O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4-RS), Carlos Alberto Thompson Flores, quer julgar uma nova sentença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desta vez no caso do sítio em Atibaia (SP) | Claudio Tognolli

O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4-RS), Carlos Alberto Thompson Flores, quer julgar uma nova sentença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desta vez no caso do sítio em Atibaia (SP). No fim de junho, o Tribunal passará por mudanças que afetarão a 8ª Turma. O desembargador Victor Laus, um dos três responsáveis pelos processos da Lava-Jato, assumirá a presidência do tribunal e o seu lugar na Turma deverá ser ocupado por Thompson, conforme o portal GaúchaZH.

O atual chefe do TRF4-RS festejou a primeira condenação de Lula, no caso do tríplex do Guarujá (SP), em que o ex-presidente foi condenado sem provas na primeira instância jurídica, pelo então juiz Sérgio Mor, a 9 anos de prisão. Na segunda instância – TRF4 – a pena foi aumentada para 12 anos e 1 mês de prisão. Após recurso este ano no Superior Tribunal de Justiça, o tempo de reclusão caiu para 8 anos e 10 meses.

A defesa de Lula vê suspeição no desembargador do Tribunal de Porto Alegre, pois ele havia festejado a condenação de Lula por Moro.  “Vai entrar para a história do Brasil”, celebrou, sem esperar os recursos da defesa.

Lula ficou revoltado. “Esse cidadão é bisneto do general Thompson Flores, que invadiu Canudos e matou Antônio Conselheiro. É da mesma linhagem”, disse.

Outro detalhe é que, quando o desembargador Rogério Favreto mandou soltar o ex-presidente, Flores ligou para o então diretor da Polícia Federal, Rogério Galloro, e ordenou que ele ignorasse a decisão. O atual presidente do TRF4 devolveu o caso a João Pedro Gebran, que desejava manter o ex-presidente na cadeia.

O advogado Cristiano Zanin estuda pedir a suspeição do desembargador. “Um juiz tem que ser e parecer imparcial”, afirma.

A sentença de Lula no processo do triplex em Guarujá (SP), foi questionada por vários juristas. Ele, acusado de ter recebido um imóvel da OAS como propina, não tinha chave do apartamento. Também nunca dormiu no local.

Sobre a sentença de Atibaia, vale ressaltar que, segundo informação do Portal UOL, a juíza federal Gabriela Hardt, confessou que escreveu sua sentença usando como modelo a decisão do de Moro. Ela ainda disse que usa decisões de colegas como base para todas as suas decisões.

“A gente sempre faz uma sentença em cima da outra. E a gente busca a anterior que mais se aproxima”, afirmou. “Nosso sistema tem modelo para que a gente comece a redigir em cima dele. Eu faço isso em todas as minhas decisões. Raramente começo a redigir uma sentença do zero porque seria um retrabalho”.

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