Pacheco critica negacionismo no Brasil: ‘brincadeira macabra e de mal gosto’ | Claudio Tognolli

O Tempo

 

Rodrigo Pacheco
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Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) apontou o negacionismo na pandemia como uma “brincadeira macabra e de mal gosto”. Ele participou de um painel virtual sobre telecomunicações para discutir, entre outros assuntos, a implementação da tecnologia 5G no Brasil. E aproveitou a ocasião para fazer menção a outros assuntos.

Em discurso, o senador pediu ânimo e otimismo em relação ao Brasil, mas também apontou que houve muita “negação” à covid-19, especialmente no início da pandemia.

Sem citar nomes, Pacheco fez críticas a discursos que minimizam a gravidade da situação: “Nós vivemos um momento de muita negação no Brasil, inclusive à doença do coronavírus, que mostrou que é muito mais grave do que inicialmente se dizia. Negacionismo à doença, que antes era uma tese, acabou sendo algo muito mal sucedi do e uma brincadeira macabra e de mal gosto”.

O presidente do Senado também pediu respeito entre os Poderes e as instituições. Após recentes tensões entre o presidente Jair Bolsonaro e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), agravada por declarações nas manifestações do dia 7 de setembro, Rodrigo Pacheco pediu moderação.

“A política feita com agressividade ou ironia é caminho sem volta e nefasto que não levará o Brasil a lugar algum”, disse.

No Senado, o entendimento é que a carta de recuo publicada pelo presidente Jair Bolsonaro arrefeceu tensões e amenizou o clima pela aprovação de projetos de interesse do Planalto. Porém, o governo continua com uma base de apoio menor em relação à Câmara dos Deputados.

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