Os jornais de hoje – Claudio Tognolli

16/10/2018

1) Folha – Paulo Guedes trabalha na criação de uma reforma fiscal mais abrangente
2) Folha – ‘Bolsa empresário’ não elevou taxa de investimento do Brasil, diz estudo
3) Estadão – Juristas se dividem entre Bolsonaro e Haddad (Coluna)
4) Estadão – Por apoio, PT cogita descartar programa
5) Valor – Equipe de Bolsonaro quer produtividade 20% maior até 2022
6) O Globo – Distância entre Bolsonaro e Haddad é de 18 pontos

1) Folha – Paulo Guedes trabalha na criação de uma reforma fiscal mais abrangente
duas semanas do fim do segundo turno, com as pesquisas indicando Jair Bolsonaro (PSL) como favorito, o economista Paulo Guedes e sua equipe trabalham para definir alguns pontos ainda em aberto na agenda econômica, segundo pessoas próximas que falaram à Folha na condição de anonimato.
2) Folha – ‘Bolsa empresário’ não elevou taxa de investimento do Brasil, diz estudo
O PSI (Programa de Sustentação do Investimento), que durou de junho de 2009 a dezembro de 2015, não fez as taxas de investimento do Brasil aumentarem, sugere um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
3) Estadão – Juristas se dividem entre Bolsonaro e Haddad (Coluna)
Um grupo de juristas está finalizando manifesto de apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL). O texto critica o PT, a quem acusa de ter instalado no País um “projeto de poder em detrimento do povo”. Candidato do PT, Fernando Haddad também recebeu apoio de advogados. Em Brasília, está sendo elaborado um novo documento, acusando Bolsonaro de tentar controlar o Supremo ao propor aumentar para 21 o número de ministros. Será lançado no próximo dia 23 e tem como um dos signatários o ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles.
4) Estadão – Por apoio, PT cogita descartar programa
Sem conseguir até o momento consolidar uma “frente” de apoios contra Jair Bolsonaro(PSL), líderes do PT passaram a defender que o programa de governo da campanha de Fernando Haddad seja deixado de lado em troca de uma pauta mínima capaz de aglutinar adesões no segundo turno.

5) Valor – Equipe de Bolsonaro quer produtividade 20% maior até 2022
O grupo de economistas responsável pelo plano de governo do candidato Jair Bolsonaro (PSL) propõe a criação de um “superconselho”, ligado à Presidência da República ou ao Ministério da Economia, para coordenar e monitorar programas que aumentem a competitividade da economia brasileira. A principal meta é elevar em 20% a produtividade do trabalho no ciclo presidencial 2019-2022.
6) O Globo – Distância entre Bolsonaro e Haddad é de 18 pontos
Na primeira pesquisa do Ibope do segundo turno, já com o impacto da propaganda de rádio e TV, Jair Bolsonaro, presidenciável do PSL, aparece com 18 pontos de vantagem sobre Fernando Haddad, do PT. Ele tem 59% dos votos válidos (excluindo nulos, em branco e indecisos), contra 41% do petista. A rejeição a Haddad cresceu: é de 47%, contra 35% do candidato do PSL. A pesquisa confirma a tendência detectada pelo Datafolha na semana passada. A diferença de 18 pontos percentuais entre os dois candidatos é a maior para um início de segundo turno desde as eleições de 2002. No horário eleitoral e nas campanhas nas redes sociais, Bolsonaro e Haddad investem mais na rejeição ao adversário do que em propostas.

O RESUMO DOS JORNAIS DE HOJE

Resumo dos jornais desta terça-feira (16)

Chico Bruno

Manchetes dos jornais

O GLOBO: Distância entre Bolsonaro e Haddad é de 18 pontos

Na primeira pesquisa do Ibope do segundo turno, já com o impacto da propaganda de rádio e TV, Jair Bolsonaro, presidenciável do PSL, aparece com 18 pontos de vantagem sobre Fernando Haddad, do PT. Ele tem 59% dos votos válidos (excluindo nulos, branco e indecisos), contra 41% do petista. A rejeição a Haddad cresceu: é de 47%, contra 35% do candidato do PSL. A pesquisa confirma a tendência detectada pelo Datafolha na semana passada. A diferença de 18 pontos percentuais entre os dois candidatos é a maior para um início de segundo turno desde as eleições de 2002. No horário eleitoral e nas campanhas nas redes sociais, Bolsonaro e Haddad investem mais na rejeição ao adversário do que em propostas. 

