Oposição venezuelana anuncia boicote às eleições parlamentares | Claudio Tognolli

Contrários ao governo do presidente Nicolás Maduro, partidos de oposição publicaram um comunicado no site da Assembleia Nacional (parlamento) dizendo que as eleições serão “manipuladas” pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), que governa o país com legendas aliadas bolivarianas e de esquerda.

Ao anunciar o boicote às eleições, os partidos oposicionistas procuram negar que sejam abstencionistas e tentam justificar sua atitude alegando que “não há abstenção quando o que se convoca não é uma eleição”, informa a Folha de S.Paulo.

Os partidos oposicionistas condicionam sua participação no leito ao cumprimento de dez medidas, entre elas a formação de um Conselho Nacional Eleitoral (CNE) independente.

O CNE é o órgão responsável por supervisionar as eleições na Venezuela. Em junho, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) nomeou cinco titulares e dez suplentes alinhados a Maduro para a liderança do Conselho.

Para a oposição, a manobra “aborta a possibilidade de que os venezuelanos tenham um árbitro eleitoral independente e confiável”.

A decisão da oposição pode ser um tiro no pé, porque abrirá caminho para uma perda do controle da Assembleia Nacional. Atualmente, políticos oposicionistas ocupam 109 dos 167 assentos na sede do Legislativo.

Por sua vez, o presidente Nicolás Maduro fez um chamado à união nacional. “Chamo à união, dirijo-me à base de todos os partidos políticos, de todos os movimentos sociais. Não permitamos que o divisionismo trate de meter o veneno. Apelo à união de nosso povo”, disse o chefe de Estado em declarações transmitidas pela Venezuelana de Televisão, informa o Correo del Orinoco.

Maduro convocou organizações internacionais a acompanharem o pleito.

Os partidos do Grande Polo Patriótico, organização de frente política e unidade progressista, já anunciaram que estão prontos para as eleições, com suas chapas formadas.

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