Resumo dos jornais de 5ª feira (16/09/2021) | Claudio Tognolli

Resumo de 5ª (16/09/2021)

Edição: Chico Bruno

Manchetes

CORREIO BRAZILIENSE – Bancos privados sobem juro da casa. Caixa deve reduzir

Enquanto instituições financeiras anteciparam-se a novas altas na Selic – atualmente de 5,25% ao ano – e aumentaram a taxa média dos financiamentos para 7,25% anuais, a Caixa promete anunciar, nesta quinta-feira, uma diminuição nos encargos. Como a CEF é responsável por 70% de todo o crédito para compra da casa própria no país, especialistas acreditam que o movimento influenciará a concorrência e contribuirá para manter o mercado aquecido. “Os outros bancos deverão se ajustar”, aposta Eduardo Aroeira, presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-DF). Ontem, o governo anunciou mudanças para tentar turbinar o programa habitacional Casa Verde e Amarela. O alvo são famílias que ganham até R$ 2 mil por mês.

Valor Econômico – Combustível já pressiona o frete de mercadorias

Empresas da cadeia de distribuição de produtos, como varejistas e atacadistas, já sentem o efeito dos seguidos aumentos nos preços dos combustíveis, em especial do óleo diesel. A alta também tem pressionado fortemente o setor de transporte de carga. Redes e plataformas de comércio eletrônico têm recebido mais pedidos por reajustes, de 5% a 10% – os chamados “gatilhos”, que podem ser negociados pelas transportadoras nos contratos. Isso tende a pressionar mais a estrutura de custos das cadeias de lojas e sites, elevando a possibilidade de repasse ao consumidor. Plataformas on-line e varejistas com escala maior têm resistido à pressão, mas há outras que concederam reajustes parciais nos fretes. Uma alternativa têm sido buscar transportadoras menores para atender a última etapa da entrega.

O ESTADO DE S. PAULO – Produção nacional de remédio contra câncer corre risco de apagão

A partir de segunda-feira, o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), deve suspender a produção de materiais destinados a diagnósticos e remédios para o tratamento de câncer por falta de recursos. Para manter a produção, o Ipen aguarda a aprovação, pelo Congresso, de projeto de lei que adicionaria R$ 34,6 milhões ao seu orçamento. Outros R$ 55,1 milhões estão sendo buscados pelo MCTIC para completar os R$ 89,7 milhões de que o instituto precisa para produzir os radiofármacos até dezembro. Especialistas já falam em apagão no tratamento de câncer no País e em prejuízos para até 2 milhões de pessoas. Um dos grupos mais prejudicados deve ser o de pacientes com câncer de tireoide, que dependem 100% do iodo radioativo, sob o risco de perder as chances de cura. O MCTIC não se manifestou. O caso ocorre na semana em que o governo criou estatal no setor de energia, com destinação de R$ 4 bilhões.

O GLOBO – Adesão à vacina reduz contágio, internações e mortes

A forte aceitação da vacina no país, que tem uma das menores taxas de recusa do mundo, fez avançar a imunização total para quase 36% da população, apesar dos problemas de distribuição das doses que persistem. Já há reflexos positivos nos números de transmissão, hospitalização e óbitos pela Covid. Da média de 3.125 mortos em 12 de abril, pico da letalidade, aos 597 de ontem, a queda foi de 80,9%. Há redução da média de mortes em 12 estados, e cinco se mantém estáveis. A média móvel de casos em torno de 15 mil é a mais baixa desde maio de 2020.

FOLHA DE S. PAULO – Queiroga vê ‘excesso de vacinas’, e estados falta

Com a antecipação da aplicação da segunda dose travada em ao menos seis estados (São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo e Rio Grande do Norte) do país, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, comemorou a logística de distribuição do governo federal e disse que há “excesso de vacinas” no país. Além dos estados que não têm imunizante para antecipar a segunda dose, há ainda aqueles que tiveram de atrasar o intervalo entre aplicações por falta de vacina. Ainda assim, Queiroga negou nesta quarta (15) que haja problemas de distribuição. “Há excesso de vacina na realidade, o Brasil já distribuiu 260 milhões de doses, 210 milhões já aplicadas”, disse o ministro, sem explicar por que há unidades da Federação sem doses disponíveis para seguir o calendário vacinal. Queiroga esteve no Aeroporto Internacional de Guarulhos na manhã desta quarta para um evento de entrega de novo lote de vacinas da Pfizer que serão enviadas aos estados. Questionado sobre os problemas enfrentados em algumas regiões do país, ele negou que haja problema de entrega da AstraZeneca. “Precisa acabar com essas narrativas de falta de vacina. Isso não é procedente, o Brasil vai muito bem. O Brasil já é dos países que mais vacinam no mundo”, disse Queiroga. Com o lote que chegou nesta quarta, o ministro comemorou ter concluído a entrega de 260 milhões de doses aos estados, o que garante, segundo a pasta, a vacinação de todos os brasileiros acima de 18 anos. A entrega ocorre quase nove meses após o início da vacinação no país. Ainda assim, o ministro afirmou que a velocidade de entrega do país é um sucesso.