Estadão: Bolsonaro tem 59% dos votos válidos; Haddad, 41%

Na primeira pesquisa Ibope/Estado/ TV Globo do segundo turno, Jair Bolsonaro lidera a corrida presidencial com 59% das intenções de voto. A duas semanas da eleição, o candidato do PSL tem 18 pontos porcentuais de vantagem sobre Fernando Haddad (PT), que aparece com 41%. O levantamento considera apenas os votos válidos, ou seja, exclui os nulos, brancos e indecisos. No eleitorado total, o placar é de 52% a 37% a favor de Bolsonaro. Há ainda 9% dispostos a anular ou votar em branco, e 2% não souberam responder. Bolsonaro lidera em todas as regiões do País, com exceção do Nordeste. O candidato do PSL é o que tem mais simpatizantes convictos: 41% votariam nele com certeza, e 35% dizem que não votariam de jeito nenhum. Haddad tem a maior rejeição: 47% não o escolheriam em nenhuma hipótese; outros 28% manifestaram certeza na escolha. 

Folha: Guedes sugere desvincular gasto social do Orçamento

A menos de duas semanas do segundo turno, com Jair Bolsonaro (PSL) favorito nas pesquisas, Paulo Guedes começa a delinear as partes em aberto da política econômica que pretende implantar em eventual governo de seu candidato. Além da reforma da Previdência, Guedes quer diminuir a rigidez do Orçamento. Em palestras, a empresários e integrantes do mercado financeiro, o economista sugeriu mudanças que dependeriam de alteração constitucional — hoje, 92% dos recursos federais têm destino definido em lei, como Previdência, folha de pagamento, abono e renda para deficientes e idosos. Há também as chamadas despesas vinculadas, com percentuais fixos da receita, como saúde e educação (o orçamento do ano anterior mais inflação). Em suas apresentações, Guedes falou de um novo arranjo fiscal, com descentralização de recursos e atribuições, manutenção do teto de gastos, venda de estatais e a criação de um imposto único federal. A maioria das contribuições também seria abolida, em um aceno aos governos estaduais, que não compartilham esse tipo de receita. 

Correio: Ibaneis chega a 75,3%; Rollemberg tem 24,7%

Nova pesquisa do Instituto Opinião Política, encomendada pelo Correio Braziliense, mostra Ibaneis Rocha (MDB) mais perto da vitória para o Governo do Distrito Federal. Se a votação em segundo turno fosse hoje, ele teria 75,3% dos votos válidos contra 24,7% de Rodrigo Rollemberg (PSB). Esses índices são calculados excluindo-se os votos brancos, nulos e indecisos. Na consulta estimulada, Ibaneis pontua 67,4%; Rollemberg, 22,1%. Os eleitores que ainda não decidiram em quem votar somam 2,8%; os que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, 7,7%. Registrada na Justiça Eleitoral e realizada entre os dias 12 e 14 deste mês, a pesquisa ouviu 1.209 eleitores, tem intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. 

Valor: Gol quer fechar capital da Smiles, que perde R$ 2,5 bi

A Smiles, empresa que administra o programa de fidelidade da Gol, perdeu, em apenas um dia, R$ 2,5 bilhões de seu valor de mercado. A queda resultou da decisão da companhia de anunciar ao mercado o interesse em fechar o capital da subsidiária, cinco anos depois de promover seu IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações). 

Notícias

Temer cria força-tarefa de inteligência – O presidente Michel Temer assinou nesta segunda-feira (15) decreto que cria uma força-tarefa de inteligência para o combate ao crime organizado no país, e a medida será publicada na edição desta terça-feira (16) do Diário Oficial da União, informou o Palácio do Planalto. A força-tarefa será formada por Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Centros de Inteligência da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, Conselho de Controle das Atividades Financeiras do Ministério da Fazenda, Receita Federal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Departamento Penitenciário Nacional e Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Economia de energia – Horário de verão vai começar no dia 4 de novembro e terminar em 17 de fevereiro. O anúncio oficial foi feito nesta segunda-feira (15).

