Primeira operação do CyberGaeco resulta em prisão de líder de organização que desviou R$ 400 milhões em golpes pela internet – Claudio Tognolli

MPSP propôs indisponibilidade de bens para reparar vítimas

Na manhã desta quarta-feira (10/10), uma força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Ostentação, que visa a desmantelar uma das maiores organizações criminosas que praticam golpes pela internet contra inúmeras vítimas.

O CyberGaeco, grupo especial de investigação sobre crimes virtuais, e a 4ª Delegacia de Fraudes Patrimoniais por Meios Eletrônicos, órgão do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) especializado em reprimir crimes praticadas pela internet, com o auxílio de promotores de Justiça Criminais da Capital, da Grande São Paulo e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), além de policiais civis do GER-Deic, cumpriram três mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão.

A operação se baseia em modernas técnicas de “Task Force”, em que há efetiva cooperação entre instituições distintas, inclusive de diversos Estados da Federação. A Polícia Civil e o Ministério o Público de Tocantins, para potencializar a ação, compartilharam informações e conteúdo probatório que apontavam a existência de uma importante organização criminosa especializada em fraudes virtuais, especialmente bancárias, atuando com sede em São Paulo, notadamente na capital.

Esse segmento da organização criminosa, após o ataque ao patrimônio de número ainda não contabilizável de vítimas, teria amealhado mais de R$ 400 milhões em pouco mais de um ano. P.H.B., o líder da organização que tem apenas 24 anos de idade, adquiriu nos últimos quinze meses diversos bens, incluindo duas Ferraris, três Lamborghinis, uma Maserati e uma MacLaren e dezenas de outros veículos que somam mais de R$ 20 milhões, constituindo patrimônio de forma ilícita.

P.H.B. ainda é apontado como um dos maiores locadores de jatos e helicópteros de São Paulo. Entre as extravagâncias cometidas por ele, destacam-se viagens para a Europa em jatos particulares, diárias em hotéis com valores que superam R$ 30 mil, compra de roupas e acessórios de alto valor, contratação do uso exclusivo de restaurantes famosos, aluguel de iates e outros gastos realizados à custa das inúmeras vítimas que ainda estão sendo identificadas.

Além das buscas e apreensões e da decretação da prisão temporária, o MPSP e a Polícia Civil propuseram a indisponibilidade dos bens dos integrantes da organização criminosa para garantir reparar as vítimas que forem identificadas ou revertê-los em favor do Estado.

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