Para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o governo Jair Bolsonaro "comete, todos os dias, algum tipo de trapalhada na coordenação política, na gestão e na relação política" | Claudio Tognolli

 Para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o governo Jair Bolsonaro “comete, todos os dias, algum tipo de trapalhada na coordenação política, na gestão e na relação política”. Segundo ele, “se o governo não tem agenda, e parece que não tem, nós vamos fazer a nossa. A cobrança está sendo em cima do parlamento”, disse o parlamentar nesta quarta-feira (5) em entrevista ao programa Central da GloboNews.

Como exemplo do que chama de “trapalhada” na articulação política do governo, Alcolumbre citou a carta enviada por Bolsonaro sobre a MP 870, que reduziu de 29 para 22 o número de ministérios. “Imagina só o presidente da República ser obrigado a assinar um documento apelando ao presidente do Senado, com a assinatura do ministro da Casa Civil, do ministro da Justiça, do ministro da Economia, dizendo ‘por favor, eu peço ao Senado que aprove para não corrermos o risco de perder a reestruturação do governo’. O governo foi obrigado a fazer isso porque o Senado Federal precisava de um sinal do governo de que ele confia na política”, afirmou.

Assim como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Alcolimbre também considera que o governo “não tem agenda”, o que leva o Congresso a assumir o protagonismo político. “Se o governo não tem agenda, e parece que não tem, nós vamos fazer a nossa. A cobrança está sendo em cima do parlamento”, ressaltou.

O senador também afirmou que o decreto das armas assinado por Bolsonaro, “extrapolou os limites dos poderes do Executivo federal” e que a flexibilização para que a população possa adquirir armas de fogo resolve os problemas da segurança pública.

“Em um momento de tanta fragilidade social, dar liberdade para as pessoas portarem armas não vai ser um episódio bom para o Brasil”, avaliou.

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