Com roubos de veículos em queda, seguro pode baixar – Com a redução do índice de roubos de veículos, no Rio de Janeiro, que chegou a 17% no último trimestre, seguro pode ter queda de até 15%. O cenário é melhor em bairros da Zona Sul carioca.

Clientes pagam maior parte de briga bilionária do setor elétrico – Parte da conta de R$ 38 bilhões da geração de eletricidade por termelétricas ficará para o próximo governo. Cliente residencial deve arcar nas tarifas com R$ 25 bilhões.

País despenca em ranking de investimentos – Dados da Unctad, organismo da ONU, mostram que o País caiu, de janeiro a junho, do 6.º para o 9.º lugar entre os principais destinos de investimentos estrangeiros, com US$ 25,5 bilhões, queda de 22% ante o mesmo período de 2017. Incerteza política é apontada como principal causa.

Abilio Diniz é indiciado pela PF – Ex-presidente do Conselho da BRF foi indiciado por estelionato, organização criminosa e falsidade ideológica em desdobramento da Operação Carne Fraca. Diniz nega irregularidades.

Paulo Preto fez remessas para a Suíça – Os extratos bancários do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza revelam que ele fez “transações importantes e regulares” na Suíça, coincidindo com o período em que supostos crimes de desvio de dinheiro na companhia paulista teriam ocorrido. As informações fazem parte da decisão do Tribunal Penal Federal da Suíça que, em 21 de agosto, já havia dado o primeiro sinal verde para que a documentação fosse enviada ao Brasil. Em setembro, foi à vez de a Suprema Corte da Suíça rejeitar mais um recurso de Vieira de Souza e dar início à preparação para a transmissão dos extratos ao Ministério Público brasileiro. Os extratos sobre o suspeito poderiam apontar para novos implicados no esquema e identificar quem teria feito pagamentos a uma conta que ele manteve na Suíça. Procurada pela reportagem nesta segunda-feira (15), a defesa de Vieira de Souza indicou que não irá se pronunciar sobre as informações contidas nos documentos do Tribunal e irá esperar o trâmite legal da cooperação entre os suíços e o Brasil.

Delator diz que foragido era o ‘principal operador’ – Rogério Oliveira da Cunha, ex-executivo da Mendes Júnior e delator da Operação Lava Jato, registra um termo de colaboração somente para narrar como o advogado foragido na Espanha Rodrigo Tacla Duran, teria se transformado no “principal operador de propinas” da empreiteira. Junto de seus depoimentos, ele entregou contratos entre a empreiteira e o escritório do advogado. Rogério da Cunha teve sua colaboração homologada pelo juiz federal Sérgio Moro no dia 28 de setembro. Além de confessar crimes, ele deve pagar R$ 4,3 milhões. O termo prevê que Cunha cumpra um ano e seis meses de prisão em regime fechado. Ele está condenado em segunda instância a 25 anos, 8 meses e 20 dias. O ex-executivo diz que o “escritório de advocacia de Duran providenciava contrato fictício de prestação de serviços e nota para que a Mendes Júnior pudesse justificar pagamento” ao advogado, que, “por sua vez, repassava os valores para pessoas indicadas” pela construtora.

Juízes do STJ desistem de viagem a Portugal – Principais conferencistas brasileiros de um seminário em Portugal, os ministros Humberto Martins e Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, retiraram seus nomes do programa às vésperas do evento, que começou nesta segunda-feira (15). A desistência foi confirmada depois que a Folha questionou as despesas da viagem, que seriam pagas por escritórios de advocacia e empresas privadas. Martins e Andrighi abririam os trabalhos do “1º Congresso Luso-Brasileiro do Direito de Insolvência”, a realizar-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, de 15 a 17 deste mês.

