semana, o ex-presidente Michel Temer cobrou uma resposta unificada de Jair Bolsonaro, Davi Alcolumbre e Dias Toffoli. Em comentário enviado à Coluna, o emedebista faz um apelo por um gesto das instituições para tranquilizar a economia e combater o coronavírus. “Presidentes dos três Poderes, ajam conjuntamente e urgentemente. Agora é a responsabilidade acima de todos. É a unidade acima de tudo”, escreveu Temer, sem citá-los nominalmente e parafraseando o slogan bolsonarista.

Pera lá – A atuação do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, tem suscitado críticas dentro das Forças Armadas. Alegam que ele estaria encampando de forma excessiva e pública o discurso do presidente. O desconforto vem em especial de comandantes da ativa. Azevedo e Silva endossou as críticas do ministro Augusto Heleno ao Judiciário, como revelou a Coluna. Segundo um ex-ministro da pasta, ele deveria agir como “ponte”, mas tornou-se um “muro”. Explica-se: quem comanda a Defesa tem de atuar, diz esse ex-ministro, como interlocutor das Forças Armadas com o governo e a sociedade. Para esses críticos, Azevedo está endossando excessivamente o presidente e perdendo a capacidade de fazer o meio de campo.

Fogo amigo – Ministro da articulação política do governo, Luiz Eduardo Ramos entrou na mira dos olavistas. Resgataram uma foto sua antiga com o “comunista” Aldo Rebelo (ex-PCdoB), para criticá-lo. Rebelo é ex-ministro da Defesa e, na foto, Ramos era comandante. O ministro da Secretaria de Governo respondeu na mesma arena: publicou no Twitter uma foto sua ao lado do presidente. Disse que tentam “distorcer fatos antigos e retirados de contexto”, mas que continua “firme e forte” ao lado de seu amigo de 46 anos.

Weintraub diz que é preciso ‘mudar as regras da República’ – Um dia após ter prestado depoimento à Polícia Federal no inquérito que investiga ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ter permanecido calado, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou durante uma palestra ser preciso “mudar as regras da Nova República”. Ele definiu o regime político brasileiro como uma “estrutura montada pela esquerda, oligarcas e corruptos”. A declaração foi feita em uma exposição em vídeo disponibilizada para o congresso online do Movimento Brasil Conservador (MBC), que apoia o governo de Jair Bolsonaro. Realizado neste fim de semana, o evento conta com palestras de vários investigados pela Polícia Federal no chamado inquérito das fake news. — Criou-se uma estrutura para levar o Brasil para um paraíso esquerdista. E como a gente resolve isso? Indo atrás dos oligopólios e monopólios, tendo coragem para enfrentar a discussão ideológica e mudando as regras da Nova República, porque elas foram montadas por um sistema que sempre vai gerar a mesma coisa — declarou Weintraub. Ele afirmou que a esquerda é “inimiga dos valores e da razão” e que “tem nojo do lucro”, que definiu como “sagrado, fruto do trabalho”. Sem dar maiores detalhes, também declarou que “esse pessoal do oligopólio está louco para criar o campeão nacional do Ensino Superior, já está tudo montado, falta só virar a chave”.

Fake News: por que operação tirou o sono de Bolsonaro – A operação em 29 endereços de bolsonaristas determinada por Alexandre de Moraes na quarta-feira passada é apenas um aperitivo do que vem pela frente. Daí, o destempero de Jair Bolsonaro.

Polícia do DF indicia três por agressões a enfermeiros – A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou três pessoas acusadas de agredirem profissionais de enfermagem no dia 1º de maio. Foram indiciados Sabrina Nery Silva, Marluce Carvalho de Oliveira Gomes e Renan da Silva Sena. Renan é ex-funcionário do Ministério dos Direitos Humanos e, também participou de protesto contra o Supremo Tribunal Federal (STF) com expressões ofensivas à corte. No fim de abril, ele gravou vídeos de divulgação ao lado da empresária Marluce Carvalho, de Palmas (TO), convocando para o “Acampamento Patriota”, uma vigília na Esplanada exigindo a renúncia do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEMRJ), e de ministros do STF. A ação foi divulgada pela Organização Nacional dos Movimentos (ONM). O termo circunstanciado com os indiciamentos foi enviado ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.

