PF intensifica ações de cooperação policial internacional – Claudio Tognolli

A Polícia Federal vem ampliando as atividades de cooperação policial internacional nas últimas semanas. Dois brasileiros, um paraguaio e um inglês com mandados de prisão em aberto e incluídos na lista de Difusão Vermelha da Interpol foram capturados.

Na segunda-feira (13), um brasileiro pertencente à facção criminosa atuante no tráfico internacional de drogas foi localizado em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e preso em Corumbá/MS. Com o apoio das forças policiais bolivianas, foi possível realizar a prisão do apontado como responsável pela logística do tráfico na fronteira entre Brasil e Bolívia.

No dia 09 de agosto, a Polícia Federal prendeu um paraguaio que tentava ingressar na Argentina por Foz do Iguaçu/PR. O cidadão estava com mandado de prisão em aberto por tráfico de entorpecentes. Ele é suspeito da ocultação de grande quantidade de maconha em 25 toneladas de arroz na região de Ribeirão das Neves/MG. A prisão foi fruto da cooperação policial com as forças policiais argentinas, que detectaram a difusão vermelha e alertaram a PF.

A outra prisão ocorreu em 04 de agosto, quando um dos principais suspeitos pelo desaparecimento de brasileiros durante travessia ilegal das Bahamas para os Estados Unidos foi capturado no Panamá. O brasileiro é investigado na Operação Piraras do Caribe, que apura uma rede de facilitação de imigração ilegal.

Também foi preso no último dia 03 de agosto, na Itália, um inglês indicado como dono de mais de uma tonelada de cocaína apreendida em um veleiro em Cabo Verde, em agosto de 2017. A prisão foi pedida pela PF em investigação que concluiu ser ele um dos responsáveis pela logística de transporte da cocaína entre o Brasil e a Europa.

As ações contam com o apoio do Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), que funciona na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. O Centro tem por finalidade fortalecer a integração entre os países no âmbito das investigações voltadas à repressão da criminalidade organizada transnacional e abriga, atualmente, policiais da Argentina, Bolívia, Peru e Paraguai, sendo aguardada a chegada de policiais da Colômbia nas próximas semanas.

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