Petrobras aumenta preço de combustíveis e pedido de investigação de cartel está na gaveta há 4 meses – Claudio Tognolli

A Petrobras promoveu o quarto aumento seguido no preço dos combustíveis comercializados nas refinarias. A partir da próxima sexta-feira, a gasolina A será comercializada a R$ 2,0407, o que representa um aumento de 1,80% em relação ao preço anterior, R$ 2,0046. O diesel A também terá alta a partir de sexta, passando dos atuais R$ 2,3082 para R$ 2,3302, o que significa aumento de 0,95%.

Os reajustes por parte da estatal ocorrem em meio a um cenário de alta do dólar e de elevação no preço do barril do petróleo tipo Brent. A divisa americana segue a escalada e se mantém próxima aos R$ 3,70.

Por sua vez, o preço do barril de petróleo ultrapassou os US$ 80 nesta quinta-feira, fato que não ocorria desde 2014. As tensões geopolíticas são apontadas como as causas que têm pressionado o preço da commodity, que subiu mais de 50% desde o ano passado.

Só para lembrar…

Há quase 4 meses o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, confirmou  que o governo procurou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para pedir que o órgão antitruste investigue a suposta cartelização da cadeia de venda de combustíveis, incluindo postos e distribuidoras.

“O consumidor tem o direito a escolher preço mais baixo, mas isso só acontece quando há concorrência. O que percebemos é que existe cartel nos postos de gasolina. Quando a Petrobras abaixa o preço isso não tem reflexo nas bombas”, disse o ministro.

A Secretaria-Geral da Presidência informou que Moreira Fraco se reuniu com o presidente do Cade, Alexandre Barreto, que teria prometido estudar o instrumento legal adequado para iniciar a investigação.

“Pedimos ao Cade que a política de preços da Petrobras tenha efeito no bolso dos brasileiros. A nova política de preços da Petrobras veio para ficar”, completou Moreira Franco, após cerimônia de anúncio das metas do Minha Casa Minha Vida para 2018.

Nada foi feito…

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