Caixa agonizante – O Instituto Lula também sente os efeitos devastadores do coronavírus, o mesmo que o petista classificou como uma benção da natureza e depois pediu desculpas. A entidade captou cerca de R$ 93 mil em doações neste ano, o equivalente a 23% da meta do primeiro semestre. No mesmo período de 2019, com Lula ainda preso, recebeu R$ 257 mil com financiamento coletivo.

Os robôs que impulsionam ataques contra o Supremo – Ao longo do último dia 27, quando foi deflagrada a operação no inquérito das fakes news, em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e que mirou aliados do presidente Jair Bolsonaro, ao menos 9 hashtags com ataques ao STF foram compartilhadas no Twitter por contas apontadas como não autênticas pela plataforma americana de monitoramento de perfis falsos Bot Sentinel. É o que aponta levantamento do GLOBO com base em um ranking de hashtags acompanhadas pelo site. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito que apura ataques virtuais ao STF e a ministros da Corte. Uma dessas hashtags detectadas pelo Bot Sentinel, a #STFVERGONHANACIONAL, chegou a ficar em primeiro lugar no ranking de assuntos mais comentados por contas classificadas como não autênticas. Também apareceram na lista as hahstags #CENSURADOSTF, #DITADURADOSTF e #FORAALEXANDREDEMORAES.

Na Câmara, um ‘centrão’ entre Bolsonaro e Maia – Apesar do assédio do governo Jair Bolsonaro para conquistar partidos de centro, o “centrão de Bolsonaro” não representa a totalidade do grupo. A Câmara dos Deputados está dividida em três, segundo parlamentares — o centro do presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), o bolsonarista e a oposição. Arthur Lira (AL), líder do PP, capitaneou uma aliança entre dez partidos para compor a “nova base” do governo: PP, PL, PSD, Solidariedade, Republicanos, Patriota, PROS, PTB, Avante e PSC. Contando uma parte do PSL fiel a Bolsonaro, ela é composta por cerca de 230 deputados do total de 512. Já Maia tenta articular os demais partidos em um grupo que chama de “Novo Centro”. Esse grupo — composto por DEM, MDB, PSDB, Podemos, Cidadania, PV, Novo e a outra metade do PSL — não participou da última rodada de negociações de cargos com o Planalto. Com cerca de 153 votos, o “Novo Centro” continuaria sendo o pêndulo da Casa se houver uma votação polêmica. Nesse momento, assuntos que poderiam dividir a Câmara são o projeto de regularização fundiária e o que flexibiliza o registro de armas. Além disso, o Planalto defende a liberação de cassinos no Brasil, proposta ainda não formalizada. Nas duas alas do centrão, há cautela em relação a esses temas. O diagnóstico é que ninguém está pronto para um teste de fidelidade. Eventualmente, pode haver traições, tanto das bases quanto dos líderes — reservadamente, até lideranças do “centrão bolsonarista” são refratárias à pauta armamentista, por exemplo.

República dos Toscos – Acho que o próprio Bolsonaro concorda, no íntimo, que a educação não é prioridade no seu governo, embora não haja um único país que tenha se transformado sem valorizar o aprendizado. Não sei se o “impreCionante” ministro Weintraub sabe disso. Mas os mandatos de 12 dos 24 conselheiros do Conselho Nacional da Educação, que tem um papel importante na formatação do nosso modelo educacional, encerram em 10 de junho. A norma é que nos próximos dias entidades como as Academias Brasileiras de Ciências, de Educação, de Medicina e outras instituições respeitáveis e algumas seculares indiquem nomes. Mas a palavra final é de Jair Bolsonaro. Aí já viu, né?

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