Notícia do dia

Manifestações organizadas por grupos da esquerda no último dia 29 de maio contra o governo de Jair Bolsonaro geraram maior volume de interações no Twitter do que todos os atos bolsonaristas de rua neste ano, inclusive o protesto antidemocrático no feriado de 7 de Setembro. Levantamento realizado pelo sistema analítico Bites a pedido do GLOBO mostra que o #29MForaBolsonaro registrou cerca de 1,7 milhão de tuítes com críticas à gestão federal, contra 1,2 milhão de postagens em apoio ao Planalto no ato da semana passada. Fora das redes, o movimento da oposição em maio registrou manifestações pacíficas em todos os estados e no Distrito Federal, com estimativa de dezenas de milhares de pessoas nas ruas. Segundo o levantamento, a oposição também obteve maior engajamento virtual no Dia da Independência, com 1,5 milhão de tuítes apoiando manifestações contrárias ao governo no mesmo dia em que bolsonaristas foram às ruas. Entre as dez postagens mais replicadas na rede nesta data, seis faziam críticas ao governo.

As notícias de primeira página e os destaques do editor

Deputados resgatam quarentena para juízes, militares e policiais e mantêm censura a pesquisas eleitorais – Com articulação do centrão, os deputados concluíram na madrugada desta quinta-feira (16) a votação do projeto de código eleitoral, resgatando a quarentena eleitoral de quatro anos para juízes, integrantes do Ministério Público, militares e policiais. Além disso, manteve a disposição de censurar a divulgação das pesquisas eleitorais até a antevéspera das eleições. Destaque do Cidadania que tentava suprimir essa vedação foi derrotado por ampla margem, 355 votos a 92. O Congresso já tentou por várias vezes limitar a publicação de pesquisas eleitorais. Em 2006 o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional projeto aprovado que proibia a divulgação dos levantamentos nos 15 dias que antecedessem o pleito. O texto segue agora para análise do Senado.

Bolsonaro ameaça pilares da democracia – o Dia Internacional da Democracia, nesta quarta-feira (15), a ONG Human Rights Watch divulgou documento onde afirma que o presidente Jair Bolsonaro está ameaçando os pilares da democracia brasileira. A organização não governamental de direitos humanos destaca que Bolsonaro buscou intimidar o STF (Supremo Tribunal Federal) e tem ameaçado cancelar as eleições em 2022, ou negar aos brasileiros o direito de eleger seus representantes, ao mesmo tempo em que viola a liberdade de expressão daqueles que o criticam. O documento cita uma série de situações protagonizadas pelo presidente com ofensas, palavras agressivas e ataques ao Supremo. Para a ONG, os discursos recentes de Bolsonaro fazem parte de um padrão de ações e declarações que parecem destinadas a enfraquecer os direitos fundamentais, as instituições democráticas e o Estado de Direito no Brasil.

Alcolumbre condiciona sabatina de Mendonça à certeza de derrota – Escanteado da articulação política do Palácio do Planalto, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) indicou a aliados que segue disposto a só iniciar a análise da indicação de André Mendonça ao STF (Supremo Tribunal Federal) quando tiver a certeza de que o nome do ex-ministro de Jair Bolsonaro será derrotado. Nos cálculos de pessoas próximas de Alcolumbre e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a Casa, com 81 integrantes, está hoje praticamente dividida ao meio sobre o tema. Um motivo de resistência do ex-presidente do Senado é a perda de poder. Quando comandou a Casa (2019-2021), Alcolumbre ficou responsável por coordenar a distribuição de emendas parlamentares. Agora, perdeu a tarefa, que ainda não foi designada a outro senador.

Senadores e magistrados creem que André Mendonça deve desistir – A expectativa entre senadores e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é a de que André Mendonça tome a iniciativa de desistir de sua candidatura à corte. Mesmo políticos governistas acreditam que essa seria a melhor solução, poupando o presidente Jair Bolsonaro do desgaste de ver o nome de Mendonça rejeitado no Senado. Bolsonaro indicou o nome do ex-advogado-geral da União para o STF em julho. Ele precisa ser aprovado pelos senadores para o cargo, mas até hoje não foi sabatinado. A resistência dos parlamentares a Mendonça tem várias razões: uma parte deles quer evitar que Bolsonaro consiga emplacar mais um magistrado na corte —a instituição tem sido um foco de resistência às ameaças golpistas do presidente. O ex-advogado-geral da União é considerado também ideologicamente alinhado com o lavajatismo, que a maioria do universo político abomina. O fato de ser “terrivelmente evangélico” também atrapalha —não pela opção religiosa, mas pela submissão que André Mendonça declara ter a bispos de agremiações religiosas. No domingo (12), ele foi a um culto na Assembleia de Deus e afirmou que aos bispos que a palavra deles “sobre a minha vida é uma palavra com um peso de autoridade de Deus na Terra”. Disse que é “um discípulo” e “um servo”. E afirmou ainda reconhecer a sua “submissão”.

