O que há de quente na mídia hoje | Claudio Tognolli

Folha

O governo segue acumulando sucessão inédita de erros na condução da greve dos caminhoneiros, que entra em seu 9º dia. Sem conseguir pôr fim à greve, o governo tensiona o quadro mais uma vez e passa pela terceira fase de terceirização de responsabilidade. Primeiro, desovou fakenews nos jornais (anunciando o fim da greve), depois convocou o exército e, frustradas as tentativas, chamou a Polícia Federal, que está sendo pressionada a prender os caminhoneiros que se recusarem a encerrar a mobilização.

“Sem conseguir acabar com a greve dos caminhoneiros, o governo Michel Temer pressiona a Polícia Federal a acelerar investigações e prender suspeitos de dar suporte ilegal ao movimento. A ofensiva atípica em cima da PF ignora o fato de os inquéritos serem sigilosos e estarem em fase inicial e se dá em meio a diversas tentativas frustradas de interromper a paralisação.

Em reunião no Palácio do Planalto, o diretor-geral da polícia, Rogério Galloro, chegou a ter de fazer uma explicação básica de como as prisões ocorrem no Brasil (…) A explanação se deu como resposta a diversas cobranças feitas durante uma das reuniões do fim de semana, de que as detenções seriam importantes para colocar fim na mobilização. À cúpula do governo, Galloro esclareceu que isso só pode acontecer em casos de flagrante ou com ordem judicial.”

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O Globo

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, agendou para o mês que vem uma ação que questiona se é possível migrar do sistema presidencialista para o parlamentarismo por meio de emenda à Constituição. Lúcia está a dois meses de encerrar o seu mandato como presidente do Supremo.

“(…) Outro processo discute a legalidade do voto impresso. A Corte também deve discutir a criação de quatro novos Tribunais Regionais Federais e dois pontos polêmicos da reforma trabalhista: a contribuição sindical e o contrato intermitente. Em julho o tribunal estará em recesso. Depois, só restará a Cármen Lúcia o mês de agosto e parte de setembro no comando da Corte. Em meados de setembro, ela passará o bastão para o colega Dias Toffoli. Para aproveitar melhor seus últimos meses na presidência do STF, a ministra resolveu marcar três sessões extraordinárias de julgamento durante o mês de junho. Elas serão realizadas nas quartas-feiras pela manhã.

A ação sobre o parlamentarismo chegou ao tribunal em 1997, proposta pelo então deputado Jaques Wagner. Depois de 21 anos, o tema deve ser finalmente enfrentado pelo plenário da mais alta corte do país. O julgamento deve ocorrer no dia 20 de junho. No dia 6 de junho, o plenário deve definir a criação dos novos TRFs. Em 2013, uma emenda constitucional autorizou a criação das novas cortes. No mesmo ano, o então presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, deu liminar suspendendo a medida. Na decisão, o ex-ministro alegou que o Executivo gastaria recursos públicos em excesso para colocar a mudança em prática.

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Band 

Pesquisa Ibope realizada entre os dias 24 e 27 de maio mostra vitória de Lula até em reduto tucano: o ex-presidente registra 23% das intenções de voto, liderando a disputa presidencial no Estado, seguido por Jair Bolsonaro (PSL), com 19%, e Geraldo Alckmin (PSDB), que obteve 13%, mesmo tendo acabado de deixar o governo estadual; Marina Silva aparece com 9%, Ciro Gomes, 3%, e Alvaro Dias, 2%.

Outra pesquisa divulgada nesta segunda-feira 28, em caráter nacional, a Vox Populi revelou vitória de Lula no primeiro turno. O ex-presidente teria 39% dos votos se as eleições fossem hoje – mais votos do que a soma dos votos de 13 adversários sondados (30%).

Em um cenário sem Lula, com Fernando Haddad representando o PT, o ex-prefeito de São Paulo registra 3% das intenções de voto. Nessa simulação, Bolsonaro obteve 19%, seguido por Alckmin, com 15%, Marina Silva, com 11%, Ciro Gomes, com 7%, e Alvaro Dias, com 3%.

O levantamento foi divulgado pela Band.

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Estadão

A OIT (Organização Internacional do Trabalho) colocou o Brasil na ‘lista suja’ como país que pratica as 24 violações das convenções trabalhistas no mundo. Para a OIT, o Brasil apresenta problemas graves com relação: à liberdade sindical, a assassinatos de líderes trabalhistas e a irregularidades na aplicação das convenções da entidade.

“(…) o Brasil foi amplamente citado (…) houve uma forte resistência por parte dos empresários e, do lado do Itamaraty, um lobby intenso foi feito para tentar evitar que o País aparecesse como um dos piores casos de violação do mundo. A pressão do governo, porém, fracassou. A avaliação agora significará mais um constrangimento internacional para o governo de Michel Temer, que desde o ano passado alertou a OIT a não se envolver nos debates políticos no Brasil.

Em 2017, movimentos trabalhistas conseguiram fazer com que a OIT chegasse a abrir uma avaliação sobre o Brasil, apontando para denúncias contra de violações dos direitos dos trabalhadores estipulados pela Reforma Trabalhista. Mas o pais acabou não entrando na lista dos 24 casos prioritários, já que a reforma ainda não tinha entrado em vigor. Mas isso não impediu o governo de entrar em choque com a entidade. Em junho do ano passado, o então ministro do Trabalho,  Ronaldo Nogueira, alertou em um discurso na OIT que a entidade tem “grandes responsabilidades, devendo preservar sua natureza estritamente técnica e especializada”.

“A OIT é um órgão técnico e especializado e tem uma parceria com o Brasil desde sua fundação”, disse o então ministro em entrevista ao Estado em junho de 2017. “Respeitamos a organização. Tenho uma relação respeitosa com o diretor-geral Guy Ryder e defendemos que ela mantenha sua natureza técnica e especializada para assessorar países membros para promover o trabalho digno no mundo”, completou.

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