Procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Eduardo Gussem, pode denunciar Queiroz sem ouví-lo | Claudio Tognolli

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (14), o procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Eduardo Gussem, afirmou que o não comparecimento do ex-motorista e ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL), Fabrício Queiroz, e de seus familiares nos depoimentos convocados pelo Ministério Público não impede a propositura de uma ação penal.

“O MP pode, através da prova documental, chegar à conclusão de que tem indícios suficientes para propositura de ação penal e ele [Queiroz] vai ter oportunidade de falar em juízo”, disse o procurador.

Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em uma conta bancária durante um ano, o que segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf), é incompatível com o seu rendimento. No período, o então assessor, que também é policial militar, recebia salário de R$ 23 mil por mês. Essas movimentações atípicas estão sendo investigadas pelo MP e até agora Queiroz e seus familiares, que fizeram depósitos também suspeitos em sua canta, não compareceram para depor e explicar a origem de tais valores.

Gussem disse que as oitivas tinham como objetivo ouvir a versão dos investigados, uma tese defensiva, e que as ausências não atrapalham. “Neste caso específico, a prova documental é muito consistente”, disse.

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