Kassio, do STF, defende marco temporal de terras indígenas – O ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), votou para reafirmar o marco temporal na demarcação de terras indígenas, em um posicionamento que se alinha aos interesses do Palácio do Planalto. Kassio foi indicado à corte pelo presidente Jair Bolsonaro. Após o voto de Kassio, o ministro Alexandre de Moraes, alvo de ataques de Bolsonaro nas últimas semanas, pediu vista. O placar está em 1 a 1 até este momento. O tribunal retomou nesta quarta-feira (15) o julgamento da matéria, com a continuação dos votos dos ministros. Sessões anteriores foram reservadas para as intervenções das partes interessadas, incluindo a União, o Ministério Público Federal e entidades que atuam na defesa dos povos indígenas.

CPI da Covid convoca ex de Bolsonaro – O lobista Marconny Albernaz de Faria reconheceu em depoimento na CPI da Covid nesta quarta-feira (15) que mantém uma relação muito próxima e de amizade com Jair Renan, filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Marconny, apontado como lobista da Precisa Medicamentos —empresa que intermediou a negociação da vacina indiana Covaxin com o governo federal—, afirmou que chegou a comemorar o seu aniversário em um camarote de propriedade do filho 04 e que o ajudou na abertura de sua empresa. Nesta quarta, os senadores aprovaram ainda requerimento de convocação de Ana Cristina Valle, ex-mulher de Bolsonaro e mãe de Jair Renan. Mensagens trocadas entre Marconny e Valle mostrariam que ela seria responsável por fazer indicações para cargos no governo. Em um depoimento tenso, Marconny irritou diversas vezes os senadores da CPI ao dar respostas confusas e atrapalhadas. Também foi ameaçado de prisão ao afirmar não se recordar quem era o senador a quem se referiu em mensagem, na qual afirma que esse parlamentar ajudaria a “desatar o nó” da negociação de testes para detectar Covid-19.

Área jurídica do governo contraria Guedes – Enquanto a equipe econômica trabalha para limitar o pagamento de precatórios em 2022, ganhou força no governo um plano para quitar os débitos integralmente e retirar essa despesa da contabilização da regra do teto —que limita o crescimento dos gastos públicos à variação da inflação. A ideia é apoiar a aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) elaborada pelo vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), para flexibilizar a regra fiscal. Isso tornaria desnecessárias, portanto, as alternativas buscadas atualmente pelo ministro Paulo Guedes (Economia). O Executivo tenta solucionar a explosão de gastos com o pagamento das dívidas do governo reconhecidas pela Justiça e que não têm possibilidade de recurso. A conta das sentenças judiciais saltou de R$ 54 bilhões neste ano para R$ 89 bilhões. Guedes atua em dois eixos simultâneos. No mais simples deles, a ideia é que o próprio Judiciário estabeleça um teto para o pagamento de precatórios em 2022, sem a necessidade de aprovação do Congresso. Membros da área jurídica do governo, no entanto, avaliam que a medida tem alto risco de judicialização e tende a não prosperar. A justificativa é que a simples decisão do CNJ, sem amparo em instrumento previsto em lei ou na Constituição, acabará questionada no STF. Por isso, a avaliação é que seria necessário aprovar uma proposta no Congresso para garantir essa base da legislação.

Guedes diz que reeleição é erro – O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta quarta-feira (15) que o maior erro político que já aconteceu no Brasil foi a autorização da reeleição. Segundo ele, há uma fixação constante na recondução dos mandatos. Guedes vem trabalhando em negociações para viabilizar uma abertura no Orçamento de 2022 e turbinar o programa do Bolsa Família, uma das principais apostas para incrementar a popularidade do presidente Jair Bolsonaro no ano eleitoral. Em entrevista à Folha em maio, o ministro indicou que buscaria pautas positivas para a reeleição do presidente. “Agora vem eleição? Nós vamos para o ataque”, disse na ocasião. Em entrevista à rádio Jovem Pan nesta quarta, Guedes fez críticas ao mecanismo da reeleição. “Eu considero que foi o maior erro político que já aconteceu no país”, disse. Na entrevista à Jovem Pan, o ministro disse, ainda, que a emenda da reeleição do FHC foi “a acusação do pecado original, que começou o toma lá, dá cá, a troca de favores”.