TSE pede investigação – A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, pediu à Polícia Federal que investigue a origem de uma mensagem endereçada a ela com questionamentos sobre a lisura do processo eleitoral. Em tom ameaçador, o texto diz que Jair Bolsonaro (PSL) está eleito e haverá revolta popular se as urnas não confirmarem o resultado. “A senhora vai ver o povo na rua e os caminhoneiros parando este Brasil até que tenha novas eleições e com voto impresso”, diz a mensagem. O texto foi enviado à conta oficial do TSE numa rede social. Embora seu autor pareça ser um cidadão comum, os assessores da ministra pediram à polícia que verifique quem ele é, e se o perfil é verdadeiro ou falso. Mensagens intimidatórias para o tribunal e seus funcionários têm sido frequentes, mas esta chamou atenção por ser a primeira que teve Weber como destinatária. “Espero que a Sra. fique de olho”, diz o texto. “É só um aviso, com todo respeito.” Bolsonaro e seus seguidores têm levantado suspeitas sobre a segurança das urnas eletrônicas desde o primeiro turno, num esforço para manter seus eleitores mobilizados até a votação final.

Combate a fake news falhou – Ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) avaliam que a comissão criada pelo ex-presidente da Corte, Luiz Fux, para combater as fake news, falhou na missão de coibir as notícias falsas divulgadas na eleição. Outras medidas até agora também têm se mostrado inócuas. Os magistrados acreditam que é tarde para uma providência efetiva contra as mentiras, já que o tribunal está “no meio do vendaval”, segundo um dos ministros. Na segunda-feira (15), a presidente do TSE, Rosa Weber, convocou as campanhas de Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) para uma reunião contra as fake news. O candidato do PT, que já foi acusado até de distribuir mamadeiras eróticas, chegou a propor um acordo com o adversário. Bolsonaro o chamou de “canalha” e disse que também é vítima de mentiras — como a de que aumentará o imposto para os mais pobres.

Forças ocultas vão ter de se moderar, afirma Giannotti – O professor de filosofia José Arthur Giannotti diz que as eleições trouxeram para a política as forças ocultas, que terão de se moderar. “Você não governa com ameaças.” Para ele, caso Jair Bolsonaro ganhe, os conservadores terão de se civilizar.

Evitar debates já foi estratégia de Lula e FHC – A eleição presidencial de 2018 pode ser a primeira desde a redemocratização sem debates no segundo turno. Jair Bolsonaro (PSL) ainda não definiu se participará dos encontros previstos para a última semana, na Band, quinta (18), na Record, domingo (21), e na Globo, em 26, a dois dias do pleito. Na história das eleições desde 1989, há casos de candidatos que lideravam as pesquisas e deixaram de participar de debates no primeiro turno. Foi assim com Fernando Collor, em 1989, Fernando Henrique Cardoso, em 1998, e Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006. Sem segundo turno, os pleitos de 1994 e 1998, vencidos por FHC em primeiro turno, foram os únicos em que não houve o confronto entre candidatos na televisão na segunda volta.

Braço direito de Bolsonaro admitiu ter recebido caixa 2 – Anunciado pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL-RJ) como o seu ministro-chefe da Casa Civil caso vença as eleições presidenciais no dia 28, o deputado federal Ônyx Lorenzoni (DEM-RS) admitiu no ano passado ter recebido R$ 100 mil em caixa dois da empresa de carnes JBS. Em entrevistas à imprensa em maio de 2017, Lorenzoni argumentou que o dinheiro foi usado para quitar gastos de campanha de 2014, mas concordou que deveria “pagar pelo erro”. O ministro da Casa Civil é responsável pelas articulações entre Palácio do Planalto e Congresso Nacional.

Bolsonaro não confirma presença e Sebrae cancela evento – O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) cancelou o “Diálogo com os Presidenciáveis”, que ocorreria hoje (16) em Brasília com a participação dos candidatos do PSL, Jair Bolsonaro, e do PT, Fernando Haddad. O cancelamento se deu porque não foi possível contar com a presença de Bolsonaro no evento, segundo informou o Sebrae. Pela programação, Bolsonaro e Haddad responderiam, durante uma hora cada, perguntas de representantes do segmento de pequenos negócios na sede do Sebrae. Agora, a instituição enviará as perguntas aos candidatos e também um documento contendo um diagnóstico da atuação das micro e pequenas empresas na economia brasileira. O Sebrae informa que, caso obtenha as respostas dos candidatos, elas serão divulgadas.

‘Teremos um dos nossos em Brasília’, diz Bolsonaro – O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, foi à sede do Batalhão de Operações Especiais (Bope), em Laranjeiras, na zona sul do Rio na manhã desta segunda-feira (15). Bolsonaro chegou e saiu sem falar com a imprensa. Segundo um assessor do presidenciável, a agenda no batalhão foi uma “visita a amigos”. Durante o encontro, que durou aproximadamente duas horas, Bolsonaro discursou brevemente e tirou selfies com homens do Bope. “Podem ter certeza, em chegando (à Presidência), teremos um dos nossos lá em Brasília”, afirmou. “Fizemos a segunda maior bancada em Brasília, sem televisão. Isso vem de gente como vocês. Então a gente tem que acreditar e tentar mudar, buscar fazer a coisa certa. Eu acho que isso é possível, afinal de contas não temos outro caminho.”

Bolsonaro quis retaliar fiscais do Ibama – Em 2013, o deputado federal Jair Bolsonaro, então no PP-RJ, apresentou ao Congresso Nacional um projeto de lei para retaliar o Ibama após ter sido multado pelos fiscais do órgão por pesca irregular em Angra dos Reis (RJ). Bolsonaro pretendia desarmar todos os fiscais do Ibama e do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) em ações de campo, o que contrariava seu discurso de defesa do armamento da população. O deputado foi multado em R$ 10 mil pelo Ibama em janeiro de 2012 por pesca ilegal numa estação ecológica protegida por lei. O processo administrativo resultou em uma investigação preliminar na PGR (Procuradoria-Geral da República), em Brasília. Em outubro de 2013, o então procurador-geral, Rodrigo Gurgel, apresentou denúncia contra o parlamentar — o caso depois foi arquivado pelo STF.

Objetivo é fazer Brasil semelhante ao que ‘era há 40, 50 anos’ – Em entrevista à Rádio Jornal, de Barretos, o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que o objetivo de seu governo é fazer “o Brasil semelhante àquele que tínhamos há 40, 50 anos atrás”. Ele falava majoritariamente na sua entrevista, feita na quinta-feira (11), de costumes e da insegurança das grandes cidades, defendendo o encarceramento como solução. “Cadeia não recupera ninguém. Cadeia é para tirar o elemento da sociedade”, afirmou. Voltou a queixar-se de educação sexual na escola, dizendo que “quem ensina sexo para criança é o papai e a mamãe”.

Impulso final – Líder da Sara Nossa Terra e presidente da Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil, o bispo Robson Rodovalho promete mobilizar 5.000 pessoas para pedir votos para Bolsonaro no próximo fim de semana. Os atos terão como foco cidades em que o PT leva vantagem, especialmente no Nordeste. Os fieis serão orientados a ir às ruas para defender valores da família tradicional e a candidatura do capitão reformado.

Bolsonaro também tem seus padres – Não é só Fernando Haddad que tenta se aproximar da Igreja Católica em sua busca pelos votos dos brasileiros. Jair Bolsonaro (PSL) esteve nesta segunda-feira (15), com o bispo-auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Antonio Augusto Dias Duarte. O conteúdo da conversa até o momento não foi revelado, mas sabe-se que Dom Antonio é um crítico da chama ideologia de gênero, também combatida por Bolsonaro.

TSE determina remoção de vídeos – O ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de seis postagens no Facebook e no YouTube em que o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, faz críticas ao livro “Aparelho Sexual e Cia.” e afirma que a obra integraria material a ser distribuído a escolas públicas na época em que Fernando Haddad (PT) comandava o Ministério da Educação. No vídeo, Bolsonaro afirma que o livro é “uma coletânea de absurdos que estimula precocemente as crianças a se interessarem pelo sexo”. “No meu entender, isso é uma porta aberta para a pedofilia”, diz o candidato do PSL, que ainda afirma que “esse é o livro do PT”.

Reação – A coligação de Fernando Haddad (PT) pediu ao TSE nesta segunda-feira (15) para tirar de circulação 80 notícias falsas sobre a vice do petista, Manuela D’Ávila (PC do B), e que Facebook, Twitter e YouTube forneçam os dados de quem distribuiu as fake news.

Derrota no TSE – O ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu negar dois pedidos da coligação de Haddad para suspender inserções televisivas de Jair Bolsonaro. As peças publicitárias afirmam que o petista quer “desarmar a população” e o associam ao ex-ministro José Dirceu e ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Para Salomão, as propagandas veiculam conteúdo inerente “ao debate político-eleitoral e condiz com o horário gratuito, alcançado, portanto, pelo exercício legítimo da liberdade de expressão e opinião”. “(…) Mesmo que a propaganda transmita mensagens provocantes ou desagradáveis ao adversário, é forçoso reconhecer que faz parte do discurso político”, concluiu o ministro.

Wagner tenta choque de comunicação tardio – Na largada para o segundo turno, o senador eleito pela Bahia, Jaques Wagner (PT), incorporado ao time de Fernando Haddad, tomou as rédeas da campanha para aplicar um choque de comunicação tardio, que poderá surtir ou não efeitos a 12 dias da votação. Wagner trouxe para a campanha de Haddad o reforço de profissionais da Bahia para promover mudanças nas redes sociais e no horário eleitoral, setor em que diagnosticou, ao lado do candidato, falhas na primeira etapa da disputa.

Ausência de Lula mostra necessidade de governo ‘mais amplo’ – O candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, afirmou que a ausência do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva nas campanhas do segundo turno mostra a necessidade de se construir um governo “mais amplo do que o PT” para manter estáveis as instituições democráticas. “Vamos ter de unir as forças democráticas em um governo mais amplo que o PT”, disse, e emendou: “Todo mundo que for a favor da democracia, eu convoco para meu lado. É um sinal que estou dando de que quero ampliar o debate na sociedade”, afirmou, durante entrevista à Rádio Capital, de São Paulo. O material de campanha do PT no segundo turno deixou de lado a imagem do ex-presidente Lula, preso em Curitiba na Operação Lava Jato, além do próprio vermelho, cor clássica da sigla. O novo logo usa as cores da bandeira do Brasil. A mudança gerou críticas nas redes sociais, sobretudo por causa da semelhança com o logo de seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL).

TSE nega pedido de coligação de Haddad – O ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou nesta segunda-feira (15), o pedido da coligação de Fernando Haddad (PT) para remover 21 postagens no Facebook do filósofo Olavo de Carvalho. O ministro também negou o pedido de Haddad para ter direito de resposta na rede social. A coligação acusa Carvalho de usar as redes sociais para difundir “afirmações infundadas, injuriosas e difamatórias”. Para o ministro Luís Felipe Salomão, a liberdade de expressão “não abarca somente as opiniões inofensivas ou favoráveis, mas também aquelas que possam causar transtorno ou inquietar pessoas, pois a democracia se assenta no pluralismo de ideias e pensamentos”.

Lupi nega aproximação com Haddad – Horas depois de o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, cobrar publicamente um maior engajamento do PDT no segundo turno, o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, afirmou que o partido não vai se empenhar na campanha do petista e que já começa a preparar a candidatura de Ciro Gomes para o Planalto em 2022. “Nós já declaramos que estamos contra o fascismo. É clara a nossa posição. Agora, nós não vamos fazer campanha, discutir plano de governo”, afirmou Lupi ao Estado. Em entrevista coletiva mais cedo, Haddad disse que a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, já estava em contato com o líder do PDT para alinhar um apoio mais claro à candidatura petista. Lupi, porém, negou a conversa.

Em ato pró-Haddad, Cid Gomes cobra mea culpa do PT – O senador eleito pelo Ceará Cid Gomes (PDT) se envolveu em uma discussão com apoiadores do PT durante ato a favor do candidato da sigla à Presidência, Fernando Haddad, na noite desta segunda-feira (15), em Fortaleza. Em vídeo que circula nas redes sociais, Cid faz elogios a Haddad, mas cobra que o PT faça um mea culpa para conquistar o apoio do eleitorado. “Tem de pedir desculpas, tem de ter humildade, e reconhecer que fizeram muita besteira”, disse o senador eleito, sendo interrompido por pessoas da plateia. “É sim, é? Pois tu vai perder a eleição. Não admitir um mea culpa, não admitir os erros que cometeu, isso é para perder a eleição e é bem feito. É bem feito perder a eleição”, afirmou. Cid, então, foi interrompido pelo coro “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” da plateia. “Lula o quê? Lula tá preso, ô babaca. O Lula tá preso. O Lula tá preso. E vai fazer o quê? Babaca, babaca. Isso é o PT. E o PT deste jeito merece perder. Babaca, vai perder a eleição. É este sentimento que vai perder a eleição”, reagiu.

