Paulo Guedes pode levar cartão vermelho, diz Miriam Leitão | Claudio Tognolli

Não será surpresa se o governo Bolsonaro vier a perder seu segundo superministro: depois de Sérgio Moro, Paulo Guedes. “O ministro Paulo Guedes atacou a imprensa, ou seres incorpóreos, pela confusão que ele mesmo criou. Como sempre, deu uma interpretação do comportamento do presidente que o absolve de tudo e culpa outros. Falou de fatos que ninguém está discutindo. ‘Você, com 51 milhões de desempregados, quer dar aumento de 20%, 30% do salário mínimo?’”, escreve a jornalista Miriam Leitão, em sua coluna, nesta terça-feira. “Esse é o método Paulo Guedes de fugir da frigideira: terceiriza a culpa, apresenta uma interpretação própria dos eventos, faz uma declaração sem sentido, apresenta um número absurdo.”

“Os fatos: desde que a equipe econômica decidiu criar o Renda Brasil, os economistas do governo saíram à procura de receita para a proposta. Anunciaram o programa antes de formatá-lo. Depois saíram enfileirando ideias. Algumas, muito ruins”, afirma ainda a jornalista. “O que fez Paulo Guedes? Culpou a imprensa. Disse que os jornalistas estavam fazendo ilações, ligando pontos desconexos.”

Segundo ela, o superministro não existe mais. “Era uma vez um superministro. Paulo Guedes perde diariamente uma batalha porque serve não a um projeto econômico, mas sim a um projeto político que tem três elementos: a reeleição, o populismo e o autoritarismo. Por isso, a área econômica vem se enfraquecendo”, diz ainda Miriam, que afirma que ele pode levar cartão vermelho.

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