O que há de quente na mídia hoje | Claudio Tognolli

Folha

Benjamin Steinbruch enviou uma carta à Fiesp na noite desta quarta-feira comunicando seu afastamento temporário da função de vice-presidente. O ato faz cumprir a regra legal que exige a desincompatibilização de funções para disputar cargos eletivos. Dono da CSN, Steinbruch é cotado para ser vice de Ciro Gomes. O pedetista afirmou que o empresário, filiado ao PP, “responde perfeitamente” aos seus anseios de composição de chapa.

“Na carta, Steinbruch fez questão de enviar uma indireta que não passou despercebida pela cúpula da Fiesp. Ele ressalta duas vezes no texto que está se afastando do posto de “primeiro vice-presidente eleito”.”

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O clima instalado na cúpula tucana segue quente. O alvo agora é o próprio Geraldo Alckmin, pré-candidato à presidência da república que, mais que não decolar, afunda nas pesquisas.  Dirigentes do partido afirmam que isso pode levar ao isolamento do ex-governador, que já acusa impaciência. O saldo da última conversa entre Alckmin e tucanos instalou o clima de cada um por si.

“Em relatos a dirigentes da legenda, os tucanos que estiveram com Alckmin disseram que vão tocar as articulações em seus estados independentemente do aval do paulista.

Os aliados mais próximos de Alckmin ficaram indignados com a aprovação de projeto que eleva os salários em São Paulo. O rigor fiscal é uma das vitrines da campanha presidencial.”

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O caos de Pedro Parente continua a causar estragos na cadeia produtiva brasileira. Há risco de faltar diesel entre 30 e 60 dias se o mecanismo de subsídio ao importado não ficar claro, ou caso a compra no exterior não seja ‘vantajosa’.  “Quem importava eram as distribuidoras. Por que farão isso agora caso possa comprar a um preço menor aqui do que fora”, pergunta-se um empresário do setor.

O alerta é de um alto executivo de uma importante empresa do setor, que se manifestou sob a condição de anonimato. Eduardo Guardia, ministro da Fazenda, já havia afirmado que também haverá subvenção ao importador. Quem importava eram as distribuidoras. Por que farão isso agora caso possa comprar a um preço menor aqui do que fora, pergunta-se o empresário ouvido pela coluna.

O intervalo entre o momento em que se faz a ordem de compra internacional e a chegada do produto é de cerca de um mês. Outra mudança prevista é a criação de um preço de referência do diesel no Brasil—cada vez que estiver abaixo desse patamar, haverá uma taxação extra sobre o importado.

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O Globo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está preocupado. A exatos quatro meses do primeiro turno, ele teme que a eleição se transforme num protesto contra “tudo isso que está aí”. “Como o povo está na pior e com raiva dos políticos, não será fácil fazê-lo votar em um candidato tradicional. Daí o risco de autoritários e demagogos irem para o segundo turno”, afirma.

O diagnóstico ajuda a explicar o discurso de FH a favor da formação do tal “polo democrático e progressista”. A outra explicação está nas pesquisas: o tucano Geraldo Alckmin continua empacado entre 6% e 7% das intenções de voto. No PSDB, é cada vez mais forte a sensação de que a candidatura do ex-governador paulista se assemelha a um Titanic a caminho do iceberg. O nervosismo já contaminou Alckmin, que tem acusado aliados de corpo mole na campanha.

No início do ano, FH irritou o aliado ao estimular o sonho presidencial de Luciano Huck. Agora seus aliados defendem uma aliança entre o PSDB e Marina Silva, o que poderia forçar o tucano a sair do páreo. Apesar das conversas, o ex-presidente nega que tenha desistido de Alckmin. “A despeito do repetitivo ‘O Geraldo não decola’, ele terá votos, pois o PSDB tem estrutura nacional e ele é claro e firme nas respostas”, afirma. “Isso será suficiente para chegar ao segundo turno?”, pergunta-se FH. “Não dá para saber”, ele mesmo responde.

O ex-presidente é generoso nos elogios à candidata da Rede. “A Marina tem uma história que, se bem explorada, pode permiti-la ser competitiva”, observa. Ele pondera, no entanto, que a ex-senadora “não tem tempo de TV nem estrutura partidária”. Mas o mesmo poderia ser dito sobre Jair Bolsonaro, que lidera a disputa nos cenários sem o ex-presidente Lula.

Sobre a possibilidade de união entre PSDB e Rede, FH dá a senha: “A esta altura do campeonato não convém fechar portas.” Ele ressalva que “tudo vai depender” do desempenho de cada candidato e do cenário apontado pelas pesquisas. “Sem dúvidas, hoje o Alckmin tem mais potencial. Veremos… Mas não dá para fechar as portas ao entendimento contra o radicalismo, e hoje o mais forte é o de direita”, afirma, referindo-se à liderança de Bolsonaro.

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O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, partiu para cima de Jair Bolsonaro (PSL) nesta quarta-feira. Em sabatina do jornal “Correio Braziliense“, Ciro chamou Bolsonaro de “maluco”, “boçal”, “despreparado” e “um câncer a ser extirpado”.

Quando falava sobre tributação, Ciro criticou a resposta dada por Bolsonaro sobre o assunto, em entrevista dada no mesmo dia. De acordo com o Ciro, o Brasil precisa ter uma tributação mais progressiva sobre herança e renda e é preciso”diminuir a incidência de impostos sobre a classe média, principalmente sobre o imposto de renda”.

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