Haddad sugere filósofo Cortella para Educação – O presidenciável Fernando Haddad indicou o filósofo Mario Sergio Cortella para a pasta da Educação, em eventual governo petista.

Cortella nega convite para ministério – Mencionado em entrevista e em postagem nas redes sociais por Fernando Haddad (PT) como possível ministro da Educação, o filósofo, escritor e professor Mario Sergio Cortella disse que o presidenciável não o convidou, nem a ninguém, para um eventual ministério. Cortella, autor de livros como “Qual É a tua Obra?” e “Viver em Paz para Morrer em Paz”, disse à Folha que, em uma conversa por telefone, o presidenciável disse que seria bom que conversassem sobre o assunto após as eleições. “Em outras conversas entre mim e ele, muito antes até de ser candidato, por várias vezes me honrou com a lembrança de meu nome a ser considerado para o Ministério da Educação”, disse.

Divisões políticas têm data para acabar, diz França – Na saída da cerimônia de aniversário de 48 anos da Rota, nesta segunda-feira (15),o governador Márcio França (PSB) voltou a pregar pela união política e disse que as divisões políticas vão acabar após as eleições. Ele afirmou que em 1º de janeiro os eleitos deverão governar para todos os brasileiros. “Todo mundo está cansado dessa guerra. São Paulo tem que ser maior que essa guerra. A partir de São Paulo, vamos reunificar o Brasil”, disse o governador.

Anastasia e Zema tentam conquistar evangélicos – Os dois candidatos ao governo de Minas Gerais que disputam o segundo turno das eleições 2018, Antonio Anastasia (PSDB) e Romeu Zema (Novo), investiram para conquistar o apoio do eleitorado evangélico em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (15). Ambos se encontraram com lideranças e fiéis da Igreja Batista Getsêmani, uma das maiores congregações evangélicas da capital mineira.

Centrão articula reeleição de Maia na Câmara – Centrão, que elegeu 207 deputados, já articula reeleição de Rodrigo Maia à presidência da Câmara, temendo avanço de nomes do PSL.

Após 43 anos, clã Vieira Lima fica fora da Câmara – Depois dos escândalos envolvendo o nome da família na Lava Jato, o deputado federal baiano Lúcio Vieira Lima (MDB) não se reelegeu. Esta é a primeira vez que o clã fica longe do poder, desde 1975, quando há 43 anos, o pai de Lúcio e Geddel Vieira Lima, Afrísio Vieira Lima, foi eleito para uma cadeira na Câmara pela extinta Arena, partido de apoio ao governo militar. O patriarca se reelegeu até 1990, então pelo MDB, quando foi substituído pelo filho mais velho, Geddel, eleito deputado federal pela primeira vez naquele ano. O mandato de seu sucessor foi até 2010, quando, sem sucesso, tentou chegar ao governo da Bahia. O ex-ministro da Secretaria de Governo do presidente Michel Temer está hoje preso na Penitenciária da Papuda. Lúcio, por sua vez, somava mandatos desde 2010, quando debutou na Câmara.

Derrota do filho abala Cabral – O ex-governador do Rio Sérgio Cabral ficou abalado com a derrota de seu filho Marco Antônio, candidato a deputado federal pelo MDB. O ex-governador, que está preso em Bangu 8, quase não saiu da cama no dia seguinte à eleição. Cabral disse para outros detentos que ficou decepcionado com o fato de Eduardo Paes (DEM-RJ) também não ter conseguido se eleger governador do Rio no primeiro turno. Ele disputa o cargo com Wilson Witzel (PSC-RJ).
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