O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, concedeu habeas corpus e mandou libertar Jorge Atherino, preso na operação Piloto, 53ª fase da Lava Jato, acusado de ser o "operador financeiro" de um esquema de pagamento de propina ao grupo político do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) | Claudio Tognolli

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, concedeu habeas corpus e mandou libertar Jorge Atherino, preso desde setembro do ano passado na operação Piloto, 53ª fase da Lava Jato, acusado de ser o “operador financeiro” de um esquema de pagamento de propina ao grupo político do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB). A medida foi tomada em decisão monocrática no plantão judiciário.

A Operação Piloto apura o pagamento de propina pela Odebrecht ao governo tucano em troca de favorecimento na licitação para as obras de duplicação da PR 323, em 2014. Atherino foi preso juntamente com o ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Roldo, que segue preso.

Toffoli acatou os argumentos da defesa de Atherino. Advogados alegaram que a movimentação financeira das empresas dele, por si só, não justificaria a prisão, que poderia ser substituída por outras medidas cautelares como prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica.

“Sem prejuízo de reexame posterior por parte do eminente Ministro Luiz Fux, defiro a liminar para determinar ao juízo processante que substitua a prisão preventiva do paciente pelas medidas cautelares diversas, que julgar pertinentes. Comuniquem-se, com urgência , a autoridade coatora e ao Juízo da 23ª Vara Federal de Curitiba/PR para que preste informações pormenorizadas e atualizadas a respeito da situação do paciente nos autos da ação criminal apontada nos autos”, despachou Toffoli.

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