O que há de quente na mídia de hoje | Claudio Tognolli

O Globo:

A senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, discute hoje com governadores do PT a nomeação do candidato a vice-presidente para compor a chapa com Lula. A ideia de Gleisi – que materializa o planejamento de Lula – é que o vice percorra o país falando em nome de Lula.

Com isso, o PT pretende sepultar as especulações sobre Ciro Gomes ou sobre qualquer outro plano B. A reunião foi convocada por Gleisi logo ap´s o governador do Ceará, Camilo Santana (PT) declarar que a adesão a Ciro poderia ser uma opção para o partido.

Caso a proposta seja aceita, caberia a Lula escolher o seu vice. Os cotados para o posto são o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-ministro Celso Amorim.

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Favorito neste momento para substituir Lula na cabeça de chapa se a Justiça Eleitoral confirmar a impugnação do petista, Haddad já está rondando o país. Na sexta-feira, esteve no Acre. Nesta semana irá ao Recife, onde se encontrará com governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), e à Paraíba, para falar com Ricardo Coutinho (PSB). Também está prevista uma visita ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

O objetivo oficial das conversas é buscar programas implantados nesses estados que possam ser replicados a nível nacional. Mas Haddad, que é coordenador do programa de governo de Lula, também tem sido um dos encarregados pelo ex-presidente para manter o diálogo com políticos de partidos que possam se tornar aliados. O PT ainda tenta viabilizar uma aliança com o PSB.

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Reuters

A paralisação dos caminhoneiros autônomos do país, iniciada na véspera, deve continuar na quarta-feira, apesar do aceno do governo nesta terça-feira sobre redução de um dos tributos que incidem sobre o preço do diesel.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou em conta no Twitter que a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) será zerada com o objetivo de reduzir o preço dos combustíveis. Segundo Maia, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e ele acertaram com o governo do presidente Michel Temer essa medida.

Porém, o presidente da entidade que organiza o movimento dos caminhoneiros autônomos do país, Abcam, José da Fonseca Lopes, afirmou que a redução da Cide não é suficiente. Enquanto isso, um pequeno corte no preço do diesel anunciado pela Petrobras mais cedo pouco fez para reverter a posição dos caminhoneiros.

“Isso não resolve o problema, a gente quer ser ouvido. Queremos que os tributos no óleo diesel sejam zerados. A Cide representa 1 por cento dos tributos que incidem no combustível”, disse Lopes em resposta a questionamento sobre a chance de a paralisação dos caminhoneiros ser suspensa.

A Abcam estima que cerca de 300 mil caminhoneiros tenham participado dos protestos desta terça-feira, ante 200 mil no dia anterior. A entidade representa cerca de 600 mil caminhoneiros autônomos de um total de 1 milhão de motoristas no Brasil.

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que os protestos dos caminhoneiros estão gerando problemas pontuais no país, mas montadoras de veículos, incluindo General Motors, Ford e Fiat, um dos poucos setores da economia a apresentar recuperação vigorosa da crise, reportavam problemas logísticos ou paralisações de produção nesta terça.

Segundo a Abcam, foram registrados protestos em 23 Estados.

As manifestações também impactavam produtores de alimentos. Segundo a Associação Brasileira da Proteína Animal (ABPA), oito fábricas de carne suína e de aves do Brasil estão paradas devido a problemas decorrentes dos protestos de caminhoneiros.

“Todo o sistema está comprometido, não tem como girar, o cara tem que parar a planta”, disse o vice-presidente e diretor de mercados da ABPA, Ricardo Santin. A entidade representa mais de 140 agroindústrias e Santin estimou que outras 30 fábricas devem parar na quarta-feira.

A Cooperativa Central Aurora Alimentos, terceira maior produtora de carnes de aves e suínos do país, disse que vai parar totalmente as atividades das indústrias de processamento de aves e suínos em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, na quinta e sexta-feira, devido a problemas causados pela greve dos caminhoneiros.

Na mesma linha, o presidente executivo da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, afirmou que todo o setor de animais vivos, de leite e o abastecimento em geral estão sendo muito afetados.

Com relação aos grãos, o gerente de economia da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Amaral, disse que por ora os protestos “ainda não afetaram o embarque e o esmagamento (de soja) de maneira generalizada, mas uma fábrica no Paraná pode suspender o processamento”. Ele preferiu não dizer o nome da empresa.

“Estamos preocupados, mas ainda não houve problema para o abastecimento interno”, disse Amaral. Ele ressaltou, contudo, que o fluxo do produto para os portos foi reduzido.

A última vez que os caminhoneiros promoveram protestos em âmbito nacional foi no início de 2015, quando exigiram redução de custos com combustível, pedágios e tabelamento de fretes.

Os protestos paralisaram dezenas de rodovias em um movimento que afetou as exportações do país. Os caminhoneiros suspenderam o movimento quando o governo aprovou a chamada Lei do Caminhoneiro, que reduziu custos em rodovias com pedágios.

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Valor

“A defesa de Azeredo tentou, em vão, evitar a ordem com um pedido de habeas corpus levado ao aguardava análise do ministro Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta terça-feira. O mandado de prisão foi expedido após a 5ª Câmara Criminal do TJ ter rejeitado embargos de declaração de Azeredo. Os desembargadores determinaram que não caberia mais recursos na corte e o tucano deveria começar a cumprir sua pena.

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O delegado da Policia Civil Aluisio Fagundes, que atendeu aos jornalistas, afirmou às 22h25 que a defesa de Azeredo está negociando para que ele se entregue, mas o policial não soube dizer a que hora isso poderia acontecer. Fagundes afirmou que “ainda não é o caso de considerar Azeredo como foragido.”

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Entre Aspas

Em entrevista a Mônica Waldvogel, ontem à noite, no programa “Entre Aspas”, da Globo News, o presidente da AMEC (Associação de Investidores no Mercado de Capitais), Mauro Cunha afirmou que “a Petrobrás perdeu 40 bilhões de valor com a ameaça de renúncia de Pedro Parente”.

“Nós dependemos de um CPF”, disse ele, “o CPF de Parente”.

O presidente da Petrobrás ameaçou renunciar se o governo interferisse na política de preços da companhia, em constante elevação, cedendo à pressão dos caminhoneiros em greve nacional, disse o executivo, o que provocou imediata queda nas ações.

Parente ganhou a queda de braço com o ministro das Minas e Energia, Moreira Franco.

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Folha de S. Paulo

O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandovski escreve importante artigo no jornal Folha de S. Paulo em que destaca a necessidade de o três poderes voltarem a operar dentro da normalidade democrática. Ele relembra que a Suprema Corte decidiu sobre muitos casos que não são de sua alçada e que isso incorre em desequilíbrio institucional.

Lewandowski inicia seu texto invocando os gregos. Vai ao âmago da democracia enquanto conceito para fundamentar seu argumento sobre a disfuncionalidade presente no cenário nacional pós impeachment.

O ministro, que presidiu o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff – e que ousou não impedi-la de concorrer a novas eleições, propondo não condená-la por crime de responsabilidade – deixa claro que a atual situação do equilíbrio entre poderes está severamente prejudicada, dadas as diversas omissões do executivo com relação a assuntos importantes do debate nacional e mesmo a questões de ordem estrutural (Lewandowski deixa entender que o executivo não compreende sua função, a de debater com a sociedade).

“A Suprema Corte, para o bem ou para o mal, recentemente foi levada a decidir sobre a descriminalização do aborto de fetos anencéfalos; a autorização de pesquisas com células-tronco embrionárias humanas; a proibição do financiamento empresarial de campanhas eleitorais; a vedação de greve no serviço público; a legitimidade das cotas raciais no ensino estatal; a extensão dos direitos da união estável de casais heterossexuais aos parceiros homoafetivos; o estabelecimento de um marco temporal para a delimitação de terras tradicionalmente ocupadas por indígenas; a retroação dos efeitos da denominada “Lei da Ficha Limpa”; a possibilidade da mudança de nome das pessoas transgênero; a restrição da garantia da presunção de inocência; a limitação do habeas corpus; e o fim do foro especial para os parlamentares.

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Por isso muitos pugnam pela integral restauração do mecanismo de freios e contrapesos, que tradicionalmente integra nosso regramento constitucional, temendo que algum desavisado cogite da dissolução do Legislativo e Executivo ou, até mesmo, da abolição das eleições.”

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Os rumores de que João Doria poderia substituir Geraldo Alckmin como presidenciável do PSDB assustaram parte do DEM, informa a jornalista Mônica Bergamo em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo. Segundo a colunista, o DEM estuda fechar aliança com o ex-prefeito para a campanha de governador em São Paulo e teme ficar na mão.

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