Reportagem da revista Veja aponta ligações da integrantes da família da primeira-dama, Michele Bolsonaro, com crimes que vão desde o tráfico de entorpecentes, envolvimento com milícias e estelionato no entorno do Distrito Federal | Claudio Tognolli

Reportagem da revista Veja aponta ligações da integrantes da família da primeira-dama, Michele Bolsonaro, com crimes que vão desde o tráfico de entorpecentes, envolvimento com milícias e estelionato no entorno do Distrito Federal.

Segundo a reportagem, Maria Aparecida Firmo Ferreira, avó de Michele e que nesta semana foi localizada no corredor de um hospital público onde esperava a dois dias por uma cirurgia devido a uma fratura de bacia, foi presa aos 55 anos pela 1ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais do Distrito Federal ‘com 169 “cabecinhas de merla”, um subproduto da cocaína’.

Segundo os investigadores, a prisão ocorreu no ano de 1997, após o registro de uma denúncia anônima relatando o tráfico de drogas a apenas 3 quilômetros do Palácio do Planalto. Ela acabou condenada a cumprir uma pena de três anos em regime fechado. “Em maio de 1999, quando já estava presa havia um ano e oito meses, tentou subornar um agente, oferecendo-lhe dinheiro para que a levasse até sua casa”, diz ainda a reportagem.

“Por causa dessa infração, ela ficou na solitária e teve os benefícios de progressão de pena suspensos — e só deixou a penitenciária, em liberdade condicional, em agosto de 1999, depois de cumprir dois anos e dois meses de cadeia. Sua punição foi oficialmente considerada extinta em 2000”, completa o texto.

A mãe de Michele Bolsonaro, Maria das Graças, também teve problemas com a Justiça. “Em 1988, quando Michele tinha 6 anos, a polícia descobriu que sua mãe possuía dois registros civis — um verdadeiro e o outro falso”, diz a reportagem.  “A fraude foi constatada quando a polícia comparou as impressões digitais dos dois prontuários de identificação arquivados na Secretaria de Segurança e descobriu tratar-se da mesma pessoa”, ressalta o texto. O processo, porém, acabou arquivado em 1994.

Um tio da primeira-dama, João Batista Firmo Ferreira, sargento aposentado da Polícia Militar de Brasília, um dos pouco membros da família de Michelle convidados para a cerimônia de posse de Bolsonaro, foi preso em maio deste ano “sob a acusação de fazer parte de uma milícia que age na Sol Nascente, onde mora com a mãe, Maria Aparecida, a avó de Michelle”. João Batista está preso na penitenciária da Papuda, em Brasília, e o processo tramita em segredo de Justiça.

Leia a íntegra da reportagem.

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