Partidos se unem para financiar atos pró-impeachment – Nove partidos de oposição vão financiar a criação de publicações e materiais para difundir a campanha pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro, convocando a população para protestos de rua no dia 2 de outubro e 15 de novembro. As siglas decidiram “fechar questão” e atuar como um grupo na defesa do impeachment. As legendas, por meio de suas fundações, devem investir em ações de propaganda e marketing que passa por apresentar a bandeira do Brasil e as cores verde e amarelo para identificar o movimento. A decisão sobre essa forma de abordagem foi tomada em conjunto pelo PDT, Solidariedade, PSB, PT, PV, PSOL, PCdoB, Rede e Cidadania. À tarde, o grupo se reuniu com representantes de outras seis outras legendas e participou de um ato organizado pelo movimento Direitos Já pelo Dia Internacional da Democracia em que houve novas manifestações pelo impeachment.

Com Lula na frente, PT vê com cautela ideia de mudar regra do impeachment – A ideia de utilizar a CPI da Covid para propor mudanças no instrumento do impeachment preocupa o PT, ainda sequelado pelo processo que tirou Dilma Rousseff do Planalto. Em privado, o partido analisa com enorme cautela a ideia porque sabe que hoje ela serve para desgastar Jair Bolsonaro, mas, lá na frente, pode ser usada contra Lula, líder nas pesquisas de intenção de voto. Justamente por isso, governistas ouvidos pela Coluna acreditam que a ideia de mudar a lei não irá adiante e servirá só para dar palanque à cúpula da comissão do Senado.

Guedes apela a Fux, que sinaliza caminho difícil – Na busca por uma solução para o impasse dos precatórios, que vão ocupar o espaço fiscal para a ampliação do Bolsa Família no Orçamento de 2022, o ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu ajuda ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. O ministro ironizou a solicitação. “Paulo Guedes é tão amigo que coloca no meu colo um filho que não é meu”, respondeu e, em nova ironia, disse que o ministro é uma “fábrica de ideias”. Apesar do tom bem-humorado, Guedes deixou clara a preocupação do governo. “É só um pedido desesperado de socorro, de forma alguma é depositar um filho ou a responsabilidade no seu colo. É só que, quando a gente está desesperado, corre pedindo a proteção aos presidentes dos Poderes, na plena confiança do amor ao Brasil de todos eles, capacidade intelectual e política”, respondeu.

TSE investigará protestos do dia 7 – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigará se os atos antidemocráticos de 7 de Setembro foram financiados por empresários e políticos. A decisão é do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Luís Felipe Salomão, que incluiu na investigação sobre o presidente Jair Bolsonaro que corre na Corte sobre os ataques às urnas eletrônicas. O objetivo é apurar se houve pagamento de transporte e de diárias de participantes, além de campanha eleitoral antecipada. Após o ataque do presidente às instituições democráticas nos eventos governistas do último feriado, 11 partidos protocolaram uma requisição no TSE cobrando que Bolsonaro prestasse esclarecimentos e apresentasse provas sobre as acusações de supostas fraudes na eleição de 2018 — que ele afirma ter vencido ainda no primeiro turno. O documento foi enviado a Salomão e assinaram o pedido PT, Solidariedade, MDB, PDT, PSDB, PSol, Rede, Cidadania, PV, PSTU e PCdoB.

Quase uma greve por verbas – A definição de uma agenda comum entre Senado e Câmara dos Deputados não vai resolver o problema do governo, ou seja, acelerar a pauta das reformas. A insatisfação está no baixo clero, que já fez as contas e descobriu que cada aliado do governo recebeu algo em torno de R$ 10 milhões em emendas extras e foram liberados mais de R$ 5 bilhões. Ou seja, uns levaram mais do que outros. O final do ano está chegando e o estresse daqueles ávidos pelas emendas também. Em tempo: o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chegou a dizer a alguns deputados que não adiantava colocar as propostas do governo em pauta, porque o Senado não estava interessado em levar adiante os textos da Câmara. Porém, diante da turma que deseja ser contemplada com as emendas de RP9, a aposta de um grupo expressivo de parlamentares é que o problema é a falta dessas mesmas emendas.

Diagnóstico dos experientes – Na abertura do seminário “Um Novo Rumo para o Brasil”, os três ex-presidentes — Michel Temer, Fernando Henrique Cardoso e José Sarney, nesta ordem — afastaram a hipótese de ruptura institucional no país. “A situação é de relativa tranquilidade, apesar de tudo”, disse FHC, ao passo que Temer e Sarney lembraram que a tradição do Brasil é de soluções pacíficas.

error: