PGR quer manutenção da prisão preventiva de envolvido em esquemas de corrupção no Rio de Janeiro | Claudio Tognolli

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (11), manifestação na qual opina pela manutenção da prisão preventiva do ex-secretário estadual de obras do Rio de Janeiro José Iran Peixoto Júnior, investigado na Operação Boca de Lobo, que apura esquemas de corrupção no estado. No parecer, a procuradora-geral destaca a inexistência de ilegalidades a serem reparadas e que estão demonstrados os graves ilícitos praticados pelo investigado. Segundo a PGR, a liberdade de José Iran implicaria perigo concreto à ordem pública, principalmente à instrução criminal.

José Iran é acusado de transportar valores indevidos para conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, mais especificamente para Jonas Lopes de Carvalho Júnior. José Iran teve a prisão decretada nos autos do inquérito que apura crimes de corrupção passiva, participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro, além de crimes previstos na Lei de Licitação, praticados pelo ex-governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão, após suceder Sérgio Cabral.

De acordo com o parecer, “José Iran Peixoto Júnior era o principal elo entre o ex-governador Pezão com o conselheiro e ex-presidente do Tribunal de Constas do Estado do Rio de Janeiro, Jonas Lopes de Carvalho Júnior, participante do esquema e beneficiário de parte da propina paga”.

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