O vice-presidente Hamilton Mourão foi aconselhado por assessores a manifestar publicamente posições de uma forma mais sutil que demonstrem fidelidade ao presidente Jair Bolsonaro | Claudio Tognolli

O vice-presidente Hamilton Mourão foi aconselhado por assessores a manifestar publicamente posições de uma forma mais sutil que demonstrem fidelidade ao presidente Jair Bolsonaro. O núcleo familiar do governo estaria insatisfeito com o protagonismo do general neste começo de mandato, de acordo com informação divulgada pela Coluna do Estadão. O chefe do Planalto tem um filho na Câmara, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), e um no senado, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Tem, ainda, o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PSL), que fez a coordenação das redes sociais do pai na campanha eleitoral.

Algumas declarações de Mourão demonstraram falta de afinidade com o presidente eleito. Em janeiro, o general negou a possibilidade de o Brasil participar de algum tipo de intervenção na Venezuela.

“O Brasil não participa de intervenção. Não é da nossa política externa intervir nos assuntos internos de outros países”, disse ele, conforme relato do Uol.

Mourão também descartou a hipótese de fechar a embaixada da Palestina em Brasília. O vice disse à imprensa que tudo não passou de “retórica e ilação”.

Bolsonaro já afirmou iria transferir a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém.

Outra declaração de Mourão desafinada com o presidente foi sobre a imprensa. Em novembro, ele disse que a comunicação da equipe do futuro do governo é ruim e criticou os que tratam a imprensa como inimiga. “A comunicação nossa é ruim, né? Ruim é até um elogio”.

“Eu vou arrumar alguém que faça uma comunicação decente, nós temos que arrumar alguém. Já falei várias vezes”, afirmou ele, segundo relato do jornal Folha de S.Paulo. “Em primeiro lugar: não se pode tratar a imprensa como inimiga em hipótese alguma”.

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