O que há de quente na mídia hoje | Claudio Tognolli

 Estadão

Pressionado por todos os lados, o governo cedeu para o lado mais forte: vai mudar a tabela de preços dos fretes a pedido do agronegócio. A tabela acordada com os caminhoneiros para encerrar a greve elevava os custos do frete em até 150%, segundo ruralistas. Clima entre caminhoneiros e entidades de caminhoneiros é de revolta.

“O ministro Maggi afirmou que a demanda das entidades presentes ao encontro mostra que a tabela de preços mínimos de frete “é extremamente elevada, praticamente inviabiliza o setor produtivo” e, por isso, será revisada. Segundo ele, os cálculos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pela elaboração da tabela, foram “muito corridos” para atender à demanda dos caminhoneiros, e alguns cálculos foram imprecisos. “A ANTT vai trazer para a realidade uma série de coisas e deve propor uma nova tabela de fretes amanhã (quarta-feira, 06)”, disse.

“A tabela é processo construtivo que depende de discussão com todos os setores. Está previsto na medida provisória que a tabela tem de passar por consulta pública, e que vai ter ajuste, vai”, disse Casimiro. “Isso vai para consulta pública, vamos ouvir todos os setores para que saia uma tabela que atenda a todos e seja boa para o País.” Nas redes sociais, porém, os caminhoneiros já reagem a essa possibilidade de mudança e até ameaçam com novas paralisações.”

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Os deputados estaduais da Assembleia Legislativa do estado de São Paulo aprovaram a PEC 05 que amplia o teto do funcionalismo estadual para R$ 30 mil. O custo para os cofres públicos desse ‘reajuste’ será de R$ 1 bilhão em 4 anos.

“Com plateia repleta de auditores fiscais de Renda, o plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou em segundo turno, nesta terça-feira, 5, a Proposta de Emenda Constitucional 05, que equipara o salário do funcionalismo público do Estado aos vencimentos dos desembargadores do Tribunal de Justiça. A PEC teve 67 votos a favor e 4 contra. A iniciativa, do deputado Campos Machado (PTB/SP), beneficia pelo menos 4 mil funcionários públicos e deve impactar em até R$ 1 bilhão os cofres do Estado, segundo dados do Sindicato dos Agentes Fiscais de Renda. A categoria apoia o projeto e tem comparecido à Casa desde o fim de 2017 para apoiar a proposta.

O projeto não depende de sanção do governador. Após aprovação da Assembleia, é automaticamente promulgado e passará a vigorar. Atualmente, o teto do funcionalismo público é equiparado ao salário do governador, de R$ 22,4 mil. Já os desembargadores ganham R$ 30,4 mil. Segundo o texto aprovado pela Casa nesta terça, em primeira votação, no primeiro ano após a promulgação, não haverá impacto ao Tesouro. No segundo ano, o teto seria de 70% do salário dos desembargadores, o que geraria impacto de R$ 13 milhões. No terceiro, progrediria para 80%, e o impacto saltaria para R$ 280 milhões. No quarto ano após a aprovação, o salário dos servidores seria equiparado a 100% dos subsídios dos desembargadores, o que vai gerar impacto de R$ 680 milhões aos cofres públicos.

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Folha

A procura agônica por um discurso que empolgue e tire do nanismo os presidenciáveis dos dois maiores partidos do golpe (PSDB e MDB), tumultua a estrutura de alianças e recursos para a campanha de 2018. Enquanto Henrique Meirelles tenta se desvencilhar de Michel Temer, Geraldo Alckmin fala em sacrifício pessoal.

Temer, mais uma vez, ficou contrariado com a repulsa que Meirelles faz questão de demarcar com relação a ele, o que obrigou o presidenciável do MDB a ligar duas vezes para Temer para tentar se exlicar. Meirelles havia dito ao jornal O Estado de S. Paulo que sua candidatura não representa a gestão Temer

Integrantes do MDB, porém, lembram ao ex-ministro da Fazenda que ele ainda é pré-candidato e que para mudar de status precisa ser aprovado em convenção do partido. E é o grupo de Temer, concluem esses emedebistas, que vence as disputas internas há quase 20 anos.

No PSDB, Alckmin tem sido obrigado a tentar aplacar, além da própria ansiedade, a de seus aliados. Repete a eles que uma guinada nas pesquisas só virá com a propaganda eleitoral e que o partido precisa entender que a Lava Jato causou avarias sérias no PT, mas também na imagem dos tucanos.

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Diante da pressão popular e da falta de coragem para uma ação gerencial direta, o governo começou a desmontar a política de preços de Pedro Parente na Petrobras através de pequenas intervenções laterais. A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) anunciou que vai abrir consulta pública para discutir a periodicidade dos reajustes de combustíveis no país.

A ideia é estabelecer um prazo mínimo para repasses das variações no mercado internacional. Ainda não está definido qual será o prazo, mas a medida pode atingir refinarias e distribuidoras. Em julho de 2017, a Petrobras iniciou uma política ajustes diários, de acordo com as variações das cotações internacionais e do câmbio. Após a greve dos caminhoneiros, os ajustes no preço do diesel foram suspensos.

(…)

A política de reajustes diários passou a ser contestada com o aumento nos preços dos combustíveis provocado pela escalada das cotações internacionais do petróleo nos últimos meses. Era uma das principais bandeiras do ex-presidente da Petrobras, Pedro Parente, que deixou a companhia na última sexta (1), pressionado pelas críticas à política de preços. Oddone disse que ainda não há um modelo definido, mas a ANP pode vir a regular os reajustes tanto nas refinarias quanto nas distribuidoras de combustíveis. Por lei, os preços dos combustíveis no Brasil são livres desde 2002.

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O Globo

Réu por apologia ao estupro, o pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL-RJ) vem fazendo manobras com a intenção clara de adiar seu julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) para depois das eleições de outubro. Com a instrução dos processos em fase final, ele indicou como testemunhas dois aliados que utilizaram suas prerrogativas parlamentares para informar que só podem depor em agosto.

“(…) Como após essas oitivas ainda terá de ser marcado o interrogatório de Bolsonaro e haverá prazo para as alegações finais, dificilmente o caso irá à pauta antes do pleito. Há um recurso nas mãos do relator, ministro Luiz Fux, para que as testemunhas sejam dispensadas, o que aceleraria o processo. O magistrado pode decidir sozinho ou levar a questão à Primeira Turma da Corte.

Bolsonaro responde pelos crimes de injúria, em uma ação movida por Maria do Rosário, e de incitação ao crime de estupro, em processo movido pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O segundo processo já estava na fase final e o deputado chegou a propor um acordo em março no qual aceitaria cumprir alguma pena alternativa, mas desistiu após Fux atender a outro pedido da defesa juntando as duas ações.

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