Picciani, Paulo Melo e Albertassi, réus da Operação Cadeia Velha, são interrogados no TRF2 – Claudio Tognolli
Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi. (Fotos: Agência Brasil)

Desembargador e procurador interrogam Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, réus da Operação Cadeia Velha

Acusados de corrupção passiva e associação criminosa pelo Ministério Público Federal (MPF) a partir da Operação Cadeia Velha, os deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi (MDB-RJ) foram interrogados nesta segunda-feira (9), no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Os três estão presos preventivamente, sendo que Picciani, que também responde por lavagem de dinheiro, está em prisão domiciliar por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Eles responderam ao procurador regional Carlos Aguiar, do MPF na 2ª Região (RJ/ES), e ao desembargador federal Abel Gomes, relator do processo, sobre a acusação de terem cometido aqueles crimes em transações com a construtora Odebrecht e a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor).

“Os depoimentos de hoje foram importantes, porque confirmam as imputações da denúncia, muito embora os acusados neguem as acusações”, afirmou o procurador regional Carlos Aguiar, representante do MPF no interrogatório.

Na ocasião, os ex-presidentes da Assembleia Legislativa (Alerj), Jorge Picciani e Paulo Melo, e o ex-líder do governo, Edson Albertassi, negaram as acusações e refutaram ter tido ingerência na nomeação em órgãos públicos. Os réus manifestaram respeito e apreço pelo tratamento dispensado pelos representantes do MPF e do Judiciário.

Na denúncia da Cadeia Velha, o Núcleo Criminal de Combate à Corrupção do MPF na 2ª Região (RJ/ES) destacou haver provas de autoria e materialidade e a necessidade de manter os deputados presos para a preservação da ordem pública e a aplicação da lei penal. Esse processo é o primeiro da Lava Jato contra autoridades com prerrogativa de foro na 2ª instância (outros tramitam em Varas Federais ou tribunais superiores).

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