O homem que pode implodir a delação da JBS | Claudio Tognolli
Diego Escosteguy

Foto: Agif/Folhapress

O executivo Ricardo Saud, principal operador da JBS no Congresso, está com sua delação sob altíssimo risco. A Procuradoria-Geral da República aceitou repactuar as delações de Joesley Batista e Wesley Batista, mas reluta em fazer o mesmo com Saud e com Francisco Assis, o executivo da área jurídica do grupo.

Os irmãos Batista precisaram queimar seu capital político em Brasília para reverter a decisão da PGR de rescindir suas delações. Não foi possível acomodar, até agora, Saud. A resistência de Augusto Aras é grande.

Saud, que sempre foi leal aos Batista, não tem o que oferecer à PGR – não sem desmontar os acordos dos chefes e a leniência do grupo empresarial. Também não tem bilhão.

Se Joesley não operar mais um milagre judicial, Saud, diante das circunstâncias das delações da JBS e das investigações em curso na PGR, estará em breve diante de um dilema: permanecer calado e provavelmente ser o único da turma a acabar na cadeia – ou romper com Joesley para tentar se salvar.

As repactuações dos irmãos Batista ainda precisam passar pelo crivo do ministro Edson Fachin, relator delas desde 2017. O mesmo vale para as repactuações de Saud e Francisco, caso a PGR venha a topá-las.

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