RIO –  O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) cumpre nesta terça-feira mandados de busca e apreensão em endereços do ex-deputado estadual Pedro Augusto (PSD) e outros três assessores. Segundo o MP, o material apreendido será analisado para o inquérito policial que apura possível prática de ‘rachadinha’ no antigo gabinete dele na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). As investigações estão sob sigilo e tiveram início a partir do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) em 2018 – mesmo relatório que originou a investigação sobre o senador Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz.

O relatório do Coaf apontou uma movimentação atípica de R$ 4,1 milhões de ex-assessores de Pedro Augusto entre janeiro de 2016 a janeiro de 2017.

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Os mandados foram pedidos após investigações do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC/MPRJ) e contam com agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Polícia Civil, e do Departamento Geral de Combate à Corrupção e ao Crime, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD).

Com a operação, Pedro Augusto passa a ser mais um parlamentar com passagem pela Alerj investigado pela prática da rachadinha. Além dele e de Flávio Bolsonaro, o deputado Márcio Pacheco (PSC-RJ), ex-líder do governo de Wilson Witzel na Alerj, foi denunciado por peculato. O peculato ocorre pela acusação de que ele teria se apropriado de dinheiro público ao obrigar os servidores da Alerj a transferirem parte de seus vencimentos.

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Pedro Augusto não conseguiu se reeleger na Alerj. Ele é o 1º Suplente do PSD do Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados e, portanto, caso a deputada federal Flordelis tenha o mandato cassado, é Pedro Augusto quem assume a vaga. A deputada é acusada pela Polícia Civil do Rio de ser a mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo