O que há de quente na mídia hoje | Claudio Tognolli

Estadão

O anúncio do governo de que foi conseguida uma trégua de 15 dias na greve dos caminhoneiros não é assegurado por líderes do movimento. Eles dizem que a categoria ainda vai analisar a proposta e que isso leva algum tempo.

“Apesar de o governo ter anunciado o fim do movimento dos caminhoneiros, os líderes da categoria que assinaram o acordo estão reticentes e não asseguram, ao final do longo e tenso dia de reuniões, no Planalto, que seus filiados voltarão ao trabalho, nesta sexta-feira, liberando estradas e voltando a transportar as mercadorias. “Assumimos o compromisso e vamos repassar ainda hoje, na íntegra, para todos eles. Mas é a categoria que vai analisar e é o entendimento deles é que vai dizer se isso foi suficiente ou não. O que estou dizendo para eles é que chegamos aqui com duas reivindicações e saímos com 14 e houve uma sensibilidade do governo no atendimento às reivindicações”, declarou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Autônomos (CNTA), Dilmar Bueno, sem querer assegurar em momento algum que a categoria iria voltar às atividades nesta sexta.

Os presidentes das Federações de Transportadores Autônomos de São Paulo e Minas Gerais, Norival de Almeida e Silva e Gilmar Carvalho, estavam bem mais pessimistas. “Saio preocupado. Acho que podem não aceitar”, desabafou, desanimado, Gilmar Carvalho, avisando que “é a categoria quem decide” e salientando vai apresentar a eles o que conseguiram e tentar mostrar os avanços. “Mas o valor viável do combustível, não existe”, lamentou.”

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Folha

O acordo que o governo tenta fechar com os caminhoneiros vai custar R$ 5 bilhões. Segundo estimativas da área econômica, esse é o valor para garantir que os reajustes de preços do diesel sejam mensais e não diários até o final deste ano.

Os caminhoneiros não aceitaram a proposta do governo, que só pretendia zerar a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre o diesel. Com o avanço dos protestos, que comprometeram a distribuição de mercadorias e combustíveis no país, a Petrobras anunciou, na quarta (23), descontos de 10% no diesel nas refinarias por 15 dias para dar tempo ao governo negociar com o setor.

Isso não foi suficiente para atender à demanda principal dos caminhoneiros: a previsibilidade dos reajustes de preços. O governo cedeu e se comprometeu a garantir descontos de 10% por mais 15 dias – que custarão R$ 350 milhões – e assumiu subsidiar a Petrobras que, por sua vez, passará a fazer reajustes mensais em vez de repassar as variações de preço diariamente para as refinarias, como funciona hoje.

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Em menos de cinco dias, o governo perdeu o controle da agenda econômica, voltou a ser refém do Legislativo e passou a lidar com o temor de ver sua elevada rejeição se materializar em protestos por causa do desabastecimento.

Temerosa com o fracasso das negociações com o movimento grevista, a equipe presidencial avaliava que se o episódio não for controlado, ele agrega o potencial para se tornar um novo junho de 2013, quando a população protestou nas ruas contra o preço do transporte público.

O cenário adverso contaminou até mesmo a pré-campanha do presidenciável do MDB, Henrique Meirelles, que passou a ser cobrado pela alta do preço dos combustíveis e, se depender de adversários, terá de responder sobre o assunto durante a campanha.

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Analistas de mercado ficaram surpresos com a incapacidade do governo em lidar com a greve dos caminhoneiros, informa a jornalista Daniela Lima em sua coluna Painel no jornal Folha de S. Paulo. Segundo a jornalista, eles afirmam que o episódio revelou o esfacelamento político e arrastou a Petrobrás para perto do cadafalso.

As reações do governo e do Congresso ao levante dos caminhoneiros surpreenderam analistas do mercado, que viram alguns de seus principais interlocutores se mostrarem incapazes de administrar a crise. O Planalto, avaliam, evidenciou seu esfacelamento político e arrastou a Petrobras para perto do cadafalso. Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) virou meme em grupos de investidores após subestimar em R$ 8 bilhões o impacto do projeto que tirou da cartola em aceno a grevistas.

O  erro de Maia na votação de texto que zeraria alíquotas do Pis/Cofins foi alvo de críticas até de correligionários. Entre investidores, o democrata, que por meses percorreu bancos e corretoras pregando austeridade e agenda liberal, foi chamado de “vereador federal”, numa menção ao seu apequenamento. Sem garantia de que a greve será encerrada, o governo vai centrar forças em alardear os termos do acordo para desmobilizar o maior número possível de manifestantes —e especialmente as transportadoras.

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O Globo

A Anfavea acaba de anunciar que partir de amanhã, dia 25, todas as fábricas de veículos no Brasil estarão com suas linhas de produção paradas.

De acordo com associação, a greve dos caminhoneiros afetará significativamente os resultados tanto para as vendas, quanto para a fabricação e exportação.

Segundo o comunicado, a indústria automobilística gera de impostos mais de R$ 250 milhões por dia. Por conta disso, a paralisação vai representar um forte impacto na arrecadação do País.

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Veja

Coreia do Norte disse ainda estar disposta a dialogar com os Estados Unidos a qualquer momento, em resposta ao cancelamento do encontro entre os dois países, anunciado pelo presidente americano Donald Trump nesta quinta.

“Expressamos nossa disposição em nos sentar frente a frente com os Estados Unidos e resolver assuntos a qualquer momento e de qualquer forma”, disse o vice-ministro das Relações Exteriores, Kim Kye-gwan, em comunicado divulgado pela agência estatal de notícias KCNA.

“Gostaria de concluir que a declaração do presidente Trump sobre a cúpula entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos é uma decisão que não está de acordo com os desejos dos que esperam pela paz e estabilidade da Península Coreana, bem como do mundo”, afirmou o vice-ministro.

Esta foi a primeira reação de Pyongyang ao anúncio feito por Trump sobre sua decisão de cancelar a reunião com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, prevista para 12 de junho, em Singapura, devido ao que classificou como “hostilidade” por parte do governo do país asiático.

No comunicado divulgado nesta quinta, o governo norte-coreano afirma ainda que o estado “vergonhoso” das relações entre os dois países mostrou o quanto a cúpula era necessária.

Kim Kye-gwan afirmou que o “cancelamento unilateral” do encontro fez Pyongyang “pensar novamente” sobre seus esforços recentes e se “esse caminho que escolhemos recentemente está certo”, porém ressaltou novamente que o objetivo do governo da Coreia do Norte é “fazer tudo pela paz e estabilidade da Península Coreana”

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