Resposta aos protestos no Chile: redução de 50% nos salários do Legislativo e do Executivo | Claudio Tognolli

Em resposta à onda de protestos que varre o Chile há quase dois meses, foi aprovada na tarde desta quarta-feira (27), na Câmara dos Deputados, por unanimidade, redução de 50% dos salários de parlamentares, ministros, governadores, prefeitos e do presidente, informa o jornalista Lucas Rohan.

Agora, é preciso que o senado chileno ratifique.

Segundo reportagem do G1, de acordo com estudo realizado pelo Centro Latinoamericano de Políticas Econômicas e Sociais (Clapes UC), em 2018, o Chile era o país que, na América Latina, pagava as maiores remunerações a seus parlamentares, sem considerar subsídios adicionais, como diárias ou despesas de transporte, entre outros.

“O relatório afirma que, na região, o salário bruto mensal médio no mesmo ano corresponde a US$ 10.205 (R$ 43 mil), ajustado pela paridade do poder de compra (PPC) — o sistema de medição que permite saber o que um dólar pode comprar em cada país e, portanto, faz comparações mais precisas. Os parlamentares do Chile, no entanto, recebem mais que o dobro da média, com US$ 23.035 (R$ 97,2 mil, ajustado ao PPC), seguido pelo México e pelo Brasil, com US$ 20.609 (R$ 87 mil) e US$ 16.462 (R$ 69,5 mil), respectivamente”, diz a reportagem.

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